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catálogo Gerreidae · forrageiro

carapicu

Eucinostomus argenteus

EstuárioMar

Pequeno gerreídeo prateado de praias, mangues e baías. Ótimo para iniciar no caniço e excelente isca viva.

Também chamado de: carapicu, carapicu-pena, acarapicu, escrivão

Ilustração científica de Carapicu
tamanho comum
10–16 cm
máximo
21 cm
peso comum
0,0–0,1 kg
recorde/máx.
0,1 kg
profundidade
0,2–12 m
água ideal
23–30 °C
visão geral

quem é o carapicu

O carapicu é um gerreídeo pequeno, de corpo alongado e prateado, que vive em cardumes sobre fundos de areia e lama de baías, praias abrigadas, mangues e estuários, entrando até na água doce. É onívoro e cata pequenos invertebrados no fundo com a boca protrátil. Os jovens se criam em lagoas e mangues. Raramente passa de 20 cm e tem pouco valor comercial, mas é um dos peixes que crianças e iniciantes mais pegam em píeres e pontes. Também é usado como isca viva para peixes maiores, como robalos e vermelhos. Ocorre nos dois lados das Américas: no Atlântico, dos Estados Unidos ao Sudeste do Brasil.

curiosidades

  • É usado como isca viva na pesca artesanal de vermelhos.
  • Ocorre também no Pacífico, da Califórnia ao Peru.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado, prateado, com dorso levemente esverdeado e ponta da nadadeira dorsal escurecida. Boca protrátil. Difere da carapeba pelo corpo mais baixo e alongado, pelo porte pequeno e pelo preopérculo liso, sem serrilha. Várias espécies de Eucinostomus muito parecidas recebem o mesmo nome; separá-las exige olhar detalhes das escamas do focinho.

como está a pesca de carapicu

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Amapá a Santa Catarina, em praias abrigadas, baías, mangues e estuários.

Habitat: Praias abrigadas, baías, mangues, estuários e lagoas costeiras com fundo de areia ou lama; entra em água doce na foz dos rios.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Dá o ano todo no Norte e no Nordeste; no Sudeste e no Sul, melhor da primavera ao outono.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Ativo de dia, em cardumes que circulam pelas beiradas.

clima, água e comportamento

o que mexe com o carapicu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Some dos rasos com água fria.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Sem efeito relevante.

chuva

Água muito barrenta afasta os cardumes.

nível da água

Segue a maré nas beiradas.

barulho

Cardume foge de sombra e barulho, mas volta logo.

vento

Vento forte atrapalha a isca leve.

maré

Maré enchendo traz os cardumes para a beira.

profundidade

Rasos de 0,2 a 3 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 2 a 4 m ou vara ultraleve de 5'0" a 6'0"
molinete / carretilha
molinete 500 a 2000
linha
monofilamento 0,14 a 0,20 mm
líder
não precisa
anzol
maruseigo 12 a 16 ou anzol de pesca de lambari

iscas naturais

  • camarão em pedacinhos
  • minhoca-do-mar (poliqueta)
  • massa de peixe

acessórios

  • boia de pena ou palito
  • balde aerado para isca viva

dica de quem pesca

Para isca viva, guarde em balde com aerador e troque a água com frequência; o carapicu morre rápido em água quente e parada.

o que a lei diz

regras para o carapicu

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.

Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Molhe a mão e solte rápido. Se for usar como isca, leve só o necessário.

na cozinha

Pequeno e espinhento, mas bom frito inteiro e crocante.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01023, b = 3.07; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Eucinostomus argenteus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Eucinostomus argenteus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Eucinostomus argenteus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 01/03/2010)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Gerreidae (Gilmore Jr., R. G.), citado pelo FishBase para a espécie.
  6. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

espécies parecidas