Pular para o conteúdo
equipamentos

o equipamento certo
pesa mais que o caro

Comece pela pescaria: o peixe, a água e a técnica decidem a vara, a linha e a isca. Aqui estão os kits prontos, cada peça explicada e as tabelas que todo pescador consulta.

o que levar

kits prontos por pescaria

inicianteÁgua doce

primeira pescaria (kit iniciante barato)

Para quem nunca pescou e quer um kit simples para pesqueiro, lago, represa ou rio calmo, com isca natural.

kit básico: R$ 180 a 350

inicianteÁgua doce

pesqueiro (pesque-pague)

Lagos de pesqueiro com tilápia, tambacu e pacu, pescando da margem com massa, ração e boia cevadeira. Ótimo para família e para treinar.

kit básico: R$ 300 a 600

inicianteÁgua doce

segurança e primeiros socorros

Itens que vão em toda pescaria, de barco ou de margem, em rio, represa ou mar. Revise antes de cada saída; os itens marcados para o mar somam ao básico.

kit básico: R$ 400 a 800

inicianteMar

praia e surf casting

Pesca de areia com chumbada e isca natural além da arrebentação, atrás de pampo, betara e corvina.

kit básico: R$ 600 a 1.200

inicianteÁgua doce

pacu de batida

Pesca de barco na beira de mata alagada ou de barranco com árvores frutíferas, batendo a ponta da vara na água para imitar fruta caindo. Clássica do Pantanal na cheia e no começo da vazante.

kit básico: R$ 700 a 1.300

inicianteÁgua doce

traíra de superfície

Pesca de arremesso em lagoas, brejos, açudes e beiras de represa com vegetação, usando frog, sapinho, zara e buzzbait.

kit básico: R$ 700 a 1.300

intermediárioMar

embarcada de fundo no mar (cioba, ariacó, guaiúba e dentão)

Pesca de barco ancorado ou à deriva em parcéis, lajes e naufrágios, com isca natural no chicote, de 20 a 100 m de profundidade.

kit básico: R$ 700 a 1.400

intermediárioMar

costão (sargo, robalo e anchova)

Pesca a pé em costões rochosos, com isca natural no fundo e artificiais na espuma, sempre com mar calmo.

kit básico: R$ 900 a 1.800

intermediárioÁgua doce

pantanal de rodada e barranco (peixes de couro)

Pesca de pintado, cachara e jaú no Pantanal e em rios da bacia do Paraguai, com isca natural, descendo o rio de barco (rodada) ou parado no barranco e no poção.

kit básico: R$ 1.200 a 2.200

intermediárioEstuário

robalo no mangue e estuário

Pesca de barco ou caiaque em mangues, canais, rios de água salobra e pontes, com artificiais e camarão vivo, seguindo a maré.

kit básico: R$ 1.200 a 2.200

intermediárioÁgua doce

dourado em rio de corredeira

Pesca de barco ancorado ou à deriva em rios com corredeira e pedra das bacias do Paraná, do Paraguai, do Uruguai e do São Francisco, com artificiais e isca natural.

kit básico: R$ 1.500 a 2.500

intermediárioÁgua doce

tucunaré em represa (sudeste e centro-oeste)

Pescaria de barco em grandes represas de SP, MG, GO, MS e PR, onde o tucunaré-azul e o amarelo foram introduzidos. Água clara, peixe pressionado e muita estrutura submersa.

kit básico: R$ 1.800 a 3.000

intermediárioÁgua doce

tucunaré de arremesso na amazônia

Viagem de barco-hotel ou pousada no Rio Negro e afluentes, na seca, atrás de tucunaré-açu com iscas de superfície e de meia-água.

kit básico: R$ 2.500 a 4.000

intermediárioÁgua doce

fly para tucunaré e dourado

Pesca com mosca em rios e lagos da Amazônia e do Pantanal, de barco ou andando em água rasa.

kit básico: R$ 2.500 a 4.500

avançadoMar

jigging oceânico

Pesca vertical com jigs de metal em parcéis, naufrágios e na quebra da plataforma, de 30 a 150 m de profundidade.

kit básico: R$ 2.500 a 4.500

avançadoMar

oceânica de corrico (marlim, dourado-do-mar e atum)

Pesca de barco na quebra da plataforma e em mar aberto, arrastando iscas artificiais ou naturais em velocidade, atrás de marlins, dourado-do-mar e atum.

kit básico: R$ 4.000 a 7.000

ferramenta

qual cor de isca usar?

A regra de campo: água clara e sol pedem cor natural; água tingida e pouca luz pedem contraste e silhueta. Escolha a água e a luz de agora.

consulta rápida

tabelas que todo pescador usa

linhas: diâmetro x resistência

mmlbkg
0,1652,3
0,1862,7
0,2083,6
0,23104,5
0,25125,4
0,28146,4
0,30156,8
0,33188,2
0,35209,1
0,402511,3
0,453013,6
0,503515,9
0,554018,1
0,605022,7
0,706027,2
0,808036,3
0,9010045,4
1,0012054,4
  • Valores médios de mercado. Diâmetro e resistência variam entre marcas e modelos: confira a embalagem e desconfie de linha fina demais para a libragem anunciada.
  • Conversão: 1 lb = 0,4536 kg.
  • A numeração PE segue a norma japonesa (JAFS), que define o multifilamento pela massa (nº 1 = 200 denier), não pelo diâmetro: os milímetros da tabela são aproximados (PE 1,0 fica perto de 0,165 a 0,17 mm). A resistência de um mesmo PE varia com o número de fios e com a fibra.
  • Fluorocarbono costuma ser um pouco mais grosso que o mono para a mesma libragem, mas resiste mais ao atrito.
  • Todo nó tira resistência. Um nó bem feito perde pouco; um nó mal apertado pode cortar a resistência pela metade.
  • Mono perde resistência com sol, calor e tempo de uso. Troque ao menos uma vez por temporada.
  • Multifilamento estica menos de 5%; mono estica bem mais. Com multifilamento, regule a fricção com mais cuidado.

regulagem da fricção

Regule a fricção entre 25% e 33% (de um quarto a um terço) da resistência da parte mais fraca do conjunto: linha, líder ou nó. Meça com balança: passe a linha pelos passadores, prenda na balança e puxe com a vara curvada em ângulo de briga, até a linha sair de forma contínua. Com mono, fique perto de 25%, porque ela estica e amortece. Com multifilamento e líder, calcule pela libragem do líder ou pela do nó. A fricção efetiva sobe quando o carretel esvazia e quando há muita linha na água: com peixe correndo longe, alivie em vez de apertar. Em estrutura pesada, como tucunaré-açu na galhada ou frog na vegetação, muitos pescadores trabalham acima disso, perto do limite do equipamento, sabendo do risco. Com linhas acima de 50 lb, a fricção máxima do molinete ou da carretilha costuma ser menor que a da tabela: aí o limite é o equipamento. Ao guardar, alivie a fricção.

linhafricção
4 lb0,45 a 0,6
6 lb0,7 a 0,9
8 lb0,9 a 1,2
10 lb1,1 a 1,5
12 lb1,4 a 1,8
15 lb1,7 a 2,2
20 lb2,3 a 3,0
25 lb2,8 a 3,7
30 lb3,4 a 4,5
40 lb4,5 a 6,0
50 lb5,7 a 7,5
65 lb7,4 a 9,7
80 lb9,1 a 12,0
100 lb11,3 a 15,0
130 lb14,7 a 19,5

numeração de anzóis

númerouso
18 a 14Peixes de boca muito pequena e moscas pequenas. lambari, piaba para isca, moscas pequenas de truta
12 a 10Peixes pequenos com minhoca ou massa. lambari grande, tilápia pequena, mandi pequeno, acará
8 a 6Peixes de boca pequena a média em pesqueiro, rio e lago. tilápia, mandi, jundiá, piau pequeno
4 a 2Peixes médios de boca pequena; praia com corrupto e tatuí. piau, piapara, pampo, betara, carpa
1 a 1/0Isca natural média, isca viva pequena e garatéias de minnow médio. pampo e betara grandes, robalo-peva com camarão, corvina, sargo-de-dente
2/0 a 3/0Isca viva e soft para predadores médios; pacu e tambacu. robalo-flecha com camarão ou sardinha, traíra com lambari, tucunaré com isca viva, pacu e tambacu, garatéias de zara média
4/0 a 6/0Peixes grandes de fundo e isca natural volumosa. pintado e cachara com tuvira, dourado com isca natural, garoupa e pargo, tambaqui, garatéias reforçadas de iscas grandes
7/0 a 10/0Peixes de couro grandes, isca viva grande no mar e corrico. pintado e cachara grandes, jaú médio, pirarara, atum com isca viva (circle), dourado-do-mar e atum no corrico
11/0 a 16/0Gigantes de rio e peixes de bico com isca natural. jaú grande, piraíba, marlim com isca natural (circle)

Até o nº 1, quanto maior o número, menor o anzol (18 é menor que 2). Do 1/0 em diante a escala inverte: 5/0 é maior que 1/0.

varas

a vara lança a isca, sente o peixe e cansa o peixe. escolha pela técnica, não pela marca.

Comece pela técnica e pelo peso da isca. Depois olhe quatro coisas. Potência (libragem): a faixa de linha e de isca que a vara aguenta, escrita no blank. Ação: onde a vara dobra. Rápida dobra só na ponta, dá fisgada seca e precisão; moderada dobra até o meio, perdoa mais com garatéia e segura cabeçada. Comprimento: curta dá precisão perto da estrutura; longa dá distância. Material: carbono é leve e sensível; fibra de vidro é pesada e quase indestrutível; composto fica no meio. Vara de carretilha tem passadores pequenos e gatilho; a de molinete tem o primeiro passador grande. Não troque uma pela outra.

ver 9 itens de varas
varas$$

Vara de carretilha para arremesso (casting)

A vara padrão para tucunaré, traíra, robalo e black bass com iscas artificiais.

medidas e como escolher
Comprimento
5'6" a 6'6" (1,68 a 1,98 m)
Ação
rápida a extra-rápida; moderada-rápida para iscas com garatéia
Potência
8–17 lb (leve) · 12–25 lb (média) · 20–40 lb (pesada)
Peso de isca
7 a 40 g, conforme a libragem
Material
carbono (grafite) ou composto carbono/fibra
Partes
1 ou 2

Defina a isca mais usada. Iscas de 7 a 12 g pedem vara de 8 a 17 lb; de 10 a 20 g, 12 a 25 lb; zaras grandes e hélices de tucunaré-açu, 20 a 40 lb. Ação rápida trabalha melhor zara, jig e soft; moderada-rápida perdoa mais nas garatéias de crank e meia-água. Use 5'6" a 6'0" para arremesso preciso de barco na galhada e 6'6" para distância em represa aberta. Prefira inteiriça ou de duas partes com encaixe firme.

  • Monte a carretilha na loja e teste o equilíbrio: o conjunto deve ficar nivelado apoiado no dedo logo à frente do carretel.
  • Tenha duas varas montadas no barco: uma para superfície e outra para meia-água ou fundo.
  • Para tucunaré-açu, prefira cabo traseiro mais longo: ajuda a trabalhar a zara e a brigar.
  • Usar vara de 10–20 lb com zara de 15 cm e multifilamento de 65 lb: quebra no primeiro peixe grande.
  • Arremessar isca bem abaixo do peso mínimo da vara: ela não carrega e a carretilha embola.
  • Recolher a isca até encostar no passador da ponta: trinca a ponteira.
varas$$

Vara de molinete (spinning)

Versátil e fácil de usar. Serve do lambari ao robalo, do pesqueiro à praia leve.

medidas e como escolher
Comprimento
6'0" a 7'0" (1,83 a 2,13 m)
Ação
moderada (isca natural) a rápida (artificial)
Potência
4–10 lb (ultraleve) · 6–14 lb (leve) · 10–20 lb (média) · 15–30 lb (pesada)
Material
carbono, composto ou fibra de vidro
Molinete compatível
1000 a 5000

Case a vara com o tamanho do molinete e a linha. Molinete 1000 a 2500 vai com vara de 4 a 10 lb ou 6 a 14 lb; 3000 a 4000, com 10 a 20 lb ou 12 a 25 lb. Ação moderada para isca natural e pesqueiro: o peixe engole antes de sentir a vara. Ação rápida para artificiais. Comprimento de 6'0" a 7'0": a mais longa arremessa isca leve mais longe e controla melhor a linha no barranco. Primeiro passador grande e bem alinhado reduz atrito e cabeleira.

  • Para começar, uma vara de 6'6" para 10–20 lb com molinete 3000 cobre pesqueiro, represa e rio.
  • Iscas abaixo de 7 g arremessam melhor no molinete do que na carretilha.
  • Encoste o dedo indicador na borda do carretel no fim do arremesso para frear a isca antes da água.
  • Montar carretilha em vara de molinete (ou o contrário): os passadores não servem.
  • Molinete grande em vara ultraleve: conjunto pesado e cansativo.
  • Ignorar a faixa de libragem escrita no blank.
varas$

Vara telescópica x inteiriça

A telescópica cabe no porta-malas; a inteiriça é mais sensível e mais resistente.

medidas e como escolher
Comprimento aberta
1,8 a 4,5 m
Comprimento fechada
50 a 120 cm
Ação
geralmente moderada
Material
fibra de vidro (barata e pesada) ou carbono
Uso
isca natural, pesqueiro, praia e viagem

A telescópica fecha em 50 a 120 cm e serve para quem viaja de carro, moto ou ônibus, para pesqueiro, barranco e pesca de espera. Perde sensibilidade e os encaixes podem afrouxar. A inteiriça, ou de duas partes, transmite melhor a beliscada e aguenta mais. Se for telescópica, prefira carbono com passadores reforçados, alinhe os passadores girando cada seção e não force a abertura. Para praia existem telescópicas de 3,6 a 4,5 m.

  • Abra da ponta para a base e feche da base para a ponta.
  • Depois de pescar no mar, lave aberta com água doce e deixe secar antes de fechar.
  • Areia nos encaixes trava a vara: limpe cada seção antes de fechar.
  • Arremessar artificial o dia todo com telescópica: perde precisão e cansa.
  • Abrir com tranco: as seções travam ou trincam.
  • Guardar fechada e molhada: oxida passador e cola as seções.
varas$$

Vara de fundo pesada (barranco, rodada e embarcada)

Vara curta e forte para peixes de couro no rio e peixes de fundo no mar.

medidas e como escolher
Comprimento
5'6" a 7'0" (1,68 a 2,13 m)
Ação
moderada a moderada-rápida
Potência
20–50 lb (pintado, cachara, pargo) · 40–80 lb (jaú, pirarara, garoupa grande)
Material
fibra de vidro sólida ou tubular, ou composto
Chumbada
30 a 300 g, conforme correnteza e profundidade

Aqui a isca é natural e pesada, e o peixe puxa para a toca. A vara precisa de espinha, não de arremesso longo. Escolha 1,65 a 2,1 m, ação moderada a moderada-rápida e libragem de 20 a 50 lb para pintado, cachara e pargo; 40 a 80 lb para jaú e pirarara. Fibra de vidro ou composto aguentam pancada no barco e no barranco. Na rodada, vara curta facilita tirar o peixe do fundo. Complete com carretilha de perfil redondo ou molinete 5000 a 8000.

  • Na rodada, a ponteira precisa ser sensível o bastante para sentir a chumbada batendo no fundo.
  • Ponteira branca ou laranja ajuda a ver a puxada à noite.
  • Prefira passadores de boa cerâmica: multifilamento corta passador ruim.
  • Vara mole demais: o pintado entra no galho e não sai.
  • Vara pesada demais para o peixe: rasga a boca ou abre o anzol.
  • Deixar a vara de espera solta: um jaú leva o conjunto rio abaixo.
varas$$

Vara de surf casting e costão

Vara longa para lançar chumbo pesado além da arrebentação ou trabalhar isca nas pedras.

medidas e como escolher
Comprimento
3,6 a 4,5 m (praia) · 2,4 a 3,6 m (costão)
Peso de arremesso
50–200 g (praia) · 20–100 g (costão)
Ação
moderada, com ponteira sensível
Partes
2 ou 3
Material
carbono ou composto
Molinete
5000 a 14000, de carretel longo na praia

Na praia, quem manda é o peso da chumbada: confira o peso de arremesso gravado no blank. Mar calmo e pampo pedem 3,6 a 3,9 m para 50 a 120 g; mar mexido e corvina grande, 4,2 a 4,5 m para 100 a 200 g. Ponteira sensível de carbono sólido ou fibra mostra a beliscada. No costão com isca natural, 2,7 a 3,6 m ajudam a tirar a linha das pedras; com artificiais, 2,4 a 3,0 m e 20 a 60 g.

