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equipamento · intermediário · 5 min

carretilha: regular e arremessar sem cabeleira

Como funcionam os freios, como ajustar a tensão do carretel, usar o polegar e o que fazer quando a cabeleira aparece.

partes da carretilha

Na carretilha, o carretel gira durante o arremesso. Quando ele gira mais rápido do que a isca puxa a linha, nasce a cabeleira. Quase toda regulagem existe para evitar isso.

dicas

  • Botão de tensão do carretel: tampa redonda do lado da manivela. Aperta ou alivia o eixo do carretel.
  • Freio: centrífugo, magnético ou os dois. Fica do lado oposto à manivela ou tem regulagem externa.
  • Fricção (estrela): a estrela entre a manivela e o corpo. Controla a saída de linha na briga.
  • Botão de embreagem (barra do polegar): solta o carretel para arremessar. Ao girar a manivela, engata de novo.
  • Guia-linha nivelador: vai e volta distribuindo a linha. Precisa estar limpo e lubrificado.
  • Relação de recolhimento (ex.: 6,3:1): mais alta recolhe rápido; mais baixa tem mais força.

freio centrífugo x magnético

O freio segura o carretel para ele não disparar. Cada sistema age de um jeito.

dicas

  • Centrífugo: pinos ou pastilhas que, com a rotação, encostam num anel e geram atrito. Age forte no início do arremesso, quando o carretel gira no máximo, e pouco no fim. Regula-se ativando mais ou menos pinos na tampa lateral ou, em alguns modelos, por botão externo. Vai bem com iscas mais pesadas e arremessos longos.
  • Magnético: ímãs perto do carretel criam frenagem sem contato. Regula-se por um botão externo numerado. Age durante todo o arremesso. É mais fácil para quem está começando e para ajustes rápidos.
  • Comece com o freio alto e reduza um ponto por vez, conforme ganha confiança.
  • Mantenha o anel do freio centrífugo limpo e seco. Óleo ali muda a frenagem.

tensão do carretel e o polegar

Ajuste a tensão toda vez que trocar por uma isca de peso diferente. O freio ajuda, mas o freio principal é o seu polegar.

  1. Amarre a isca e deixe-a pendurada uns 20 a 30 cm abaixo da ponta da vara.
  2. Aponte a vara para a frente, a cerca de 45 graus.
  3. Aperte a embreagem sem encostar o polegar no carretel.
  4. A isca deve descer devagar e contínua. Se despencar, aperte o botão de tensão; se não descer, afrouxe.
  5. Quando a isca tocar o chão ou a água, o carretel deve parar sozinho, sem dar voltas a mais.
  6. Faça arremessos curtos primeiro e só depois aumente a força.

dicas

  • Mantenha o polegar em contato leve com o carretel durante todo o voo da isca.
  • Aperte o polegar firme no carretel no instante em que a isca toca a água. Muita cabeleira nasce aí.
  • Com vento contra, aumente o freio, use isca mais pesada e arremesse mais baixo.
  • Iscas muito leves (abaixo de uns 7 g) pedem molinete ou carretilha específica para iscas leves.

cabeleira: evitar e desfazer

Cabeleira é a linha embolada no carretel. Prevenir dá menos trabalho que desfazer.

  1. Pare. Não puxe com força a linha embolada.
  2. Aperte a embreagem para soltar o carretel.
  3. Puxe a linha devagar, pela ponta, até travar.
  4. Procure a laçada que está prendendo e solte-a com a ponta dos dedos.
  5. Se travar e você não achar a laçada: aperte o polegar firme sobre a linha no carretel, dê 3 ou 4 voltas na manivela e puxe a linha de novo. Repita. Isso traz para fora as voltas enterradas.
  6. Depois de desfeita, examine a linha. Se ficou amassada ou dobrada, corte esse trecho.

dicas

  • Ajuste tensão e freio a cada troca de isca.
  • Deixe 2 a 3 mm de folga entre a linha e a borda do carretel.
  • Comece o arremesso suave e acelere. Tranco no início faz o carretel disparar.
  • Use isca dentro da faixa de peso da vara e da carretilha.

erros comuns

  • Puxar com força e apertar ainda mais o nó.
  • Cortar a linha à toa e ficar com pouca linha no carretel.

arremesso por cima e lateral

O movimento é o mesmo do molinete. A diferença é que o polegar controla a saída da linha do começo ao fim.

  1. Gire a vara para a manivela ficar virada para cima. Assim o punho trabalha melhor.
  2. Deixe a isca a uns 20 cm da ponta da vara.
  3. Aperte a embreagem segurando o carretel com o polegar.
  4. Olhe o alvo e leve a vara para trás até 1 hora, sem parada brusca.
  5. Traga a vara para a frente acelerando e alivie o polegar por volta das 10 horas.
  6. Acompanhe com toque leve e freie com o polegar antes de a isca cair.
  7. Gire a manivela para engatar.

dicas

  • Lateral: mesma sequência com a vara na horizontal, ao lado do corpo. A isca voa baixa e entra debaixo de galho; é a melhor escolha com vento.
  • Na lateral, o freio precisa estar um pouco mais alto, porque a isca toca a água mais cedo.

erros comuns

  • Tirar o polegar de uma vez no começo do arremesso.
  • Arremessar com o braço todo e a vara dura, sem deixar a vara carregar.

manutenção e lado da manivela

A manutenção segue a do molinete: borrifo leve de água doce depois do mar, secar à sombra, afrouxar a estrela e lubrificar os pontos certos.

dicas

  • Limpe areia e sujeira do guia-linha e pingue óleo na rosca sem-fim dele e nos rolamentos do carretel.
  • Não pingue óleo no anel do freio centrífugo nem nas arruelas da fricção.
  • Canhota ou destra: no Brasil, carretilha canhota é a de manivela do lado esquerdo. O destro que arremessa e briga com a vara na mão direita, sem trocar de mão, usa manivela à esquerda. Quem aprendeu trocando de mão usa manivela à direita.
  • Escolha um lado e mantenha em todos os seus equipamentos, para o reflexo não falhar na fisgada.

checklist

Marque o que já está pronto. Fica salvo neste aparelho.

fontes e referências

  1. técnica Take Me Fishing (RBFF) — How to Cast a BaitcasterAjuste de tensão e freio, polegar e cabeleira. Fonte de divulgação (fundação norte-americana), não de fabricante.

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