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catálogo Epinephelidae · predador

badejo-amarelo

Mycteroperca interstitialis

Marlista nacional: VU · vulnerável

Badejo pardo-claro de boca amarela por dentro, de recifes e ilhas do Caribe e do Brasil. Vulnerável: no Brasil o amador só pode pescar no pesque-e-solte, e há defeso de 1º de agosto a 30 de setembro.

Também chamado de: badejo-amarelo, serigado (uso local; nas normas, sirigado é o badejo-quadrado), yellowmouth grouper

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
40–60 cm
máximo
84 cm
peso comum
0,5–1,7 kg
recorde/máx.
10,2 kg
profundidade
2–35 m
água ideal
24–29 °C
visão geral

quem é o badejo-amarelo

O badejo-amarelo (yellowmouth grouper) vive no Atlântico ocidental, do Golfo do México, das Bermudas e do Caribe ao Brasil, onde a literatura o registra do Maranhão a Santa Catarina, incluindo as ilhas oceânicas. É peixe de fundos de pedra e de coral, da beira da costa até pelo menos 55 m, e jovens e médios também aparecem em lagunas de mangue. Frequenta mais as ilhas do que a costa continental. Chega a 84 cm e 10,2 kg e pode viver 41 anos. Come peixes, e o jovem imita o bodião Halichoeres maculipinna para se aproximar das presas. Nasce fêmea e muda de sexo. Está na lista nacional como Vulnerável, tem plano de recuperação e regras próprias de pesca.

curiosidades

  • O jovem imita as cores e o jeito de nadar de um bodião (Halichoeres maculipinna) para chegar perto das presas sem assustá-las.
  • É mais comum em torno de ilhas do que na costa continental.
  • A FishBase registra inversão de sexo: nasce fêmea e vira macho.
como reconhecer

identificação

Adulto pardo-claro a marrom, mais claro embaixo, com muitas pintas marrons pequenas e juntas na cabeça e no corpo (às vezes uniforme). O interior da boca e a borda da dorsal espinhosa são amarelos, de onde vem o nome. O canto do pré-opérculo é anguloso, com lobo serrilhado e um entalhe acima, e as narinas de trás são bem maiores que as da frente. Jovens são marrons no dorso, com uma listra branca na cabeça e na base da dorsal. O badejo-ferro tem manchas escuras ovais e a ponta da peitoral amarela, e o badejo-quadrado tem manchas retangulares.

como está a pesca de badejo-amarelo

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, a literatura registra a espécie do Maranhão a Santa Catarina, incluindo Fernando de Noronha e Trindade; um artigo da UFMA a registra como novidade no litoral amazônico, a partir do mercado da Raposa (MA). É mais comum em torno de ilhas do que na costa continental.

Habitat: Fundos de pedra e de coral da beira da costa até pelo menos 55 m, mais comum em ilhas; jovens e médios também em lagunas de mangue.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Peixe de recife tropical, sem estação marcada para a pesca. A desova aparece o ano todo, com pico em abril e maio, segundo a literatura. No Brasil o defeso vai de 1º de agosto a 30 de setembro; no México, a veda dos meros, de 1º de fevereiro a 31 de março.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de dia, com picos no amanhecer e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o badejo-amarelo
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Peixe de recife tropical; frentes frias reduzem a atividade.

pressão atmosférica

Mar mexido depois de frente fria derruba a pesca de fundo.

lua

Efeito pouco conhecido; marés grandes movimentam mais isca no recife.

chuva

Pouco efeito em profundidade.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Âncora e casco batendo sobre o recife espantam.

vento

Vento forte dificulta ficar sobre o ponto.

maré

Corrente moderada ativa a caça na borda do recife.

profundidade

Em geral de 2 a 35 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 7', 30 a 60 lb
molinete / carretilha
carretilha 300 a 400 ou molinete 6000 a 8000, com fricção forte
linha
multifilamento 50 a 65 lb
líder
fluorocarbono 60 a 100 lb, 1,5 m
anzol
circle 5/0 a 8/0, de preferência sem farpa (facilita a soltura)

iscas artificiais

  • jig de 80 a 200 g
  • plug de meia-água sobre o recife

iscas naturais

  • peixe pequeno vivo
  • lula

acessórios

  • descompressor (descender)
  • alicate longo
  • luvas

dica de quem pesca

No Brasil o amador só pode soltar: use anzol sem farpa, levante o peixe nos primeiros metros para ele não entocar e deixe o alicate à mão.

o que a lei diz

regras para o badejo-amarelo

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Já constava da lista anterior e segue Vulnerável. Plano de recuperação: Portaria MMA 292/2018; regras de uso na PI SG-PR/MMA 59-C/2018, em revisão pela Portaria 1.666/2026 (art. 11). Avaliação global: VU (IUCN, 2016).