  • Use suporte (tripé ou cano na areia) e deixe a linha esticada para ler a ponteira.
  • Shock leader de mono 0,50 a 0,70 mm protege a linha principal no arremesso forte.
  • Lave vara e molinete com água doce depois de cada saída.
  • Chumbada acima do limite do blank: a vara quebra no arremesso.
  • Vara curta demais na praia: a onda arrasta a linha e a isca volta para a beira.
  • Arremessar sem olhar para trás: anzol em quem está passando.
varas$$

Vara de fly

Arremessa a linha, não a isca. Numerada de #1 a #14 conforme o peso da linha.

medidas e como escolher
Comprimento
8'6" a 9'0" (2,59 a 2,74 m)
Número
#3–#5 (leve) · #6–#8 (médio) · #9–#12 (pesado e mar)
Ação
média a rápida
Partes
4 (padrão de viagem)
Material
carbono

O número da vara tem de casar com o da linha e o da carretilha. Para tucunaré e dourado, o padrão é #7 a #9 em 9 pés (2,74 m); para tucunaré-açu com moscas grandes e vento, #9 ou #10. Lambari, tilápia e truta, #3 a #5. Ação rápida arremessa mosca volumosa contra o vento; ação média é mais fácil de aprender. Quatro partes facilita viagem de avião. Detalhes na categoria Fly fishing.

  • Leve vara reserva em viagem longa: quebra de ponteira é comum.
  • Encaixe as partes alinhando os passadores e confira os encaixes a cada hora de pesca.
  • Brigue com peixe grande com a vara baixa e de lado.
  • Linha de número diferente da vara: o arremesso não carrega.
  • Vara #5 para tucunaré-açu: não vira o peixe nem arremessa mosca grande.
  • Levantar a vara na vertical para tirar o peixe do mato: quebra no terço superior.
varas$$$

Vara de jigging (speed e slow pitch)

Vara curta e forte para trabalhar jigs de metal na vertical, do parcel ao talude.

medidas e como escolher
Comprimento
5'0" a 5'8" (speed) · 6'3" a 6'8" (slow pitch)
Linha
PE 3–8 (speed) · PE 1,5–3 (slow pitch)
Peso de jig
80 a 400 g
Ação
rápida (speed) · parabólica (slow pitch)
Material
carbono

Speed jigging usa vara de 5'0" a 5'8", espinha forte, PE 3 a 8 e jigs de 100 a 400 g, com trabalho rápido. Slow pitch usa vara de 6'3" a 6'8", parabólica, com ponteira que devolve o jig; escolha pelo peso máximo de jig gravado (por exemplo, até 250 g ou até 400 g) e use PE 1,5 a 3. A vara é escolhida pelo peso de jig que a profundidade e a correnteza exigem, não pelo tamanho do peixe. Vai com carretilha de jigging ou molinete 6000 a 14000.

  • Referência de slow pitch: 1 a 2 g de jig por metro de profundidade; aumente se a linha sair inclinada pela correnteza.
  • Leve jigs de três pesos para cada ponto: a correnteza muda ao longo do dia.
  • No speed jigging com peixe grande, use cinto de luta com encaixe para a base da vara.
  • Vara de slow pitch com jig acima do limite: fica dobrada e o jig não planeia.
  • Linha grossa demais: a correnteza arrasta e você perde contato com o fundo.
  • Ignorar o peso máximo do blank na briga com olho-de-boi grande.
varas$$$

Vara de corrico e stand-up

Vara de briga para peixes oceânicos, usada no porta-vara do barco ou em pé com cinto.

medidas e como escolher
Classe de linha
20–30 lb (leve) · 50 lb (média) · 80–130 lb (pesada)
Comprimento
5'6" a 7'0" (1,68 a 2,13 m)
Passadores
de roldana (roller) ou cerâmica reforçada
Cabo
base gimbal
Material
fibra de vidro, composto ou carbono

Escolha pela classe de linha: 20, 30, 50, 80 ou 130 lb. Para dourado-do-mar, bonito e cavala, 20 a 30 lb resolvem. Atum e agulhão-vela, 30 a 50 lb. Marlim-azul, 50 a 130 lb. A stand-up tem 5'6" a 6'0", cabo curto e trabalha com cinto e colete de briga. Para corrico no porta-vara, 6'0" a 7'0". Passadores de roldana reduzem atrito em linha grossa sob carga. Base com encaixe gimbal prende no cinto e no porta-vara.

  • Case a classe da vara, da linha e da carretilha: 50 lb com 50 lb.
  • Revise os passadores de roldana: roldana travada corta a linha.
  • Use cinto e colete de briga para peixe acima de 30 kg: poupa a lombar.
  • Vara de 80 lb com linha de 30 lb: a vara não dobra e a linha estoura na fisgada.
  • Deixar a vara no porta-vara sem cabo de segurança.
  • Brigar só com os braços em vez de usar pernas e corpo no bombeamento.
varas$

Caniço (vara sem molinete)

Vara simples com a linha amarrada na ponta. Barata, leve e ótima para lambari e tilápia.

medidas e como escolher
Comprimento
3 a 7 m
Material
bambu, fibra de vidro ou carbono
Linha
mono 0,18 a 0,25 mm, do tamanho da vara
Peixe-alvo
até 1–2 kg

Pode ser de bambu ou de fibra e carbono (telescópico, sem passadores). O comprimento define até onde a isca chega: 3 a 4,5 m para margem de lago e pesqueiro; 5 a 7 m para alcançar a beira da vegetação. Use linha de 0,18 a 0,25 mm do tamanho do caniço, boia pequena e anzol 12 a 16 para lambari. Para tilápia, linha 0,25 mm e anzol japonês pequeno. Não serve para peixe grande: não há fricção para ceder linha.

  • Amarre a linha também no meio do caniço, não só na ponta: se a ponta quebrar, o peixe não vai embora.
  • Ceve o ponto com quirera ou farelo e pesque sempre no mesmo lugar.
  • Ótimo para ensinar criança: não tem carretel para embolar.
  • Linha bem mais comprida que o caniço: perde controle e fisgada.
  • Fisgar forte em lambari: rasga a boca; um toque de pulso basta.
  • Usar caniço de carbono perto de rede elétrica: carbono conduz eletricidade.

fontes: varas

  1. técnica Take Me Fishing (RBFF) — How to Choose a Fishing RodPotência, ação e comprimento. Fonte de divulgação, não de fabricante.
molinetes

fácil de usar e sem a cabeleira da carretilha. o tamanho define linha, peso e fricção.

O número de tamanho (1000, 2500, 4000...) indica o porte. Não é padrão entre marcas, mas a lógica é a mesma: quanto maior, mais linha, mais fricção e mais peso. Escolha pela linha que vai usar. Olhe a fricção máxima em kg, a recuperação em centímetros por volta da manivela (mais útil que a relação, porque depende do diâmetro do carretel) e a vedação contra água e areia. Número de rolamentos diz pouco; qualidade e vedação valem mais. Carretel raso economiza multifilamento. Fricção dianteira é mais forte e mais suave; a traseira é mais prática e mais fraca.

ver 8 itens de molinetes
molinetes$

Molinete pequeno (1000 a 2500)

Para linhas finas, iscas leves e peixes de até cerca de 3 kg.

medidas e como escolher
Capacidade
100–150 m de mono 0,20–0,25 mm ou PE 0,6–1,2
Fricção máxima
3 a 5 kg
Recuperação
60 a 85 cm por volta
Relação
5.0:1 a 6.2:1
Peso
170 a 250 g

Escolha 1000 para lambari, ultraleve e truta; 2000 a 2500 para tilápia, black bass, robalo-peva e iscas de 3 a 10 g. Combine com vara de 4 a 14 lb. Aceita mono de 0,16 a 0,25 mm ou multifilamento PE 0,4 a 1,2. Fricção máxima de 3 a 5 kg é suficiente. Confira se o rotor gira sem folga e se a fricção solta linha contínua, sem trancos: linha fina não perdoa fricção irregular.

  • Encha o carretel até 1 a 2 mm da borda: cheio demais solta espirais; vazio demais perde distância.
  • Com multifilamento fino, use carretel raso ou faça base de mono.
  • Feche a alça (pick-up) com a mão, não girando a manivela: torce menos a linha.
  • Apertar a fricção até travar com linha 0,20 mm.
  • Enrolar linha nova com a bobina girando no sentido errado: a linha sai torcida.
  • Escolher o menor molinete para ficar leve e pescar tambacu de 8 kg no pesqueiro.
molinetes$$

Molinete médio (3000 a 4000)

O mais versátil: pesqueiro, represa, rio e praia de mar calmo.

medidas e como escolher
Capacidade
150 m de mono 0,30–0,35 mm ou PE 1,5–3
Fricção máxima
6 a 11 kg
Recuperação
75 a 100 cm por volta
Relação
5.2:1 a 6.2:1
Peso
230 a 320 g

É o tamanho para quem só vai ter um. 3000 para robalo, traíra, tucunaré-amarelo e tilápia grande; 4000 para tucunaré grande, dourado, tambacu de pesqueiro e praia de mar calmo. Aceita PE 1,5 a 3 (30 a 50 lb) ou mono de 0,30 a 0,35 mm. Procure fricção máxima de 7 kg ou mais, rotor firme e recuperação de 80 a 100 cm por volta para artificiais.

  • Se for usar só multifilamento, prefira carretel raso ou modelo com carretel extra.
  • Versões de recuperação alta (HG, XG) ajudam com zara e jig; para crank e isca natural, a relação normal basta.
  • Lave com jato fraco de água doce e a fricção apertada, para não entrar água nas arruelas.
  • Escolher pelo número de rolamentos.
  • Girar a manivela com a fricção patinando: torce a linha e cria cabeleira.
  • Molinete 4000 em vara ultraleve.
molinetes$$

Molinete grande (5000 a 6000)

Para peixe forte em rio, costão, praia e pesqueiro de peixes grandes.

medidas e como escolher
Capacidade
200 m de mono 0,40 mm ou PE 3–4
Fricção máxima
10 a 15 kg
Recuperação
90 a 110 cm por volta
Peso
350 a 500 g

Use quando a linha passa de 0,40 mm ou de PE 3. Serve para pintado e cachara de barranco, dourado em rio largo, tambacu grande, costão com isca natural, xaréu e anchova. Procure fricção de 10 a 15 kg, corpo de metal ou resina reforçada e boa vedação. É pesado para arremessar artificial o dia inteiro: rende mais na pesca de espera, com isca natural e em arremessos ocasionais.

  • Com mono grossa, encha até 2 mm da borda e prenda a ponta no clipe do carretel ao guardar.
  • Confira a fricção com balança antes de pescar peixe grande.
  • No costão, prefira modelo com vedação: respingo de mar entra nos rolamentos.
  • Comprar fricção traseira barata nesse tamanho: não segura peixe grande.
  • Deixar a vara no suporte com fricção travada e sem fisga livre: o peixe leva tudo.
  • Linha fina demais no costão: perde o peixe na pedra.
molinetes$$

Molinete de surf (carretel longo)

Carretel largo e cônico para arremessar chumbo pesado bem longe.

medidas e como escolher
Capacidade
250–300 m de mono 0,30–0,35 mm
Tamanho
6000 a 14000 (varia por marca)
Carretel
longo e cônico, de borda baixa
Fricção máxima
6 a 15 kg
Peso
450 a 650 g

O carretel longo e de borda baixa reduz atrito na saída da linha e dá metros extras. Os tamanhos vão de 6000 a 14000, com numeração que varia por marca. Escolha um que leve 250 m de mono 0,30 a 0,35 mm, mais o shock leader. Oscilação lenta do carretel cruza as voltas e evita que a linha afunde nas camadas de baixo. Precisa de vedação e de rolamentos protegidos contra corrosão.

  • Use sempre shock leader de mono 0,50 a 0,70 mm, longo o bastante para dar 5 a 6 voltas no carretel com a chumbada pronta para o arremesso.
  • Proteja o dedo que segura a linha no arremesso com dedal ou fita: linha fina corta.
  • Não apoie o molinete na areia: use suporte alto ou capa.
  • Arremessar 100 g sem shock leader: a linha estoura e o chumbo vira projétil.
  • Carretel cheio demais: solta voltas e embola.
  • Lavar só a vara e esquecer o molinete.
molinetes$$$

Molinete pesado (8000 a 14000 ou maior)

Fricção alta e corpo vedado para popping e jigging: atum, olho-de-boi e xaréu grande.

medidas e como escolher
Capacidade
300 m de PE 3–8
Fricção máxima
15 a 30 kg
Recuperação
110 a 150 cm por volta
Peso
600 a 900 g
Vedação
obrigatória

Popping com plugs de 60 a 150 g pede tamanhos de 14000 a 20000 com PE 5 a 8. Jigging e popping médio, 8000 a 10000 com PE 3 a 5. Procure fricção máxima de 15 a 30 kg, corpo e rotor rígidos, engrenagens de metal e vedação contra água salgada. Recuperação acima de 110 cm por volta ajuda quando o peixe vem na direção do barco. É investimento alto; com manutenção dura muitos anos.

  • Regule a fricção com balança antes de sair: no popping, 25% a 30% da resistência do PE.
  • Faça revisão com troca de graxa uma vez por ano.
  • Faça algumas voltas de mono ou fita no fundo do carretel antes do PE.
  • Usar molinete de água doce no mar: corrói em uma temporada.
  • Apertar a fricção na briga sem saber quanto já está.
  • Enrolar PE direto no carretel liso: a linha patina sob carga.
molinetes$

Molinete de fricção traseira

Botão de fricção atrás do corpo: prático, barato e com menos força.

medidas e como escolher
Tamanhos
1000 a 6000
Fricção máxima
2 a 6 kg (menor que a dianteira de mesmo tamanho)
Ajuste
botão na traseira do corpo
Uso
pesqueiro, pesca de espera, iniciante

O botão traseiro facilita mexer na fricção com o peixe na linha e a vara no suporte. Serve bem para pesqueiro, barranco e iniciante. A desvantagem é a fricção máxima menor e menos suave, porque as arruelas são pequenas e ficam longe do carretel. Para peixe acima de 5 kg ou briga longa, prefira fricção dianteira. Se escolher traseira, teste: a linha deve sair lisa quando puxada com a mão, sem trancos.

  • Alguns modelos têm alavanca para apertar a fricção rápido durante a briga.
  • Marque com caneta a posição do botão que você usa: fica fácil voltar ao ajuste.
  • Bom para criança: o ajuste é simples de entender.
  • Usar em tucunaré-açu ou dourado grande.
  • Confundir o botão de fricção com a trava do anti-reverso.
  • Fisgar com o botão todo frouxo: o anzol não entra.
molinetes$$

Molinete com fisga livre (tipo baitrunner)

Solta linha com tensão mínima enquanto o peixe come; um giro da manivela volta à fricção normal.

medidas e como escolher
Tamanhos
3000 a 8000
Sistema
segunda fricção, de baixa tensão, ligada por alavanca
Fricção principal
dianteira, 6 a 12 kg
Uso
espera, isca viva, carpa e peixe de couro

Feito para pesca de espera com isca natural: carpa, tambacu, pacu, pintado e robalo com isca viva. O peixe pega e corre sem sentir resistência, e a vara não é arrastada. Na hora de fisgar, gire a manivela: o sistema desarma e a fricção principal assume. Escolha tamanhos de 4000 a 6000 para pesqueiro e rio. Regule a tensão livre só o bastante para a correnteza não tirar linha sozinha.

  • Em rio com correnteza, aperte um pouco a tensão livre para a linha não sair sozinha.
  • Espere o peixe firmar a corrida antes de girar a manivela.
  • Com anzol circle, não dê tranco: gire a manivela e deixe a linha esticar.
  • Esquecer o sistema ligado e arremessar artificial.
  • Tensão livre zerada: o carretel gira demais na corrida e embola a linha.
molinetes$$

Carretel raso (shallow spool)

Carretel de pouca profundidade, feito para multifilamento fino.

medidas e como escolher
Capacidade típica
100–150 m de PE 0,6–2
Uso
iscas artificiais com multifilamento
Alternativa
carretel fundo com base de mono

Multifilamento é fino e forte: 150 m de PE 1,5 ocupam pouco espaço. Num carretel fundo, você teria de pôr base de mono ou centenas de metros que nunca vai usar. O carretel raso resolve com menos linha e menos peso no rotor. Vários fabricantes marcam o raso com letra no código (S ou SS, por exemplo); confira a capacidade na etiqueta. Para mono grossa ou praia, prefira carretel fundo ou longo.

  • Faça algumas voltas de mono ou fita no fundo do carretel para o multifilamento não patinar.
  • Mantenha a linha a 1–2 mm da borda.
  • Um carretel extra permite trocar de linha no barco em minutos.
  • Colocar mono 0,35 mm em carretel raso: cabe pouca linha.
  • Encher pouco o carretel: perde distância e a linha raspa na borda.

fontes: molinetes

  1. técnica JAFTMA — 釣用リールの仕様項目・表示・測定規程 (JAFS: itens de especificação, rotulagem e medição de molinetes e carretilhas)Norma JAFS-D112040400 (15/12/2011) da associação japonesa de fabricantes: itens de especificação, rotulagem e medição de molinetes e carretilhas (texto em japonês conferido).
carretilhas

mais precisão e força. exige treino de polegar para não fazer cabeleira.

