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catálogo Lamnidae · predador

tubarão-branco

Carcharodon carcharias

EstuárioMarlista nacional: VU · vulnerável

Um dos maiores tubarões predadores do mar, de focinho cônico, olhos pretos e dentes triangulares serrilhados. É Vulnerável, tem captura proibida no Brasil, no México e no Chile e deve ser deixado em paz.

Também chamado de: tubarão-branco

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
—
máximo
640 cm
peso comum
—
recorde/máx.
— kg
profundidade
0–250 m
água ideal
12–22 °C
visão geral

quem é o tubarão-branco

O tubarão-branco tem distribuição mundial e é um dos peixes de maior amplitude de hábitat. Vive sobretudo na plataforma e nas ilhas, muitas vezes perto da arrebentação e dentro de baías rasas, mas também cruza regiões oceânicas. É em geral solitário ou em pares, e pode se juntar a outros em áreas de alimentação. Come peixes ósseos, tubarões, raias, focas, golfinhos, aves marinhas, lulas e carniça. É ovovivíparo, com oofagia: os embriões comem óvulos da mãe, e nascem 7 a 14 filhotes de 120 a 150 cm. No Atlântico sul-ocidental ocorre do Brasil à Argentina e ao Uruguai, e no Brasil os registros são esparsos. Está na lista nacional como Vulnerável (como já estava em 2022), é Vulnerável pela IUCN e consta do Apêndice II da CITES e dos Apêndices I e II da CMS. A captura é proibida no Brasil, no México e no Chile: se pegar por acaso, solte e se afaste.

curiosidades

  • Os filhotes nascem com 120 a 150 cm, e os embriões se alimentam de óvulos que a mãe produz para eles (oofagia).
  • Como os outros lamnídeos, retém calor metabólico no corpo e fica mais quente que a água em volta (endotermia regional), segundo o manual da ICCAT sobre o marracho.
  • A FishBase cita 640 cm de comprimento total como máximo, mas comenta que o tamanho máximo gera muita especulação.
  • Dentes e mandíbulas viraram enfeite e as nadadeiras entram na sopa de barbatana, segundo a FishBase.
como reconhecer

identificação

Tubarão enorme, em fuso, de focinho cônico e rombudo, olhos pretos bem visíveis e boca grande com dentes triangulares de borda serrilhada. Cinza-chumbo a marrom ou preto em cima, mais claro nos flancos e branco embaixo, com um limite nítido entre as duas cores; mancha preta na base posterior da peitoral. A primeira dorsal começa em geral sobre a borda interna da peitoral, e a cauda é em meia-lua. O mako (Isurus oxyrinchus) é mais esguio, tem focinho longo e agudo e dentes finos e lisos; o marracho (Lamna nasus) é bem menor e tem uma mancha branca na ponta da primeira dorsal.

como está a pesca de tubarão-branco

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distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Mundial, de águas frias a tropicais. No Atlântico sul-ocidental a FishBase lista Brasil, Uruguai e Argentina; os registros no Brasil são esparsos e não os conferimos região por região, por isso todas as costas aparecem. No Pacífico oriental a lista de países da FishBase inclui México, Colômbia, Equador, Peru e Chile.

Habitat: Plataforma e ilhas, com frequência perto da arrebentação e em baías rasas, e também mar aberto; de 0 a 250 m na maior parte do tempo.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataformaoceanico
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: no Brasil a presença é rara e imprevisível, sem época conhecida. A captura é proibida em qualquer época.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Não há estudo de horário para o Brasil nas fontes conferidas. Caça de dia e de noite, sem hora conhecida de pico (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-branco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Tolera de 5 a 25 °C (FishBase), uma das faixas mais amplas entre os peixes.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Sem estudo para o Brasil.

chuva

Pouco efeito conhecido.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Sem estudo para o Brasil.

vento

Pouco efeito direto.

maré

Entra em baías rasas e perto da arrebentação, onde a maré move as presas (estimativa).

profundidade

Da superfície a 250 m na maior parte do tempo.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida: não se aplica.
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
não se aplica

acessórios

  • alicate de corte para cabo de aço
  • desanzolador longo
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Captura proibida no Brasil. Se um tubarão-branco pegar por acaso, não tente embarcar nem tocar no animal: mantenha-o na água, corte a linha o mais perto possível da boca e se afaste do cabo.

o que a lei diz

regras para o tubarão-branco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Já constava da lista anterior (Portaria MMA 148/2022) como VU. Avaliação global: Vulnerável (IUCN, 07/11/2018). Consta do Apêndice II da CITES e dos Apêndices I e II da CMS (segundo a FishBase).