Pesca amadora só no pesque-e-solte

pesque-e-solte obrigatórioCosta NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

A pesca amadora e esportiva do badejo-amarelo só é permitida na modalidade pesque-e-solte, em todas as águas brasileiras. Pesca direcionada, transporte, desembarque e comércio fora das regras da portaria são proibidos; exemplar capturado por acaso fora dessas regras deve ser liberado vivo ou descartado no ato, com registro.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 59-C/2018, art. 2º, caput e §§ 1º e 2º

Defeso de 1º de agosto a 30 de setembro

pesca proibida de 1º/08 a 30/0901/08 a 30/09Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Pesca do badejo-amarelo proibida de 1º de agosto a 30 de setembro, junto com caranha, sirigado e garoupa-são-tomé. Retenção a bordo e desembarque são tolerados até 3 de agosto; armazenar, transportar e vender no período só com estoque declarado ao Ibama até 10 de agosto.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 59-C/2018, art. 5º

Tamanho mínimo de 45 cm para a pesca comercial

45 cm (CT)Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

A pesca comercial autorizada só pode reter, transportar, beneficiar e vender badejo-amarelo com 45 cm ou mais de comprimento total. Não vale para o amador, que deve soltar todos.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 59-C/2018, art. 3º, alínea b

Vulnerável (VU): plano de recuperação em revisão

Vulnerável (VU)Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulconfirme no órgão

O badejo-amarelo está na lista nacional como Vulnerável e já constava da lista anterior. Pela Portaria GM/MMA 1.666/2026, espécies ameaçadas têm proteção integral, salvo o uso previsto em plano de recuperação aprovado. O plano do badejo-amarelo (Portaria MMA 292/2018) e as regras da PI 59-C/2018 seguem valendo durante a revisão determinada pela portaria (art. 11). Na prática, o amador só pode soltar. Confira se houve mudança antes de pescar.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026; Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, arts. 3º e 11; Portaria MMA nº 292/2018

México: veda dos meros de 1º/02 a 31/03

captura proibida de 1º/02 a 31/0301/02 a 31/03

No México, a captura de todas as espécies de mero, grupo em que a NOM-065 inclui o badejo-amarelo (cuna amarilla ou mero gallineta), é proibida de 1º de fevereiro a 31 de março nas águas federais do Golfo do México em frente a Tabasco, Campeche, Yucatán e Quintana Roo, até a fronteira com Belize. No período também é proibido usar espinhel de fundo. O acordo não menciona a pesca esportiva: confirme com a Conapesca se vale para o seu tipo de pesca.

Fonte: Acordo de veda dos meros (DOF 14/02/2007), modificado em 03/03/2017 (Sagarpa/Conapesca); NOM-065-SAG/PESC-2014, item 4.1

México: até 3 kg de mero por pescador por dia (consumo doméstico)

3 kg por pescador por dia

Nas águas federais do Golfo do México e do Caribe, a NOM-065 autoriza na pesca de consumo doméstico, no máximo, 3 kg por pescador por dia de qualquer espécie de mero ou espécie associada, como o badejo-amarelo. O peixe é só para consumo do pescador e da família, não pode ser vendido, e só vale equipamento que uma pessoa opere sozinha. A pesca esportiva tem norma própria (NOM-017-PESC-1994), que não conferimos.

Fonte: NOM-065-SAG/PESC-2014 (DOF 03/07/2015), itens 4.1 e 4.13 (Sagarpa/Conapesca)

Porto Rico (águas federais): até 5 por pessoa por dia

5 por pessoa por dia; 15 por barco com 3 ou mais pessoas

Nas águas federais em volta de Porto Rico, além de 9 milhas da costa, o pescador recreativo pode levar no máximo 5 peixes por dia somando garoupas, pargos e budiões (até 15 por barco quando há 3 ou mais pessoas a bordo). A cota não vale para quem tem licença comercial de Porto Rico ou das Ilhas Virgens.

Fonte: 50 CFR 622.444(a)(1) (NOAA Fisheries, EUA)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

No Brasil o amador só pode pescar no pesque-e-solte: use anzol circle sem farpa e alicate longo, apoie a barriga e não segure peixes grandes só pela boca. Vindo de mais de 15 a 20 m, use descompressor. Solte rápido, com o mínimo de manuseio.

na cozinha

Carne apreciada, vendida fresca e de boa qualidade segundo a FishBase. No Brasil o amador não pode levar o peixe; a pesca comercial tem tamanho mínimo de 45 cm e defeso de agosto e setembro.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00631, b = 3.06; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. As faixas de tamanho e peso comuns, de temperatura da água e de profundidade típica também são estimativas editoriais, ancoradas nos dados da FishBase.