A carretilha dá arremesso preciso, força na recolhida e linha saindo reta do carretel, sem torção. O preço é a cabeleira: o carretel gira mais rápido do que a isca voa e a linha embola. Três ajustes resolvem: tensão do carretel (botão ao lado da manivela), freio (magnético, centrífugo ou digital) e polegar. Perfil baixo é para artificiais; perfil redondo leva mais linha e aguenta peixe de fundo. Relação de 6.3:1 a 7.3:1 é o meio-termo; 8:1 ou mais para zara e jig; perto de 5:1 para crank e força. Manivela direita ou esquerda é costume; quem não quer trocar a vara de mão usa a manivela do lado oposto à mão que arremessa.

ver 7 itens de carretilhas
carretilhas$$

Carretilha de perfil baixo

Compacta e ergonômica. O padrão para arremesso de artificiais.

medidas e como escolher
Tamanho
100/150 (compacta) · 200/300 (maior); varia por marca
Capacidade
100 a 200 m de PE 2–5
Fricção máxima
5 a 10 kg
Relação
6.3:1 a 8.1:1
Recuperação
65 a 90 cm por volta
Peso
150 a 250 g

Os tamanhos menores (numeração 100 a 150, conforme a marca) levam cerca de 100 a 150 m de PE 2 a 4; os maiores (200 a 300) levam mais linha e são o padrão para tucunaré-açu e peixe de briga longa. Procure fricção máxima de 5 a 10 kg, carretel leve se for usar iscas abaixo de 10 g e freio fácil de ajustar. Relação de 7:1 a 8:1 para zara, hélice e jig; perto de 6:1 para crank e spinnerbait. Corpo de metal torce menos que o de grafite.

  • Ajuste a tensão: solte o carretel com a isca pendurada; ela deve descer devagar e o carretel parar quando ela tocar o chão.
  • Encoste o polegar no carretel um instante antes de a isca tocar a água.
  • Em viagem, leve carretilha ou carretel reserva já com linha.
  • Arremessar com força total nas primeiras horas: comece com freio alto e vá soltando.
  • Arremessar contra o vento com freio baixo.
  • Usar multifilamento abaixo de PE 1,5 em carretilha comum: a linha enterra no carretel e embola.
carretilhas$$

Carretilha de perfil redondo

Mais linha e mais força. Padrão para peixe de couro, rodada e pesca embarcada.

medidas e como escolher
Tamanho
4000 a 7000 (padrão de mercado; varia por marca)
Capacidade
150 a 300 m de mono 0,40–0,60 mm ou PE 4–8
Fricção máxima
6 a 12 kg
Relação
4.2:1 a 6.4:1
Extras
catraca sonora (clicker), corpo de alumínio

O carretel maior leva de 150 a 300 m de linha grossa, e o corpo cilíndrico aguenta torção pesada. Os tamanhos menores (numeração tipo 4000 e 5000) servem para dourado, pacu e tucunaré com isca grande; os maiores (6000 a 7000) para pintado, cachara, jaú e fundo no mar. Procure fricção de 7 a 12 kg, corpo de alumínio e engrenagens de metal. Muitas têm catraca sonora, que avisa a saída de linha na espera.

  • Na rodada, use o polegar para sentir a chumbada e soltar linha no ritmo do barco.
  • Na espera, ligue a catraca e alivie a fricção: o peixe corre sem arrastar a vara.
  • Lubrifique o eixo do carretel e o sem-fim do guia de linha a cada viagem.
  • Enrolar linha sem tensão: na briga, a linha enterra nas voltas frouxas e trava.
  • Arremessar isca leve: o carretel pesado não acelera e embola.
  • Esquecer a catraca ligada no arremesso: a linha trava e a isca volta.
carretilhas$$

Freio magnético

Ímãs freiam o carretel durante todo o arremesso. Ajuste fácil por fora.

medidas e como escolher
Ajuste
botão externo com escala
Ação
contínua durante o arremesso
Melhor com
iscas de 5 a 20 g, vento contra, iniciante
Limite
pode tirar um pouco de distância no arremesso longo

O botão externo muda a força dos ímãs sem abrir a carretilha. O freio age durante todo o arremesso, inclusive no fim, quando a isca perde velocidade e a cabeleira costuma nascer. É o mais indicado para iniciante, para iscas leves e para arremessos curtos de precisão. Prefira escala ampla e marcação clara. Comece com o freio quase no máximo e baixe um ponto por vez até a isca ir longe sem cabeleira.

  • Ajuste freio e tensão juntos: a tensão controla a largada; o freio, o meio e o fim do arremesso.
  • Com vento contra, suba dois pontos no freio.
  • Com isca pesada e vento a favor, pode baixar.
  • Zerar o freio para ganhar distância.
  • Mexer só na tensão e esquecer o freio.
  • Achar que o freio dispensa o polegar.
carretilhas$$

Freio centrífugo

Pastilhas que atritam no começo do arremesso, quando o carretel gira mais rápido.

medidas e como escolher
Ajuste
liga e desliga pastilhas (tampa lateral) ou seletor externo
Ação
forte no início, fraca no fim
Melhor com
iscas de 10 g para cima, arremesso longo
Exige
polegar no fim do arremesso

As pastilhas (geralmente 4 a 6) abrem pela força centrífuga e atritam num anel. O efeito é forte na largada e quase some no fim, por isso o arremesso sai longo e liso com iscas médias e pesadas. O ajuste é feito ligando ou desligando pastilhas com a tampa lateral aberta; alguns modelos têm seletor externo. Exige mais polegar no fim do arremesso. Bom para quem já arremessa bem e precisa de distância.

  • Comece com metade das pastilhas ligadas, em posições opostas.
  • Pastilha suja de óleo perde atrito: limpe com pano seco.
  • Em dia de vento, suba um ponto na tensão do carretel.
  • Ligar pastilhas de um lado só: carretel desbalanceado.
  • Lubrificar o anel de freio.
  • Esperar dele o mesmo controle do magnético com isca muito leve.
carretilhas$$$

Freio digital (eletrônico, tipo DC)

Um microprocessador lê a rotação do carretel e ajusta o freio durante o arremesso.

medidas e como escolher
Ajuste
seletor de modo + ajuste fino externo
Energia
gerada pelo giro do carretel, sem pilha
Vantagem
controle automático com vento e iscas variadas
Som
zumbido característico no arremesso

O sistema corrige o freio continuamente e quase elimina a cabeleira, mesmo com vento e com iscas de pesos diferentes. Escolha pelo ajuste: seletor externo de modo (tipo de linha, distância ou controle) mais ajuste fino. Não usa pilha: a energia vem do giro do carretel. É a opção mais cara; vale para quem arremessa o dia inteiro, viaja atrás de peixe-troféu e não quer perder tempo desembolando.

  • Selecione o modo do tipo de linha que está usando: a leitura muda entre mono e multifilamento.
  • Mesmo com freio digital, encoste o polegar quando a isca toca a água.
  • Mantenha a tensão do carretel regulada: o digital controla o freio, não a largada.
  • Achar que dispensa o ajuste de tensão.
  • Comprar o mais caro antes de aprender o básico com freio magnético.
carretilhas$$$

Carretilha de corrico com fricção de alavanca

Fricção regulada por alavanca com posições marcadas. Padrão no corrico oceânico.

medidas e como escolher
Classe
20, 30, 50, 80 ou 130 lb
Fricção
alavanca com posições strike e full
Strike típico
cerca de 25% a 33% da resistência da linha
Velocidades
1 ou 2
Capacidade
400 a 1.000 m, conforme a classe

A alavanca regula a fricção de forma progressiva e repetível, com posição de fisgada (strike) pré-regulada e posição cheia para o fim da briga. Escolha pela classe de linha: tamanhos 12 a 20 para 20 lb (dourado-do-mar, cavala, wahoo); 30 para 30 lb; 50 para atum e agulhão-vela; 80 a 130 para marlim-azul grande. Modelos de duas velocidades ajudam a tirar peixe pesado de baixo do barco. Use vara da mesma classe.

  • Regule o strike com balança, com a linha passando pelos passadores e a vara curvada.
  • Com o carretel quase vazio, a fricção efetiva sobe: alivie a alavanca em vez de apertar.
  • Ao guardar, deixe a alavanca na posição livre para descansar as arruelas.
  • Guardar com a fricção acionada: deforma as arruelas.
  • Linha mais forte que a classe da vara.
  • Encher o carretel sem tensão: a linha enterra na briga longa.
carretilhas$$$

Carretilha de jigging

Carretilha compacta e forte para trabalhar jig na vertical com controle da descida.

medidas e como escolher
Capacidade
300 m de PE 1,5–3 (slow) · PE 3–5 (speed)
Fricção máxima
7 a 15 kg
Relação
5:1 a 6.3:1
Manivela
longa, com pegador grande
Extra
contador de linha (opcional)

No slow pitch, uma carretilha de perfil baixo ou redondo pequena, com manivela longa, dá o meio giro que faz o jig planar. Escolha capacidade para 300 m de PE 1,5 a 3, fricção de 7 a 12 kg e relação baixa a média, de 5:1 a 6.3:1. Contador de linha digital ajuda a repetir a camada onde o peixe está. Para speed jigging pesado, prefira tamanho maior, com fricção de 10 a 15 kg.

  • Use PE marcado em cores a cada 10 m para saber a profundidade.
  • Ao tocar o fundo, recolha 2 ou 3 voltas antes de trabalhar o jig: evita enrosco.
  • Lave e alivie a fricção ao fim do dia.
  • Usar carretilha de arremesso comum: fricção e engrenagens não aguentam.
  • Deixar o jig cair livre sem controle do polegar: o PE embola no carretel.

fontes: carretilhas

  1. técnica JAFTMA — 釣用リールの仕様項目・表示・測定規程 (JAFS: itens de especificação, rotulagem e medição de molinetes e carretilhas)Norma JAFS-D112040400 (15/12/2011) da associação japonesa de fabricantes: itens de especificação, rotulagem e medição de molinetes e carretilhas (texto em japonês conferido).
  2. técnica Take Me Fishing (RBFF) — How to Cast a BaitcasterAjuste de tensão e freio, polegar e cabeleira. Fonte de divulgação (fundação norte-americana), não de fabricante.
linhas

a linha liga tudo. errar aqui é perder o peixe no nó, na pedra ou no dente.

Monofilamento estica bastante, é barato e perdoa erros. Multifilamento quase não estica, é fino para a resistência e dá sensibilidade e fisgada à distância, mas é visível e fraco contra pedra: pede líder. Fluorocarbono afunda, é discreto na água e resiste ao atrito; no Brasil, é usado sobretudo como líder. Linha de fly é outro sistema, ligada a backing e tippet. A libragem da embalagem nem sempre é real: compare pelo diâmetro. Troque o mono uma vez por temporada, ou antes se pegou muito sol. Multifilamento dura mais, mas corte o trecho gasto.

ver 6 itens de linhas
linhas$

Monofilamento (náilon)

Barato, elástico e fácil de dar nó. Bom para iniciante, isca natural e pesca de espera.

medidas e como escolher
Diâmetro
0,16 a 1,00 mm
Elasticidade
alta (algo entre 15% e 30% até romper)
Flutuação
afunda devagar
Vida útil
cerca de uma temporada; menos com sol forte
Nós
uni, palomar, clinch melhorado

Escolha pelo diâmetro, não só pela libragem. Para lambari e tilápia, 0,18 a 0,25 mm; pesqueiro com tambacu, 0,30 a 0,40 mm; rio com peixe de couro, 0,40 a 0,60 mm; praia, 0,30 a 0,35 mm com shock leader. A elasticidade amortece a fisgada e as cabeçadas, por isso combina com anzol circle e isca natural. Transparente ou verde para água clara; amarela ou laranja quando você precisa ver a linha.

  • Passe os dedos nos últimos metros: se estiver áspera ou esbranquiçada, corte.
  • Guarde longe do sol e do calor do carro.
  • Molhe o nó antes de apertar.
  • Comprar a mais grossa para garantir: arremessa mal e o peixe desconfia.
  • Usar a mesma linha por anos.
  • Linha velha no pesqueiro: a tilápia grande rompe no primeiro tranco.
linhas$

Multifilamento 4 fios (4x)

Trança de 4 fios: mais áspera, mais resistente ao atrito e mais barata.

medidas e como escolher
Fios
4
Superfície
mais áspera
Abrasão
resiste mais que o 8x de mesmo diâmetro
Arremesso
menor que o 8x
Esticamento
menos de 5%

Com menos fios na trança, cada fio é mais grosso, o que aguenta melhor o atrito contra pau e pedra. O custo é a superfície áspera: faz barulho nos passadores, arremessa menos e enterra mais no carretel. É boa para pesca de fundo, rodada, jigging econômico e pesca em galhada, onde a linha raspa. Para arremessar artificiais o dia todo, o 8x rende mais.

  • Use líder mesmo com 4x: a trança não aguenta dente nem raspada longa em pedra.
  • Para ligar ao líder, use FG ou Albright.
  • Cole uma volta de fita no carretel antes de enrolar.
  • Achar que trançado dispensa líder.
  • Escolher 4x para arremessar zara leve o dia inteiro.
linhas$$

Multifilamento 8 fios (8x)

Liso, redondo e silencioso. O padrão para iscas artificiais.

medidas e como escolher
Fios
8
Numeração
PE 0,4 a 10 (padrão japonês)
Esticamento
menos de 5%
Arremesso
superior ao 4x
Vida útil
várias temporadas, cortando o trecho gasto

Oito fios formam uma trança mais redonda e lisa: arremessa mais longe, faz menos barulho nos passadores e assenta melhor no carretel. Para tucunaré-amarelo e robalo, PE 1,5 a 2,5 (30 a 40 lb); tucunaré-açu e peixe em galhada, PE 3 a 5 (50 a 80 lb); jigging, PE 2 a 5. Cores fortes ajudam a ver a linha e a pancada; linha com cor que muda a cada 10 m ajuda no jigging.

  • Quando o trecho de uso estiver gasto, inverta a linha no carretel: o fundo está novo.
  • Depois de um peixe grande, recolha com tensão: voltas frouxas embaixo prendem as de cima.
  • Compare o diâmetro real, não só a libragem da embalagem.
  • Amarrar direto no snap, sem líder, em água clara.
  • Usar nó de mono (clinch simples) no trançado: escorrega.
  • Encher o carretel sem tensão.
linhas$$$

Multifilamento 9 a 12 fios (12x)

A trança mais lisa. Mais arremesso e silêncio, menos resistência ao atrito.

medidas e como escolher
Fios
9 a 12
Superfície
muito lisa
Abrasão
menor que 4x e 8x
Arremesso
o melhor entre os trançados

Com 9 a 12 fios muito finos, a linha fica quase redonda e desliza nos passadores. É ótima para iscas leves, pesca fina e arremesso longo. Como cada fio é fino, desfia mais rápido em pedra, pau e craca. Use em água aberta, praia com artificial, black bass em represa e popping, onde a distância vale mais que a abrasão. É a opção mais cara.

  • Use líder um pouco mais longo para proteger a trança perto da estrutura.
  • Combina com molinete de carretel raso.
  • Comprar 12x para pescar tucunaré-açu na galhada.
  • Achar que mais fios significa mais resistência.
linhas$$

Fluorocarbono

Discreto na água, afunda e resiste ao atrito. Usado principalmente como líder.

medidas e como escolher
Densidade
cerca de 1,78 (afunda)
Visibilidade
baixa
Abrasão
alta resistência
Esticamento
menor que o do mono
Nós
palomar, uni, FG; molhe e aperte devagar

O índice de refração próximo ao da água deixa o fluoro discreto em água clara. Ele afunda, o que ajuda jerkbait, soft e jig, mas atrapalha zara e popper se o trecho for longo. É mais duro e tem memória: como linha principal, só em diâmetros finos e equipamento de pesca fina. Como líder, é o padrão para robalo, tucunaré em água clara, black bass e pesca oceânica. O fluoro vendido como líder é mais duro contra atrito que o vendido como linha principal.

  • Nó de fluoro esquenta e enfraquece: sempre molhe e aperte devagar.
  • Em isca de superfície, use líder curto ou de mono, que afunda menos.
  • Teste o nó com um puxão firme antes de arremessar.
  • Comprar fluoro muito barato sem procedência: nem sempre é o que diz a embalagem.
  • Usar fluoro grosso como linha principal no molinete: a memória solta espirais.
linhas$$

Linha de fly

Linha grossa e pesada que carrega a mosca. O peso segue o número da vara.

medidas e como escolher
Perfil
WF (padrão) ou DT
Densidade
flutuante, intermediária, sink tip ou afundamento total
Comprimento
27 a 30 m
Clima
tropical para Amazônia e Pantanal

Na pesca com mosca, o peso está na linha. Escolha o número igual ao da vara (#8 com #8). O perfil mais usado é o WF (weight forward), com o peso concentrado na frente. Flutuante para iscas de superfície e água rasa; intermediária ou de afundamento para dourado na corredeira e tucunaré no poço. Linhas para clima tropical têm revestimento mais duro e não ficam pegajosas no calor. Detalhes na categoria Fly fishing.

