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previsão de pesca

batata-de-olho-dourado (blanquillo ojo amarillo)

Caulolatilus chrysops · Latilidae · predador

Mar

Peixe de fundo de cascalho no talude, com faixa amarela do olho ao focinho e íris dourada. Pega em pesca de fundo profundo; a carne não é muito apreciada.

Também chamado de: batata-de-olho-dourado, goldface tilefish, Atlantic goldeneye tilefish

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
35–50 cm
máximo
60 cm
peso comum
0,5–1,4 kg
recorde/máx.
2,4 kg
profundidade
76–244 m
água ideal
15–22 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a batata-de-olho-dourado (blanquillo ojo amarillo)

visão geral

quem é a batata-de-olho-dourado (blanquillo ojo amarillo)

A batata-de-olho-dourado (goldface tilefish) é um tilefish (família Latilidae), peixe de fundo do Atlântico ocidental, da Carolina do Norte e do golfo do México às Antilhas e ao litoral brasileiro. Vive de 76 a 244 m em fundos de cascalho e fragmentos. Come sobretudo crustáceos e outros invertebrados e, às vezes, pequenos peixes. O FishBase a lista como pesca comercial e peixe esportivo, mas diz que a carne não é apreciada; no Brasil é usada também no comércio de aquário. Chega a 60 cm, com comprimento comum de 44 cm.

curiosidades

  • Em inglês tem dois nomes: goldface tilefish e Atlantic goldeneye tilefish.
  • É negociada no comércio de aquário no Ceará, segundo o FishBase.
  • O FishBase registra a espécie de 35°N a 24°S.
como reconhecer

identificação

Corpo robusto, de quatro faces, com cabeça funda e uma crista carnuda à frente da dorsal. Violáceo com o dorso amarelado, flancos prateados e ventre branco-perolado. Uma faixa amarela larga vai de baixo do olho em direção ao focinho, com uma linha azul embaixo; íris dourada. Dorsal e anal longas e contínuas. Difere do peixe-batata (Lopholatilus villarii) pelo porte bem menor e pela faixa amarela no rosto.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, o FishBase cita o Rio de Janeiro, o Paraná e São Paulo e o comércio de aquário no Ceará; registros de coleção vão do Espírito Santo a Santa Catarina. Fora do Brasil, da Carolina do Norte e de Dry Tortugas, na Flórida, ao Caribe, ao golfo do México e à Venezuela.

Habitat: Fundos de cascalho e fragmentos de concha e coral, de 76 a 244 m, perto do fundo.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulplataformaoceanico

estados

Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Sem época bem documentada: o peixe está no mesmo fundo o ano todo, e o que decide é o mar calmo para descer a isca em 100 a 200 m.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Vive fundo, onde a luz do dia pouco muda; a mordida depende mais do local e da corrente que da hora.

clima, água e comportamento

o que mexe com a batata-de-olho-dourado (blanquillo ojo amarillo)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Pouco efeito na água funda e estável.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto; o que atrapalha é o mar mexido na superfície.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Corrente forte arrasta a linha e dificulta manter a isca no fundo.

barulho

Sem efeito no fundo.

vento

Vento forte e mar grosso impedem a pesca de fundo profundo.

profundidade

Entre 76 e 244 m, sobre fundo de cascalho.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'0" a 7'0", 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha elétrica ou de perfil alto com muita linha
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento 80 a 100 lb com 2 a 3 anzóis
anzol
circle 6/0 a 9/0

iscas naturais

  • lula
  • filé de peixe
  • sardinha

acessórios

  • chumbada de 500 g a 1 kg
  • descompressor (descender)
  • luvas

dica de quem pesca

Desça a isca até o fundo de cascalho e mantenha-a rente a ele; sem ecossonda é difícil achar o fundo certo.

o que a lei diz

regras para a batata-de-olho-dourado (blanquillo ojo amarillo)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Não localizamos norma federal brasileira específica para a espécie. A norma do peixe-batata (Lopholatilus villarii) não vale para ela.

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe de mais de 76 m chega com barotrauma: devolva rápido com descompressor (descender). Não fure a bexiga.

na cozinha

O FishBase diz que a carne não é apreciada. Se ficar com o peixe, limpe e gele logo depois da captura, como qualquer peixe branco.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00741, b = 3.1; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Caulolatilus chrysops (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo da ficha (cerca de 2,4 kg) foi calculado pela relação peso-comprimento para 60 cm; o FishBase não traz peso publicado. O peso comum foi calculado do mesmo modo.
  2. científica FishBase: nomes populares de Caulolatilus chrysopsNomes por país e língua. O FishBase não traz nome em português: 'batata-de-olho-dourado' é uma denominação editorial, a partir de 'batata' (nome do peixe-batata, Lopholatilus villarii, da mesma família no Brasil) e do inglês 'goldeneye tilefish', e não um nome consagrado.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Caulolatilus chrysops (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 29/01/2013)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Caulolatilus chrysops (avaliação nacional do risco de extinção)Ficha da avaliação nacional do ICMBio no sistema SALVE; o DOI foi conferido no Crossref. A categoria nacional deve ser conferida na própria ficha: a espécie não consta da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026.
  6. científica GBIF: registros de Caulolatilus chrysops no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Há registros de coleção no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
  7. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Malacanthidae/Latilidae).
  8. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR 622, Subpart S: Porto Rico (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026. A tabela de peixes de recife da norma federal não lista Caulolatilus chrysops, então os limites federais de Porto Rico não valem para a espécie.
  9. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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