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catálogo Ariidae · onívoro

bagre-branco

Genidens barbus

MarEstuáriolista nacional: EN · em perigo

O grande bagre marinho do Sul e Sudeste. Em Perigo: captura só em SP e PR, com 45 cm mínimo.

Também chamado de: bagre-branco, bagre-marinho, bagre

Ilustração científica de Bagre-branco
tamanho comum
40–70 cm
máximo
120 cm
peso comum
0,8–4 kg
recorde/máx.
10,0 kg
profundidade
1–35 m
água ideal
18–26 °C
visão geral

quem é o bagre-branco

O bagre-branco é o grande bagre marinho do Sul e Sudeste, passando de 1 m. Vive no mar costeiro e entra em estuários e lagoas, como a Lagoa dos Patos e os complexos de Paranaguá e Cananéia, para se reproduzir. O macho choca os ovos na boca por semanas, sem comer, o que limita a produção de filhotes. Cresce devagar, vive mais de 30 anos e foi muito pescado, tornando-se Em Perigo na lista nacional. Hoje a captura só é permitida em São Paulo e no Paraná, para pesca artesanal de pequeno porte e pesca não comercial, com tamanho mínimo. Atenção aos ferrões: causam ferimentos muito dolorosos.

curiosidades

  • O macho incuba os ovos e os filhotes na boca e fica semanas sem comer.
  • Os ferrões têm muco que provoca dor intensa e inflamação.
como reconhecer

identificação

Bagre marinho grande, sem escamas, cabeça achatada com placa óssea granulosa visível no alto. Três pares de barbilhões (um no maxilar e dois no queixo). Ferrões serrilhados na dorsal e nas peitorais, nadadeira adiposa e cauda bem bifurcada. Dorso cinza-azulado a pardo, ventre branco. Diferença para bagres menores do estuário: o bagre-branco passa de 50 cm e tem corpo mais robusto.

como está a pesca de bagre-branco

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Da Bahia ao Rio Grande do Sul, com as principais populações na Lagoa dos Patos (RS), Paranaguá (PR) e Cananéia-Iguape (SP).

Habitat: Fundos de lama e areia no mar costeiro, canais de estuário, baías e lagoas costeiras.

nativa nas bacias

Atlântico SudesteAtlântico Sul

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–fev
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Entra nos estuários na primavera e no verão para reproduzir. Respeite a portaria: fora de SP e PR a pesca dirigida é proibida.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noturno. Come principalmente à noite e com água turva, fuçando o fundo.

clima, água e comportamento

o que mexe com o bagre-branco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio reduz a atividade no raso.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Noites escuras costumam render mais.

chuva

Gosta de água turva; chuva até ajuda.

nível da água

Com mais água salgada no estuário, sobe mais longe; enchente de rio o empurra para a barra.

barulho

Pouco sensível.

vento

Vento forte dificulta sentir a mordida no fundo.

maré

Na enchente, segue a água salgada para dentro dos canais; na vazante, espera na saída. Pesque com a maré correndo; no estofo a mordida fica fraca.

profundidade

De 1 a 15 m nos estuários; até 35 m no mar.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'6" a 7'0", 15 a 30 lb; vara de praia em surf casting
molinete / carretilha
molinete 4000 a 6000
linha
multifilamento 20 a 30 lb
líder
monofilamento 40 lb
anzol
circle 2/0 a 5/0

iscas naturais

  • sardinha
  • camarão
  • lula
  • filé de peixe

acessórios

  • alicate longo e pano grosso (ferrões)
  • régua

dica de quem pesca

Use circle: o bagre engole e o circle prende no canto da boca, facilitando a soltura dos pequenos e dos peixes fora da área permitida.

o que a lei diz

regras para o bagre-branco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Plano de recuperação dos bagres marinhos; uso permitido só em SP e PR (Portaria Interministerial 39/2018).

SP e PR: captura permitida com tamanho mínimo

45 cm (CT)SPPRCosta SudesteCosta Sul

Em São Paulo e no Paraná, a captura é permitida só para pesca comercial artesanal (embarcações até 20 AB) e pesca não comercial, com comprimento total mínimo de 45 cm. Pesca industrial dirigida é proibida. A norma substitui, para esta espécie, os 40 cm da IN MMA 53/2005.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 39/2018 (art. 2º, § 1º)

Período de proibição da Portaria SUDEPE N-42/1984

período não confirmadoSPPRconfirme no órgão

A Portaria 39/2018 manda respeitar o período de proibição de captura de bagres da Portaria SUDEPE nº N-42/1984, inclusive proibindo transporte e comércio nesse período. As datas não foram confirmadas: confirme no órgão competente.

Fonte: Portaria SUDEPE nº N-42/1984, citada na Portaria Interministerial 39/2018

Plano de recuperação em revisão

regras vigentes durante a revisão

O uso do bagre-branco depende do plano de recuperação dos bagres marinhos. A Portaria GM/MMA 1.666/2026 mandou revisar planos e medidas; as regras anteriores seguem valendo durante a revisão.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 11)

Bagres da bacia do rio Tramandaí (RS)

15/12 a 31/03RSAtlântico SulCosta Sul

Defeso dos bagres marinhos (Genidens barbus, Netuma planifrons, Genidens genidens) na bacia e no estuário do rio Tramandaí. O bagre-branco também é espécie ameaçada (EN): veja 'proibicoes'.

Fonte: IN MMA nº 17/2004

Bagre-branco: Em Perigo, captura só em SP e PR acima de 45 cm

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulconfirme no órgão

Genidens barbus é EN na lista nacional. O plano de recuperação dos bagres marinhos (Portaria MMA 127/2018) e a PI SEAP-PR/MMA 39/2018 permitem a captura só nas águas de SP e PR, com no mínimo 45 cm, por pesca artesanal (barcos até 20 AB) e pesca não comercial, respeitada a Portaria SUDEPE N-42/1984. Em todo o resto do país, captura proibida. O plano está em revisão (Portaria 1.666/2026, art. 11) e continuava publicado no site do MMA em out/2026.

Fonte: PI SEAP-PR/MMA nº 39/2018; Portaria MMA nº 127/2018; Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 11

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Cuidado extremo com os ferrões: segure com pano grosso por trás das peitorais. Macho com ovos ou filhotes na boca deve voltar imediatamente à água.

na cozinha

Carne clara e saborosa, boa em ensopado e moqueca. Só pode ser retido em SP e PR e acima de 45 cm.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00413917, b = 3.07; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Genidens barbus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como EN (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Genidens barbus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2026. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — busca por Genidens barbusSegundo o FishBase (versão 2025-2 da Lista Vermelha), a espécie não foi avaliada pela IUCN. Buscar por "Genidens barbus" no site.
  5. científica Marceniuk, A. P. (2005). Redescrição de Genidens barbus (Lacépède, 1803) e Genidens machadoi (Miranda-Ribeiro, 1918), bagres marinhos (Siluriformes, Ariidae) do Atlântico Sul Ocidental. Papéis Avulsos de Zoologia 45(11): 111–125.
  6. científica Figueiredo, J. L.; Menezes, N. A. (1978). Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. II. Teleostei (1). São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 110 p.Trata a espécie como Netuma barba (sinônimo). Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.