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catálogo Sciaenidae · predador

pescada-tortinha

Isopisthus parvipinnis

MarEstuário

Pescadinha de dentes grandes e dorsais bem separadas, comum em fundos de lama perto da costa. Boa fritura e boa isca.

Também chamado de: pescada-tortinha, tortinha, pescadinha, pescada-chata, dentuça

Ilustração científica de Pescada-tortinha
tamanho comum
15–25 cm
máximo
41 cm
peso comum
0,0–0,2 kg
recorde/máx.
0,7 kg
profundidade
1–45 m
água ideal
21–28 °C
visão geral

quem é a pescada-tortinha

A pescada-tortinha é uma pescada pequena, comum em águas rasas e turvas sobre fundos de lama e areia lodosa, em baías e na plataforma interna, da Costa Rica ao Sul do Brasil. Come principalmente camarões pequenos. Aparece em grande quantidade no arrasto de camarão e na pesca artesanal com rede, e é usada como isca e vendida para fritura. Na pesca amadora, morde iscas de camarão em pesca de fundo de barco em baías e canais. Tem boca grande, muito oblíqua, e um par de caninos grandes na ponta da maxila superior, o que lhe vale o nome de dentuça.

curiosidades

  • É uma das pescadas mais comuns na captura acessória do arrasto de camarão.
  • As duas dorsais bem separadas são raras entre as pescadas.
como reconhecer

identificação

Corpo prateado, mais escuro no dorso, com mancha escura difusa na base da peitoral. Boca grande e muito oblíqua, maxila inferior saliente e par de caninos grandes na ponta da maxila superior. As duas nadadeiras dorsais são bem separadas, o que a distingue das outras pescadas; a anal é longa, com 18 a 19 raios. Raramente passa de 30 cm.

como está a pesca de pescada-tortinha

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Amapá a Santa Catarina, mais comum do Nordeste ao Paraná, em baías e na plataforma rasa.

Habitat: Fundos de lama e areia lodosa em baías, enseadas e plataforma interna; água turva perto de desembocaduras.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Presente o ano todo; no Sudeste e no Sul, mais fácil nos meses quentes.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Mais ativa ao entardecer, à noite e em dias de água turva.

clima, água e comportamento

o que mexe com a pescada-tortinha
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria afasta os cardumes dos rasos.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Gosta de água turva; chuva não atrapalha.

nível da água

Acompanha a água salgada nas baías.

barulho

Pouco sensível.

vento

Vento forte atrapalha a pesca de fundo leve.

maré

Maré correndo melhora a mordida.

profundidade

De 2 a 20 m na maior parte das capturas.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0" a 7'0", 8 a 15 lb
molinete / carretilha
molinete 2000 a 3000
linha
multifilamento 10 a 15 lb ou monofilamento 0,25 a 0,30 mm
líder
monofilamento 0,35 a 0,40 mm
anzol
maruseigo 10 a 14

iscas naturais

  • camarão
  • sardinha em tiras
  • lula em tiras

acessórios

  • chumbo oliva 20 a 50 g

dica de quem pesca

Use chicote com dois ou três anzóis pequenos: onde tem uma, tem cardume.

o que a lei diz

regras para a pescada-tortinha

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Morre fácil fora d'água; se for soltar, faça rápido e sem apertar.

na cozinha

Boa frita inteira ou em filé empanado; carne macia.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00794, b = 3.06; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Isopisthus parvipinnis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Isopisthus parvipinnis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Isopisthus parvipinnis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 03/03/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Sciaenidae (Chao, N. L.), citado pelo FishBase para a espécie.
  6. científica Szpilman, M. (2000). Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação. Rio de Janeiro: Instituto Ecológico Aqualung. 288 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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