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previsão de pesca

sardinha-laje

Opisthonema oglinum · Clupeidae · forrageiro

Mar

Sardinha grande com filamento na dorsal, muito usada como isca viva e na mesa. Forma cardumes em baías e na costa, do Norte a Santa Catarina.

Também chamado de: sardinha-laje, sardinha-bandeira, sardinha-de-galha, sardinha-azul, manjubão

Ilustração científica de Sardinha-laje
tamanho comum
15–25 cm
máximo
38 cm
peso comum
0,0–0,1 kg
recorde/máx.
0,4 kg
profundidade
1–50 m
água ideal
22–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a sardinha-laje

visão geral

quem é a sardinha-laje

A sardinha-laje é um clupeídeo costeiro que forma grandes cardumes em baías, portos e águas rasas. Filtra plâncton, mas também come peixinhos, caranguejos e camarões. Reconhece-se pelo último raio da dorsal longo, em filamento, o que lhe vale os nomes de sardinha-bandeira e sardinha-de-galha. É pescada com cerco e redes pela pesca artesanal e industrial e vendida fresca, congelada e salgada, além de virar farinha. Para o amador, é isca viva de primeira para cavala, sororoca, anchova, xaréu, olho-de-boi e robalo, capturada com sabiki ou tarrafa. Também é boa para comer.

curiosidades

  • O filamento da dorsal dá os nomes sardinha-bandeira e sardinha-de-galha.
  • É uma das iscas vivas mais usadas na pesca de cavala e sororoca.
como reconhecer

identificação

Corpo comprimido e prateado, dorso azul-esverdeado e seis ou sete linhas escuras finas ao longo do flanco superior; mancha escura atrás do opérculo, às vezes seguida de uma fileira de pintas. O último raio da dorsal é longo, em filamento, o que a separa da sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis) e da sardinha-cascuda (Harengula).

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Amapá a Santa Catarina, em baías, portos e águas costeiras rasas.

Habitat: Baías, portos, enseadas e águas costeiras rasas; cardumes na superfície e a meia-água; evita água de baixa salinidade.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–abr
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste e no Sul, os cardumes encostam mais nos meses quentes.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Cardumes ativos de dia; à noite se concentram sob luz de píeres e barcos.

clima, água e comportamento

o que mexe com a sardinha-laje
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria afasta os cardumes da costa.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Sem lua, a luz de píeres concentra mais cardumes à noite.

chuva

Água muito turva afasta os cardumes.

nível da água

Evita a água doce das cheias.

barulho

Cardume espanta com barulho, mas volta com ceva.

vento

Mar mexido espalha os cardumes.

maré

Maré enchendo traz cardumes para dentro das baías.

profundidade

Da superfície a uns 10 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
vara leve de 6'0" a 8'0" ou caniço
molinete / carretilha
molinete 1000 a 3000
linha
monofilamento 0,20 a 0,25 mm
líder
sabiki (chicote de penas) número 8 a 12
anzol
anzóis do sabiki ou maruseigo 12 a 14

iscas artificiais

  • sabiki

iscas naturais

  • ceva de sardinha moída

acessórios

  • balde aerado ou viveiro
  • tarrafa (onde permitido)

dica de quem pesca

Para isca viva, coloque no viveiro logo e não aperte: a sardinha perde escamas e morre rápido.

o que a lei diz

regras para a sardinha-laje

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Tamanho mínimo de 15 cm do ES ao RS (IN MMA 53/2005).

Tamanho mínimo de 15 cm (ES ao RS)

15 cm (CT)ESRJSPPRSCRSCosta SudesteCosta Sul

No litoral do ES ao RS é proibido pescar, manter a bordo e desembarcar sardinha-laje com menos de 15 cm de comprimento total. A tolerância de 20% da captura (em peso) prevista na norma serve à fiscalização de desembarques; o amador deve soltar os pequenos. A regra não se aplica à pesca de arrasto.

Fonte: IN MMA nº 53/2005, Anexo II (sardinha-laje, Opisthonema oglinum)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Muito frágil: se não for usar, devolva na hora sem segurar com a mão seca.

na cozinha

Boa frita, assada na brasa ou em escabeche; também salgada.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00851, b = 3.06; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Opisthonema oglinum (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Opisthonema oglinum (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Opisthonema oglinum (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 23/08/2012)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial Instrução Normativa MMA nº 53, de 22 de novembro de 2005 — tamanho mínimo de captura de espécies marinhas e estuarinas do litoral Sudeste e SulReprodução do texto publicado no DOU de 24/11/2005, conferida em 13/10/2026. Anexo II; o § 2º do art. 2º (dispensa em competições) foi revogado pela IN MMA nº 3/2006.
  6. científica Whitehead, P. J. P. (1985). FAO species catalogue. Vol. 7. Clupeoid fishes of the world (suborder Clupeoidei). Part 1. FAO Fisheries Synopsis 125(7/1). Roma: FAO.
  7. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 2: Bony fishes part 1 (Acipenseridae to Grammatidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Clupeidae (Munroe, T. A.; Nizinski, M. S.), citado pelo FishBase para a espécie.
  8. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.