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catálogo Pristidae · predador

peixe-serra-dentes-pequenos

Pristis pectinata

EstuárioMarlista nacional: CR · criticamente em perigo

Peixe-serra de rostro longo e estreito, com dentes desiguais. É Criticamente em Perigo no Brasil e no mundo, com captura proibida e poucos registros recentes: se fisgar um, solte na hora.

Também chamado de: peixe-serra-dentes-pequenos, peixe-serra

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
—
máximo
760 cm
peso comum
—
recorde/máx.
350,0 kg
profundidade
10–88 m
água ideal
24–30 °C
visão geral

quem é o peixe-serra-dentes-pequenos

O peixe-serra-dentes-pequenos não é tubarão: é uma raia (ordem Rhinopristiformes) de corpo alongado e achatado, com um rostro em forma de serra, que nos peixes-serra mede de 20% a 28% do comprimento total. Vive em águas costeiras rasas, em baías, lagoas, estuários e bocas de rio, e também sobe rios e lagos. Usa a serra para revolver o fundo atrás de invertebrados e para ferir peixes. É ovovivípara: a gestação dura cerca de um ano e as fêmeas levam até 20 filhotes, que nascem com cerca de 61 cm. Chega a 7,6 m. Antes bem espalhado pela costa, hoje é raríssimo. Em 2022 a lista nacional a trazia como Criticamente em Perigo com a marca PEX (possivelmente extinta) e em 2026 consta como Criticamente em Perigo; a IUCN também a classifica como CR. Está no Apêndice I da CITES. A captura é proibida em todo o Brasil, e, segundo um boletim do ICMBio, os últimos registros comprovados são das décadas de 1970 (Pará) e 1980 (Ceará).

curiosidades

  • O peixe-serra é uma raia, parente das violas e das arraias, e não um tubarão.
  • Os peixes-serra podem ser os peixes marinhos mais ameaçados do mundo: as cinco espécies estão ameaçadas e três delas, Criticamente em Perigo (Dulvy et al. 2016).
  • Historicamente os peixes-serra viviam nas águas costeiras de 90 países e territórios; a área de distribuição encolheu muito no último século (Dulvy et al. 2016).
  • Segundo Dulvy et al. (2016), as nadadeiras estão entre as mais valiosas para a sopa de barbatana e as serras são vendidas há muito tempo como curiosidade.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado e achatado, com um rostro (serra) longo e estreito, de 20 a 32 dentes de cada lado, espaçados de forma desigual e mais curtos perto da base (a FishBase fala em 23 ou mais). A nadadeira caudal não é bifurcada, com o lobo de baixo quase sem desenho, e as peitorais são mais compridas que largas; a primeira dorsal começa mais ou menos sobre as pélvicas. Dorso cinza-amarronzado e ventre claro. O peixe-serra-dentes-grandes (Pristis pristis) tem a serra curta e larga, com 14 a 24 dentes bem espaçados, e a caudal levemente bifurcada.

como está a pesca de peixe-serra-dentes-pequenos

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Atlântico tropical e subtropical e sudoeste do oceano Índico, antes bem mais amplo e hoje muito reduzido. No Brasil há registros antigos em vários trechos da costa e hoje poucos registros recentes; o limite sul da espécie no Atlântico sul-ocidental (Brasil, Uruguai e Argentina) foi tema de um estudo de 2019. As costas marcadas indicam registros históricos, não a presença atual.

Habitat: Águas rasas de baías, lagoas, estuários e bocas de rio, de 10 a 88 m; também sobe rios e lagos de água doce.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Sem época conhecida: os registros atuais são raros e a captura é proibida o ano todo. A informação só serve para saber que ela pode aparecer por acaso em estuários e baías.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Não há estudo de horário nas fontes conferidas; os registros atuais são tão raros que não permitem dizer.

clima, água e comportamento

o que mexe com o peixe-serra-dentes-pequenos
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Espécie de água quente: com a água abaixo de uns 20 °C se afasta dos rasos (estimativa).

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Com a cheia e a chuva forte os rios soltam água doce nos estuários; a espécie tolera água doce e pode subir os rios.

nível da água

Nos rios, a água alta permite subir mais; na seca fica concentrada em canais e poços (estimativa).

barulho

Sem estudo; o efeito é estimado como moderado.

vento

Pouco efeito direto.

maré

Usa estuários e bocas de rio, onde a maré move as presas (estimativa).

profundidade

Quase sempre em águas rasas, de poucos metros a algumas dezenas de metros.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida: não se aplica.
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
não se aplica

acessórios

  • alicate de bico longo
  • cortador de linha
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Se um peixe-serra pegar por acaso, mantenha-o na água e fora do alcance da serra: os dentes são afiados e o rostro enrosca em rede e linha. Corte a linha a uma distância segura, com alicate de cabo longo ou tesoura, e nunca corte nem tente tirar a serra do animal.

o que a lei diz

regras para o peixe-serra-dentes-pequenos

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Em 2022 constava como CR com a marca PEX (na metodologia do ICMBio, 'possivelmente extinta'); em 2026 consta como CR. Avaliação global: Criticamente em Perigo (IUCN, 09/03/2022). Apêndice I da CITES (comércio internacional proibido) e Apêndices I e II da CMS (segundo a FishBase).

