beijupirá
Rachycentron canadum
A cobia: peixe grande e curioso, que acompanha raias, tartarugas e objetos à deriva. Briga forte e é das melhores carnes do mar.
Também chamado de: beijupirá, bijupirá, pirabeju, cação-de-escama, cobia
- tamanho comum
- 70–120 cm
- máximo
- 200 cm
- peso comum
- 5–20 kg
- recorde/máx.
- 68,0 kg
- profundidade
- 1–100 m
- água ideal
- 22–29 °C
quem é o beijupirá
O beijupirá é o único representante da família Rachycentridae: um peixe alongado de cabeça achatada que passa de 1,5 m e 60 kg. Ocorre em águas tropicais e subtropicais de quase todo o mundo e, no Atlântico ocidental, do Canadá à Argentina. Usa ambientes muito variados: fundos de lama, areia e cascalho, recifes, costões, mangues, pilares, boias, plataformas e objetos à deriva, e às vezes entra em estuários. Costuma acompanhar raias, tubarões e tartarugas. Come caranguejos, peixes e lulas e forma agregações reprodutivas nos meses quentes. Por ser solitário, aparece pouco na pesca comercial, mas é muito procurado pelo amador e pelo pescador subaquático. Também é criado em aquicultura em vários países.
curiosidades
- É o único representante vivo da família Rachycentridae.
- Costuma nadar junto de raias-manta, tubarões e tartarugas.
identificação
Corpo alongado e roliço, cabeça larga e achatada, maxila inferior saliente. Dorso marrom-escuro com duas faixas prateadas estreitas e bem marcadas ao longo do flanco; ventre amarelado. A primeira dorsal tem de sete a nove espinhos curtos e separados, sem membrana. Na água lembra um tubarão pequeno ou uma rêmora, mas não tem disco de sucção na cabeça.
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onde tem
Todo o litoral, do Amapá ao Rio Grande do Sul, da costa à plataforma.
Habitat: Recifes, parcéis, naufrágios, costões, bocas de barra, plataformas de petróleo e boias; acompanha raias, tartarugas, tubarões e objetos à deriva.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
quando pescar
melhor época
No Sudeste e no Sul é peixe dos meses quentes, quando forma agregações reprodutivas; no Nordeste aparece o ano todo.
melhor horário
Diurno. Ativo de dia; muitas vezes sobe curioso para ver o barco.
o que mexe com o beijupirá
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Água abaixo de 20 °C reduz muito a atividade.
pressão atmosférica
Frente fria derruba a atividade.
lua
Efeito pequeno.
chuva
Pouco sensível.
nível da água
Não depende de nível de água.
barulho
Pouco sensível; costuma se aproximar de barcos e boias.
vento
Mar calmo facilita avistar o peixe na superfície.
maré
Corrente nas estruturas concentra comida.
profundidade
Da superfície a 30 m na maioria das capturas.
como pescar
- vara
- 6'6" a 7'0", 30 a 50 lb
- molinete / carretilha
- molinete 6000 a 10000 ou carretilha de perfil alto
- linha
- multifilamento 40 a 65 lb
- líder
- fluorocarbono 60 a 80 lb, 1,5 m
- anzol
- circle 6/0 a 9/0
iscas artificiais
- bucktail jig de 2 a 4 oz
- shads de 15 a 20 cm
- jigs de 60 a 150 g
iscas naturais
- peixe vivo (sardinha, xixarro, carapau)
- lula
- caranguejo
acessórios
- bicheiro
- alicate
- cinto de combate
dica de quem pesca
Quando avistar raia, tartaruga ou objeto boiando, jogue a isca perto: o beijupirá costuma vir junto e atacar o que cai na frente.
regras para o beijupirá
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Ele chega ao barco ainda forte e se debate muito: use passaguá grande ou solte na água, sem embarcar.
na cozinha
Carne branca, firme e muito saborosa; excelente grelhada, em postas e crua (sashimi), se bem conservada.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.0049, b = 3.11; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Rachycentron canadum (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Rachycentron canadum (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2026. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Rachycentron canadum (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 21/08/2012)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Shaffer, R. V.; Nakamura, E. L. (1989). Synopsis of biological data on the cobia Rachycentron canadum (Pisces: Rachycentridae). NOAA Technical Report NMFS 82; FAO Fisheries Synopsis 153.Síntese da biologia da espécie. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
- científica Szpilman, M. (2000). Peixes marinhos do Brasil: guia prático de identificação. Rio de Janeiro: Instituto Ecológico Aqualung. 288 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
- científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.