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catálogo Haemulidae · predador

macassa

Haemulon parra

Mar

Ronco prateado de recifes rasos, com pintas amareladas e bronze nas escamas. Anda em cardumes e come de noite; pega em isca natural de fundo.

Também chamado de: macassa, sailor's choice, sailor's grunt

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
25–35 cm
máximo
41 cm
peso comum
0,2–0,6 kg
recorde/máx.
1,0 kg
profundidade
3–30 m
água ideal
24–29 °C
visão geral

quem é a macassa

A macassa (sailor's choice) é um ronco prateado que vive em recifes costeiros rasos, de 3 a 30 m, do golfo do México e das Bahamas ao Brasil. Os jovens ficam no capim-marinho e nos mangues; os adultos andam em cardumes em áreas relativamente abertas e comem à noite moluscos e pequenos peixes. É rara em ilhas oceânicas. O FishBase a lista como pesca comercial menor, peixe esportivo e de aquário público. Chega a 41,2 cm e o comprimento comum é de 30 cm. No Brasil, os registros vão do Pará ao litoral paulista, com muito mais coletas no Nordeste.

curiosidades

  • Em inglês é 'sailor's choice' (a escolha do marinheiro).
  • O estudo de DNA de roncos da costa brasileira (Cerqueira et al., 2021) achou uma única linhagem genética para a macassa.
como reconhecer

identificação

Ronco prateado de corpo alto e curto. As escamas têm a borda marrom estreita e, no centro, na metade de cima do corpo, uma pinta que varia de amarela a bronze e marrom-escura, formando fileiras oblíquas de pontos. Dorsal com 12 espinhos e 16 a 18 raios moles; anal com 3 espinhos e 8 raios. Separa-se da biquara (Haemulon plumierii) pelas pintas em fileiras oblíquas, sem as listras horizontais, e dos outros roncos pelo corpo mais alto.

como está a pesca de macassa

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, do Pará ao litoral paulista, com mais registros de coleção na Bahia e no Rio Grande do Norte, em recifes costeiros. Fora do Brasil, das Bahamas e da Flórida ao norte do golfo do México, ao Caribe e à Venezuela e às Guianas.

Habitat: Recifes costeiros rasos, de 3 a 30 m, com cardumes dos adultos em áreas abertas; jovens no capim-marinho e nos mangues.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta Sudestecosteiro

estados

Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca o ano todo no Nordeste; no Sudeste, a água quente do verão e do outono rende mais. É peixe de cardume: quando se acha o ponto, a pesca sai em série.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Descansa de dia em cardume e sai para comer à noite, segundo o FishBase; a mordida é melhor do fim da tarde ao começo da noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com a macassa
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria de frente ou de ressurgência afasta o cardume das lajes rasas.

pressão atmosférica

Mar mexido depois da frente atrapalha; a mordida volta quando acalma.

lua

Efeito pequeno; noite escura favorece a saída para comer.

chuva

Pouco relevante no mar; água muito barrenta perto da foz atrapalha.

nível da água

Segue a maré sobre os recifes e as lajes.

barulho

Cardume desconfia de barulho de motor e de ancoragem sobre o ponto.

vento

Mar grosso impede a pesca nos recifes.

maré

Maré enchendo cobre o recife e espalha o cardume pela laje; vazante concentra nos canais.

profundidade

De 3 a 30 m, na maioria das capturas em menos de 15 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0" a 7'0", 8 a 20 lb
molinete / carretilha
molinete 2500 a 4000
linha
multifilamento 10 a 20 lb
líder
fluorocarbono 20 a 30 lb, 1 m
anzol
chinu 2 a 5 ou circle 1/0

iscas artificiais

  • jig pequeno de 10 a 30 g

iscas naturais

  • camarão
  • lula em tiras
  • sardinha em pedaços
  • marisco

acessórios

  • chumbo de 20 a 80 g
  • puçá

dica de quem pesca

Ceve com sardinha moída ou camarão picado: o cardume sobe e a mordida fica constante.

o que a lei diz

regras para a macassa

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Não localizamos norma federal brasileira específica para a espécie.

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Solte rápido; se veio de mais de 15 m e boiar, use descompressor. Cuidado com os espinhos da dorsal.

na cozinha

Comestível e vendida fresca em pequena escala. Carne branca, boa frita inteira ou em caldo.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01318, b = 3.01; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Haemulon parra (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo da ficha (cerca de 1 kg) foi calculado pela relação peso-comprimento para 41,2 cm; o FishBase não traz peso publicado. O peso comum foi calculado do mesmo modo.
  2. científica FishBase: nomes populares de Haemulon parraNomes por país e língua. O FishBase traz 'macassa' como nome em português da espécie.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Haemulon parra (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 01/03/2011)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Haemulon parra (avaliação nacional do risco de extinção)Ficha da avaliação nacional do ICMBio no sistema SALVE; o DOI foi conferido no Crossref. A categoria nacional deve ser conferida na própria ficha: a espécie não consta da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026.
  6. científica GBIF: registros de Haemulon parra no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante.
  7. científica Cerqueira, N. N. C. D.; Rotundo, M. M.; Marceniuk, A. P.; Cruz, V. P.; Foresti, F.; Oliveira, C. (2021). Molecular identification of Brachygenys and Haemulon species (Perciformes: Haemulidae) from the Brazilian coast. Neotropical Ichthyology 19(2): e200109.DOI conferido no Crossref. Em Haemulon parra o estudo encontrou uma única linhagem genética na costa brasileira.
  8. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Haemulidae).
  9. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR Part 622, Subpart S: Porto Rico (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026. Entre os roncos, a tabela de peixes de recife da norma federal lista apenas Haemulon plumierii; Haemulon parra não está nela, então os limites federais de Porto Rico não valem para a espécie.
  10. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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