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

México: captura e retenção proibidas (peixe-serra)

proibido capturar e reter; devolver à água se vier por acaso

A NOM-029-PESC-2006 (pesca responsável de tubarões e raias) proíbe, em qualquer caso, capturar e reter tubarão-branco (Carcharodon carcharias), peixes-serra (Pristis perotteti, P. pectinata e P. microdon), tubarão-baleia, tubarão-peregrino e mantas gigantes. O exemplar pego por acaso deve voltar à água; não pode ser retido vivo, morto, inteiro ou em partes, nem consumido ou vendido (item 4.2.2). O texto se dirige a quem tem permissão de pesca de tubarões e raias e a quem os captura de forma incidental (item 1.2); a pesca esportiva tem norma própria, a NOM-017-PESC-1994. Na dúvida, solte.

Fonte: NOM-029-PESC-2006, itens 1.2 e 4.2.2 (DOF de 14/02/2007; Secretaría de Agricultura, Ganadería, Desarrollo Rural, Pesca y Alimentación)

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitida (segundo os considerandos do decreto)confirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros (Resolução AUNAP 0380/2021) e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto cria um plano ambiental de proteção e define quem fiscaliza. O articulado não traz lista de espécies nem tamanhos, e não conferimos normas posteriores da AUNAP sobre captura incidental. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021 (citada nos considerandos)

Tubarões e raias ameaçados: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (Anexo I)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental, e o certo é não tirar o animal da água. A serra enrosca em rede e linha e fere quem estiver perto. Corte a linha a distância segura, sem tentar desenroscar à mão, e não corte o rostro. Solte-o rápido, com o mínimo de manuseio.

na cozinha

Captura e comércio proibidos. A FishBase registra o uso como alimento, o óleo em remédios, sabão e curtume, e adultos empalhados como enfeite. Não compre nem guarde peças.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00407, b = 3.02; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. Os meses indicam a época em que a espécie costuma ser encontrada perto da costa ou no ponto de pesca, não uma temporada de captura. A faixa de temperatura da água também é estimativa editorial, apoiada nos valores da FishBase quando eles existem.

  1. científica FishBase: Pristis pectinata (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. Tamanho máximo (760 cm) e peso (350 kg) da FishBase; o comprimento comum de 550 cm que ela cita não entrou, porque não o conferimos em outra fonte.
  2. científica FishBase: nomes populares de Pristis pectinataNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: espécies VU, EN e CR ficam protegidas de modo integral (captura, transporte, guarda e comércio proibidos); § 4º: exemplar capturado por acaso deve ser liberado vivo no ato; art. 12: para espécies que entram na lista pela primeira vez, as proibições valem 180 dias após a publicação. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  5. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022: anexos da lista de espécies ameaçadas (versão anterior)Lista anterior, usada aqui só para comparar a categoria da espécie. Conferido no texto publicado no DOU.
  6. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz do órgão de pesca do Rio de Janeiro com os nomes populares e as categorias da lista de 2026. Conferido em 13/10/2026.
  7. científica IUCN Red List: Pristis pectinata (avaliação global: Criticamente em Perigo, CR, 09/03/2022)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2); a página da avaliação não foi aberta.
  8. científica Dulvy, N. K. et al. (2016). Ghosts of the coast: global extinction risk and conservation of sawfishes. Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems 26: 134-153.Reconhece cinco espécies de peixes-serra no mundo (Pristis pristis, P. pectinata, P. zijsron, P. clavata e Anoxypristis cuspidata); todas ameaçadas. DOI e resumo conferidos no Crossref.
  9. científica Chaves, N. C. (2017). Variação ontogenética no formato do rostro de peixes-serra do gênero Pristis (Chondrichthyes). Dissertação, Universidade Federal do Ceará.Revisão das características de cada espécie (nº de dentes do rostro, nadadeira caudal, peitorais) e das populações genéticas de P. pristis. Texto conferido em 13/10/2026.
  10. científica Cuevas, J. M.; García, M.; Hozbor, N.; Faria, V.; Paesch, L. (2019). Tracing the occurrence of the Critically Endangered smalltooth sawfish Pristis pectinata at its southernmost distribution in the Southwest Atlantic Ocean. Endangered Species Research 38: 1-9.Registros históricos no limite sul da espécie. DOI e título conferidos no Crossref; o resumo não foi aberto.
  11. oficial ICMBio/PAN Tubarões: Elasmotícias nº 7 e 8 (novembro de 2019)Boletim indicado como fonte do histórico no Brasil (espécie comum no passado, hoje com registros raríssimos e os últimos comprovados nas décadas de 1970 e 1980, no Pará e no Ceará). Foi lido só por resumo, e esses pontos não foram reconferidos no texto do boletim.
  12. oficial México: NOM-029-PESC-2006, Pesca responsable de tiburones y rayas. Especificaciones para su aprovechamiento (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, no catálogo de normas da Secretaría de Economía; itens 1.2 e 4.2.2 e Apêndice A conferidos em 13/10/2026. Não conferimos se houve modificação posterior.
  13. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaTexto conferido em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
não confunda

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