pescada-amarela
Cynoscion acoupa
A maior pescada da costa, passando de 1 m. Caça em água turva com a maré correndo, no amanhecer e à noite.
Também chamado de: pescada-amarela, pescada-verdadeira
- tamanho comum
- 40–80 cm
- máximo
- 110 cm
- peso comum
- 1–6 kg
- recorde/máx.
- 17,0 kg
- profundidade
- 1–25 m
- água ideal
- 24–29 °C
quem é a pescada-amarela
A pescada-amarela é a maior pescada da costa brasileira, passando de 1 m e 15 kg. Vive em estuários, baías, canais e barras de água turva, do Amapá a Santa Catarina, com grandes populações no litoral do Pará e do Maranhão. Caça peixes e camarões perto do fundo, principalmente com a maré correndo e na meia-luz. Os grandes se concentram em canais fundos e na saída das barras. No Norte é peixe de mesa e de exportação: a bexiga natatória seca, o 'grude', tem alto valor no mercado asiático, o que aumentou muito a pressão de pesca. Para o amador, é briga pesada e peixe de primeira na mesa.
curiosidades
- O 'grude' (bexiga natatória seca) é exportado para a Ásia por preço muito alto.
- Como outros cienídeos, faz som contraindo músculos ligados à bexiga natatória.
identificação
Corpo alongado, boca grande e oblíqua com um ou dois caninos grandes na ponta da maxila superior, interior da boca amarelo-alaranjado. Dorso cinza-prateado com reflexo dourado, nadadeiras amareladas, sem pintas e sem barbilhões. Diferença para a corvina: a corvina tem barbilhões no queixo, boca por baixo do focinho e listras oblíquas; a pescada não tem barbilhão e tem caninos.
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onde tem
Do Amapá a Santa Catarina. Muito abundante no litoral amazônico (Pará e Maranhão); no Sudeste e Sul aparece em estuários e baías como Cananéia, Santos, Paranaguá e Babitonga.
Habitat: Estuários e baías de água turva, canais fundos, barras, beira de mangue e praias próximas a rios.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
quando pescar
melhor época
No Sudeste e Sul os maiores aparecem da primavera ao fim do verão, quando se concentram em barras e canais. No Norte e Nordeste é pescada o ano todo, com variação local ligada às chuvas e à salinidade.
melhor horário
Noite e crepúsculo. Mais ativa no amanhecer, no entardecer e à noite. De dia rende em água turva e canais fundos com maré correndo.
o que mexe com a pescada-amarela
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Frente fria no Sul tira a pescada das partes rasas; procure canais fundos.
pressão atmosférica
Tempo estável e pressão em queda antes da frente costumam dar bons ataques.
lua
Luas de maré grande (cheia e nova) concentram a pescada nas bocas de canal.
chuva
Chuva fina não atrapalha; peixe de água turva por natureza.
nível da água
Mais salinidade no estuário traz a pescada para dentro; enchente forte de rio a empurra para a barra.
barulho
Moderadamente sensível; ancore com calma e evite bater no casco.
vento
Vento contra a maré levanta onda nas barras e dificulta manter a isca no fundo.
maré
Muito dependente de maré. Enchente leva cardume de isca para dentro e a pescada acompanha pelos canais; vazante é a hora das bocas de canal e da barra. Pesque do meio da maré até perto do estofo; no estofo a mordida some.
profundidade
Fundo e meia-água entre 3 e 15 m nos canais; mais raso à noite.
como pescar
- vara
- 6'6" a 7'0", ação média, 15 a 30 lb
- molinete / carretilha
- molinete 4000 a 5000 ou carretilha média
- linha
- multifilamento 20 a 40 lb
- líder
- fluorocarbono 40 a 60 lb, 1 m
- anzol
- circle ou wide gap 2/0 a 5/0
iscas artificiais
- jig head 1/2 a 1 oz com shad 4 a 5 pol.
- shrimp afundante
- meia-água de barbela longa
iscas naturais
- camarão vivo
- tainhota ou parati vivo
- manjuba
- sardinha
acessórios
- chumbada oliva corrediça
- puçá grande
- alicate
dica de quem pesca
Use chumbada corrediça só o suficiente para manter a isca no fundo com a maré. A pescada pega e solta: dê um segundo antes de firmar, ou use circle e só recolha.
robalo no mangue e estuário
Pesca de barco ou caiaque em mangues, canais, rios de água salobra e pontes, com artificiais e camarão vivo, seguindo a maré.
guiamaré e lua na pesca
Sizígia e quadratura, preamar e baixa-mar, estofo, enchente e vazante, tábua das marés e teoria solunar: o que vale de verdade e como usar sem fanatismo.
guiaconservação e limpeza do pescado
Abate rápido, sangria, gelo na medida certa, caixa térmica bem usada, filetagem e transporte dentro da lei. Peixe bem tratado no barco vale o dobro na mesa.
regras para a pescada-amarela
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026), mas a avaliação global indica declínio.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Cienídeos sofrem com a descompressão vindo de fundo; recolha sem pressa nos últimos metros e devolva rápido. Não aperte a barriga.
na cozinha
Carne branca, macia e de sabor suave. Filé frito, ensopado, moqueca e caldeirada.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00759, b = 3.06; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Cynoscion acoupa (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cynoscion acoupa (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Cynoscion acoupa (avaliação global: Vulnerável, VU, 10/10/2019)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Sciaenidae (Chao, N. L.).
- científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.