Budião grande, preto-azulado com azul vivo na cabeça, de recifes do Caribe. Proibido em vários países e fora da lista do Brasil: ficha para reconhecer e soltar.
Também chamado de: budião-negro, midnight parrotfish, blue tumbler, nightowl parrot
silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
40–60 cm
máximo
77 cm
peso comum
1,2–4,3 kg
recorde/máx.
7,0 kg
profundidade
5–75 m
água ideal
25–29 °C
visão geral
quem é o budião-negro (loro de medianoche)
O budião-negro (midnight parrotfish) é o único budião grande de cor preta ou azul-escura do Caribe. Vive de 5 a 75 m, em geral até 20 m, de recifes rochosos de costa a recifes de mar aberto, muitas vezes em cardumes que raspam algas de pedras e corais mortos junto com peixes-cirurgião. Chega a 77 cm e 7 kg, com comprimento comum de 50 cm, e a idade máxima registrada passa de 30 anos. O FishBase dá a distribuição das Bermudas e da Flórida à Guiana Francesa, sem listar o Brasil. Em vários países está protegido, e esta ficha serve para reconhecer e soltar.
curiosidades
O FishBase registra idade máxima de 31 anos.
O FishBase a classifica como inofensiva, ao contrário do budião-azul-caribenho e do budião-guacamaia, que têm relatos de ciguatera.
Raspa algas junto de peixes-cirurgião, o que mantém os corais limpos.
como reconhecer
identificação
Adulto geralmente preto ou azul-escuro, com o centro das escamas e a parte da cabeça sem escamas em azul vivo e uma faixa azul entre os olhos. Dentes verde-azulados. Dorsal com 9 espinhos e 10 raios moles; anal com 3 espinhos e 11 raios. É o único budião grande preto ou azul-escuro do Caribe, o que o separa do budião-azul-caribenho (azul-celeste uniforme).
como está a pesca de budião-negro (loro de medianoche)
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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
Atlântico ocidental, das Bermudas e do sul da Flórida às Bahamas, ao Caribe e à Guiana Francesa. O FishBase não lista o Brasil, e os registros de coleção brasileiros com esse nome (28, quase todos na Bahia) não foram revistos. No Brasil, os budiões grandes e azulados costumam ser o Scarus trispinosus, ameaçado.
Habitat: Recifes rochosos de costa e recifes de mar aberto, de 5 a 75 m e em geral até 20 m, em cardumes que raspam algas.
calendário e relógio
quando pescar
melhor época
época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Sem época de pesca: a espécie é protegida em vários países e não se pesca sobre ela.
melhor horário
Diurno. Pasta algas de dia nos recifes e à noite se abriga; não é peixe de mordida noturna.
clima, água e comportamento
o que mexe com o budião-negro (loro de medianoche)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
se fisgar por acaso, tire o anzol com alicate, sem tirar o peixe da água
acessórios
alicate de bico longo
régua
dica de quem pesca
Budião raramente morde anzol: raspa algas. Se um vier na linha, solte; a ficha serve para reconhecer a espécie, não para pescá-la.
o que a lei diz
regras para o budião-negro (loro de medianoche)
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: Dados Insuficientes na avaliação global de 2009. Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). É protegido por norma em Porto Rico (águas federais), Belize, República Dominicana e no arquipélago de San Andrés; veja as regras acima.
Porto Rico (águas federais): proibido pescar ou manter
pesca e posse proibidas; soltar com o mínimo de dano
Nas águas federais ao redor de Porto Rico, a partir de 9 milhas da costa, ninguém pode pescar ou manter o budião-azul-caribenho (blue parrotfish), o budião-negro (midnight parrotfish) nem o budião-guacamaia (rainbow parrotfish); se vier, deve ser solto de imediato com o mínimo de dano. Dentro das 9 milhas valem as regras do DRNA; no texto do Reglamento 7949 (2010) que lemos não encontramos regra para budiões, mas confirme no DRNA.
Belize: proibido pescar, comprar, vender ou ter budiões
captura, compra, venda e posse proibidas
Em Belize, ninguém pode pescar nas águas do país, comprar, vender ou ter em posse os peixes 'grazers', definidos na norma como os da família Scaridae (inclusive os gêneros Scarus e Sparisoma) e da família Acanthuridae (peixes-cirurgião). A infração rende multa de até 500 dólares ou prisão de até 6 meses, ou os dois. A norma é de 2009; a Lei de Recursos Pesqueiros de 2020 acrescentou regras, então confirme a vigência no Departamento de Pesca de Belize.
República Dominicana: veda dos budiões, de 2025 a 2027
captura, pesca e comercialização proibidas por dois anos, a partir de 02/07/2025confirme no órgão
O Decreto 266-25, de 2025, abre nova veda de dois anos, até 2027, para peixes herbívoros de recife: proibidas a captura, a pesca e a comercialização da família Scaridae (budiões, chamados jabón, butú e cotorra), além de peixes-cirurgião, peixes-anjo, peixes-borboleta e pepinos-do-mar. O Decreto 418-21 já vedava essas famílias de 2021 a 2023. O texto do decreto de 2025 não foi lido, e a data exata de término precisa ser confirmada no Ministério do Meio Ambiente.
Colômbia (arquipélago de San Andrés): pesca e comércio de budiões proibidos desde 2019
pesca (inclusive esportiva) e comércio proibidos no arquipélagoconfirme no órgão
Em julho de 2019 a Coralina, corporação ambiental do arquipélago de San Andrés, Providência e Santa Catalina, proibiu totalmente a pesca comercial, industrial, esportiva ou recreativa de 14 espécies de budiões (e de peixes-cirurgião, peixes-borboleta e peixes-anjo), além do comércio, da posse, do armazenamento e do envio para o resto do país. Não conferimos o número da resolução nem se a espécie consta da lista: confirme na Coralina.
México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie
10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie
Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Se vier no anzol ou na rede, solte vivo na hora, com as mãos molhadas e sem tirar da água; não segure pelas brânquias. Fotos só se for rápido.
na cozinha
Vendido fresco e salgado onde é permitido (FishBase). Como é protegido em vários países, a ficha não traz receita.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01549, b = 3.06; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
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fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
científicaFishBase: Scarus coelestinus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento.
científicaFishBase: nomes populares de Scarus coelestinusNomes por país e língua. O FishBase não traz nome em português: 'budião-negro' é uma denominação editorial (grupo budião, em português, mais a cor), e não um nome consagrado no Brasil.
científicaGBIF: registros de Scarus coelestinus no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Há 28 registros de coleção com esse nome no Brasil, quase todos na Bahia; não foram revistos aqui.