albacora-bandolim
Thunnus obesus
O atum de olho grande, que passa de 2 m e 200 kg. Fica fundo de dia e sobe à noite; alvo do espinhel e troféu raro na pesca amadora oceânica.
Também chamado de: albacora-bandolim, bandolim, patudo, albacora-olho-grande, atum-cachorra
- tamanho comum
- 80–180 cm
- máximo
- 250 cm
- peso comum
- 10–80 kg
- recorde/máx.
- 210,0 kg
- profundidade
- 0–500 m
- água ideal
- 17–22 °C
quem é a albacora-bandolim
A albacora-bandolim, ou patudo, é um atum grande dos oceanos tropicais e subtropicais, com olhos grandes, adaptados à pouca luz. Os adultos passam o dia em águas profundas e frias, abaixo da termoclina, e sobem à noite para perto da superfície; os jovens formam cardumes na superfície, sozinhos ou misturados com albacora-laje e bonito-listrado, muitas vezes em volta de objetos flutuantes. Come peixes, lulas e crustáceos, de dia e de noite. A carne, gordurosa, é das mais valorizadas para sashimi. No Brasil é capturada pelo espinhel pelágico e, de vez em quando, na pesca amadora oceânica de jigging e corrico. O estoque do Atlântico é manejado pela ICCAT, e a espécie é Vulnerável na avaliação global da IUCN.
curiosidades
- O olho grande é adaptação para caçar com pouca luz, abaixo da termoclina.
- Pode passar de 2 m e 200 kg.
identificação
Corpo robusto e fusiforme, dorso azul-escuro metálico, faixa azul iridescente no flanco do peixe vivo e ventre esbranquiçado. Olho grande. Primeira dorsal amarelo-escura, segunda dorsal e anal amarelo-claras, pínulas amarelo-vivo com borda preta. Nos adultos, peitorais moderadamente longas; nos jovens, tão longas quanto as da albacora-branca, mas de ponta arredondada. Difere da albacora-laje adulta pela ausência das nadadeiras amarelas em foice e pelo olho maior.
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onde tem
Mar aberto ao longo de toda a costa, sobre o talude e além.
Habitat: Mar aberto e talude; adultos abaixo da termoclina de dia, perto da superfície à noite; jovens em cardumes junto a objetos flutuantes.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
destinos famosos
quando pescar
melhor época
Presente o ano todo no mar aberto; a pesca amadora depende de mar e de cardumes associados.
melhor horário
Amanhecer e entardecer. Sobe no fim da tarde e à noite; de dia fica fundo, ao alcance só do jig pesado.
o que mexe com a albacora-bandolim
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Vive em água fria abaixo da termoclina; o frio de superfície pouco importa.
pressão atmosférica
Frente fria traz mar grosso.
lua
Noites de lua cheia mudam a profundidade da caça.
chuva
Pouco sensível.
nível da água
Segue a termoclina e as frentes.
barulho
Pouco sensível em mar aberto.
vento
Mar grosso impede a saída.
maré
Sem maré relevante no oceano; conta a corrente.
profundidade
De 50 a 400 m de dia; mais raso à noite.
como pescar
- vara
- stand-up 50 a 80 lb; jigging PE 5 a 8
- molinete / carretilha
- carretilha de corrico 50 a 80 lb ou molinete 14000 a 20000
- linha
- multifilamento PE 5 a 8 ou monofilamento 50 a 80 lb
- líder
- fluorocarbono 100 a 150 lb, 2 a 3 m
- anzol
- circle 9/0 a 12/0; assist hooks 7/0 a 9/0
iscas artificiais
- jigs de 200 a 400 g
- plugs de barbela grandes
- lulas de silicone
iscas naturais
- lula inteira
- peixe vivo (bonito, cavalinha)
acessórios
- cinto e colete de combate
- bicheiro
- luvas
dica de quem pesca
Nas plataformas e nos barcos de pesca, respeite as zonas de segurança e pesque na deriva por fora; trabalhe o jig na profundidade que o sonar mostrar.
regras para a albacora-bandolim
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026); a categoria é a avaliação global da IUCN (VU, 2021). O estoque do Atlântico é manejado pela ICCAT. Não localizamos tamanho mínimo federal para a pesca amadora.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Briga longa cansa muito o atum: se for soltar, encurte a briga, não tire da água e solte com o barco andando, cabeça para a frente.
na cozinha
Carne vermelha e gordurosa, das mais valorizadas para sashimi; sangre e gele logo.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01318, b = 3.03; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Thunnus obesus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Thunnus obesus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Thunnus obesus (avaliação global: Vulnerável, VU, 15/01/2021)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Collette, B. B.; Nauen, C. E. (1983). FAO species catalogue. Vol. 2. Scombrids of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(2). Roma: FAO.
- técnica ICCAT Manual, cap. 2.1.2 — Bigeye tuna (Thunnus obesus). International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas.Biologia e pesca da espécie no Atlântico.
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Scombridae (Collette, B. B.), citado pelo FishBase para a espécie.
- científica Figueiredo, J. L.; Menezes, N. A. (2000). Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. VI. Teleostei (5). São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 116 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.