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catálogo Cyprinidae · onívoro

carpa-comum

Cyprinus carpio

Água doceexótica no Brasil

Peixe exótico da Eurásia, comum em represas, açudes e pesqueiros do Sul e Sudeste. Puxa forte e exige paciência. Não solte em rio.

Também chamado de: carpa, carpa-comum, carpa-húngara, carpa-espelho, carpa-couro

Ilustração científica de Carpa-comum
tamanho comum
35–60 cm
máximo
120 cm
peso comum
1,5–6 kg
recorde/máx.
40,0 kg
profundidade
0,5–6 m
água ideal
20–28 °C
visão geral

quem é a carpa-comum

Peixe de origem eurasiática, trazido para criação e hoje presente em represas, açudes, lagoas e rios lentos do Sul e Sudeste. É exótica e revolve o fundo para comer, deixando a água turva e arrancando plantas aquáticas; isso prejudica peixes nativos. Soltar carpa em ambiente natural sem licença é infração ambiental. Para o pescador é peixe de força e paciência: belisca devagar, mas depois da fisgada dá corridas longas. Há pesca especializada com hair rig e boilies, e a tradicional chumbada-mola com massa.

curiosidades

  • Pode viver dezenas de anos.
  • A pesca de carpa com hair rig e boilies tem campeonatos próprios no Sul do Brasil.
como reconhecer

identificação

Corpo robusto, bronze-dourado a oliva, ventre amarelado. Dois pares de barbilhões na boca (um nos cantos, outro curto no lábio). Boca sem dentes, que se projeta como tubo. Nadadeira dorsal longa com primeiro raio duro serrilhado. Variedades: comum (escamas grandes e regulares), espelho (poucas escamas grandes) e couro (quase sem escamas). A carpa-capim não tem barbilhões.

como está a pesca de carpa-comum

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Exótica, nativa da Eurásia. Represas, açudes e pesqueiros do Sul e Sudeste; comum em reservatórios de SP e PR e em açudes do RS e SC.

Habitat: Fundos lodosos de represas, açudes e remansos; margens com vegetação.

introduzida em

ParanáUruguaiAtlântico SulAtlântico SudesteSão Francisco

estados

São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Do fim da primavera ao início do outono. No inverno, principalmente no Sul, come pouco.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Come de dia e de noite; no verão rende mais de madrugada, cedo e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com a carpa-comum
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Tolera frio, mas reduz muito a alimentação abaixo de 15 °C.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece; frente fria derruba a ceva.

lua

Pouco efeito.

chuva

Chuva morna de verão pode ativar.

nível da água

Margens recém-alagadas atraem carpas para comer.

barulho

Desconfiada: evite pisar forte e bater no barranco.

vento

Margem que recebe o vento costuma concentrar alimento.

profundidade

Fundo, de 1 a 4 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
2,7 a 3,6 m, 2,5 a 3 lb de curva de teste, ou 7' a 8' de 15 a 30 lb
molinete / carretilha
molinete 4000 a 6000 com sistema de fricção livre (baitrunner)
linha
monofilamento 0,30 a 0,35 mm
líder
trançado macio 15 a 25 lb (hair rig)
anzol
nº 4 a 8 para hair rig; 1/0 a 2/0 na mola

iscas artificiais

  • milho e boilies artificiais (pop-up)

iscas naturais

  • massa de fubá e farelo
  • milho cozido
  • boilies
  • pão
  • pellets

acessórios

  • chumbada-mola
  • ceva de milho e massa
  • tapete de desembarque
  • passaguá grande

dica de quem pesca

Mola com massa de fubá e farelo, anzóis escondidos na massa, ou hair rig com milho. Fricção solta: a carpa sai correndo.

o que a lei diz

regras para a carpa-comum

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Considerada invasora em vários países pelo impacto no fundo e na vegetação aquática.

Soltura em ambiente natural sem licença é infração

proibido soltar/introduzir em rios, represas e lagosSPPRSCRSMGconfirme no órgão

Introduzir espécie exótica ou fora da sua área natural sem parecer técnico e licença é infração ambiental federal. Isso inclui soltar peixe de tanque, pesqueiro ou aquário em rio ou represa. Em MG, o IEF informa que peixamento sem licença é proibido.

Fonte: Lei federal nº 9.605/1998, art. 31, e Decreto federal nº 6.514/2008, art. 25

PR: exóticos liberados; devolução à água tem restrição

captura livre de exóticos; confirme regra de solturaPRParanáAtlântico Sudesteconfirme no órgão

No PR, peixes não nativos podem ser capturados nas bacias interiores. A Portaria IAT 650/2025 traz regra sobre soltura de não nativos, com exceção para eventos de pesque e solte dirigidos a eles. Confirme no IAT antes de devolver o peixe à água.

Fonte: Portaria IAT nº 650/2025 (pesca nas bacias interiores do PR; substituiu as Portarias IAT 177/2025 e 223/2025) - Instituto Água e Terra

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Use tapete ou grama molhada para não machucar. Em pesqueiro, siga a regra da casa; em ambiente natural, não transporte viva.

na cozinha

Carne gorda, com espinhas em Y; boa defumada, assada ou em bolinho.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01778, b = 2.95; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Cyprinus carpio (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica IUCN Red List — Cyprinus carpio (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 09/06/2022)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  3. técnica CABI Compendium — Cyprinus carpio (common carp). Váradi, L. (2019).Ficha técnica de espécie invasora (DOI conferido no Crossref).
  4. científica IUCN SSC Invasive Species Specialist Group — Global Invasive Species Database: Cyprinus carpioPágina conferida em 13/10/2026.
  5. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.