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catálogo Alopiidae · predador

tubarão-raposa

Alopias vulpinus

Marlista nacional: CR · criticamente em perigo

Tubarão esguio, de cauda em chicote tão longa quanto o resto do corpo e mancha branca sobre as peitorais. Considerado peixe esportivo em outros países, mas Criticamente em Perigo (CR) no Brasil: captura proibida.

Também chamado de: tubarão-raposa, cação-raposa, cação-pena, rabilongo

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
350–450 cm
máximo
573 cm
peso comum
—
recorde/máx.
348,0 kg
profundidade
0–200 m
água ideal
15–24 °C
visão geral

quem é o tubarão-raposa

O tubarão-raposa é o maior dos tubarões-raposa e vive nos mares tropicais e temperados do mundo todo, na plataforma e em mar aberto, mais abundante perto da terra; os filhotes ficam em águas rasas e baías. O lobo superior da cauda, tão longo quanto o resto do corpo, serve de chicote para juntar e atordoar cardumes de cavalinhas, sardinhas, lulas e outros peixes pelágicos. Tem 2 a 4 filhotes por ninhada (geralmente 2), que nascem com 114 a 150 cm, e a maturidade chega por volta de 3,5 m. Entra nas capturas da pesca comercial, que aproveita carne, fígado, couro e nadadeiras. É Criticamente em Perigo (CR) na lista nacional; globalmente, Vulnerável (VU) pela IUCN. Não procure a espécie.

curiosidades

  • Usa a cauda como chicote para juntar e atordoar cardumes antes de comê-los (FishBase).
  • Alguns ataques a barcos foram atribuídos à espécie, mas o FishBase os considera duvidosos; o tamanho do adulto, porém, pede respeito. Também pode danificar apetrechos de pesca.
  • Os filhotes ficam perto da costa, em baías rasas; os adultos andam em mar aberto.
  • Os três tubarões-raposa entraram no Apêndice II da CITES em 2016, com o controle do comércio em vigor desde outubro de 2017.
como reconhecer

identificação

Lobo superior da cauda em forma de fita, tão longo quanto o resto do corpo. Olhos relativamente pequenos, peitorais curvas e de ponta estreita e, na base das peitorais, uma mancha branca nítida: a barriga branca avança sobre elas. Dorso marrom, cinza, azul-acinzentado ou quase preto, mais claro nos flancos e de repente branco por baixo. A segunda dorsal nasce bem atrás da ponta das pélvicas. O raposa-de-olho-grande tem olhos enormes e não tem a mancha branca; o raposa-pelágico é menor, azul-escuro e também não tem a mancha.

como está a pesca de tubarão-raposa

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Cosmopolita em mares tropicais e temperados (FishBase: de 74°N a 58°S). No Brasil, mar aberto e plataforma ao longo da costa, com jovens mais perto da terra. Na América Latina o FishBase o registra do México e do Caribe à Argentina e ao Chile; no Uruguai é conhecido como azotador.

Habitat: Plataforma continental e mar aberto, da superfície a mais de 600 m; jovens em baías e águas rasas perto da costa.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulplataformaoceanico
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época bem documentada no Brasil; os pesos são neutros. A captura é proibida o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Caça cardumes de dia e de noite; não há dado local confiável sobre o horário no Brasil.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-raposa
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Prefere água temperada a morna; a faixa exata varia com a região.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Sem efeito conhecido.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco conhecido.

vento

Mar grosso encerra as saídas ao largo.

maré

Sem maré relevante no oceano; contam as correntes e os cardumes de forragem.

profundidade

Da superfície a mais de 600 m; costuma ficar raso.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida no Brasil; não há equipamento recomendado para buscar a espécie.
molinete / carretilha
Não se aplica.
linha
Não se aplica.
líder
Não se aplica. Se um tubarão levar o cabo de aço, corte rente à boca na hora da soltura.
anzol
Circular sem farpa (ou com a farpa amassada) em qualquer pesca de mar aberto: sai com mais facilidade e machuca menos.

acessórios

  • alicate de corte
  • desanzolador de cabo longo
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Se um tubarão-raposa pegar por acaso, solte-o ao lado do barco, na água, cortando o cabo rente ao anzol. Cuidado com o chicote da cauda e com o peso do animal: é um tubarão grande.

o que a lei diz

regras para o tubarão-raposa

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na lista nacional de espécies ameaçadas como CR (já constava da lista anterior). Global: Vulnerável (VU, avaliada em 06/11/2018 pela IUCN). Desde 2017 todos os tubarões-raposa estão no Apêndice II da CITES.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar inteiro, com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações. Isto não autoriza a captura desta espécie, que é proibida.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, itens 4.9.1 b, 4.9.5 e 4.11 (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

Argentina: pesca dirigida a tubarões e raias proibida na frota federal; tubarões incidentais voltam ao mar

proibida a pesca dirigida a condrictios; devolver tubarões vivos, sem bicheiro; aleteo proibidoconfirme no órgão

