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previsão de pesca

olhete

Seriola lalandi · Carangidae · predador

Mar

Carangídeo de água mais fria do Sul e do Sudeste. Rápido e forte, ataca jigs e iscas de superfície em lajes e ilhas.

Também chamado de: olhete, yellowtail amberjack

Ilustração científica de Olhete
tamanho comum
60–120 cm
máximo
250 cm
peso comum
5–25 kg
recorde/máx.
97,0 kg
profundidade
5–100 m
água ideal
17–22 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o olhete

visão geral

quem é o olhete

O olhete é o primo de água fria do olho-de-boi. Prefere temperaturas de 16 a 22 °C, por isso é mais comum do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul, especialmente no inverno e na primavera. Anda em cardumes em volta de ilhas, lajes, costões profundos e parcéis, e sobe à superfície para caçar tainhas, sardinhas, xixarros e lulas. Briga com corridas longas e muita força, sempre tentando voltar à estrutura. É alvo clássico do jigging e do popping no litoral de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. A carne é das melhores entre os peixes de costão.

curiosidades

  • Na Oceania é chamado de yellowtail kingfish e é um dos peixes de jigging mais famosos do mundo.
  • Uma espécie aparentada, o buri japonês, é o hamachi do sushi; a carne do olhete é parecida.
como reconhecer

identificação

Corpo mais fino e alongado que o do olho-de-boi. Dorso azul-esverdeado, ventre branco e uma faixa amarelo-bronze do focinho à cauda. Cauda amarelo-viva e nadadeiras com tom amarelado. A faixa escura da nuca é fraca ou ausente. O olho-de-boi é mais alto, tem cauda escura, faixa escura nítida passando pelo olho e menos de 20 rastros no primeiro arco branquial.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, mais comum de São Paulo para o sul. Referências: ilhas e lajes de Ilhabela e Ubatuba-SP, Cabo Frio e Arraial do Cabo-RJ, parcéis do litoral do Paraná e ilhas de Santa Catarina, como Florianópolis e Bombinhas. Ilha do Arvoredo-SC, Laje de Santos-SP e Ilhas dos Currais-PR são unidades de conservação com pesca proibida.

Habitat: Costões profundos de ilhas, lajes, parcéis e naufrágios, de 5 a 100 m, em água fria e limpa.

litoral

Costa SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: mai–set
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste e no Sul a melhor fase vai de maio a outubro, com água entre 17 e 21 °C. No verão, com a superfície quente, desce e fica mais difícil.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Sobe à superfície ao amanhecer e no fim da tarde, quando o popping rende. Durante o dia, o jigging junto ao fundo funciona melhor. Corrente sobre a laje é decisiva.

clima, água e comportamento

o que mexe com o olhete
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Gosta de água fria, mas queda brusca abaixo de 15 °C também derruba a atividade.

pressão atmosférica

As frentes frias trazem a água fria que o olhete procura; a pesca costuma ser boa quando o mar assenta depois delas.

lua

Luas de maré grande dão corrente forte nas lajes, o que ativa o cardume.

chuva

Pouco efeito. Temporal com raio: volte.

nível da água

Não se aplica no mar. O equivalente é a cor e a limpeza da água: procure água azul e limpa e linhas de corrente.

barulho

Em lajes rasas o cardume afunda com barulho. Chegue com o motor baixo e faça a deriva.

vento

Vento forte de sul deixa o mar perigoso perto dos costões.

maré

Corrente moderada sobre a laje é a condição ideal.

profundidade

De 5 a 100 m; sobe à superfície em lajes rasas no amanhecer.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
jigging PE 3 a 5; popping 7'6" a 8'0", PE 4 a 6
molinete / carretilha
molinete 8000 a 14000 ou carretilha de jigging tamanho 300 a 400
linha
multifilamento PE 3 a 5 (40 a 65 lb)
líder
fluorocarbono 60 a 100 lb, 3 a 5 m
anzol
assist hooks 4/0 a 7/0; circle 6/0 a 8/0 na isca viva

iscas artificiais

  • jigs de 100 a 250 g
  • jigs slow pitch de 80 a 200 g
  • stickbaits e poppers de 15 a 20 cm

iscas naturais

  • tainhota, xixarro ou sardinha vivos
  • lula viva

acessórios

  • cinto de combate
  • luvas
  • alicate de anel

dica de quem pesca

Em lajes rasas, comece com popping no amanhecer; quando o peixe parar de subir, passe para o jig na mesma corrente.

o que a lei diz

regras para o olhete

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Briga longa cansa o peixe: solte rápido, com o peixe na água. Em pesca funda, use descompressor contra o barotrauma.

na cozinha

Carne branca, firme e com gordura na medida. Excelente em sashimi, grelhada e assada.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00913708, b = 2.93; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Seriola lalandi (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Seriola lalandi (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Seriola lalandi (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 09/03/2015)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.
não confunda

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