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previsão de pesca

cação-bruxa (gatopardo)

Notorynchus cepedianus · Hexanchidae · predador

MarEstuáriolista nacional: CR · criticamente em perigo

Tubarão primitivo de sete fendas branquiais e uma só dorsal, todo pintado. Criticamente em Perigo no Brasil. Na Argentina é o gatopardo, de devolução obrigatória em Buenos Aires e Río Negro e Monumento Natural no Chubut.

Também chamado de: cação-bruxa, tubarão-de-sete-guelras, gatopardo

Ilustração científica de Cação-bruxa (gatopardo)
tamanho comum
120–220 cm
máximo
300 cm
peso comum
15–70 kg
recorde/máx.
107,0 kg
profundidade
0–80 m
água ideal
13–19 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o cação-bruxa (gatopardo)

visão geral

quem é o cação-bruxa (gatopardo)

O cação-bruxa pertence a uma família antiga de tubarões, com sete fendas branquiais de cada lado e uma única nadadeira dorsal, bem atrás no corpo. Vive em águas temperadas, em baías rasas, estuários e na plataforma, e é um predador de topo: come peixes, raias, outros tubarões e até lobos-marinhos. No Atlântico Sul ocorre do Sul do Brasil ao norte da Argentina e usa baías rasas como berçário, caso da Bahía Anegada, perto de San Blas. No Brasil é raro e Criticamente em Perigo. Na Argentina, o gatopardo é um dos troféus da pesca de tubarão em San Blas e no golfo San Matías, sempre com devolução, e o Chubut o declarou Monumento Natural em 2025.

curiosidades

  • Tem sete fendas branquiais de cada lado, herança de uma linhagem muito antiga de tubarões.
  • Pode viver quase 50 anos.
  • Na Bahía Anegada aparecem recém-nascidos, sinal de que a baía funciona como berçário.
como reconhecer

identificação

Sete fendas branquiais de cada lado (a maioria dos tubarões tem cinco) e uma só nadadeira dorsal, pequena e bem para trás, sobre a anal. Cabeça larga e focinho curto e arredondado, olhos pequenos. Corpo cinza-prateado a pardo, coberto de pintinhas pretas e algumas brancas. Cauda longa. A mangona e a bacota têm cinco fendas e duas dorsais.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, raro, no litoral do Sul. No Atlântico Sul ocidental vai do Sul do Brasil ao norte da Argentina, com destaque para a Bahía Anegada e Bahía San Blas (Buenos Aires), o estuário de Bahía Blanca e os golfos de Río Negro e do Chubut. No Pacífico, do Canadá ao Chile.

Habitat: Baías rasas, estuários e canais de maré, praias e plataforma continental; filhotes em baías rasas.

litoral

Costa Sulcosteiroplataforma

estados

Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: na Patagônia argentina, a pesca com devolução se concentra na primavera e no verão. No Brasil é raro, sem época definida para o pescador.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Pega de dia nos canais com maré correndo e também no fim da tarde e à noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cação-bruxa (gatopardo)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Espécie de água temperada; tolera água fria.

pressão atmosférica

Frentes frias trazem vento e mar grosso que impedem a pesca nas baías.

lua

Marés de sizígia aceleram a correnteza nos canais das baías.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco sensível.

vento

Vento forte levanta as baías rasas e impede a saída de barco.

maré

Nos canais de San Blas, a maré correndo é o que movimenta a pesca.

profundidade

Geralmente até uns 80 m; filhotes no raso das baías.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
embarcado: 6' a 7', 50 a 80 lb; praia: 13' a 15'
molinete / carretilha
carretilha 4/0 a 6/0 ou molinete grande de arremesso
linha
monofilamento de no mínimo 0,70 mm (exigência em Buenos Aires) ou multifilamento 80 lb
líder
cabo de aço 1 a 1,5 m mais monofilamento grosso
anzol
circle 12/0 a 14/0 com a farpa rebaixada; um só anzol, nada de tandem

iscas naturais

  • posta ou meio peixe no fundo (lisa, pescadilla, cavalinha), onde a pesca com devolução é permitida

acessórios

  • boia-tope a 25 cm do anzol
  • alicate de corte para cabo de aço
  • desanzolador longo
  • luvas

dica de quem pesca

No Brasil a captura é proibida. Na Argentina é sempre devolução: encurte a briga, não suba o gatopardo no barco e corte o cabo perto da boca se o anzol estiver fundo.

o que a lei diz

regras para o cação-bruxa (gatopardo)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Global: Vulnerável (IUCN, 08/02/2020).

Espécie ameaçada (CR): captura proibida no Brasil

captura, transporte, guarda e comércio proibidos

O cação-bruxa (Notorynchus cepedianus) está na lista nacional como Criticamente em Perigo (CR) (já constava da lista anterior, Portaria MMA 148/2022). A Portaria GM/MMA 1.666/2026 (art. 3º) proíbe captura, transporte, armazenamento, guarda, beneficiamento e comércio em todo o Brasil. Quem fisgar por acaso deve soltar o animal vivo no ato (art. 3º, § 4º). A norma não autoriza pesca dirigida, nem com soltura: no Brasil, não procure esta espécie.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026 (lista, CR) e Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima)

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o corpo). Todo tubarão ou raia desembarcado deve chegar com as nadadeiras presas ao corpo; é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões entre embarcações. Vale para qualquer tubarão que possa ser retido.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

Buenos Aires (AR): devolução obrigatória dos grandes tubarões costeiros

devolução obrigatória; proibido sacrificar

Na costa marítima da província de Buenos Aires (e nos estuários do Prata e de Bahía Blanca e em Mar Chiquita), escalandrún, bacota, gatopardo, cazón e tubarões-martelo são 'pesca dirigida com reserva': devolução obrigatória, sacrifício proibido também na captura acidental. Regras de equipamento: uma vara por pescador embarcado e duas na costa, aparejo de um só anzol (proibido anzol em tandem), anzol circular ou de fácil degradação 12/0 a 14/0 com a farpa rebaixada; recomenda-se boia-tope a 25 cm do anzol nas linhas de fundo e linha de náilon de no mínimo 0,70 mm. Bicheiro é proibido. Tire o anzol só se não houver risco; senão corte a linha perto do anzol, evitando tirar o tubarão da água. Entre Pehuén-Có e a foz do rio Negro (inclui o estuário de Bahía Blanca, a Bahía Anegada e San Blas) vigora ainda uma veda permanente para a pesca artesanal e comercial de escalandrún, bacota, gatopardo e cazón (Disposição 55/2008).