  1. científica FishBase: Mycteroperca interstitialis (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. Faixas de tamanho e peso comuns, de temperatura da água e de profundidade típica: estimativas editoriais ancoradas nos dados da FishBase. Nome da ficha: 'badejo-amarelo' é o nome usado na PI 59-C/2018 para a espécie. A FishBase lista 'serigado', que nas normas designa o badejo-quadrado.
  2. científica FishBase: nomes populares de Mycteroperca interstitialisNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96). Sem asterisco no anexo: já estava na lista anterior. Por ter plano de recuperação aprovado, a espécie segue com uso regulado pela PI 59-C/2018 (amador só solta), e não com a proibição geral de captura aplicada às espécies sem plano.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas de peixes e invertebrados aquáticosArts. 3º (proteção integral das espécies VU, EN e CR, com exceção do uso previsto em plano de recuperação aprovado), 11 (planos já vigentes seguem valendo durante a revisão) e 12 (180 dias de transição para as espécies que entraram agora na lista), conforme os resumos oficiais e da imprensa e os atos de planos de recuperação que citam o art. 11. O texto integral da portaria não foi relido nesta revisão.
  5. oficial Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 59-C, de 9 de novembro de 2018: uso sustentável e recuperação do badejo-amarelo, do sirigado, da garoupa-de-são-tomé e da caranhaTexto publicado no DOU de 16/11/2018 (edição 220-A, seção 1, p. 2), conferido em 13/10/2026: art. 2º (pesque-e-solte do amador), art. 3º (tamanhos mínimos), art. 5º (defeso de 1º/08 a 30/09 e declaração de estoque até 10/08).
  6. oficial Portaria MMA nº 292, de 18 de julho de 2018: plano de recuperação nacional do badejo-amarelo, do sirigado, da garoupa-de-são-tomé e da caranhaCitada na própria PI 59-C/2018 como base do plano. O link leva à página de planos de recuperação de espécies aquáticas do MMA; o texto da portaria não foi relido.
  7. oficial Ministério da Pesca e Aquicultura: período de defeso do badejo-amarelo, do sirigado, da garoupa-de-são-tomé e da caranhaPágina do MPA (atualizada em 13/09/2024): defeso de 1º de agosto a 30 de setembro e declaração de estoque até 10 de agosto, conforme a PI 59-C/2018.
  8. oficial México: NOM-065-SAG/PESC-2014, para regular o aproveitamento das espécies de mero e espécies associadas no Golfo do México e no Mar do Caribe (DOF de 03/07/2015)Texto publicado no Diário Oficial da Federação, em cópia da Secretaría de Economía, lido em 13/10/2026: item 4.1 (lista das espécies de mero), 4.8 (tamanho mínimo do mero rojo) e 4.13 (pesca de consumo doméstico: até 3 kg por pescador por dia). A pesca esportiva tem norma própria (NOM-017-PESC-1994, modificada em 2013), cujos limites não foram conferidos.
  9. oficial México: acordo que modifica a veda de todas as espécies de mero no Golfo do México e no Caribe (DOF de 03/03/2017; acordo original de 14/02/2007)Fixa a veda de 1º de fevereiro a 31 de março, a partir de 2018, nas águas federais em frente a Tabasco, Campeche, Yucatán e Quintana Roo, e proíbe o espinhel de fundo no período. O texto não menciona a pesca esportiva. Não localizamos alteração posterior; confirme a cada temporada na Conapesca.
  10. oficial 50 CFR § 622.444: cotas de pesca recreativa nas águas federais de Porto Rico (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado do Code of Federal Regulations, conferido em 13/10/2026: item (a)(1), cota somada de garoupas, pargos e budiões.
  11. científica Heemstra, P. C.; Randall, J. E. (1993). FAO species catalogue. Vol. 16. Groupers of the world (family Serranidae, subfamily Epinephelinae). FAO Fisheries Synopsis 125(16). Roma: FAO.Referência geral para a identificação das garoupas do mundo.
  12. científica Novo registro de Mycteroperca interstitialis (Poey, 1860) no litoral amazônico brasileiro. Boletim do Laboratório de Hidrobiologia (UFMA).Só o resumo foi lido: o registro veio do monitoramento de desembarques no mercado da Raposa (MA), e o nome local usado é sirigado.
  13. técnica Wikipedia: Mycteroperca interstitialisFonte secundária, usada para a distribuição no Brasil (Maranhão a Santa Catarina, com Noronha e Trindade), o pico de desova em abril e maio e a cor da boca. Dados não conferidos em fonte primária.
não confunda

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