  • Lave a linha com água e sabão neutro e seque com pano: arremessa melhor.
  • Marque o número da linha na ponta com caneta permanente.
  • Linha de clima frio na Amazônia: amolece e gruda.
  • Linha de afundamento com popper.

fontes: linhas

  1. técnica JAFTMA — ナイロン糸・フロロカーボン糸・ポリエステル糸の標準直径 (JAFS: diâmetro padrão de náilon, fluorocarbono e poliéster)Norma JAFS-D1051100 (2010): diâmetro padrão por número para náilon, fluorocarbono e poliéster (nº 1 = 0,165 mm; nº 2 = 0,235 mm; nº 4 = 0,330 mm).
  2. técnica JAFTMA — PE糸の標準直径 (JAFS: padrão das linhas de PE)Norma JAFS-D10111002 (2010): a linha de PE é numerada pelo peso (denier), com nº 1 = 200 denier; o diâmetro não é padronizado.
  3. técnica VARIVAS — Japanese Fishing Line SizeFabricante membro da JAFTMA. Reproduz as tabelas JAFS: diâmetro de náilon e fluoro (1 = 0,165 mm) e PE por denier (1 = 200 den, cerca de 0,171 mm, aproximado).
líderes e empates

o líder é o trecho final que leva o desgaste: dente, pedra, pau e o olho do peixe.

Use líder sempre que a linha principal for multifilamento, quando o peixe tem dente ou quando a estrutura raspa. Fluorocarbono para água clara e peixe desconfiado; mono para superfície e custo menor; aço quando o dente corta qualquer náilon. O comprimento depende do risco: 50 cm a 1,5 m na água doce; 1,5 a 3 m no costão e no mar; no surf, longo o bastante para dar voltas no carretel. Ligue líder e linha com nó fino (FG, Albright ou uni-uni) e teste antes de arremessar. Na isca natural, o empate (anzol montado em cabo de aço) é o padrão para peixe de couro e dourado.

ver 7 itens de líderes e empates
líderes e empates$$

Líder de fluorocarbono

Discreto e resistente ao atrito. Padrão para robalo, tucunaré e pesca oceânica.

medidas e como escolher
Libragem
20 a 130 lb
Comprimento
0,6–1,5 m (doce) · 1,5–3 m (mar)
Nó com multifilamento
FG ou Albright
Nó na isca
laço para zara e minnow; snap forte para troca rápida

Escolha a libragem pela estrutura e pelo peixe. Robalo-peva no mangue, 20 a 30 lb; robalo-flecha, 30 a 50 lb; tucunaré-açu na galhada, 50 a 80 lb; jigging e popping, 60 a 130 lb. Em água clara, use o mais fino que for seguro. Comprimento de 60 cm a 1,5 m na água doce e de 1,5 a 3 m no mar. Prefira o fluoro vendido como líder, mais duro contra atrito.

  • Passe os dedos no líder depois de cada peixe; se estiver áspero, troque.
  • O nó de laço deixa a isca trabalhar solta; use em minnow e zara.
  • Leve líder de duas libragens diferentes.
  • Líder fino para economizar: perde o peixe na primeira raspada.
  • FG mal feito: escorrega na fisgada.
líderes e empates$

Líder de monofilamento e shock leader

Barato, elástico e afunda menos que o fluoro. Bom para superfície e para absorver tranco.

medidas e como escolher
Libragem
30–80 lb (doce) · 130–400 lb (corrico)
Shock leader
0,50–0,70 mm, com 5 a 6 voltas no carretel na hora do arremesso
Nós
Albright, FG, uni-uni
Corrico
fixado com luva de pressão (crimp)

Em zara, hélice e popper, o mono ajuda a isca a ficar em cima e amortece a pancada. É a opção barata para tucunaré e traíra, de 40 a 80 lb. Na praia, o shock leader de mono 0,50 a 0,70 mm absorve o tranco do arremesso com chumbo pesado. No corrico oceânico, mono grosso de 130 a 400 lb aguenta bico de marlim e o corpo do peixe raspando. Prefira mono duro, vendido para líder.

  • Referência para shock leader: cerca de 10 lb de líder para cada 28 g de chumbada.
  • No corrico, use luva de crimp do tamanho certo para o diâmetro e alicate próprio.
  • Mono para líder é mais duro que mono para linha principal.
  • Shock leader curto: o tranco do arremesso cai na linha fina e ela estoura.
  • Crimpar com alicate comum.
líderes e empates$

Encastoado de aço (cabo flexível)

Trecho de cabo de aço que o dente não corta.

medidas e como escolher
Material
aço inox 1x7 ou 7x7, nu ou encapado
Libragem
30–90 lb (doce) · 60–150 lb (mar)
Comprimento
15–30 cm (artificial) · 30–60 cm (natural)
Fixação
luva de pressão ou torção própria para cabo
Cor
preta ou marrom (menos brilho)

Use quando o peixe corta náilon: dourado, cachorra, piranha, trairão grande, anchova, cavala, wahoo, barracuda e peixe-espada. Cabo de 7 fios (1x7) ou 49 fios (7x7), nu ou encapado, de 30 a 90 lb na água doce e de 60 a 150 lb no mar. Comprimento de 15 a 30 cm para artificial, que atrapalha menos o nado, e de 30 a 60 cm para isca natural. Aço grosso tira a ação da isca e reduz ataques em água clara.

  • Troque o encastoado que dobrou e fez cotovelo: perdeu resistência.
  • Prefira cor fosca em água clara.
  • Para traíra, fluoro de 40 a 60 lb costuma bastar; use aço onde há piranha.
  • Encastoado longo em zara pequena: a isca afunda o nariz e não anda.
  • Girador fraco no encastoado: abre na briga.
líderes e empates$

Empate para isca natural (peixe de couro)

Anzol montado em cabo de aço com girador. Padrão para pintado, cachara, jaú e dourado com isca.

medidas e como escolher
Cabo
aço 40–150 lb
Comprimento
20 a 50 cm
Anzol
4/0–8/0 (pintado, cachara) · 8/0–12/0 (jaú, pirarara)
Girador
com rolamento ou barril reforçado

Pintado e cachara têm placas de dentes finos que lixam o náilon; o jaú engole fundo. Use cabo de aço de 40 a 90 lb para pintado e cachara, ou de 90 a 150 lb para jaú e pirarara, com 20 a 50 cm. Anzol de 4/0 a 8/0 para pintado e cachara; de 8/0 a 12/0 para jaú. Girador de boa qualidade. Compre pronto ou monte com luva de pressão. Leve empates de reserva já montados: na rodada, perde-se muito em enrosco.

  • Com anzol circle, deixe o peixe virar a cabeça antes de esticar a linha: fisga no canto da boca e facilita soltar.
  • Guarde os empates enrolados e separados: cabo dobrado perde força.
  • Empate de náilon para pintado grande.
  • Reaproveitar cabo dobrado ou com fios partidos.
líderes e empates$

Chicote (paternoster)

Linha com 1 a 3 ramais de anzol acima da chumbada. Padrão na praia e no fundo do mar.

medidas e como escolher
Corpo
mono 0,40 a 1,00 mm
Ramais
10 a 30 cm
Anzóis
1 a 3 por chicote
Chumbada
pirâmide (praia) ou pera (embarcado)
Montagem
girador de três vias ou miçanga com trava

No chicote, a chumbada fica embaixo e os anzóis em ramais curtos acima, fora do fundo e sem enroscar entre si. Na praia, use mono de 0,40 a 0,60 mm no corpo, ramais de 0,30 a 0,40 mm com 10 a 20 cm e anzóis de 2 a 1/0 para pampo e betara. No embarcado de fundo, corpo de 0,60 a 1,00 mm, ramais de 0,50 a 0,80 mm e anzóis de 2/0 a 6/0. Use giradores de três vias ou miçangas com trava nos ramais.

  • Deixe os ramais mais curtos que a distância entre eles: não se enrolam.
  • Monte os chicotes em casa e guarde enrolados em cartela.
  • Prenda a chumbada com linha mais fraca que a do corpo: se enroscar, perde só o chumbo.
  • Três anzóis em fundo de pedra: enrosca tudo.
  • Chumbada presa em linha mais forte que o corpo: no enrosco, vai o chicote inteiro.
líderes e empates$$

Líder de corrico oceânico

Mono grosso crimpado, às vezes com cabo de aço, para aguentar bico, dente e corpo do peixe.

medidas e como escolher
Material
mono ou fluoro 80–400 lb; aço para peixe de dente
Comprimento
3 a 9 m (confira o regulamento)
Fixação
crimp com protetor de laço
Ligação
snap girador de corrico reforçado

Marlins e agulhões raspam o líder com o bico; atum e dourado-do-mar, com o corpo; o wahoo corta com o dente. Para dourado-do-mar e atum, mono ou fluoro de 80 a 150 lb; agulhão e marlim-branco, 100 a 200 lb; marlim-azul, 200 a 400 lb. Para wahoo, cavala e barracuda, 30 a 60 cm de cabo de aço antes da isca. Comprimento de 3 a 9 m; para recorde e torneio, siga a regra da IGFA ou do regulamento.

  • Crimpe com alicate próprio e teste puxando com força.
  • Use protetor no laço para o mono não se cortar na argola.
  • Luva de crimp de tamanho errado: o líder escorrega.
  • Usar mono fino no líder de marlim: o bico lixa e rompe.
líderes e empates$

Nós de ligação e comprimento do líder

O nó é o ponto mais fraco do conjunto. Aprenda poucos e faça bem.

medidas e como escolher
Multifilamento + líder
FG, Albright
Linha + anzol
palomar, uni, clinch melhorado
Isca solta
nó de laço (Rapala ou perfection)
Resistência
nó bem feito perde pouco; mal apertado pode cortar a resistência pela metade

Para multifilamento com líder: FG é o mais fino e passa liso pelos passadores; Albright é mais fácil e resolve bem; uni-uni é rápido para linhas parecidas. Na isca e no anzol: palomar e uni; nó de laço (Rapala ou perfection) para a isca nadar solta. Comprimento: 50 cm a 1,5 m na água doce; no surf, o bastante para dar voltas no carretel; 1,5 a 5 m no jigging e no popping, com o nó entrando no carretel.

  • Treine o FG em casa até fazer em poucos minutos.
  • Corte a sobra deixando 2 a 3 mm.
  • Teste cada nó com um puxão firme antes do primeiro arremesso.
  • Apertar o nó seco: o atrito aquece e enfraquece a linha.
  • Fazer nó em cima de nó.
anzóis e garatéias

o anzol certo fisga e segura; o errado escapa ou machuca o peixe à toa.

Escolha o modelo pela técnica e o tamanho pela boca do peixe, não pelo peso dele. Na numeração ocidental, dos números pequenos até o 1, quanto maior o número, menor o anzol; depois vêm 1/0, 2/0 e assim por diante, e aí o anzol cresce com o número. Anzóis japoneses (maruseigo, chinu, iseama) têm numeração própria, que cresce com o número. O tamanho real varia entre marcas e modelos. Arame fino penetra fácil e mantém a isca viva; arame grosso aguenta peixe forte. Para pesque-e-solte, amasse a farpa com alicate. Mantenha a ponta afiada: se escorregar na unha, afie ou troque.

ver 9 itens de anzóis e garatéias
anzóis e garatéias$

Anzol J (comum)

O formato clássico. Fisga onde a ponta encostar, inclusive na garganta.

medidas e como escolher
Haste
curta, média ou longa
Arame
fino a forjado (2X, 3X = mais grosso)
Tamanhos
16 a 10/0
Farpa
com ou sem; amasse para soltar

Serve para quase tudo com isca natural, desde que você fisgue na hora certa. Haste longa facilita tirar o anzol e protege a linha de dentes pequenos; haste curta se esconde melhor na isca. Arame fino para isca viva e peixe de boca mole, como pescada e corvina; arame grosso e forjado para pacu, tambacu e peixe de couro. Se o peixe engole e a ideia é soltar, prefira circle.

  • Haste longa para peixe de dente pequeno, como piranha e peixe-espada, evita corte na linha.
  • Em fundo de pedra, afie a ponta a cada troca de isca.
  • Demorar para fisgar: o peixe engole e o anzol pega na garganta.
  • Anzol grande demais para a boca: o peixe come a isca sem pegar o anzol.
anzóis e garatéias$

Anzol circle

Ponta voltada para a haste. Fisga sozinho no canto da boca e quase nunca na garganta.

medidas e como escolher
Ponta
voltada para a haste
Desvio
in-line (sem desvio) ou com desvio
Tamanhos
1 a 16/0
Fisgada
esticar a linha, sem tranco

Funciona com isca natural parada ou à deriva: o peixe come, vira e o anzol desliza até o canto da boca. Não dê tranco; só estique a linha girando a manivela. Ideal para pesque-e-solte, pesca de espera, isca viva para robalo e atum e peixe de couro. O modelo sem desvio da ponta (in-line) é o melhor para soltar. Em geral, use um ou dois números acima do J para a mesma isca. Muitos torneios exigem circle com isca natural.

  • Deixe ponta e farpa livres: isca cobrindo a ponta impede a fisgada.
  • Com molinete de fisga livre, só gire a manivela e deixe a linha esticar.
  • Fisgar com tranco: tira o anzol da boca.
  • Usar circle em artificial trabalhada rápido.
anzóis e garatéias$

Anzol wide gap

Abertura larga entre ponta e haste. Para isca viva grande e soft volumoso.

medidas e como escolher
Abertura
larga
Tamanhos
1 a 6/0
Arame
fino a médio
Uso
isca viva e soft volumoso

A abertura larga deixa espaço para a isca e mantém a ponta exposta. Bom para lambari, tuvira e camarão vivos, e para shads e worms grossos. Para robalo com camarão vivo, 1/0 a 2/0 de arame fino; para traíra e tucunaré com isca viva, 2/0 a 4/0. Arame fino mantém a isca viva por mais tempo.

  • Isque o camarão vivo sob o chifre da cabeça, sem atingir a mancha escura: ele vive mais.
  • Arame grosso em camarão: mata a isca na hora.
anzóis e garatéias$

Anzol offset (EWG) para soft

Haste com degrau que trava a isca macia e esconde a ponta. Base das montagens Texas e Carolina.

medidas e como escolher
Formato
offset ou EWG
Tamanhos
1/0 a 5/0
Uso
worm, sapinho, shad sem chumbo
Montagens
Texas e Carolina

O degrau perto do olho segura a cabeça da isca, e a ponta volta para dentro do corpo do soft, ficando anti-enrosco. Escolha pelo tamanho da isca: worm de 10 a 15 cm pede 2/0 a 3/0; shads e iscas de 12 a 18 cm, 3/0 a 5/0. O EWG (abertura extra larga) dá espaço para a ponta atravessar soft grosso. A fisgada precisa ser firme: a ponta tem de atravessar o plástico.

  • Deixe a ponta encostada logo abaixo da superfície do plástico: fisga mais fácil e não enrosca.
  • Anzol pequeno para soft grosso: a ponta não atravessa.
anzóis e garatéias$

Anzol octopus

Haste curta, olho virado e arame leve. Esconde bem na isca e fisga rápido.

medidas e como escolher
Haste
curta
Olho
virado
Tamanhos
4 a 6/0
Nó
snell ou palomar

O olho virado para trás facilita o nó snell e alinha a ponta com a linha. A haste curta some dentro de camarão, pedaço de sardinha ou massa. Bom para isca natural pequena e média, pesqueiro e praia. Tamanhos de 4 a 6/0. Para isca viva de tucunaré e robalo, é alternativa ao wide gap.

  • O nó snell, amarrado na haste, melhora a fisgada com isca natural.
  • Octopus de arame fino em pacu grande: abre.
anzóis e garatéias$

Jig head (anzol com cabeça de chumbo)

Anzol com cabeça de chumbo moldada. Peso, formato e anzol mudam tudo.

medidas e como escolher
Peso
3–7 g (raso) · 10–21 g (correnteza) · 28–100 g (mar fundo)
Cabeça
redonda, bala, peixe ou stand-up
Anzol
1/0 a 6/0, arame reforçado
Trava
espiga ou mola para segurar o soft

O peso define profundidade e velocidade de queda: 3 a 7 g em água rasa e parada; 10 a 21 g em rio com correnteza e canal de robalo; 28 g ou mais no mar fundo. Cabeça redonda serve para tudo; cabeça em bala atravessa vegetação; cabeça stand-up deixa o anzol para cima no fundo. Para tucunaré e robalo, anzol de 1/0 a 5/0 de arame forte. Confira se o anzol casa com o soft: a ponta deve sair no meio do corpo, não no fim.