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como VU. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

México: captura e retenção proibidas (tubarão-branco)

proibido capturar e reter; devolver à água se vier por acaso

A NOM-029-PESC-2006 (pesca responsável de tubarões e raias) proíbe, em qualquer caso, capturar e reter tubarão-branco (Carcharodon carcharias), peixes-serra (Pristis perotteti, P. pectinata e P. microdon), tubarão-baleia, tubarão-peregrino e mantas gigantes. O exemplar pego por acaso deve voltar à água; não pode ser retido vivo, morto, inteiro ou em partes, nem consumido ou vendido (item 4.2.2). O texto se dirige a quem tem permissão de pesca de tubarões e raias e a quem os captura de forma incidental (item 1.2); a pesca esportiva tem norma própria, a NOM-017-PESC-1994. Na dúvida, solte.

Fonte: NOM-029-PESC-2006, itens 1.2 e 4.2.2 (DOF de 14/02/2007; Secretaría de Agricultura, Ganadería, Desarrollo Rural, Pesca y Alimentación)

Chile: tubarão-branco protegido (matar ou reter proibido)

proibido capturar com resultado de morte e reter vivo; comércio e transporte também

O Decreto nº 81, de 13/03/2009 (Subsecretaría de Pesca), proíbe de forma permanente, em todas as águas sob jurisdição chilena, a captura com resultado de morte e a retenção de animais vivos de tubarão-baleia, tubarão-branco e tubarão-peregrino, e proíbe comercializar, transportar, processar e armazenar essas espécies, vivas ou mortas, inteiras ou em partes (art. 1º). O art. 2º só admite capturar o tubarão-branco em caso de risco grave e iminente para a vida e a integridade das pessoas. O texto não proíbe expressamente a captura seguida de soltura, mas não procure a espécie.

Fonte: Decreto nº 81, de 13/03/2009, arts. 1º e 2º (Ministerio de Economía, Fomento y Reconstrucción, Subsecretaría de Pesca; Diário Oficial nº 39.407, de 09/07/2009)

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitida (segundo os considerandos do decreto)confirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros (Resolução AUNAP 0380/2021) e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto cria um plano ambiental de proteção e define quem fiscaliza. O articulado não traz lista de espécies nem tamanhos, e não conferimos normas posteriores da AUNAP sobre captura incidental. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021 (citada nos considerandos)

Equador: pesca dirigida a tubarões proibida

proibida a pesca cujo objetivo específico seja tubarãoconfirme no órgão

O Decreto Executivo nº 486, de 20/07/2007, proíbe em todo o território nacional a pesca cujo objetivo específico seja o tubarão (art. 2º) e o aleteo (art. 5º). O art. 9º manda devolver imediatamente ao mar, em captura incidental, o tubarão-branco, o tubarão-baleia, o peregrino, o tubarão-sardinero e a mielga, mas o art. 17 limitou a seis meses a vigência desse artigo, e não conferimos se foi reeditado ou alterado depois. Confirme com a autoridade de pesca do Equador.

Fonte: Decreto Executivo nº 486, de 20/07/2007, arts. 2º, 5º, 9º e 17 (Presidência do Equador)

Argentina: pesca dirigida a tubarões e raias proibida na frota federal; tubarões incidentais voltam ao mar

proibida a pesca dirigida a condrictios; devolver tubarões vivos, sem bicheiro; aleteo proibidoconfirme no órgão

A Resolução 8/2021 do Conselho Federal Pesqueiro proíbe a pesca dirigida a condrictios (tubarões, raias e quimeras), o aleteo (cortar as aletas e descartar o corpo) e o uso de bicheiro para devolver animais vivos ao mar, e manda devolver rápido e com o mínimo de trauma os tubarões capturados por acaso, salvo cação, gatuzo, anjo, espinhoso e pintarroja. O texto fala em marés e buques, ou seja, da frota comercial federal, e convida as províncias a adotar medidas parecidas. Para o pescador esportivo vale a boa prática: soltar o tubarão na água, sem gancho.

