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catálogo Megalopidae · predador

camurupim (tarpon)

Megalops atlanticus

EstuárioMarlista nacional: VU · vulnerável

O 'rei prata': passa de 2 m, salta sem parar e respira ar. Espécie Vulnerável: captura proibida no Brasil.

Também chamado de: camurupim, pirapema (Norte), tarpon

Ilustração científica de Camurupim (tarpon)
tamanho comum
100–170 cm
máximo
250 cm
peso comum
15–50 kg
recorde/máx.
160,0 kg
profundidade
1–30 m
água ideal
26–31 °C
visão geral

quem é o camurupim (tarpon)

O camurupim, chamado pirapema no Norte, é o 'rei prata': um peixe de linhagem antiquíssima que passa de 2 m e 100 kg e salta várias vezes quando fisgado. Vive em estuários, deltas, canais de mangue e beira de praia do Norte e Nordeste, com destaque para o litoral do Maranhão, o delta do Parnaíba e o Ceará. Tem bexiga natatória que funciona como pulmão: sobe à superfície para engolir ar, o que permite viver em água quente e pobre em oxigênio e denuncia sua presença com o 'rolar'. Jovens ficam em lagoas e igarapés de mangue. Está na lista nacional como Vulnerável e a captura é proibida: se fisgar, a única saída é a soltura imediata.

curiosidades

  • Respira ar atmosférico pela bexiga natatória: pode viver em água quase sem oxigênio.
  • A larva é transparente e achatada (leptocéfala), como a da enguia.
  • Pode viver mais de 50 anos.
como reconhecer

identificação

Escamas enormes e prateadas como espelho, boca virada para cima com mandíbula inferior saliente e placa óssea na garganta, e o último raio da dorsal prolongado em um filamento comprido. Nenhum outro peixe da costa junta esses três traços. A ubarana (Elops) lembra o jovem, mas é fina, tem escamas pequenas, boca terminal e não tem o filamento.

como está a pesca de camurupim (tarpon)

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Litoral do Amapá à Bahia, com as maiores concentrações no Maranhão, delta do Parnaíba (PI/MA), Ceará e Pará. Aparece com menos frequência no Espírito Santo; mais ao sul é raro.

Habitat: Estuários, deltas, canais e lagoas de mangue, bocas de rio, beira de praia e portos de água quente.

nativa nas bacias

Atlântico Nordeste OcidentalParnaíbaAtlântico Nordeste Oriental

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta Sudestecosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–jan
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Maranhão e Piauí a fase mais citada é a estiagem, de agosto a janeiro, com água mais clara e peixes concentrados nos canais e bocas de rio. Nas chuvas eles se espalham pelos igarapés. Muda bastante de um estuário para outro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Amanhecer e entardecer. Rola e caça mais no amanhecer, no entardecer e à noite. Em dia nublado fica ativo por mais tempo.

clima, água e comportamento

o que mexe com o camurupim (tarpon)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Muito sensível a água fria: abaixo de 20 °C para de comer, e frio intenso pode matar.

pressão atmosférica

Tempo estável favorece. Frente de mau tempo costuma esvaziar a superfície.

lua

Luas de maré grande movimentam mais isca nos canais e costumam render mais.

chuva

Chuva fraca não atrapalha. Temporal com raio no estuário aberto: saia.

nível da água

Nas cheias, a água doce empurra o peixe para a barra; na estiagem ele sobe canais e igarapés.

barulho

Fica arisco com motor perto do cardume rolando. Aproxime-se no elétrico ou à deriva.

vento

Vento forte encrespa a água e esconde o rolar, que é como se acha o peixe.

maré

Gosta de água correndo. Na enchente entra nos canais e lagoas de mangue atrás de tainha e camarão; na vazante fica nas bocas e quinas esperando a isca sair. No estofo rola mais e come menos.

profundidade

Superfície até 6 m na maior parte do tempo; usa poços de 8 a 15 m nos canais.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
7'0", ação média-rápida, 30 a 60 lb para adultos; 10 a 20 lb para jovens de mangue
molinete / carretilha
molinete 6000 a 8000 ou carretilha 300 a 400 com muita linha
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento ou fluorocarbono 80 a 100 lb, 1 a 1,5 m (boca áspera)
anzol
circle 6/0 a 9/0 para isca natural; troque garatéias por anzol simples sem farpa

iscas artificiais

  • meia-água grande 12 a 15 cm
  • jig head 1 a 2 oz com shad 5 a 7 pol.
  • zara
  • streamers de fly nº 2/0 a 4/0

iscas naturais

  • tainha ou parati vivo
  • sardinha viva

acessórios

  • alicate longo
  • luvas
  • câmera pronta: a soltura é na água

dica de quem pesca

Captura proibida. Se um camurupim pegar, deixe-o pular com a vara baixa ('curvar ao rei') e encerre a briga rápido, para soltá-lo com energia. Não suba peixe grande no barco.

o que a lei diz

regras para o camurupim (tarpon)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil.

Espécie ameaçada: captura proibida

captura, transporte, guarda e comércio proibidos

Camurupim está na lista nacional como Vulnerável (VU). Ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Exemplar fisgado por acaso deve ser liberado vivo no ato. Não há plano de recuperação autorizando uso; a pesca direcionada, mesmo com soltura, não tem autorização expressa: confirme com o órgão ambiental antes de organizar pescaria com foco na espécie.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026 (lista, VU) e Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º)

Camurupim (tarpon): espécie ameaçada, só pesque-e-solte

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Megalops atlanticus consta como Vulnerável na lista nacional (Portaria MMA 148/2022 e Portaria GM/MMA 1.667/2026), sem plano de uso publicado. Captura, retenção e transporte são proibidos. Solte o peixe vivo, de preferência sem tirá-lo da água.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Mantenha o peixe na água o tempo todo. Tire o anzol com alicate; não use boga em peixe grande. Segure pela mandíbula inferior com luva e mova devagar para a água passar pelas guelras até ele sair sozinho.

na cozinha

Captura proibida. Tradicionalmente a carne é considerada de qualidade inferior, escura e cheia de espinhas.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01023, b = 3.02; FishBase (estimativa bayesiana por forma da família, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Megalops atlanticus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Megalops atlanticus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Megalops atlanticus (avaliação global: Vulnerável, VU, 12/06/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Carvalho-Filho, A. (1999). Peixes: costa brasileira. 3ª ed. São Paulo: Melro. 320 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  6. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.