  • Leve o mesmo shad com cabeças de três pesos.
  • Uma gota de cola instantânea na espiga impede o soft de escorregar.
  • Cabeça pesada demais em água rasa: a isca afunda rápido e enrosca.
  • Anzol fino em tucunaré grande: abre.
anzóis e garatéias$$

Assist hook (anzol de jigging)

Anzol preso por cordinha de fibra na cabeça do jig. Menos enrosco e mais fisgada.

medidas e como escolher
Anzol
1/0 a 9/0, forjado
Cordinha
kevlar, PE ou fibra de alta resistência
Argola
sólida, ligada ao jig por split ring
Posição
cabeça (padrão) e rabo (opcional)

Fica na cabeça do jig, preso por uma alça de fibra e por uma argola sólida. O peixe ataca a cabeça e o anzol balança livre, fisgando melhor e enroscando menos que garatéia no rabo. No slow pitch, use par de anzóis na cabeça e, se quiser, outro no rabo. Escolha anzol forjado de 1/0 a 9/0 pelo tamanho do jig e do peixe, com cordinha que deixe a ponta até cerca de um terço do comprimento do jig.

  • No slow pitch, o par de anzóis curtos na cabeça garante que um esteja sempre em posição de fisgar.
  • Cordinha longa demais: enrola no jig e no líder.
anzóis e garatéias$

Garatéia

Anzol de três pontas das iscas artificiais. Fisga bem, mas machuca mais e engancha em você.

medidas e como escolher
Reforço
1X (padrão) a 4X (pesada)
Tamanhos
8 a 6/0
Farpa
amasse para pesque-e-solte
Ligação
split ring de força igual ou maior

Troque as garatéias originais de iscas baratas por modelos reforçados (2X a 4X) para tucunaré-açu, robalo-flecha e peixes de mar. Use o mesmo número da original, ou um acima se a isca continuar nadando bem. Zara de 12 a 15 cm para tucunaré-açu: 2/0 a 4/0 reforçadas; minnow de 9 a 11 cm: 2 a 1/0. Para soltar, amasse as farpas: perde pouco peixe e facilita a soltura. No mar, use acabamento anticorrosão.

  • Garatéia grande demais muda o nado e faz uma enroscar na outra.
  • Tenha alicate de bico longo e corta-anzol no barco.
  • Pescar tucunaré-açu com a garatéia original fina.
  • Pegar a isca com o peixe ainda se debatendo: garatéia na mão.
anzóis e garatéias$

Anzóis japoneses (maruseigo, chinu, iseama)

Padrões populares no pesqueiro. Numeração própria, que cresce com o número.

medidas e como escolher
Numeração
cresce com o número (ao contrário do ocidental abaixo do 1)
Maruseigo
tilápia e peixes de boca pequena
Chinu
tilápia grande, pacu, carpa
Iseama
tambacu, pacu e tambaqui de pesqueiro

Muito usados para tilápia, pacu, tambacu e carpa com massa e ração. O maruseigo tem arame mais fino e serve para peixe de boca pequena, como tilápia; chinu e iseama são mais robustos, de curva redonda, para pacu, tambacu e carpa. Aqui o anzol cresce com o número: maruseigo 12 é maior que maruseigo 8. Não há equivalência exata com a numeração ocidental: compare na mão.

  • Muitos pesqueiros têm regras próprias de anzol, como proibir farpa ou garatéia: pergunte antes.
  • Comprar número 12 achando que é pequeno como no padrão ocidental.

fontes: anzóis e garatéias

  1. científica Cooke, S. J.; Suski, C. D. (2004). Are circle hooks an effective tool for conserving marine and freshwater recreational catch-and-release fisheries? Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems 14(3): 299–326.
  2. científica Brownscombe, J. W.; Danylchuk, A. J.; Chapman, J. M.; Gutowsky, L. F. G.; Cooke, S. J. (2017). Best practices for catch-and-release recreational fisheries – angling tools and tactics. Fisheries Research 186: 693–705.
iscas artificiais de superfície

ataque visível na superfície. a pesca mais emocionante, melhor com água calma e luz baixa.

A isca de superfície trabalha na película da água e provoca o ataque por barulho, sombra e deslocamento. Rende mais de manhã cedo, no fim da tarde, em dia nublado e em água rasa com estrutura. Zara anda em zigue-zague; hélice faz barulho contínuo; popper estala, espirra água e para; frog e sapinho passam sobre a vegetação onde outra isca enrosca. Regra de ouro: só fisgue quando sentir o peso do peixe na vara. A pancada não é a fisgada. Com vento forte e marola, use iscas mais barulhentas ou desça para a meia-água.

ver 7 itens de iscas artificiais de superfície
iscas artificiais de superfície$$

Zara (stickbait de superfície)

Charuto flutuante sem barbela que anda em zigue-zague com toques de ponta de vara.

medidas e como escolher
Tamanho
7 a 15 cm
Peso
8 a 30 g
Flutuação
flutuante
Ação
zigue-zague (walking the dog)
Garatéias
2; troque por reforçadas para peixe grande

Trabalhe com toques curtos e ritmados de ponta de vara, deixando a linha frouxa entre um toque e outro: é isso que faz a isca virar de lado. Para tucunaré-açu e azul, 11 a 15 cm e 15 a 30 g; para tucunaré-amarelo, traíra e robalo, 7 a 11 cm. Zara com chocalho chama de longe em água escura; a silenciosa rende em água clara e com peixe pressionado. Prefira modelo com garatéias reforçadas ou troque as originais.

  • O tucunaré-açu muitas vezes erra a primeira pancada: não pare a isca, continue o trabalho.
  • Nó de laço no líder deixa a zara andar mais solta.
  • Ritmo rápido para peixe ativo; pausas para peixe desconfiado.
  • Fisgar na pancada, antes de sentir o peso.
  • Linha esticada o tempo todo: a zara não vira.
iscas artificiais de superfície$$$

Stickbait de popping (mar)

Plug longo de 12 a 25 cm, flutuante ou afundante, para atum, olho-de-boi e xaréu.

medidas e como escolher
Tamanho
12 a 25 cm
Peso
40 a 150 g
Flutuação
flutuante ou afundante lento
Anzóis
garatéia forjada 2/0–5/0 ou anzóis simples forjados

Imita peixe ferido nadando logo abaixo ou na superfície. Trabalhe com puxadas longas e pausas, ou com a vara baixa em ritmo constante. Escolha o peso pela vara e pelo vento: 40 a 80 g para costão e popping leve; 80 a 150 g para atum e olho-de-boi grandes. O tamanho segue a isca local: sardinha pequena pede plug menor. Monte com split ring e garatéias ou anzóis simples forjados de alta resistência.

  • Em cardume de atum na superfície, arremesse à frente e além do cardume e passe a isca pela borda, não pelo meio.
  • Split ring fraco: abre no primeiro atum.
iscas artificiais de superfície$$

Hélice (simples ou dupla)

Plug com hélice nas pontas que espirra e faz barulho contínuo na recolhida.

medidas e como escolher
Tamanho
7 a 14 cm
Hélices
1 (traseira) ou 2 (frente e trás)
Peso
10 a 40 g
Ação
puxadas com pausa ou recolhimento contínuo

O barulho chama o peixe de longe e funciona bem com marola e água escura. Trabalhe com puxadas firmes de vara e pausas curtas, ou com recolhimento contínuo. A hélice dupla é isca clássica do tucunaré-açu: 10 a 14 cm. Para tucunaré-amarelo e traíra, 7 a 10 cm. As hélices precisam girar livres; dobrar levemente as pás muda o som.

  • Depois de uma pancada errada, pare a isca um instante: o tucunaré costuma voltar.
  • Recolher devagar demais: a hélice não gira e a isca afunda o rabo.
iscas artificiais de superfície$$

Popper

Boca côncava que estala e espirra água a cada toque de vara.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 20 cm
Peso
5 a 150 g
Boca
côncava, mais ou menos funda
Ação
estalo e pausa

Dê um toque seco de ponta de vara e pause. Pausas longas para peixe parado; ritmo rápido para peixe agressivo. Pequeno (5 a 8 cm) para robalo-peva, black bass, traíra e tucunaré-amarelo; médio (9 a 12 cm) para robalo-flecha e tucunaré grande; grande, de popping (60 a 150 g), para xaréu, atum e olho-de-boi. Boca mais funda faz mais barulho e espirra mais.

  • Em água calma e clara, use popper pequeno e toques suaves.
  • Puxadas longas como se fosse zara: o popper deve estalar e parar.
iscas artificiais de superfície$$

Frog (sapo oco)

Sapo de borracha oco com anzol duplo virado para cima. Passa sobre a vegetação sem enroscar.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 7 cm
Anzol
duplo, voltado para cima
Linha
multifilamento PE 4–6
Ação
toques em zigue-zague sobre a vegetação ou na água aberta

Feito para aguapé, baceiro e capim alagado, onde outras iscas enroscam. O corpo amassa na mordida e expõe o anzol. Use vara pesada (20 a 40 lb ou mais) e multifilamento PE 4 a 6 (60 a 90 lb): o peixe precisa sair da vegetação na força. Tamanhos de 5 a 7 cm. Depois do ataque, espere o peixe afundar com a isca por um a dois segundos antes de fisgar.

  • Depois do ataque, baixe a vara, conte um, dois e fisgue forte.
  • Aperte o corpo antes de usar: o anzol deve aparecer com facilidade.
  • Linha fina: o peixe se enrola na vegetação e rompe.
  • Fisgar no estouro: tira o sapo da boca.
iscas artificiais de superfície$

Sapinho de silicone

Sapo macio com pernas em pá, montado em anzol offset. Nada na superfície com recolhimento contínuo.

medidas e como escolher
Tamanho
6 a 12 cm
Anzol
offset ou EWG 3/0–5/0
Ação
recolhimento contínuo com bater de pernas
Peso extra
opcional, para arremessar mais longe

As pernas batem e fazem barulho constante na superfície, como um buzzbait macio. Montado em anzol offset ou EWG de 3/0 a 5/0, com a ponta encostada no corpo, passa sobre a vegetação. Recolha contínuo, rápido o bastante para a isca ficar em cima. Excelente para traíra em lagoa rasa e brejo. Leve vários: o dente da traíra rasga o silicone.

  • Uma gota de cola na cabeça segura o silicone no anzol.
  • Fisgar antes de a traíra fechar a boca na isca.
iscas artificiais de superfície$

Buzzbait

Isca de arame com hélice de metal que chia na superfície em recolhimento constante.

medidas e como escolher
Peso
7 a 14 g
Hélice
metal, 2 ou 3 pás
Saia
silicone
Ação
recolhimento contínuo

Rende em água rasa, sobre vegetação submersa e com luz baixa. Comece a recolher logo que a isca cai, rápido o suficiente para a hélice chiar sem afundar. Pesos de 7 a 14 g para traíra, black bass e tucunaré-amarelo. Se o peixe errar muito, acrescente um anzol extra no anzol principal.

  • Comece a girar a manivela pouco antes de a isca tocar a água: ela já cai trabalhando.
  • Recolher devagar: o buzzbait afunda e enrosca.
iscas de meia-água

iscas que nadam abaixo da superfície e cobrem a faixa de 0,5 a 4 m.

É a faixa onde o peixe passa boa parte do dia, principalmente com sol alto e água mais fria. A barbela define a profundidade: curta nada raso; longa nada fundo. Flutuante sobe na pausa; suspending fica parada; afundante desce. Varie a velocidade antes de trocar de isca. Minnow e jerkbait imitam peixinho; crankbait vibra e bate na estrutura; lipless vibra forte e cobre área rápido; spinnerbait passa na galhada; colher e spinner brilham e balançam. Confira a profundidade de trabalho na embalagem e escolha pela camada onde o peixe está.

ver 7 itens de iscas de meia-água
iscas de meia-água$$

Minnow

Isca alongada com barbela que imita peixinho. Nado contínuo e realista.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 14 cm
Profundidade
0,5 a 4 m, conforme a barbela
Flutuação
flutuante, suspending ou afundante
Peso
5 a 30 g

Barbela curta nada de 0,5 a 1,5 m; longa, de 2 a 4 m. A flutuante é a mais versátil: sobe na pausa e passa por cima do enrosco. Para tucunaré e robalo, 9 a 13 cm; traíra e black bass, 7 a 10 cm; dourado, 10 a 14 cm com garatéias e argolas reforçadas. Recolhimento contínuo com toques de vara ocasionais imita peixe ferido.

  • No rio, arremesse na diagonal para cima e recolha acompanhando a correnteza.
  • Barbela longa em 1 m de água: enrosca a cada arremesso.
iscas de meia-água$$

Jerkbait

Minnow trabalhado com puxões e pausas. Na versão suspending, para no lugar.

medidas e como escolher
Tamanho
8 a 13 cm
Profundidade
0,5 a 2,5 m
Flutuação
suspending, flutuante lenta ou afundante lenta
Ação
puxões e pausas

Dê dois ou três puxões curtos de ponta de vara para baixo e pause. É na pausa que o peixe ataca. A suspending é a melhor para água fria e peixe pouco ativo; a flutuante lenta rende em estrutura rasa. Tamanhos de 8 a 13 cm para black bass, tucunaré e robalo. Em água clara, cores naturais e translúcidas.

  • Em dia frio, alongue as pausas para 5 a 10 segundos.
  • Pausa curta demais: o peixe segue a isca e não ataca.
iscas de meia-água$$

Crankbait

Corpo gordo e barbela larga que vibra forte e bate na estrutura.

medidas e como escolher
Tamanho
4 a 9 cm
Profundidade
0,5 a 6 m
Barbela
quadrada, redonda ou longa
Ação
vibração forte

O corpo largo desloca muita água, e a barbela faz a isca mergulhar e ricochetear em tronco e pedra, o que provoca o ataque. Escolha a barbela pela profundidade: quadrada (square bill) para 0,5 a 1,5 m entre paus; média para 2 a 3 m; longa para 4 m ou mais. Recolhimento constante; quando bater na estrutura, pare e deixe a isca subir.

  • Carretilha de relação mais baixa (5:1 a 6.3:1) cansa menos com crank fundo.
  • Vara rápida e dura demais: a garatéia rasga a boca do peixe.
iscas de meia-água$$

Lipless (rattlin)

Isca sem barbela, afundante e com chocalho. Vibra e faz barulho na recolhida.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 9 cm
Peso
7 a 30 g
Flutuação
afundante
Ação
vibração e chocalho

Cobre área rápido em praias de areia, beira de vegetação submersa e canais. Afunda: conte até ela chegar à profundidade desejada e recolha contínuo ou em sobe e desce, puxando e deixando cair. Para tucunaré, traíra e black bass, 7 a 14 g; robalo e pescada em canal, 14 a 30 g. O chocalho ajuda em água turva.

  • Conte a descida no primeiro arremesso para descobrir a profundidade do ponto.
  • Deixar a isca parada no fundo em galhada: enrosca.
iscas de meia-água$

Spinnerbait

Arame em V com lâminas giratórias e saia. Passa na galhada sem enroscar muito.

medidas e como escolher
Peso
7 a 21 g
Lâminas
willow, Colorado ou Indiana
Saia
silicone
Ação
brilho e vibração

As lâminas brilham e vibram, e o anzol fica protegido atrás do braço de arame. Lâmina salgueiro (willow) brilha mais e permite recolher rápido; a Colorado, redonda, vibra mais e rende em água turva e à noite. Use 7 a 14 g para black bass, traíra e tucunaré-amarelo. Recolhimento constante, passando rente a troncos e vegetação.

  • Coloque um grub ou soft no anzol para dar volume e vibração.
  • Recolher rápido demais: a isca sobe e sai da profundidade.
iscas de meia-água$

Colher (spoon)

Lâmina de metal curva que balança e brilha. Arremessa longe e trabalha em várias profundidades.

medidas e como escolher
Peso
5 a 40 g
Acabamento
prata, dourado, cobre ou pintado
Ação
balanço e brilho
Montagem
com girador ou snap com girador

Compacta e pesada para o tamanho, arremessa longe mesmo com vento. Recolhida devagar, balança; rápida demais, gira e torce a linha, por isso use girador. A colher anti-enrosco passa na vegetação para traíra. No mar, colheres pesadas pegam anchova, sororoca e bonito da praia e do costão. Prata ou dourada para sol; cobre ou pintada para água turva.

  • Coloque um girador a 30–50 cm da colher para não torcer a linha.
  • Amarrar a colher direto na linha: torce tudo.
iscas de meia-água$

Spinner (colherinha giratória)

Eixo com lâmina que gira em volta. Pequeno, leve e eficiente em rio e lago.

medidas e como escolher
Tamanho
0 a 4 (cerca de 2 a 10 g)
Lâmina
redonda ou alongada
Ação
giro contínuo
Anzol
garatéia; troque por anzol simples para soltar

A lâmina gira ao redor do eixo, vibra e brilha. É ótimo para truta, piraputanga, matrinxã, black bass e tucunaré-amarelo. Tamanhos de 0 a 4 (cerca de 2 a 10 g). Recolha só o suficiente para a lâmina girar. Na correnteza, arremesse na diagonal rio acima. Use girador para evitar torção na linha.

  • Em rio de truta e pesque-e-solte, troque a garatéia por anzol simples sem farpa.
  • Recolher tão devagar que a lâmina não gira.
iscas de fundo e jigs

para quando o peixe está colado no fundo: canal, poço, parcel ou pedra.

