Pular para o conteúdo
catálogo Ariidae · predador

uritinga

Sciades proops

EstuárioMar

Bagre grande dos estuários e mangues do Norte e do Nordeste, que chega a 1 m. Briga forte no fundo e tem o crânio famoso pelo desenho de crucifixo.

Também chamado de: uritinga, iritinga, bagre-crucifixo, guri-branco

Ilustração científica de Uritinga
tamanho comum
40–60 cm
máximo
100 cm
peso comum
0,8–3 kg
recorde/máx.
9,0 kg
profundidade
1–15 m
água ideal
26–30 °C
visão geral

quem é a uritinga

A uritinga é um bagre marinho que vive principalmente em estuários e lagunas salobras, da Colômbia ao Brasil, e também sobe para a água doce. Fica sobre fundos rasos de lama e come peixes e camarões. Passa de 1 m e 9 kg, mas o comum é 40 a 60 cm. Vive três a quatro anos, amadurece com 1,5 a 2 anos e se reproduz de novembro a abril. No Pará e no Maranhão é captura comum de espinhel, linha de fundo e rede, e o pescador amador a encontra nos canais de mangue e nas baías, com isca de peixe ou camarão, sobretudo à noite. É vendida fresca.

curiosidades

  • O crânio limpo, com o desenho de crucifixo na face de baixo, é vendido no mundo todo como lembrança e amuleto.
  • O FishBase registra que ela cresce mais devagar em duas épocas secas do ano, em março e de agosto a novembro.
como reconhecer

identificação

Cabeça mais ou menos achatada, boca embaixo e três pares de barbilhões (um no canto da boca e dois no queixo). Dorso escuro, acinzentado, e ventre claro; esporões serrilhados na dorsal e nas peitorais. Placa óssea da nuca com entalhe na frente e câmara de trás da bexiga natatória pequena, o que a separa da gurijuba. O crânio limpo mostra, na face de baixo, um desenho que lembra um crucifixo.

como está a pesca de uritinga

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Amapá ao Nordeste, com maior presença nos estuários do Pará e do Maranhão. Fora do Brasil, das Guianas à Colômbia e às ilhas do Caribe.

Habitat: Estuários, lagunas salobras, canais de mangue e baías de fundo raso e lamoso; entra também em trechos de água doce.

litoral

Costa NorteCosta Nordestecosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–nov
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pescada o ano todo. A reprodução vai de novembro a abril; na estiagem do segundo semestre, a água mais salgada leva os bagres para dentro dos estuários.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Mais ativa à noite e com água turva; de dia morde no fundo dos canais e poços.

clima, água e comportamento

o que mexe com a uritinga
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Sem efeito relevante na costa equatorial.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Marés de lua nova e cheia aumentam a corrente e a atividade nos canais.

chuva

Adaptada à água barrenta; chuva não atrapalha.

nível da água

Acompanha a cunha de água salgada: na estiagem sobe mais os estuários.

barulho

Pouco sensível em água turva.

vento

Vento forte atrapalha mais o barco do que o peixe.

maré

Pesque a vazante na boca de igarapés e canais de mangue.

profundidade

De 1 a 10 m, nos canais e poços.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'6" a 7'0", 20 a 40 lb
molinete / carretilha
molinete 4000 a 6000 ou carretilha média
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
monofilamento 0,60 a 0,80 mm
anzol
circle ou wide gap 4/0 a 7/0

iscas naturais

  • peixe em postas ou filé
  • camarão
  • tripa de peixe

acessórios

  • alicate e luvas
  • pano úmido para segurar o peixe

dica de quem pesca

Pesque a vazante na boca dos igarapés e dos canais de mangue, com chumbo suficiente para segurar a isca parada no fundo.

o que a lei diz

regras para a uritinga

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não avaliada pela IUCN, segundo o FishBase. Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Os esporões serrilhados da dorsal e das peitorais perfuram e inflamam: use luvas e alicate, segure por trás dos esporões e devolva o peixe na horizontal, dentro d'água.

na cozinha

Carne firme e saborosa, consumida fresca no Norte em caldeiradas, assados e moquecas.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00603, b = 3.17; FishBase (estimativa bayesiana com dados da espécie e da subfamília, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Sciades proops (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Sciades proops (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do risco de extinção feita pelo ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
não confunda

espécies parecidas