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previsão de pesca

tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)

Sphyrna media · Sphyrnidae · predador

Marlista nacional: CR · criticamente em perigo

Martelo pequeno, de cabeça em forma de pá, que vive perto da costa e do fundo, do Pacífico equatorial ao Sul do Brasil. Pouco conhecido. Criticamente em Perigo no Brasil e no mundo: captura proibida.

Também chamado de: tubarão-martelo-colher, cação-martelo, cação-cornudo

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
100 cm
máximo
150 cm
peso comum
—
recorde/máx.
— kg
profundidade
—
água ideal
24–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)

visão geral

quem é o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)

O tubarão-martelo-colher é um martelo pequeno, de até 150 cm, do Atlântico ocidental (do Panamá ao sul do Brasil) e do Pacífico oriental (do golfo da Califórnia ao Equador e provavelmente ao norte do Peru). Vive em áreas costeiras sobre as plataformas continentais, perto do fundo, e é pouco estudado: a FishBase só registra que é vivíparo, com placenta, e que é aproveitado fresco e para farinha de peixe, numa pesca comercial pequena. É Criticamente em Perigo no mundo (IUCN, 2019) e no Brasil, onde está na lista nacional, e está no Apêndice II da CITES. Para o pescador de praia ou de barco que o fisga sem querer, o papel é reconhecê-lo pela cabeça e soltá-lo na hora.

curiosidades

  • A FishBase o chama de pouco conhecido: quase tudo o que se sabe vem de capturas incidentais.
  • Em inglês, scoophead: a cabeça lembra uma pá ou colher.
  • É vivíparo, com placenta de saco vitelino, como os outros martelos (FishBase).
como reconhecer

identificação

Cabeça em forma de colher ou pá, curta e arredondada na frente (daí os nomes scoophead, em inglês, e cuchara, em espanhol). É um dos menores martelos da costa: a FishBase dá no máximo 150 cm. Em vários países, os nomes 'cabeza de pala', 'tiburón pala' e 'cuchara' servem tanto para este martelo quanto para o martelo-de-aba-curta (S. tiburo), que também tem a cabeça arredondada, o que ajuda a confundir os dois. Como todos os martelos são protegidos no Brasil, na dúvida solte e trate como protegido.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Atlântico ocidental: do Panamá ao sul do Brasil, segundo a FishBase, o que cobre toda a costa brasileira pela latitude. Pacífico oriental: do golfo da Califórnia ao Equador e provavelmente ao norte do Peru.

Habitat: Áreas costeiras sobre as plataformas continentais, perto do fundo, a partir de cerca de 8 m (FishBase). A FishBase não dá a profundidade máxima.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época conhecida. Informação legal: a captura é proibida o ano todo no Brasil.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Pouco conhecido: a FishBase descreve a espécie como pouco estudada, sem horário apontado.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Espécie de águas quentes e subtropicais; a água fria afasta os animais do raso. Efeito pouco medido.

pressão atmosférica

Pouco conhecido.

lua

Pouco conhecido.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco conhecido.

vento

Mar grosso impede a pesca de praia e a de barco pequeno.

maré

Pouco conhecido.

profundidade

Perto do fundo, a partir de cerca de 8 m (FishBase).

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida no Brasil.
molinete / carretilha
Não se aplica.
linha
Não se aplica.
líder
Não se aplica.
anzol
Em pesca de praia ou embarcada, prefira anzol circular sem farpa (ou com a farpa amassada): facilita soltar o que não pode ser levado.

acessórios

  • alicate de corte
  • desanzolador de cabo longo

dica de quem pesca

Se um martelo pegar por acaso, não tire da água: corte a linha rente à boca ou tire o anzol com o alicate, solte na hora e não perca tempo com foto.