Peso e contato com o fundo são tudo. Use o menor peso que ainda deixa sentir o fundo. Boa parte dos ataques acontece na queda: mantenha a linha esticada e olhe para ela. Soft plastic (shad, grub, worm, camarão) tem nado realista e é barato; jig de penas fica no meio-termo; metal jig e jig de slow pitch descem rápido no mar fundo. Mude a cadência antes de mudar a isca. Em pedra e galhada, use montagens anti-enrosco, como a Texas, com a ponta escondida.

ver 7 itens de iscas de fundo e jigs
iscas de fundo e jigs$

Shad no jig head

Peixinho de silicone com rabo em pá montado em cabeça chumbada. Versátil e barato.

medidas e como escolher
Tamanho
7 a 20 cm
Jig head
3 a 60 g
Rabo
pá (paddle tail)
Ação
vibração contínua

O rabo em pá vibra mesmo devagar. Escolha o tamanho pelo peixe: 7 a 10 cm para robalo-peva, tucunaré-amarelo e black bass; 10 a 15 cm para robalo-flecha, pescada e tucunaré-azul; 15 a 20 cm no mar. O peso do jig head segue fundo e correnteza. Trabalhe com toques de vara deixando cair até o fundo, ou com recolhimento lento e contínuo rente ao fundo.

  • Robalo de canal: arremesse acima do ponto, contra a correnteza, e deixe a isca rolar no fundo até a estrutura.
  • Jig head pesado demais em água rasa.
iscas de fundo e jigs$

Jig de penas (jig de cabelo)

Cabeça chumbada com penas, pelo ou náilon. Pulsa na água e afunda devagar.

medidas e como escolher
Peso
7 a 40 g
Material
penas, pelo (bucktail) ou náilon
Anzol
2/0 a 5/0, forte
Ação
pulso das fibras e queda lenta

Clássico do tucunaré na Amazônia e nas represas: as fibras pulsam mesmo com a isca parada. Para tucunaré, 7 a 14 g com anzol forte 2/0 a 4/0; robalo e anchova, 10 a 30 g. Trabalhe com puxões curtos, deixando cair entre eles, ou varrendo a meia-água. Branco e amarelo para água clara; vermelho com amarelo ou preto com vermelho para água escura.

  • Arremesse além do ponto e trabalhe o jig até a beira do pau ou da pedra.
  • Recolher rápido e sem pausa: as fibras colam no corpo e a isca perde vida.
iscas de fundo e jigs$$

Metal jig (speed jig e casting jig)

Barra de metal que afunda e foge rápido. Para jigging vertical e arremesso no mar.

medidas e como escolher
Peso
20 a 400 g
Formato
longo (speed) ou compacto (casting)
Acabamento
holográfico, prata ou fosforescente
Anzol
assist hook na cabeça

O speed jig é longo e fino, trabalhado com puxões rápidos, um por volta da manivela. O casting jig é curto e compacto, arremessado da praia ou do costão para anchova, bonito e sororoca. Escolha o peso pela profundidade e correnteza: 20 a 60 g no arremesso; 100 a 300 g no jigging vertical. Use assist hook na cabeça.

  • Jig fosforescente ajuda em água funda e em dia nublado.
  • Garatéia no rabo do jig em fundo de pedra: enrosca e você perde o jig.
iscas de fundo e jigs$$

Jig de slow pitch

Jig largo e achatado que planeia na queda. O peixe ataca enquanto ele cai.

medidas e como escolher
Peso
80 a 400 g
Formato
largo e achatado
Equilíbrio
central (planeia) ou traseiro (cai rápido)
Linha
PE 1,5 a 3
Anzol
par de assist hooks na cabeça

O formato largo faz o jig cair balançando e virando de lado. Trabalhe com meio giro ou um giro de manivela levantando a ponta da vara, e deixe o jig cair com a linha quase frouxa. Como referência, 1 a 2 g por metro de profundidade com pouca correnteza. Peso centralizado planeia mais; peso concentrado no rabo cai mais rápido e serve para correnteza.

  • Trabalhe os primeiros 10 a 20 m acima do fundo: é onde a maioria dos peixes de parcel ataca.
  • Puxões rápidos de speed jig: o slow pitch perde o planeio.
iscas de fundo e jigs$

Camarão artificial

Camarão de silicone, já chumbado ou montado em jig head. Imita a isca preferida do robalo.

medidas e como escolher
Tamanho
6 a 10 cm
Peso
3 a 15 g
Montagem
pronto chumbado, jig head ou anzol offset
Ação
saltos e quedas

Funciona em mangue, estuário, píer e costão. Os modelos com chumbo interno e anzol prontos facilitam; os de silicone puro vão em jig head leve (3 a 10 g) ou anzol offset. Trabalhe com toques curtos, saltando e caindo perto do fundo, ou deixe derivar com a maré. Tamanhos de 6 a 10 cm. Cores natural e translúcida de dia; fosforescente à noite.

  • Com a maré correndo, arremesse acima da estrutura e deixe a água levar o camarão até ela.
  • Trabalhar rápido e contínuo: camarão foge aos saltos, não nada reto.
iscas de fundo e jigs$

Grub (rabo em espiral)

Corpo curto com rabo em espiral que ondula em qualquer velocidade.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 12 cm
Montagem
jig head ou complemento de outras iscas
Ação
ondulação do rabo
Jig head
3 a 14 g

Simples e eficiente para quem está começando. Monte em jig head de 3 a 14 g e recolha devagar perto do fundo, ou faça saltos curtos. 5 a 8 cm para black bass, traíra, tucunaré-amarelo e peixes de rio; 10 a 12 cm para robalo e corvina. Também serve de complemento em spinnerbait e jig.

  • Monte com o rabo virado para cima: nada mais natural.
  • Soft torto no anzol: a isca gira e torce a linha.
iscas de fundo e jigs$

Worm em montagem Texas e Carolina

Minhoca de silicone com anzol offset escondido. Texas para estrutura; Carolina para varrer fundo limpo.

medidas e como escolher
Tamanho
10 a 18 cm
Anzol
offset ou EWG 2/0–5/0
Chumbo Texas
3,5 a 14 g, em bala
Carolina
chumbo 10–28 g, líder 40–90 cm

Texas: chumbo em bala corrido sobre o anzol offset, com a ponta escondida no corpo, para jogar dentro de galhada e vegetação. Carolina: chumbo de 10 a 28 g e miçanga na linha principal, depois girador e líder de 40 a 90 cm até o anzol; a isca segue o chumbo flutuando acima do fundo. Worms de 10 a 18 cm. Trabalhe devagar, arrastando e levantando a ponta da vara.

  • Trave o chumbo da Texas com um stopper de borracha: a montagem não se separa no arremesso.
  • Fisgar fraco: a ponta precisa atravessar o silicone.
iscas naturais

a isca que o peixe come de verdade. fresca, bem iscada e no lugar certo.

Na isca natural, frescor manda. Viva vale mais que morta, e morta fresca vale mais que congelada e descongelada várias vezes. Use a isca da região: o peixe come o que existe naquela água. Mantenha as vivas em balde com aerador, caixa térmica ou terra úmida, sempre na sombra. Esconda o anzol sem cobrir a ponta. Confira as regras: várias iscas vivas têm coleta e transporte regulados. Nunca solte no rio a isca viva que sobrou, principalmente se veio de outra bacia: isso espalha espécies invasoras.

ver 10 itens de iscas naturais
iscas naturais$

Minhoca e minhocuçu

A isca mais universal da água doce. O minhocuçu é a versão gigante, para peixe grande.

medidas e como escolher
Tipos
minhoca vermelha ou californiana; minhocuçu
Anzol
12 a 1 (minhoca) · 2/0 a 6/0 (minhocuçu)
Conservação
terra ou serragem úmida, fresca e na sombra
Montagem
inteira para peixe grande; pedaços para peixe pequeno

Minhoca comum serve para lambari, tilápia, mandi, jundiá, piau e quase tudo de água doce: pedaços pequenos em anzol 10 a 14, minhoca inteira em anzol 6 a 1. O minhocuçu, que passa de 30 cm, é isca de piau, piapara, mandi, pintado e jaú em rios do Sudeste e do Centro-Oeste, em anzol 2/0 a 6/0. Compre de fornecedor regularizado: a extração de minhocuçu tem regras próprias em Minas Gerais.

  • Enfie o anzol pela ponta da minhoca e deixe um pedaço livre balançando.
  • Deixar a caixa de minhoca no sol: morrem em minutos.
iscas naturais$

Tuvira

Peixe-elétrico pequeno do Pantanal. Isca viva clássica de pintado, cachara e dourado.

medidas e como escolher
Tamanho
15 a 25 cm
Anzol
4/0 a 7/0 em empate de aço
Conservação
água limpa trocada ou capim úmido, na sombra
Região
Pantanal e bacias do Paraguai e do Paraná

Resistente e muito atrativa para peixe de couro e dourado. Escolha tuviras de 15 a 25 cm, vivas e ativas. Isque pela boca, saindo no alto da cabeça, ou atravessada logo atrás da cabeça, com anzol de 4/0 a 7/0 em empate de aço. Mantenha em caixa com água trocada ou capim úmido, na sombra. Compre de isqueiro regularizado: a captura de isca viva tem regras estaduais.

  • Troque a tuvira que parou de se mexer: isca morta rende muito menos na rodada.
  • Deixar a caixa de tuvira no sol do barco.
iscas naturais$

Lambari e piaba (isca viva)

Peixinho vivo ou morto para dourado, tucunaré, traíra e peixes de couro.

medidas e como escolher
Tamanho
5 a 12 cm
Anzol
1/0 a 4/0, wide gap ou circle
Montagem
pelos lábios ou pelas costas
Conservação
balde com aerador, na sombra

Lambari de 6 a 10 cm para traíra, tucunaré e dourado; maiores para pintado e jaú. Isque pelos lábios, de baixo para cima, para nadar natural, ou pelas costas, atrás da nadadeira dorsal, sem atingir a espinha, para durar mais na boia. Use anzol wide gap ou circle de 1/0 a 4/0, de arame fino. Mantenha em balde com aerador e troque parte da água. Use lambari da mesma bacia em que vai pescar.

  • Lambari morto em tiras também funciona para piranha e mandi.
  • Soltar no rio o lambari que sobrou, trazido de outra bacia.
iscas naturais$$

Camarão e pitu

Camarão vivo é a isca número um do robalo; morto, serve para quase todo peixe de praia. Pitu é o camarão grande de rio.

medidas e como escolher
Anzol
1/0 a 2/0 (vivo) · 2 a 1/0 (pedaço)
Montagem
sob o chifre (vivo) ou atravessado (morto)
Conservação
viveiro com aerador (vivo); gelo em saco fechado (morto)
Ambiente
estuário, mangue, praia e rio

Camarão vivo para robalo, pescada e corvina: isque sob o chifre da cabeça com anzol 1/0 a 2/0 de arame fino e pesque com boia ou chumbo leve. Camarão morto, inteiro ou em pedaços, para pampo, betara, corvina e sargo. O pitu, camarão grande de rio do Norte e do Nordeste, é ótima isca de robalo em água salobra e de peixe de couro. Mantenha os vivos em viveiro com aerador e água do próprio local.

  • Corte a ponta do rabo do camarão morto: solta mais cheiro na água.
  • Camarão congelado e descongelado várias vezes: fica mole e sai do anzol.
iscas naturais$

Corrupto e tatuí

Crustáceos da areia da praia. Iscas clássicas de pampo, betara e corvina.

medidas e como escolher
Anzol
2 a 1/0
Coleta
tatuí na arrebentação; corrupto com bomba na maré baixa
Conservação
areia úmida com água do mar, na sombra
Durabilidade
algumas horas

O tatuí vive na faixa onde a onda morre; o corrupto vive em tocas na areia exposta na maré baixa e é tirado com bomba de sucção. Use inteiros em anzol 2 a 1/0 no chicote de praia. Vivo ou bem fresco rende mais; corrupto morto e mole rende pouco. Conserve em caixa com areia molhada com água do mar, na sombra. Tire só o que vai usar e devolva o resto à areia.

  • Prenda com linha elástica de amarrar isca para aguentar o arremesso forte.
  • Guardar tatuí em balde de água parada: morre rápido.
iscas naturais$

Caranguejo e siri

Isca dura e resistente. Na água doce, pacu; no mangue e no costão, sargo, robalo, garoupa e miraguaia.

medidas e como escolher
Anzol
2/0 a 5/0, reforçado
Montagem
pela lateral da carapaça, inteiro ou em metades
Conservação
balde com pano úmido, na sombra
Durabilidade
resiste a peixes miúdos

No Pantanal, o caranguejo de rio é isca clássica de pacu, inteiro ou em metades, em anzol 2/0 a 4/0 reforçado. No mangue e no costão, caranguejos e siris pequenos inteiros atraem sargo-de-dente, robalo-flecha e garoupa; pedaços de siri servem para corvina e miraguaia. Atravesse pela lateral da carapaça. Guarde em balde com pano úmido.

  • Tire as garras grandes: o peixe abocanha mais fácil e o caranguejo não se agarra no fundo.
  • Pegar caranguejo no período de defeso: no litoral, várias espécies têm defeso na andada.
iscas naturais$

Sardinha e lula (iscas de corte)

Iscas de corte para pesca de fundo no mar, costão e praia. Sardinha atrai pelo cheiro; lula segura no anzol.

medidas e como escolher
Corte
filé, posta ou tira
Anzol
1/0 a 5/0
Conservação
caixa térmica com gelo, em saco fechado
Combinação
lula + sardinha no mesmo anzol

Sardinha fresca, em filé ou pedaço, atrai pelo óleo e pelo cheiro: boa para pargo, cioba, ariacó, garoupa, corvina e anchova. É mole: amarre com linha elástica. Lula em tiras dura muito no anzol e resiste aos peixes miúdos; combinar as duas no mesmo anzol funciona bem. Anzol 1/0 a 4/0 no chicote. Mantenha no gelo, em saco fechado, sem contato com água doce.

  • Sardinha inteira na boia, à deriva, é boa para anchova e espada.
  • Usar isca passada: afasta peixe de qualidade.
iscas naturais$

Massa e ração

A isca do pesqueiro. Cheiro, consistência e tamanho certos fazem a diferença.

medidas e como escolher
Tipos
massa de fundo, massa de ceva, ração flutuante
Anzol
japonês pequeno a médio (maruseigo, chinu, iseama)
Montagem
massa no anzol ou na mola da cevadeira
Conservação
pote fechado, na sombra

Massas prontas ou caseiras (farinha, fubá, ração moída e essência) para tilápia, tambacu, pacu, carpa e piau. Consistência firme para aguentar o arremesso e se soltar aos poucos; mole demais cai no arremesso. Ração flutuante na boia cevadeira, ou grão de ração no anzol, para tambacu e pacu na superfície. Pergunte ao pesqueiro qual ração ele usa nos tanques: o peixe está acostumado com ela.

  • Ceve antes de pescar, mas sem exagero: peixe cheio não come.
  • Massa mole demais: sai do anzol no primeiro arremesso.
iscas naturais$

Frutas e sementes

Isca dos peixes que comem o que cai das árvores: pacu, tambaqui, pirapitinga, matrinxã e piraputanga.

medidas e como escolher
Exemplos
laranjinha-de-pacu, tucum, goiaba, uva, milho verde
Anzol
2/0 a 4/0, reforçado
Técnica
batida, boiada ou fundo
Época
cheia, quando as frutas caem na mata alagada

Use a fruta da beira do rio onde o peixe está comendo, como laranjinha-de-pacu, tucum, goiaba, coquinhos e castanhas, conforme a região. Na batida, a fruta vai no anzol 2/0 a 4/0 e a ponta da vara bate na água imitando a queda. Uva, goiaba e milho verde funcionam em pesqueiro. Fruta firme segura melhor no anzol; amarre com linha elástica se precisar.

  • Observe que fruta está caindo na beira: é ela que o peixe espera.
  • Anzol fino: o pacu amassa.
iscas naturais$

Coração e vísceras

Coração de boi ou de frango e fígado: isca firme e cheirosa para peixes de couro e bagres.

medidas e como escolher
Tipos
coração de boi, coração de frango, fígado
Anzol
1/0 a 6/0
Conservação
gelo
Durabilidade no anzol
alta (coração), baixa (fígado)

Coração de boi em tiras ou de frango inteiro segura bem no anzol e solta cheiro. Bom para mandi, jundiá, barbado, bagre-africano e piranha, e para pintado e cachara à noite. O fígado atrai mais, mas cai fácil: amarre com linha elástica. Anzol de 1/0 a 6/0, conforme o peixe. Mantenha no gelo.

  • Corte em tiras compridas: balançam na correnteza.
  • Pedaço grande demais: peixe pequeno belisca e não engole o anzol.

fontes: iscas naturais

  1. científica Catella, A. C.; Silva, J. M. V. da; Jesus, V. M. F. de (2009). Comércio de iscas vivas no Pantanal de Mato Grosso do Sul, SCPESCA/MS, 2005. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 90. Embrapa Pantanal, Corumbá.
chumbadas, boias e terminais

as peças pequenas que seguram tudo. peça ruim abre na hora errada.