Fonte: Disposição nº 217/2007 (arts. 6º, 7º, 14, 15 e 19), Direção de Desenvolvimento Pesqueiro, Ministério de Assuntos Agrários da Província de Buenos Aires

Río Negro (AR): devolução obrigatória (Lei 5.706/2023)

devolução obrigatória; proibido sacrificar

Na pesca esportiva marítima da província de Río Negro (golfo San Matías, El Cóndor, Bahía Creek), o gatopardo (Notorynchus cepedianus) está no regime de proteção diferenciada: captura com sacrifício proibida e devolução obrigatória. Na pesca embarcada dirigida a tubarões, um só anzol por linha (proibidos tandem e anzol galvanizado tipo tartuna), anzol 'J' com a farpa limada ou amassada, ou anzol circular. Exemplar a bordo só com autorização científica.

Fonte: Lei provincial nº 5.706 de Río Negro (sancionada em 07/12/2023, B.O. 26/12/2023), arts. 13, 20, 21 e 24 — Legislatura de Río Negro; autoridade: Subsecretaria de Pesca

Chubut (AR): gatopardo é Monumento Natural provincial

caça, captura e comércio proibidos; devolver vivoconfirme no órgão

Em abril de 2025 a Legislatura do Chubut aprovou, por unanimidade, a lei de Monumentos Naturais que inclui o tiburón gatopardo entre sete espécies protegidas. Segundo a imprensa local, a lei proíbe caça, captura e comércio e exige devolver o animal vivo ao mar. Não localizamos o número da lei nem o texto no Boletim Oficial: confirme na Secretaria de Pesca do Chubut antes de pescar.

Fonte: Lei de Monumentos Naturais da Província do Chubut (aprovada em abril de 2025; número não confirmado)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, item 4.9.1 b (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

No Brasil, só soltura de captura acidental. Na Argentina: deixe na água, cabeça voltada para a corrente, tire o anzol com desanzolador ou corte o cabo rente à boca e solte em poucos minutos. Não segure pelas guelras.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil; na Argentina, sacrifício proibido na pesca esportiva.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00224, b = 3.15; FishBase (estimativa bayesiana para a família e o formato do corpo, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Notorynchus cepedianus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como CR (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026 — regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies VU, EN e CR; § 4º: captura incidental com liberação imediata do animal vivo. A regra de transição de 180 dias para as espécies novas na lista foi conferida em resumos oficiais (Fiperj) e técnicos; a página do DOU não abriu na conferência.
  4. oficial Fiperj — Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro com nomes populares, categorias e a data de aplicação das alterações (27/10/2026).
  5. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Notorynchus cepedianus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref; o texto da ficha não abriu na conferência.
  6. científica IUCN Red List — Notorynchus cepedianus (avaliação global: Vulnerável, VU, 08/02/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  7. científica Compagno, L. J. V. (1984). FAO species catalogue. Vol. 4. Sharks of the world. Part 1 — Hexanchiformes to Lamniformes. FAO Fisheries Synopsis 125(4/1): 1-249. Roma: FAO.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, referência principal da ficha da espécie.
  8. científica Lucifora, L. O.; Menni, R. C.; Escalante, A. H. (2005). Reproduction, abundance and feeding habits of the broadnose sevengill shark Notorynchus cepedianus in north Patagonia, Argentina. Marine Ecology Progress Series 289: 237-244.DOI conferido no Crossref.
  9. oficial Província de Buenos Aires — Disposição nº 217/2007 (regulamento da pesca esportiva marítima)Texto oficial no site da Direção de Pesca bonaerense, conferido em 13/10/2026. Os considerandos citam a importância da baía Anegada para escalandrún, bacota, gatopardo e cazón.
  10. oficial Província de Buenos Aires / INIDEP — folheto 'Tiburones: buenas prácticas de pesca deportiva' (2020)Resume as Disposições 217/07 e 78/14 e as boas práticas de soltura.
  11. oficial Río Negro — Lei provincial nº 5.706/2023 (pesca esportiva marítima)Texto da Legislatura de Río Negro, conferido em 13/10/2026. Em janeiro de 2026 a lei ainda aguardava regulamentação, segundo a WCS Argentina.
  12. imprensa Cholila Online — 'La Legislatura declaró siete especies Monumentos Naturales de Chubut por unanimidad' (25/04/2025)Notícia sobre a aprovação da lei; o número da lei não aparece. Diario Jornada (abril de 2026) também relata que a lei proíbe o sacrifício e exige a devolução do gatopardo.
  13. técnica WCS Argentina — Conservar Tiburones en Argentina: pesca com marcação e devolução (notícias de 2022, 2023 e 2026)Projeto de ciência cidadã com pescadores esportivos (anzóis circulares, marcação e soltura) de Buenos Aires, Río Negro, Chubut e Santa Cruz.
  14. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012 — desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026.
  15. oficial México — Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; item 4.9.1 conferido em 13/10/2026.
não confunda

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