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técnica · iniciante · 6 min

pesqueiro e pesque-pague: como funciona e como pegar

Como funciona a cobrança, as regras que você vai encontrar, os peixes do lago (tilápia, tambacu, pacu), massa e ração, três montagens, melhores horários e a etiqueta para pescar sem confusão com o vizinho.

como funciona

Pesqueiro é um lago particular abastecido com peixe de criação. O formato muda de um lugar para outro.

No pesque-pague, você paga a entrada (às vezes nem isso) e paga por quilo o peixe que levar, pesado na saída. No pesque-e-solte, paga por dia ou por período e devolve todo peixe; costuma ter peixe maior e regra de manuseio mais rígida. Muitos lugares misturam os dois, com lagos separados e, às vezes, restaurante que limpa e prepara o peixe.

Ao chegar, faça estas perguntas:

  1. Quanto custa a entrada e o quilo do peixe que eu levar?
  2. Em quais lagos posso levar peixe e em quais é só soltar?
  3. Quantas varas por pessoa e que tipo de anzol é permitido?
  4. Posso usar minha isca e minha ceva, ou só as da casa?
  5. Qual isca está dando hoje e a que horas tratam os peixes?
  6. Vocês limpam o peixe? Quanto custa?

erros comuns

  • Pescar no lago de pesque-e-solte e guardar peixe no balde.

regras da casa e regras da lei

Cada pesqueiro tem regulamento próprio, normalmente afixado na entrada. Leia antes de montar a vara. Algumas regras aparecem em muitos lugares.

dicas

  • Limite de varas por pessoa.
  • Anzol sem farpa (ou com a farpa amassada com alicate) e garatéia proibida, principalmente no pesque-e-solte.
  • Puçá obrigatório para tirar peixe grande da água.
  • Ceva limitada ou só com a ração vendida no local.
  • Nenhum peixe sai sem passar pela balança.
  • Licença: as normas federais da pesca amadora que consultamos (Portaria SAP/MAPA 616/2022, IN MPA 5/2012 e a cartilha do MPA) não tratam do pesque-pague. Não confirmamos se a licença é exigida nesse caso: pergunte no pesqueiro e, na dúvida, no órgão ambiental do seu estado.
  • Nunca leve peixe vivo do pesqueiro para soltar em rio, lago ou represa. Soltar animal fora da sua área natural sem licença é infração ambiental, com multa, e tilápia, tambacu e carpa não existem naturalmente nos nossos rios.
  • Pela regra federal, o pescador amador só transporta peixe vivo como isca, para aquário ou em competição de pesque-e-solte.

os peixes do lago

Pesqueiro de lazer costuma ter três estrelas: tilápia, tambacu e pacu. Muitos têm também carpa, tambaqui e pintado. Cada um pede um jeito.

dicas

  • Tilápia: boca pequena, belisca muito. Anzol pequeno (nº 8 a 2), linha de 0,20 a 0,25 mm e massa, ração ou minhoca perto do fundo ou na meia-água.
  • Tambacu (cruza de tambaqui com pacu): forte, guloso e pesado. Come ração boiando e massa. Linha de 0,35 a 0,40 mm e anzol médio e forte, porque o dente corta linha fina.
  • Pacu: parecido com o tambacu, briga muito e corre para os cantos e para baixo das plantas. Mesmo equipamento.
  • Carpa: come no fundo, devagar. Milho e massa no fundo, com paciência e fricção macia.
  • Pintado e outros peixes de couro, onde houver: pedaço de peixe ou coração de frango no fundo, mais no fim da tarde e à noite.

erros comuns

  • Usar a linha fina da tilápia no lago do tambacu: o primeiro peixe grande leva tudo.

massa, ração e ceva

Peixe de pesqueiro cresce comendo ração. Por isso massa e ração costumam funcionar melhor que qualquer outra isca.

dicas

  • Ração em pellet: use a mesma do lago, na boia cevadeira e, para tambacu e pacu, também na superfície.
  • Massa pronta: vendida em pote ou saquinho, de vários sabores. Leve duas ou três e veja qual o lago prefere no dia.
  • Massa caseira simples: fubá e farinha de trigo com um pouco de água, amassados até virar uma massa que não gruda na mão. Muita gente acrescenta ração moída.
  • Ponto certo: firme para aguentar o arremesso e macia para se desfazer na água em alguns minutos.
  • Ceva: jogue pouco, sempre no mesmo ponto. Ceva demais enche o peixe e ele para de morder a isca. Respeite a regra da casa.

erros comuns

  • Trocar de isca toda hora, antes de o peixe achar o ponto.