Use o menor peso que mantém a isca onde você quer. Chumbada corrida (oliva) deixa o peixe levar a isca sem sentir peso; chumbada fixa (pirâmide, pera) segura no fundo e ajuda o peixe a se fisgar sozinho. A boia mostra a beliscada e mantém a isca na altura certa. Girador evita torção, snap acelera a troca de isca e split ring liga garatéia e isca. Compre terminais com resistência informada na embalagem e acima da resistência da linha. No mar, prefira aço inox ou acabamento anticorrosão.

ver 9 itens de chumbadas, boias e terminais
chumbadas, boias e terminais$

Chumbada oliva (corrida)

Furo no meio para a linha correr livre. O peixe pega a isca sem sentir o peso.

medidas e como escolher
Peso
5 a 200 g
Montagem
linha – oliva – miçanga – girador – líder – anzol
Uso
fundo em rio, barranco e pesqueiro
Vantagem
o peixe não sente o peso

Padrão da pesca de fundo em rio, barranco e pesqueiro. Monte a oliva na linha principal, depois uma miçanga e o girador; do girador sai o líder até o anzol. Quando o peixe puxa, a linha corre pela chumbada. Escolha o peso pela correnteza: 5 a 20 g em lago; 30 a 100 g em rio com correnteza; até 200 g em rio fundo na rodada.

  • A miçanga entre a chumbada e o girador protege o nó.
  • Oliva leve em correnteza forte: a isca rola e enrosca.
chumbadas, boias e terminais$

Chumbada pirâmide e de garra (praia)

Cantos ou garras que fincam na areia e seguram a isca no lugar com onda e correnteza.

medidas e como escolher
Peso
60 a 200 g
Formato
pirâmide ou com garras de arame
Uso
surf casting
Montagem
na ponta do chicote

Na praia, a pirâmide finca na areia. Com correnteza lateral forte, use chumbada com garras de arame, que ancora melhor e solta quando você recolhe. Peso de 60 a 150 g, conforme o mar. Use a mais leve que fica parada: se a linha anda para o lado, aumente o peso.

  • Leve chumbadas de três pesos: o mar muda com a maré.
  • Chumbada acima do peso máximo da vara.
chumbadas, boias e terminais$

Chumbada pera (gota)

Formato de gota com argola. Desce rápido e enrosca pouco. Padrão do embarcado de fundo.

medidas e como escolher
Peso
20 a 500 g
Formato
gota com argola ou girador
Uso
embarcada, costão e rodada
Montagem
ponta do chicote, com linha mais fraca

Vai na ponta do chicote na pesca embarcada de fundo e no costão. O formato liso escorrega entre as pedras melhor que a pirâmide. Escolha o peso pela profundidade e correnteza: 50 a 150 g em parcel raso; 200 a 500 g a partir de 60 m com correnteza. Prenda com linha mais fraca que a do chicote: se enroscar, só a chumbada fica.

  • Leve chumbadas de vários pesos: a correnteza muda ao longo do dia.
  • Chumbada leve demais: a linha sai inclinada e a isca não chega ao fundo.
chumbadas, boias e terminais$

Boia de sinal

Mantém a isca na altura certa e mostra a beliscada.

medidas e como escolher
Tipos
fixa, corrida ou luminosa
Flutuação
1 a 30 g
Material
isopor, balsa ou plástico
Ajuste
chumbinho até ficar só a ponta visível

Boia pequena e fina para lambari e tilápia: afunda fácil e mostra o toque mais leve. Boia maior e redonda para isca viva de traíra, tucunaré e robalo. Calibre com chumbinho até ficar só a ponta fora d'água. A boia corrida, com trava na linha, permite pescar fundo e arremessar fácil. À noite, use boia com bastão de luz química.

  • Comece com a isca a um palmo do fundo e vá ajustando a altura.
  • Boia grande para isca pequena: o peixe sente resistência e solta.
chumbadas, boias e terminais$

Boia cevadeira

Boia com mola de massa e anzóis em volta. Ceva e pesca ao mesmo tempo, na superfície.

medidas e como escolher
Peso
10 a 40 g
Ramais
2 a 4 anzóis, de 10 a 30 cm
Mola
massa ou ração
Uso
superfície em pesqueiro

Padrão do pesqueiro para tambacu, pacu e tilápia na superfície. A massa ou ração se desfaz na mola e atrai o cardume para perto dos anzóis. Escolha pelo peso, para arremessar, e pelo tamanho da mola. Use linha de 0,30 a 0,40 mm e anzóis japoneses curtos em ramais de 10 a 30 cm. Confira as regras do pesqueiro: alguns limitam o número de anzóis.

  • Arremesse sempre no mesmo ponto para concentrar a ceva.
  • Massa que se desfaz rápido demais: acaba antes de o peixe chegar.
chumbadas, boias e terminais$

Girador (destorcedor)

Peça com eixo que gira e evita torção na linha.

medidas e como escolher
Tipos
barril, rolamento, três vias
Resistência
10 a 300 lb
Material
latão ou aço inox
Acabamento
fosco ou preto

Use entre a linha e o líder, antes de colheres e spinners e em toda pesca de fundo. O tipo barril é simples e barato; o de rolamento gira melhor sob carga. Escolha resistência acima da linha. O girador de três vias forma o chicote. Cor preta ou fosca reduz o brilho que chama peixe de dente, que acaba cortando a linha ali.

  • Use o menor girador que aguenta a carga.
  • Girador de 20 lb em linha de 50 lb.
chumbadas, boias e terminais$

Snap

Presilha de troca rápida para iscas artificiais.

medidas e como escolher
Tipos
de trava cruzada, de trava dupla, com girador
Resistência
15 a 200 lb
Material
aço inox
Tamanho
o menor que aguenta a carga

Acelera a troca de iscas e deixa a isca mais solta. Escolha modelo de trava resistente, com resistência acima do líder. Para zara, minnow e crank, snap sem girador. Para iscas que giram (colher, spinner), snap com girador. Evite snap pesado em isca de superfície pequena: o peso a mais afunda o nariz.

  • Confira o snap depois de cada peixe grande: pode ter aberto parcialmente.
  • Snap fraco em tucunaré-açu: abre no primeiro salto.
chumbadas, boias e terminais$

Split ring (argola)

Argola dupla em espiral que prende garatéia e anzol à isca.

medidas e como escolher
Tamanho
numeração varia por fabricante
Resistência
20 a 300 lb
Material
aço inox ou aço carbono
Uso
garatéia, assist hook, isca

Troque as argolas junto com as garatéias quando reforçar a isca, sempre com força igual ou maior que a da garatéia. Use alicate próprio para abrir. Inox para água salgada. No jig, a argola sólida ligada ao split ring prende o assist hook.

  • O alicate de split ring poupa unha e tempo.
  • Manter a argola original fraca com garatéia reforçada: a argola abre.
chumbadas, boias e terminais$

Miçanga e stopper

Contas de plástico ou vidro que protegem o nó e fazem barulho; o stopper trava a altura.

medidas e como escolher
Material
plástico, vidro ou fosforescente
Tamanho
3 a 10 mm
Uso
proteger nó, atrair, travar altura
Posição
entre chumbada e girador

Entre a chumbada corrida e o girador, a miçanga impede que o chumbo bata no nó e o enfraqueça. A de vidro faz barulho ao bater no chumbo na montagem Carolina. Coloridas e fosforescentes atraem na pesca de praia e no fundo do mar. O stopper de borracha fixa a altura da boia corrida e trava o chumbo da Texas.

  • Use miçanga maior que o furo da chumbada.
  • Chumbada batendo direto no nó do girador.
acessórios

o que salva a pescaria e o pescador: soltar bem o peixe, enxergar a água e voltar inteiro.

Monte uma bolsa fixa com o básico: alicate, boga-grip, óculos polarizado, luva, lanterna e colete. Acessório não pega peixe, mas reduz perda de peixe, protege mãos e olhos e faz o pesque-e-solte funcionar. Prefira materiais que não enferrujam no mar. Organize as iscas por técnica em caixas pequenas: a troca fica mais rápida e o barco leva menos peso. Alicate e lanterna vão no bolso, não no fundo da mochila.

ver 10 itens de acessórios
acessórios$$

Alicate de pesca

Tira anzol, abre split ring, corta linha e amassa farpa.

medidas e como escolher
Comprimento
15 a 25 cm
Material
alumínio anodizado ou inox
Funções
tirar anzol, cortar trançado, abrir split ring
Segurança
cordão espiralado e bainha

Bico longo para tirar garatéia da boca de tucunaré, traíra e dourado sem pôr a mão perto. Lâmina que corte multifilamento limpo. Função de abrir split ring economiza tempo. No mar, alumínio ou inox com cordão de segurança. Para corrico, tenha também alicate de crimpar.

  • Amasse as farpas com o alicate antes de pescar: a soltura fica mais rápida.
  • Alicate de ferramenta comum: enferruja e não corta multifilamento.
acessórios$$

Boga-grip

Pinça que segura o peixe pela boca sem tocar no corpo.

medidas e como escolher
Material
alumínio ou plástico reforçado
Capacidade
até 15 a 30 kg
Extra
balança integrada (opcional)
Segurança
cordão

Segura peixe de dente e com garatéias soltas sem risco para a mão. Alguns modelos têm balança embutida. Escolha pelo porte do peixe: menor para traíra e tucunaré-amarelo; maior para tucunaré-açu e dourado. Nunca levante peixe grande só pela boga na vertical: apoie a barriga com a outra mão.

  • Prenda a boga no centro do lábio inferior.
  • Pendurar peixe grande pela boca: machuca a mandíbula.
acessórios$$

Puçá

Rede de mão para embarcar o peixe sem forçar linha e boca.

medidas e como escolher
Rede
borracha ou malha sem nó
Aro
40 a 80 cm
Cabo
fixo ou telescópico, de 1 a 3 m
Uso
barco, píer, costão, pesqueiro

Rede emborrachada, sem nós, protege o muco e as nadadeiras e não prende garatéia. Aro grande e cabo longo para robalo e barco de borda alta. Na praia e no costão, cabo telescópico ajuda a tirar o peixe da pedra. Coloque o puçá na água e conduza o peixe de cabeça para dentro; não corra atrás do peixe com a rede.

  • Muitos pesqueiros emprestam puçá: pergunte.
  • Rede de náilon com nós: tira escamas e enrosca garatéias.
acessórios$

Luva de pesca

Protege a mão de dente, espinho, linha e sol.

medidas e como escolher
Tipos
proteção UV (dedos livres), couro, anticorte
Material
lycra, neoprene, couro ou fibra anticorte
Uso
sol, briga e manuseio do peixe

Luva de tecido com proteção UV e dedos livres para arremessar o dia inteiro sem queimar a mão. Luva de couro ou com palma reforçada para segurar líder no corrico e no jigging. Luva anticorte para manusear peixe de dente e de espinho. No pesque-e-solte, molhe a luva antes de tocar o peixe.

  • No corrico, use luva grossa para puxar o líder até o barco.
  • Segurar líder grosso com a mão nua e peixe grande na linha: corta a mão.
acessórios$$

Óculos polarizado

Tira o reflexo da água para ver estrutura, peixe e isca. E protege o olho de anzol.

medidas e como escolher
Lente
polarizada, de policarbonato ou cristal
Cores
âmbar/marrom, cobre, cinza, amarela
Proteção
UV400
Armação
envolvente, com cordão

A lente polarizada corta o brilho da superfície. Cores: âmbar, marrom ou cobre para água doce e luz variável; cinza para sol forte e mar aberto; amarela ou rosada para amanhecer e dia nublado; espelhada azul para mar com muito sol. Armação envolvente bloqueia a luz lateral. Lente de policarbonato resiste a impacto de isca e chumbada.

  • Use óculos sempre que alguém arremessar perto de você: garatéia no olho é emergência.
  • Óculos escuro sem polarização: protege do sol, mas não tira o reflexo.
acessórios$

Caixa e bolsa de iscas

Organiza iscas e terminais e protege garatéias e softs.

medidas e como escolher
Formato
caixa com divisórias, bolsa ou mochila
Tamanho
padrões de mercado que encaixam em bolsas
Vedação
recomendada no mar
Organização
por técnica

Caixas com divisórias móveis, em tamanhos padrão de mercado que cabem em bolsa ou mochila. Uma caixa por técnica: superfície, meia-água, fundo e terminais. Softs na embalagem original ou em caixa separada: alguns plásticos derretem em contato com outros plásticos e com iscas duras. No mar, caixa com vedação ou com sachê antiumidade.

  • Seque as iscas antes de guardar: garatéia molhada enferruja e mancha as outras.
  • Guardar soft junto com isca dura.
acessórios$

Balança (dinamômetro)

Pesa o peixe e regula a fricção.

medidas e como escolher
Tipo
digital ou de mola
Capacidade
10 a 50 kg ou mais
Uso
peso do peixe e regulagem da fricção

Balança digital ou de mola, com gancho. Para pesar peixe, use com boga ou puçá, rápido e sem pendurar pela guelra. Para regular a fricção, prenda na balança a linha que passa pelos passadores e puxe com a vara curvada. Escolha capacidade acima do maior peixe esperado: 25 kg cobrem a água doce; no mar, 50 kg ou mais.

  • Pese o peixe dentro do puçá e desconte o peso do puçá.
  • Pendurar o peixe pela guelra para pesar.
acessórios$

Régua de medida

Confirma tamanho mínimo e máximo legal e registra o peixe em soltura e torneio.

medidas e como escolher
Comprimento
60 cm a 1,5 m
Tipo
plana, calha, flexível ou adesiva para o barco
Leitura
centímetros com marcação grande
Material
plástico flutuante ou alumínio

Régua plana ou em calha, de preferência flutuante, de 60 cm a 1,5 m. Meça com o peixe deitado, boca fechada, do focinho ao fim da cauda, salvo se a norma ou o torneio pedir outra medida. Molhe a régua antes para proteger o muco. É indispensável: a fiscalização trabalha com tamanho mínimo e máximo.

  • Cole uma régua adesiva na borda do barco para medir rápido.
  • Medir o peixe curvado ou com a cauda dobrada.
acessórios$$

Colete salva-vidas

Item de segurança obrigatório no barco. Só funciona se estiver vestido.

medidas e como escolher
Homologação
Marinha do Brasil, classe compatível com a área de navegação
Tipos
espuma, de pesca com bolsos, autoinflável
Ajuste
pelo peso de quem vai usar
Revisão
autoinflável: cilindro e gatilho conforme o fabricante

Use colete homologado pela Marinha do Brasil, na classe exigida para a área de navegação, e do tamanho certo para o peso de cada pessoa. Para pescar, o colete com bolsos ou o autoinflável de cintura ou suspensório incomodam menos, e por isso ficam no corpo. O autoinflável exige revisão do cilindro e do gatilho conforme o fabricante. Criança usa colete infantil com tira entre as pernas.

  • Vista o colete antes de ligar o motor, não quando o tempo virar.
  • Colete guardado no paiol, longe do alcance.
  • Colete de adulto em criança.
acessórios$

Lanterna de cabeça

Mãos livres para iscar, dar nó e andar no escuro.

medidas e como escolher
Potência
200 a 500 lúmens
Proteção
IPX4 a IPX7
Modos
branco, vermelho e baixo
Bateria
recarregável, com reserva

Escolha modelo com luz vermelha, que não ofusca e espanta menos o peixe, 200 a 500 lúmens no modo branco, resistência à água IPX4 ou mais (IPX7 para barco e praia) e bateria recarregável. Leve bateria ou pilha reserva. Luz forte apontada para a água espanta o peixe: na beira, use a vermelha ou o modo baixo.

  • Na pesca noturna de barco, mantenha também as luzes de navegação ligadas.
  • Apontar a lanterna para o rosto do companheiro.

fontes: acessórios

  1. científica Brownscombe, J. W.; Danylchuk, A. J.; Chapman, J. M.; Gutowsky, L. F. G.; Cooke, S. J. (2017). Best practices for catch-and-release recreational fisheries – angling tools and tactics. Fisheries Research 186: 693–705.
  2. oficial Marinha do Brasil/DPC — Portaria DPC/DGN/MB nº 200, de 27 de fevereiro de 2026 (aprova a NORMAM-211/DPC, Atividades de Esporte e Recreio)Aprova a NORMAM-211/DPC, norma da Marinha para atividades de esporte e recreio, referência para o que a embarcação deve levar a bordo. O texto da norma fica no site da DPC.
eletrônicos

mostram fundo, estrutura e peixe, e guiam o barco com segurança.

