Cação esguio de focinho translúcido, que migra entre o Sul do Brasil e a Argentina. Criticamente em Perigo no Brasil. Na Argentina é o cazón, de devolução obrigatória na pesca esportiva.
Também chamado de: cação-bico-doce, cação-bico-de-cristal, bico-de-cristal, tubarão-vitamínico, cazón
Escolha o lugar e a espécie. O índice, de 0 a 100, cruza tempo, sol, lua e maré com o jeito de cada peixe. Até 28 dias, com a confiança de cada dia.
local
Local de exemplo: escolha o seu para ver a previsão de onde você pesca.
período
Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…
0—
índice Nota de 0 a 100 para as condições de pesca de cada hora. Lê tempo, sol, lua, maré e o jeito da espécie. Não promete peixe: diz quando a água está a favor. 0–24 fraca · 25–44 regular · 45–64 boa · 65–84 muito boa · 85–100 excelente.
hoje
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confiança —
confiança O quanto dá para acreditar no tempo previsto para o dia. Cai com a distância e quando os modelos discordam. Não é a chance de pegar peixe.
modelos e tendência Até 16 dias, três modelos globais de tempo (o europeu ECMWF, o americano GFS e uma seleção de alta resolução) lidos hora a hora; quando discordam, a faixa clara do gráfico abre. Depois disso é tendência: 31 simulações do modelo americano GEFS. Confirme quando faltar 1 semana.
janela Horas seguidas com o índice perto do pico do dia e sem alerta de perigo. É a hora de estar com a isca na água.
hora a hora
toque ou arraste no gráfico para ler cada hora · no teclado, setas
ver tabela hora a hora
por que esse índice às —?
próximos 7 dias
escolha o dia
gráfico: altura da barra = índice do dia · traço = variação entre modelos · listrado = tendência · mais apagado = menos confiança
Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.
calendário de 4 semanas
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qual a melhor janela para a turma?
Escolha quantos dias de pesca. Comparamos cada sequência pelo índice médio, descontamos dias com alerta ou defeso e mostramos as 3 melhores.
tendência das próximas semanas
Linha: o valor do meio entre 31 simulações do modelo americano GEFS. Faixa: onde caem 8 de cada 10. Estreita, tendência firme; larga, incerteza alta.
a espécie
tudo sobre o cação-bico-doce (cazón)
visão geral
quem é o cação-bico-doce (cazón)
O cação-bico-doce, também chamado de bico-de-cristal, vive em águas temperadas do mundo todo, da costa à plataforma. No Atlântico Sul forma uma única população que se desloca entre o Sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina, onde as fêmeas prenhes aparecem nas baías costeiras. Cresce devagar, pode viver mais de 50 anos e as fêmeas só têm filhotes a cada poucos anos. Foi muito pescado no século 20, inclusive pelo óleo do fígado, rico em vitamina A, e as pescarias locais praticamente sumiram. Hoje é Criticamente em Perigo no Brasil e no mundo. Na Argentina, o cazón é pescado da praia e de barco, sempre com devolução obrigatória.
curiosidades
O nome 'tiburón vitamínico' vem da pesca pelo óleo do fígado, rico em vitamina A, em meados do século 20.
Pode passar dos 50 anos de vida.
No Atlântico Sul é uma só população, que migra entre o Brasil, o Uruguai e a Argentina.
como reconhecer
identificação
Corpo esguio, cinza-azulado a pardo no dorso e branco na barriga, sem pintas. Focinho longo, pontudo e translúcido, olhos grandes e ovais. Segunda dorsal pequena, do tamanho da anal. A marca registrada é a cauda: o lobo de cima termina num lóbulo grande e destacado, quase uma segunda cauda. O cação-malhado (Mustelus) tem as duas dorsais quase iguais; o nome 'bico-doce' também é usado para cações Mustelus e para o tubarão-azul.
No Brasil, do Sul a São Paulo, sobretudo no Rio Grande do Sul. No Atlântico Sul ocidental, população única entre o Sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina (costa bonaerense, Bahía Anegada, golfos norpatagônicos). Também no Pacífico, no Chile, Peru, Equador e México.
Habitat: Plataforma continental e águas costeiras, perto do fundo; baías rasas na época de parto.
litoral
Costa SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
estados
São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
calendário e relógio
quando pescar
melhor época
época no anomelhor: nov–fev
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Estimativa: na Argentina aparece perto da costa na primavera e no verão; no Sul do Brasil, a presença é maior nos meses frios, acompanhando a migração da população. Informação biológica: no Brasil a captura é proibida o ano todo.
melhor horário
Noite e crepúsculo. Da praia, o cazón pega mais no fim da tarde e à noite.
clima, água e comportamento
o que mexe com o cação-bico-doce (cazón)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Espécie de água temperada e fria; migra com a temperatura.
pressão atmosférica
Frentes frias trazem mar grosso que encerra a pesca de praia.
lua
Noites escuras costumam render mais da praia.
chuva
Pouco relevante.
nível da água
Não se aplica no mar.
barulho
Pouco conhecido.
vento
Mar grosso impede a pesca de praia.
maré
Maré enchendo à noite é a combinação clássica de praia.
profundidade
Geralmente de 2 a cerca de 470 m; perto da costa no verão argentino.