A Resolução 8/2021 do Conselho Federal Pesqueiro proíbe a pesca dirigida a condrictios (tubarões, raias e quimeras), o aleteo (cortar as aletas e descartar o corpo) e o uso de bicheiro para devolver animais vivos ao mar, e manda devolver rápido e com o mínimo de trauma os tubarões capturados por acaso, salvo cação, gatuzo, anjo, espinhoso e pintarroja. O texto fala em marés e buques, ou seja, da frota comercial federal, e convida as províncias a adotar medidas parecidas; não encontramos norma específica da pesca esportiva em Buenos Aires. Para o pescador esportivo vale a boa prática: soltar o tubarão na água, sem gancho.

Fonte: Resolução CFP nº 8/2021, de 03/06/2021, Anexo I, arts. 1º, 6º, 7º, 8º e 12 (Consejo Federal Pesquero, B.O. de 11/06/2021)

Panamá: aleteo (finning) de tubarões proibido nas águas jurisdicionais

proibido cortar as aletas e jogar o corpo ao mar

A Lei 9 de 2006 proíbe o aleteo nas águas jurisdicionais do Panamá. A definição de pesca de tubarão na lei inclui a captura dirigida ou incidental por embarcações artesanais, comerciais, industriais e esportivas. A multa para a pesca artesanal chega a mil balboas, sem prejuízo da responsabilidade penal. Não encontramos, nas fontes conferidas, norma panamenha específica de retenção ou soltura para o pescador esportivo.

Fonte: Lei nº 9, de 16/03/2006 (Assembleia Nacional do Panamá), Gaceta Oficial nº 25.506, de 20/03/2006, arts. 1º, 2º e 13

Chile: aleteo (finning) de tubarões proibido a bordo e no desembarque

desembarque com as aletas total ou parcialmente aderidas ao corpo

A Lei 20.525 (2011) acrescentou à Lei Geral de Pesca e Aquicultura o art. 5º bis: é proibido mutilar as aletas de qualquer tubarão a bordo de naves ou embarcações de pesca, ou no transbordo, e o desembarque deve ser feito com as aletas total ou parcialmente aderidas ao corpo. Aleta solta sem o tronco correspondente a bordo presume infração. A multa para o armador vai de 50 a 500 UTM. Não conferimos norma chilena específica de retenção de tubarões na pesca recreativa marinha.

Fonte: Lei nº 20.525, de 2011, art. 5º bis (Diário Oficial do Chile nº 40.029, de 06/08/2011; Subsecretaría de Pesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Não embarque o tubarão; mantenha-o ao lado do barco, na água, e corte o cabo o mais perto possível do anzol. Cuidado com a cauda e não faça foto.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. Em outros países a carne, o fígado, o couro e as nadadeiras são aproveitados (FishBase), mas a espécie é ameaçada: solte.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00832, b = 2.86; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. A faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum também são estimativas editoriais, apoiadas na FishBase. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Alopias vulpinus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. A faixa de tamanho comum vai do tamanho médio de maturidade (351 cm) ao comprimento comum (450 cm) informados pela FishBase. Não damos peso comum: a relação peso-comprimento usa o comprimento total, que inclui a cauda longa, e ficaria muito acima do peso máximo registrado.
  2. científica FishBase: nomes populares de Alopias vulpinusNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012: desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026.
  5. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies VU, EN e CR; § 4º: captura incidental com liberação imediata do animal vivo.
  6. oficial México: Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; itens 4.9, 4.10 e 4.11 conferidos em 13/10/2026.
  7. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaConsiderandos e Seção 27 conferidos em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  8. oficial Argentina: Resolução CFP nº 8/2021, medidas de manejo de condrictios (Consejo Federal Pesquero)Texto conferido em 13/10/2026. É norma da frota comercial federal; norma da pesca esportiva em Buenos Aires não foi localizada.
  9. oficial Panamá: Lei nº 9 de 2006, que proíbe o aleteo de tubarões nas águas jurisdicionais (Gaceta Oficial 25.506)Cópia digitalizada da Gaceta Oficial no FAOLEX; leitura parcial por falhas de digitalização. Arts. 1º, 2º e 13 conferidos em 13/10/2026.
  10. oficial Chile: Lei nº 20.525, de 2011, aprovechamiento y beneficio de tiburones (aleteo proibido)Diário Oficial nº 40.029, de 06/08/2011, conferido em 13/10/2026.
  11. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro com nomes populares e categorias das espécies da lista nacional.
  12. imprensa Mongabay: Trade in silky and thresher sharks now to be strictly regulated (CITES, outubro de 2017)Os três tubarões-raposa (Alopias spp.) foram incluídos no Apêndice II da CITES em 2016, com controle do comércio em vigor desde 4/10/2017, segundo a matéria. Não conferimos o texto dos Apêndices.
não confunda

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