três montagens que resolvem

Equipamento de referência: para tilápia, vara leve de 1,8 m e molinete 2000 a 2500 com linha de 0,25 mm; para tambacu e pacu, vara média de 1,8 a 2,1 m e molinete 3000 a 4000 com linha de 0,35 a 0,40 mm. Alguns pesqueiros alugam vara: pergunte.

dicas

  • Boia cevadeira (tilápia e tambacu): a boia leva uma mola ou gaiola cheia de ração ou massa e, abaixo dela, 1 ou 2 anzóis em pernadas de 20 a 40 cm. A ração se solta, o cardume chega e acha o anzol.
  • Fundo com chumbo corrido (tilápia, carpa e pacu): chumbada oliva correndo na linha, girador, 30 a 50 cm de linha e anzol com massa. Linha esticada e olho na ponta da vara.
  • Superfície com ração (tambacu e pacu): sem chumbo, com anzol e um pellet preso ou isca que imita ração, jogado onde o peixe está estourando na superfície.

erros comuns

  • Fricção travada com tambacu: ele arrebenta a linha na primeira corrida.

horário e tempo

No pesqueiro o peixe está lá, mas o apetite muda com a hora, a temperatura e o movimento.

dicas

  • Pergunte a hora do trato (quando jogam a ração). O peixe se agita perto dela, mas logo depois pode estar de barriga cheia.
  • A tilápia gosta de calor: com a água abaixo de uns 20 °C ela come pouco. No inverno, pesque nas horas mais quentes; no verão, cedo e no fim da tarde.
  • Frente fria e chuva fria derrubam a atividade dos peixes de água quente por 1 a 3 dias.
  • Dia de semana e cedo: lago mais vazio e peixe menos ressabiado.
  • Escolha 'tilápia' ou 'tambacu' na previsão do app e compare os dias.

etiqueta na beira

Pesqueiro é lugar de convivência. Boa educação rende amizade e até dica de isca.

dicas

  • Pergunte se pode ficar ao lado e deixe alguns metros de distância.
  • Arremesse para a frente, nunca por cima da linha do vizinho.
  • Fisgou peixe grande? Avise: quem está do lado recolhe a linha para não embolar.
  • Não jogue ceva no ponto de outra pessoa.
  • Som baixo, sem gritaria e sem bater na água.
  • Ajude com o puçá quando pedirem.
  • Leve seu lixo embora, inclusive linha e embalagem de massa.

soltar ou levar

Decida antes de tirar o peixe da água e trate bem os dois casos.

dicas

  • No pesque-e-solte: anzol sem farpa, mãos molhadas, peixe na água o máximo possível e foto rápida, segurando o peixe na horizontal.
  • No pesque-pague: leve só o que vai comer. O quilo pesa no bolso.
  • Leve caixa térmica com gelo para a volta. Veja o guia 'do anzol à panela'.
  • Fora do pesqueiro, algumas espécies (inclusive o tambaqui) podem ter regra especial: confira na página de regras do app.

checklist

Marque o que já está pronto. Fica salvo neste aparelho.

fontes e referências

  1. oficial Portaria SAP/MAPA nº 616, de 8 de março de 2022 (pesca amadora e esportiva)Art. 4º (petrechos, inclusive bomba de sucção manual para isca), arts. 7º e 8º (cotas de 10 kg + 1 exemplar em águas continentais e estuarinas e 15 kg + 1 no mar), art. 12 (proibido transportar em postas, filés ou sem cabeça), art. 13 (peixe vivo), art. 17 (portar licença e documento).
  2. oficial Decreto federal nº 6.514/2008, art. 25 (introduzir animal fora da sua área de distribuição natural)Redação do Decreto nº 6.686/2008: introduzir espécime nativo ou exótico fora da área de distribuição natural sem parecer técnico e licença; multa de R$ 2.000 mais R$ 200 por exemplar de espécie não ameaçada.
  3. oficial Instrução Normativa MPA nº 5, de 13 de junho de 2012 (registro e licença do pescador amador)Texto reproduzido pelo NormasBrasil. Art. 5º, parágrafo único: dispensa de registro e licença para quem usa só linha de mão ou caniço simples, sem fim comercial. Art. 6º, parágrafo único: isenção da taxa. Não há regra específica para menores de idade.
  4. oficial Cartilha da Pesca Amadora e Esportiva — Ministério da Pesca e Aquicultura (edição com dados de 2025)Licença desembarcada R$ 20 e embarcada R$ 60 por ano; isenção de taxa para aposentados, homens com mais de 65 e mulheres com mais de 60 anos; dispensa para linha de mão e caniço simples; cotas; proibição de postas e filés.

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