Sonar não pesca por você, mas encurta o caminho. O 2D com CHIRP mostra profundidade, dureza do fundo e peixe embaixo do barco. O down imaging desenha o fundo com detalhe; o side imaging varre as laterais. O sonar ao vivo mostra peixe e isca em tempo real. GPS com cartas marca pesqueiros e evita pedra e baixio. Motor elétrico com âncora virtual segura o barco no ponto. Rádio VHF é segurança no mar. Tela de 5 a 7 polegadas basta em barco pequeno; 9 polegadas ou mais quando você usa várias imagens ao mesmo tempo. Aprenda a ler a tela antes de pensar em trocar de aparelho.

ver 7 itens de eletrônicos
eletrônicos$$

Sonar 2D e CHIRP

O sonar básico: profundidade, tipo de fundo e peixe embaixo do barco.

medidas e como escolher
Frequência
50/83 kHz (fundo) · cerca de 200 kHz (raso)
Tecnologia
2D tradicional ou CHIRP
Tela
4 a 7 polegadas
Alcance
depende da potência e da frequência

O sonar tradicional emite uma frequência; o CHIRP varre uma faixa de frequências e separa melhor o peixe colado no fundo e peixes próximos entre si. Frequência alta (perto de 200 kHz) mostra detalhe em água rasa; baixa (50 a 83 kHz) alcança fundo maior no mar. Para rio e represa, um 2D com CHIRP e GPS já resolve. Instale o transdutor onde a água passa limpa, sem bolhas.

  • O arco aparece porque o barco passa sobre o peixe: com o barco parado, o peixe vira um traço reto.
  • Transdutor mal instalado: tela cheia de ruído com o barco em velocidade.
eletrônicos$$

Down imaging

Imagem quase fotográfica do que está embaixo do barco: galho, pedra e cardume.

medidas e como escolher
Frequência
455 e 800 kHz (típico)
Melhor faixa
até 30–40 m
Mostra
estrutura e fundo com detalhe
Uso
tela dividida com o 2D

Usa feixe fino de alta frequência (tipicamente 455 e 800 kHz) para desenhar estrutura com detalhe. Mostra galhada, pedra, naufrágio e cardume de isca, e ajuda a separar peixe de estrutura. Rende melhor até 30 a 40 m. Funciona melhor em tela dividida com o 2D: o 2D mostra o peixe; o down imaging mostra onde ele está.

  • Passe devagar sobre o ponto, entre 3 e 6 km/h, para a imagem sair nítida.
  • Achar que todo ponto claro na tela é peixe.
eletrônicos$$$

Side imaging

Varre as laterais do barco e mostra uma faixa larga do fundo.

medidas e como escolher
Alcance lateral
30 a 70 m para cada lado (típico)
Frequência
455 e 800 kHz (típico)
Velocidade ideal
5 a 10 km/h
Uso
mapear estrutura e marcar pontos

Mostra estrutura e peixe a dezenas de metros para cada lado, conforme frequência e profundidade. Ideal para mapear galhada em represa, poções no rio e pedras no mar raso. Marque os pontos no GPS e volte para pescar. Rende melhor em água de até 20 a 30 m, com o barco em linha reta e devagar.

  • Faça passadas paralelas, como quem corta grama, para cobrir a área inteira.
  • Navegar em curva: a imagem distorce.
eletrônicos$$$

Sonar ao vivo (tipo LiveScope)

Mostra em tempo real peixe, isca e estrutura à frente ou embaixo do barco.

medidas e como escolher
Imagem
tempo real, como vídeo
Visão
frente, baixo ou perspectiva
Alcance
dezenas de metros; varia por modelo
Tela
9 polegadas ou maior

O transdutor móvel aponta para a frente, para baixo ou em perspectiva, e a tela se atualiza como vídeo: você vê o peixe seguir e atacar a isca. Padrões de mercado incluem LiveScope, ActiveTarget e MEGA Live. Exige tela compatível de 9 polegadas ou mais e, de preferência, suporte orientável ou integração com o motor elétrico. É o item mais caro e o que mais exige treino de leitura.

  • Aprenda em água conhecida, onde você já sabe o que há no fundo.
  • Ficar olhando a tela e esquecer de pescar e de pilotar.
eletrônicos$$

GPS e cartas náuticas

Marca pesqueiros, guarda a trilha de volta e mostra perigos na navegação.

medidas e como escolher
Tipo
integrado ao sonar ou portátil
Cartas
oficiais da Marinha e de mercado
Recursos
trilha, pontos, mapeamento em tempo real
Backup
cartão de memória ou nuvem

Integrado ao sonar é o mais prático. No mar e em grandes represas, use cartas eletrônicas com batimetria. No Brasil, as cartas náuticas oficiais são da Marinha; mapas de mercado e o mapeamento em tempo real feito pelo próprio aparelho ajudam em represa. Salve os pontos com nome e data e faça cópia de segurança. Leve também GPS portátil ou celular com mapa offline.

  • Grave a trilha de ida: com neblina ou à noite, volte por ela.
  • Navegar só pela tela sem olhar a água: carta tem erro e banco de areia muda.
eletrônicos$$$

Motor elétrico com âncora virtual

Move o barco em silêncio e segura no ponto pelo GPS, sem jogar âncora.

medidas e como escolher
Empuxo
30 a 112 lb
Tensão
12, 24 ou 36 V
Montagem
proa (padrão) ou popa
Recursos
âncora virtual, piloto automático, controle remoto

Escolha o empuxo pelo barco: como referência, 2 lb de empuxo para cada 100 lb de peso do barco carregado, mais se houver vento e correnteza. Em geral, 12 V vai até cerca de 55 lb; 24 V, até 80 lb; 36 V, acima disso. Na proa, com pedal ou controle remoto, é o padrão para pesca de arremesso. A âncora virtual segura o barco no ponto pelo GPS. No mar, só modelos para água salgada.

  • Bateria de lítio pesa menos e dura mais, mas exige carregador próprio.
  • Sair com bateria fraca: o motor para longe da rampa.
eletrônicos$$

Rádio VHF marítimo

Comunicação de segurança no mar. O canal 16 é o de socorro e chamada.

medidas e como escolher
Potência
até 5–6 W (portátil) · até 25 W (fixo)
Canais
16 (socorro e chamada) e canais de trabalho locais
DSC
botão de socorro com posição (fixo e alguns portáteis)
Proteção
IPX7 e flutuante (portátil)

O fixo, de até 25 W, alcança mais e, com DSC ligado ao GPS e número MMSI, envia pedido de socorro com a posição ao apertar um botão. O portátil, de 5 a 6 W, flutuante e à prova d'água, fica no colete ou na bolsa de abandono. Celular não substitui o VHF: no mar, o sinal some. Antes de usar, verifique o licenciamento da estação na Anatel e as exigências da Marinha para sua área de navegação.

  • Teste o rádio no cais antes de sair.
  • Ocupar o canal 16 com conversa.

fontes: eletrônicos

  1. técnica Garmin — ECHOMAP UHD2 6/7/9 sv Owner's Manual: Sonar FishfinderCapítulo de sonar do manual: vista tradicional (rola da direita para a esquerda), ClearVü, SideVü, LiveScope, ajustes e waypoint na tela.
  2. técnica Humminbird — Understanding Transducer Frequencies and Cone AnglesImageamento lateral e para baixo em 455 kHz, 800 kHz e MEGA, com o alcance de cada um; 2D em 50, 83 e 200 kHz.
  3. técnica Simrad — Sonar 101: How to Choose a TransducerPotência e frequências 200, 83 e 50 kHz e a profundidade de uso de cada uma.
  4. técnica Minn Kota — Boat Drifting or has Erratic Steering when in Spot-Lock (i-Pilot or i-Pilot Link)Como funciona o Spot-Lock (círculo de chegada) e a precisão esperada: 5 pés nos modelos Bluetooth, 10 a 15 pés nos antigos. Vento, corrente e bateria fraca pioram a precisão.
fly fishing

pesca com mosca: o peso está na linha. vara, linha e carretilha seguem o mesmo número.

No fly, uma linha grossa e pesada carrega uma mosca quase sem peso. Tudo se casa pelo número: vara #8, linha #8, carretilha para #7 a #9. A sequência é backing na carretilha, linha de fly, leader, tippet e mosca. Para tucunaré e dourado, #7 a #9 é o padrão; #10 para tucunaré-açu com moscas grandes e vento. Aprenda o arremesso básico antes da viagem: treine na grama 15 minutos por dia. O dourado pede tippet de aço; o tucunaré, fluoro ou mono de 30 a 60 lb.

ver 8 itens de fly fishing
fly fishing$$

Vara de fly por número

O número diz que linha a vara carrega. Peixe grande e mosca volumosa pedem número alto.

medidas e como escolher
Número
#3 a #12
Comprimento
9'0" (2,74 m), o padrão
Ação
média a rápida
Partes
4

#3 a #5: lambari, truta, tilápia e peixes pequenos. #6 e #7: tucunaré-amarelo e popoca, piraputanga, matrinxã e robalo-peva. #8: o curinga para tucunaré e dourado. #9 e #10: tucunaré-açu, dourado grande na corredeira e moscas grandes com vento. #10 a #12: camurupim e peixes de mar. Prefira 9 pés e ação rápida para moscas grandes.

  • Se for ter uma só vara para Amazônia e Pantanal, escolha #8.
  • Vara #6 para mosca de 15 cm de tucunaré-açu.
fly fishing$$

Carretilha de fly

Guarda linha e backing e, nos peixes fortes, segura a corrida com a fricção.

medidas e como escolher
Número
igual ao da linha
Fricção
disco vedado
Backing
100 a 200 m de 20 a 30 lb
Material
alumínio usinado ou fundido

Para peixe pequeno, a carretilha só armazena linha. Para tucunaré e dourado, precisa de fricção de disco vedada e suave, porque o peixe corre e salta. Escolha pelo número da linha (por exemplo, #7 a #9) e pela capacidade de backing: 100 a 200 m de 20 a 30 lb. Corpo de alumínio usinado resiste mais a pancada e corrosão. Monte a manivela do lado que você prefere.

  • Depois da fisgada, recolha a linha solta para a carretilha: briga com linha no chão do barco enrosca no pé.
  • Carretilha sem fricção para dourado: o tippet estoura na primeira corrida.
fly fishing$$

Linha WF flutuante

A linha de fly mais usada: peso concentrado na frente e flutuante.

medidas e como escolher
Perfil
WF, cabeça curta e pesada
Densidade
flutuante
Clima
tropical
Número
igual ao da vara

A WF (weight forward) concentra o peso na cabeça e arremessa moscas grandes com poucos falsos arremessos. Para Amazônia e Pantanal, use linha de clima tropical, com cabeça curta e pesada, feita para virar moscas volumosas. A flutuante serve para popper e moscas de superfície, e para moscas de meia-água em água rasa. Use o mesmo número da vara; algumas linhas vêm meio número mais pesadas para carregar varas rápidas.

  • Limpe a linha no fim do dia: sujeira e protetor solar estragam o revestimento.
  • Passar repelente ou protetor nas mãos e tocar a linha.
fly fishing$$

Linhas intermediária e de afundamento

Levam a mosca para baixo: a intermediária desce devagar; sink tip e afundamento total descem rápido.

medidas e como escolher
Tipos
intermediária, sink tip, afundamento total
Taxa
tipo 3 a tipo 6 (cerca de 7,5 a 15 cm/s)
Uso
corredeira, poço, vento, peixe fundo
Número
igual ao da vara

A intermediária afunda devagar, passa logo abaixo da superfície e sofre menos com marola e vento. A sink tip tem só a ponta afundante, boa para corredeira de dourado e poço de tucunaré. A de afundamento total é classificada por tipo (tipo 3 afunda cerca de 7,5 cm por segundo) e serve para pescar fundo em lago e mar. Tenha um carretel extra com intermediária ou sink tip, além da flutuante.

  • Conte a descida da mosca e repita a contagem quando achar o peixe.
  • Usar sink tip com popper.
fly fishing$

Backing

Linha fina e forte embaixo da linha de fly. Reserva para quando o peixe corre longe.

medidas e como escolher
Material
dacron (poliéster) ou multifilamento
Resistência
20–30 lb (doce) · 30–50 lb (mar)
Quantidade
100 a 250 m
Ligações
nó de arbor na carretilha; laço com a linha de fly

A linha de fly tem 27 a 30 m, e peixe forte tira isso em segundos. O backing, de dacron de 20 a 30 lb ou de trançado fino no mar, enche o carretel e dá reserva. Para tucunaré e dourado, 100 a 150 m bastam; no mar, 200 m ou mais. Ligue na carretilha com nó de arbor e na linha de fly com laço sobre laço.

  • Enrole com tensão: backing frouxo enterra na corrida e trava.
  • Backing demais: a linha de fly não cabe e raspa na armação.
fly fishing$

Leader e tippet

O trecho final entre a linha de fly e a mosca. O tippet é a ponta que você troca.

medidas e como escolher
Comprimento
1,5 a 2,7 m
Tucunaré
mono ou fluoro de 30 a 60 lb
Dourado
mais 15 a 25 cm de aço fino ou titânio
Numeração X
0X = 0,28 mm · 3X = 0,20 mm · 5X = 0,15 mm

O leader cônico transfere energia e faz a mosca pousar; o tippet é a ponta que você troca. Para tucunaré, leader reto de 1,5 a 2,5 m de mono ou fluoro de 30 a 60 lb: com mosca grande, não precisa ser cônico. Para dourado, o mesmo, mais 15 a 25 cm de aço fino ou titânio na ponta. Para truta e peixe pequeno, leader cônico de 2,7 m e tippet 3X a 5X. Na numeração X, quanto maior o número, mais fino.

  • Amarre a mosca com nó de laço para ela nadar solta.
  • Tippet fino para tucunaré na galhada.
fly fishing$

Moscas para tucunaré

Streamers volumosos e moscas de superfície que deslocam água.

medidas e como escolher
Tamanho
8 a 15 cm
Anzol
1/0 a 4/0, forte
Tipos
streamer, popper, gurgler, slider
Cores
amarelo/vermelho, branco, chartreuse, preto

Streamers de 8 a 15 cm, que imitam peixinho, em anzol 1/0 a 4/0 forte. Moscas de superfície (popper, gurgler, slider) para manhã cedo e fim de tarde. Cores: amarelo com vermelho, branco com vermelho, chartreuse e preto em água escura. Recolha com puxadas longas e rápidas de linha (strip) e fisgue puxando a linha com a mão, com a vara baixa, sem levantar a vara.

  • Moscas de material sintético secam rápido e ficam mais leves no arremesso.
  • Levantar a vara na fisgada: a mosca sai da boca dura do tucunaré.
fly fishing$

Moscas para dourado

Streamers resistentes que imitam peixinho na correnteza, presos em aço.

medidas e como escolher
Tamanho
8 a 15 cm
Anzol
2/0 a 4/0, forte
Lastro
olho de chumbo ou cabeça pesada
Tippet
aço fino ou titânio, 15 a 25 cm

Streamers de 8 a 15 cm, de material sintético resistente: o dente do dourado destrói pelo natural. Use cabeça pesada ou olho de chumbo para descer no rebojo, ou linha sink tip. Anzol 2/0 a 4/0 forte, sempre com 15 a 25 cm de aço fino ou titânio. Cores: preto, preto com vermelho, amarelo, dourado com laranja e branco. Arremesse rio acima ou na diagonal e recolha acompanhando a correnteza.

  • Fisgue com puxadas de linha fortes e repetidas: a boca do dourado é muito dura.
  • Tippet só de náilon: o dourado corta.

fontes: fly fishing

  1. técnica AFFTA (American Fly Fishing Trade Association) — Fly Line Weight SpecificationsNorma de peso das linhas de fly (#1 a #15), em grãos nos primeiros 30 pés (9,14 m). O PDF da AFFTA saiu do ar e não há cópia arquivada; URL não conferida.
  2. técnica IGFA — International Angling Rules & World Record RequirementsRegras de equipamento da IGFA: classes de linha, linha dupla e líder, regras de fly (class tippet). Versão de maio de 2026 conferida.

fontes e referências

Tabelas de linha, anzol e fricção seguem padrões de mercado e de fabricantes; a resistência real varia por marca e lote.

  1. técnica IGFA — International Angling Rules & World Record RequirementsRegras de equipamento da IGFA: classes de linha, linha dupla e líder, regras de fly. Versão de maio de 2026 conferida.
  2. técnica JAFTMA (日本釣用品工業会, Japan Fishing Tackle Manufacturers Association) — 釣糸JAFS基準 (norma JAFS de linhas de pesca)Página das normas JAFS da associação japonesa de fabricantes (JAFTMA), com os padrões de linha de náilon, fluorocarbono, PE e metal e a norma de especificação de molinetes e carretilhas.
  3. técnica JAFTMA — ナイロン糸・フロロカーボン糸・ポリエステル糸の標準直径 (JAFS: diâmetro padrão de náilon, fluorocarbono e poliéster)Norma JAFS-D1051100 (2010): diâmetro padrão por número para náilon, fluorocarbono e poliéster (nº 1 = 0,165 mm; nº 2 = 0,235 mm; nº 4 = 0,330 mm).
  4. técnica JAFTMA — PE糸の標準直径 (JAFS: padrão das linhas de PE)Norma JAFS-D10111002 (2010): a linha de PE é numerada pelo peso (denier), com nº 1 = 200 denier; o diâmetro não é padronizado.
  5. técnica VARIVAS — Japanese Fishing Line SizeFabricante membro da JAFTMA. Reproduz as tabelas JAFS: diâmetro de náilon e fluoro (1 = 0,165 mm) e PE por denier (1 = 200 den, cerca de 0,171 mm, aproximado).