o que a lei diz

regras para o tubarão-martelo-colher (cornuda cuchara)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na lista nacional de espécies ameaçadas como CR; captura proibida em todo o Brasil. Avaliação global da IUCN: CR (A2bcd), de 08/02/2019. Apêndice II da CITES (FishBase). A ICCAT proíbe reter tubarões-martelo (exceto S. tiburo) nas pescarias que maneja (Rec. 10-08). Os tubarões-martelo do gênero Sphyrna já eram protegidos pela Portaria MMA 445/2014.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (capturar tubarões e raias e aproveitar só as barbatanas, descartando o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações. Isto não autoriza a captura desta espécie, que é proibida.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes (no máximo cinco da mesma espécie). Exemplares além da cota só podem ser devolvidos vivos, em boas condições de sobrevivência (captura e soltura), e o pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. A pesca esportiva também não pode ser feita em zonas e épocas de veda nem em áreas naturais protegidas sem as autorizações próprias. O martelo-colher é Criticamente em Perigo no mundo: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, itens 4.9.1 a e b, 4.9.5, 4.10 e 4.11 (Sagarpa/Conapesca)

México: NOM-029-PESC-2006 regula a pesca comercial de tubarões e raias

A NOM-029 é a norma da pesca de tubarões e raias em escala comercial: vale para os titulares de permissões de pesca dirigida a esses animais e para quem os captura por acaso (item 1.2) e trata de embarcações de pesca comercial (item 4.2.1); a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017. Proíbe aproveitar só as barbatanas de tubarões (item 4.2.1) e prevê vedas e zonas vedadas, fixadas por aviso no DOF, para a pesca dirigida (itens 4.2.3 e 4.3.4: nada de pesca dirigida em veda, a 5 km de recifes de coral, diante de bocas de rios e lagunas, em frente a praias de desova de tartarugas e perto de colônias de leões-marinhos). A espécie consta do Apêndice Normativo A (tubarões do Pacífico e do Golfo do México e Mar do Caribe).

Fonte: NOM-029-PESC-2006, Pesca responsable de tiburones y rayas (DOF de 14/02/2007), itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3, 4.3.4 e Apêndice Normativo A (Sagarpa)

México: vedas anuais de tubarões e raias (confira as datas do ano)

confirme no órgão

A NOM-017 (item 4.10 a) proíbe a pesca esportiva em zonas e épocas de veda, e a NOM-029 (item 4.2.3) manda a autoridade fixar vedas para tubarões e raias por aviso no DOF; as datas mudam e variam por litoral. Em 01/08/2025 a Secretaría de Agricultura e a Conapesca anunciaram, para o litoral do Pacífico, o aproveitamento de tubarões e raias de 1º de agosto a 30 de abril (os meses de maio a julho ficam de fora, interpretação nossa a partir do anúncio) e, em Tabasco, Campeche e Yucatán, veda de 1 a 29 de agosto. Não encontramos o aviso oficial vigente em 2026: confirme as datas com a Conapesca antes de pescar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994, item 4.10 a; NOM-029-PESC-2006, item 4.2.3; nota da Crónica sobre o anúncio da Agricultura e da Conapesca de 01/08/2025

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

Panamá: tubarões e raias não podem ser capturados na pesca esportiva

captura, retenção e desembarque proibidos (a partir de cerca de 10/12/2026)

O Decreto Executivo 9/2026 (art. 19) proíbe, em todo o território nacional e na pesca esportiva, recreativa ou turística, a captura, a retenção, o manejo com fins lúdicos, o aproveitamento e o desembarque de tubarões e raias (subclasse Elasmobranchii). Se um deles for fisgado sem querer, deve ser solto de imediato, sem tirá-lo por completo da água e sem manuseio desnecessário. Também é proibido promovê-los como alvo em torneios (art. 19) e vender o pescado (art. 20). O decreto entra em vigor seis meses depois de promulgado em 10/06/2026 (art. 40), por volta de 10/12/2026, e revoga o Resuelto ADM/ARAP 002/2012 (art. 39). Confirme a data com a ARAP.

