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catálogo Cichlidae · onívoro

cará

Geophagus brasiliensis

Água doce

O cará das lagoas, açudes e rios do litoral, do Nordeste ao Sul. Primeiro peixe de muita criança no caniço com minhoca.

Também chamado de: cará, acará, acará-topete, acará-ferreira, caratinga, papa-terra

Ilustração científica de Cará
tamanho comum
10–20 cm
máximo
28 cm
peso comum
0,1–0,2 kg
recorde/máx.
0,5 kg
profundidade
0,3–4 m
água ideal
20–28 °C
visão geral

quem é o cará

Ciclídeo nativo dos rios costeiros do leste e do sul do Brasil e do Uruguai, que vive em lagoas, açudes, represas e rios de correnteza fraca, e tolera água salobra. O nome do gênero quer dizer comedor de terra: o cará pega bocados de areia e lodo e filtra pequenos invertebrados e restos vegetais. O casal cuida dos ovos e dos filhotes, e os machos adultos desenvolvem uma giba na testa. Aguenta grande variação de temperatura. É o peixe clássico do caniço com minhoca em beira de lagoa e também é criado em aquário.

curiosidades

  • Geophagus quer dizer comedor de terra, pelo jeito de peneirar o fundo.
  • Fora do Brasil virou espécie introduzida em lugares como Austrália e Estados Unidos, levado pelo aquarismo.
como reconhecer

identificação

Corpo alto e oval, cor variável de marrom-esverdeado a dourado, com pintas azul-perolado brilhantes na cabeça e no flanco e uma mancha escura no meio do corpo. Machos adultos com giba (topete) na testa. Nadadeiras dorsal e anal longas e pintadas. A tilápia não tem as pintas peroladas e tem faixas verticais.

como está a pesca de cará

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios costeiros do leste e do sul do Brasil, bacia do rio Uruguai e planície do alto Paraná; muito comum em lagoas costeiras, açudes e represas.

Habitat: Lagoas, açudes, represas e remansos com fundo de areia e vegetação; tolera água salobra.

nativa nas bacias

Atlântico LesteAtlântico SudesteAtlântico SulUruguaiParaná

estados

Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Primavera e verão; no Sul o frio diminui bastante a atividade.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Come durante o dia, mais cedo e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cará
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio forte deixa o peixe parado no fundo.

pressão atmosférica

Frente fria derruba a mordida.

lua

Pouco efeito.

chuva

Chuva leve não atrapalha.

nível da água

Pouco efeito em lagoa e açude.

barulho

Moderadamente sensível.

vento

Vento forte atrapalha a pesca de boia.

profundidade

Raso, de 0,3 a 2 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 2 a 4 m ou vara ultraleve
molinete / carretilha
dispensável ou molinete 1000
linha
monofilamento 0,18 a 0,22 mm
líder
dispensável
anzol
pequeno, nº 10 a 6

iscas artificiais

  • micro jig
  • ninfa

iscas naturais

  • minhoca
  • massa
  • pão

acessórios

  • boia pequena

dica de quem pesca

Minhoca pequena na boia, perto da vegetação. Espere a boia afundar de vez.

o que a lei diz

regras para o cará

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema da bacia do rio Uruguai

01/10 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora desembarcada, ou embarcada em barco sem motor. Só linha de mão ou vara, linha e anzol, um petrecho por pescador, até 5 kg. Proibido pescar em lagoas marginais, até 1.500 m de barragens, até 500 m de confluências e em trechos listados na norma (ex.: rio Turvo).

Fonte: IN IBAMA nº 193/2008

Piracema das bacias do Sul (RS e SC, fora do Uruguai)

01/11 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada, com anzol simples, um petrecho por pescador, até 5 kg.

Fonte: IN IBAMA nº 197/2008

Piracema das bacias do Sudeste

01/11 a 28/02ESMGRJSPPR

Permitido: Nos rios, só pesca desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Só espécies não nativas, híbridos e camarão-gigante-da-malásia, até 10 kg + 1 exemplar. Proibido em lagoas marginais e até 1.000 m de barragens.

Fonte: IN IBAMA nº 195/2008

Piracema das bacias do Leste

01/11 a 28/02BAESMGSE

Permitido: Mesmas regras das bacias do Sudeste: só espécies não nativas e híbridos, até 10 kg + 1 exemplar; nos rios, só desembarcada.

Fonte: IN IBAMA nº 196/2008

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Resistente: solte na água rasa. Na época de ninho, devolva o casal perto de onde estava.

na cozinha

Carne branca e saborosa; frito inteiro ou em moqueca.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01905, b = 3.02; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Geophagus brasiliensis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Geophagus brasiliensis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Geophagus brasiliensis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 18/11/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Kullander, S. O. (2003). Cichlidae (cichlids). In: Reis, R. E.; Kullander, S. O.; Ferraris Jr., C. J. (orgs.). Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 605–654.Capítulo de livro impresso; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o capítulo para a espécie.
  6. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
  7. científica Zaniboni Filho, E.; Meurer, S.; Shibatta, O. A.; Nuñer, A. P. O. (2004). Catálogo ilustrado de peixes do alto rio Uruguai. Florianópolis: Editora da UFSC; Tractebel Energia. 128 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  8. técnica CABI Compendium — Geophagus brasiliensis (pearl cichlid). Maddern, M. (2014).Ficha técnica da espécie (DOI conferido no Crossref).
não confunda

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