monofilamento de no mínimo 0,70 mm (exigência em Buenos Aires para tubarões)
líder
cabo de aço 50 cm a 1 m
anzol
circle 12/0 a 14/0 com a farpa rebaixada (exigência em Buenos Aires); um só anzol
iscas naturais
filé ou posta de peixe (pescadilla, lisa, cavalinha), onde a pesca com devolução é permitida
acessórios
boia-tope a 25 cm do anzol
alicate de corte
desanzolador longo
dica de quem pesca
No Brasil a captura é proibida. Na Argentina é devolução obrigatória: o cazón é frágil, então solte rápido, sem tirar da água.
o que a lei diz
regras para o cação-bico-doce (cazón)
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Global: Criticamente em Perigo (IUCN, 14/02/2020).
Espécie ameaçada (CR): captura proibida no Brasil
captura, transporte, guarda e comércio proibidos
O cação-bico-doce (Galeorhinus galeus) está na lista nacional como Criticamente em Perigo (CR) (já constava da lista anterior, Portaria MMA 148/2022). A Portaria GM/MMA 1.666/2026 (art. 3º) proíbe captura, transporte, armazenamento, guarda, beneficiamento e comércio em todo o Brasil. Quem fisgar por acaso deve soltar o animal vivo no ato (art. 3º, § 4º). A norma não autoriza pesca dirigida, nem com soltura: no Brasil, não procure esta espécie.
Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras
nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo
No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o corpo). Todo tubarão ou raia desembarcado deve chegar com as nadadeiras presas ao corpo; é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões entre embarcações. Vale para qualquer tubarão que possa ser retido.
Buenos Aires (AR): devolução obrigatória dos grandes tubarões costeiros
devolução obrigatória; proibido sacrificar
Na costa marítima da província de Buenos Aires (e nos estuários do Prata e de Bahía Blanca e em Mar Chiquita), escalandrún, bacota, gatopardo, cazón e tubarões-martelo são 'pesca dirigida com reserva': devolução obrigatória, sacrifício proibido também na captura acidental. Regras de equipamento: uma vara por pescador embarcado e duas na costa, aparejo de um só anzol (proibido anzol em tandem), anzol circular ou de fácil degradação 12/0 a 14/0 com a farpa rebaixada; recomenda-se boia-tope a 25 cm do anzol nas linhas de fundo e linha de náilon de no mínimo 0,70 mm. Bicheiro é proibido. Tire o anzol só se não houver risco; senão corte a linha perto do anzol, evitando tirar o tubarão da água. Entre Pehuén-Có e a foz do rio Negro (inclui o estuário de Bahía Blanca, a Bahía Anegada e San Blas) vigora ainda uma veda permanente para a pesca artesanal e comercial de escalandrún, bacota, gatopardo e cazón (Disposição 55/2008).
Río Negro (AR): devolução obrigatória (Lei 5.706/2023)
devolução obrigatória; proibido sacrificar
Na pesca esportiva marítima da província de Río Negro (golfo San Matías, El Cóndor, Bahía Creek), o cazón (Galeorhinus galeus) está no regime de proteção diferenciada: captura com sacrifício proibida e devolução obrigatória. Na pesca embarcada dirigida a tubarões, um só anzol por linha (proibidos tandem e anzol galvanizado tipo tartuna), anzol 'J' com a farpa limada ou amassada, ou anzol circular. Exemplar a bordo só com autorização científica.
1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)
Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.
Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
No Brasil, só soltura de captura acidental. Onde a devolução é obrigatória: deixe na água, corte a linha perto do anzol se não sair fácil e solte em poucos minutos, sem tocar nas guelras.
na cozinha
Captura e comércio proibidos no Brasil; na Argentina, sacrifício proibido na pesca esportiva.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00479, b = 2.99; FishBase (estimativa bayesiana para a espécie, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
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fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
O tempo vem de três modelos globais independentes, cruzados hora a hora: quando concordam, a confiança sobe; quando divergem, a faixa entre eles aparece no gráfico. Além de 16 dias, usamos o conjunto de 31 simulações do GEFS: se 20 das 31 preveem chuva, a chance de chuva é de 65%. Sol e lua são calculados por astronomia, sem incerteza.
O índice soma, com o peso de cada espécie: horário (curva da espécie ancorada no nascer e pôr do sol reais), lua (trânsitos, nascer e pôr, fase), pressão (tendência de 3 h e salto de 24 h), temperatura da água (no rio, estimada pela temperatura do ar; no mar, estimada por modelo oceânico), vento, chuva, nuvens, maré e o mês no ciclo da espécie.
Acerto medido no projeto de referência (4 regiões, 93 dias, previsto x observado): temperatura máxima erra em média 0,6 °C no dia seguinte e 1,7 °C em 7 dias; chuva de 5 mm ou mais é detectada 76% das vezes no dia seguinte e 57% em 7 dias. Detecção não é tudo: a taxa de alarme falso ainda não está publicada aqui, e 93 dias em 4 regiões ainda é amostra pequena. Agora também medimos todo dia, nos destinos do app:
onde você vai pescar?
O local fica salvo só neste aparelho e alimenta a previsão, o mapa e o "hoje" da página inicial.