Fonte: Decreto Ejecutivo nº 9, de 10/06/2026, arts. 19, 20, 39 e 40 (Ministerio de Desarrollo Agropecuario / Autoridad de los Recursos Acuáticos de Panamá, Gaceta Oficial nº 30543-E)

Tubarões e raias ameaçados: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (Anexo I)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Deixe o animal na água, corte a linha rente ao anzol ou tire o anzol sem tirar o tubarão da água, e solte logo; evite foto e não segure pelas guelras.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. Fora do país, a FishBase registra uso da carne fresca e para farinha de peixe.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00347, b = 3.12; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário, as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho), a faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum são estimativas editoriais do app, apoiadas na FishBase e na literatura citada abaixo, sem medição própria para esta espécie. Os meses indicam a época em que o pescador pode encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial e podem variar por região e ano. As regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Sphyrna media (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase: nomes populares de Sphyrna mediaNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como CR (item 329 do Anexo I). Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies EW, CR, EN e VU (proibidos captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização); § 4º: a restrição não se aplica à captura incidental quando o animal é liberado vivo; art. 12: para espécies que passaram a compor a lista por nova portaria, as proibições do art. 3º começam 180 dias depois da publicação. Texto conferido no DOU em 13/10/2026.
  5. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, com nomes populares e categorias das espécies de peixes cartilaginosos da lista; informa que as alterações se aplicam a partir de 27/10/2026. Conferido em 13/10/2026.
  6. oficial SEMIL-SP: Portaria MMA sobre espécies aquáticas ameaçadas volta a vigorar (15/08/2016)Nota da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo sobre a Portaria MMA 445/2014 (de 17/12/2014, depois revogada pela Portaria GM/MMA 1.667/2026): lista os tubarões-martelo (Sphyrna lewini, media, mokarran, tiburo, tudes e zygaena) entre as espécies de captura proibida.
  7. oficial ICCAT: Recommendation 10-08 on hammerhead sharks (family Sphyrnidae) caught in association with ICCAT fisheriesOs países-membros devem proibir reter a bordo, transbordar, desembarcar, armazenar e vender tubarões-martelo da família Sphyrnidae (exceto S. tiburo) nas pescarias da ICCAT, e liberar ilesos os que chegam ao costado; países costeiros em desenvolvimento têm exceção para consumo local. Texto conferido em 13/10/2026.
  8. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012: desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026. O § 6º do art. 3º (autoriza descartar a cauda das raias a bordo) foi acrescentado pela IN Interministerial 6/2013.
  9. oficial México: Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; itens 4.9.1, 4.9.5, 4.10 e 4.11 conferidos em 13/10/2026.
  10. oficial México: NOM-029-PESC-2006, pesca responsável de tubarões e raias (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, na plataforma de normalização da Secretaría de Economía. Itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3 e 4.3.4 e o Apêndice Normativo A conferidos em 13/10/2026. A norma foi escrita para a pesca comercial; a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017.
  11. imprensa Crónica: Anuncian periodos de veda y aprovechamiento de especies marinas (Agricultura e Conapesca, 01/08/2025)Nota de imprensa que reproduz o anúncio da Secretaría de Agricultura e da Conapesca para tubarões e raias no Pacífico e em Tabasco, Campeche e Yucatán. O aviso oficial vigente em 2026 não foi localizado; confirme as datas com a Conapesca.
  12. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaConsiderandos e regras do decreto sobre tubarões e raias marinhas. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  13. oficial Panamá: Decreto Ejecutivo nº 9, de 10 de junho de 2026 (pesca deportiva), Gaceta Oficial Digital nº 30543-EArt. 19 (proibição de captura, retenção e desembarque de tubarões e raias na pesca esportiva), art. 20 (proibição de venda), art. 39 (revoga o Resuelto ADM/ARAP 002/2012) e art. 40 (vigência em seis meses). Art. 19 conferido no texto em 13/10/2026.
não confunda

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