Fonte: Resolução CFP nº 8/2021, de 03/06/2021, Anexo I, arts. 1º, 6º, 7º, 8º e 12 (Consejo Federal Pesquero, Argentina)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Se pegar por acaso, não embarque e não toque: o animal é grande e perigoso. Deixe-o na água, corte a linha rente à boca e afaste o barco; não tente tirar o anzol. Nunca nade ou mergulhe perto de um tubarão-branco fisgado.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. A FishBase registra uso da carne (fresca, salgada e seca ou defumada), da pele, do fígado e das nadadeiras. Não compre.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00871, b = 3.05; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. Os meses indicam a época em que a espécie costuma ser encontrada perto da costa ou no ponto de pesca, não uma temporada de captura. A faixa de temperatura da água também é estimativa editorial, apoiada nos valores da FishBase quando eles existem.

  1. científica FishBase: Carcharodon carcharias (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo ficou em branco: a FishBase não publica peso para a espécie (o esqueleto trazia 0).
  2. científica FishBase: nomes populares de Carcharodon carchariasNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: espécies VU, EN e CR ficam protegidas de modo integral (captura, transporte, guarda e comércio proibidos); § 4º: exemplar capturado por acaso deve ser liberado vivo no ato; art. 12: para espécies que entram na lista pela primeira vez, as proibições valem 180 dias após a publicação. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  5. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022: anexos da lista de espécies ameaçadas (versão anterior)Lista anterior, usada aqui só para comparar a categoria da espécie. Conferido no texto publicado no DOU.
  6. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz do órgão de pesca do Rio de Janeiro com os nomes populares e as categorias da lista de 2026. Conferido em 13/10/2026.
  7. científica IUCN Red List: Carcharodon carcharias (avaliação global: Vulnerável, VU, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2); a página da avaliação não foi aberta.
  8. científica Compagno, L. J. V. (2001). Sharks of the world. Vol. 2. Bullhead, mackerel and carpet sharks (Heterodontiformes, Lamniformes and Orectolobiformes). FAO Species Catalogue for Fishery Purposes nº 1, vol. 2. Roma: FAO.Edição online da FAO; a página de rosto traz 2002 como data da edição.
  9. oficial México: NOM-029-PESC-2006, Pesca responsable de tiburones y rayas. Especificaciones para su aprovechamiento (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, no catálogo de normas da Secretaría de Economía; itens 1.2 e 4.2.2 e Apêndice A conferidos em 13/10/2026. Não conferimos se houve modificação posterior.
  10. oficial Chile: Decreto nº 81, de 13/03/2009, que proíbe a captura de tubarão-baleia, tubarão-branco e tubarão-peregrino (Diário Oficial nº 39.407, de 09/07/2009)Texto do Diário Oficial conferido em 13/10/2026 (arts. 1º a 4º).
  11. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaTexto conferido em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  12. oficial Equador: Decreto Executivo nº 486, de 20/07/2007 (pesca incidental de tiburón, comercialização e exportação)Texto conferido em 13/10/2026. O art. 17 limita a seis meses a vigência dos arts. 6º a 9º e 11; reformas posteriores não foram conferidas.
  13. oficial Argentina: Resolução CFP nº 8/2021 (medidas de manejo de condrictios), Consejo Federal PesqueroTexto conferido em 13/10/2026 (Anexo I, arts. 1º, 6º, 7º, 8º e 12).
  14. científica ICCAT Manual, cap. 2.2.1.3: Porbeagle (Lamna nasus). Forselledo, R.; Domingo, A.; Mas, F.; Miller, P. (atualizado em agosto de 2022).Usado só para a endotermia regional dos lamnídeos. Conferido em 13/10/2026.
não confunda

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