escolar-preto
Lepidocybium flavobrunneum
Peixe de águas profundas, marrom quase preto, que sobe à noite para caçar. A carne tem cerca de 20% de óleo indigesto que pode causar diarreia oleosa: coma pouco ou evite.
Também chamado de: escolar-preto, escolar, escolar-da-fundura, escolar-de-natura, black oilfish
- tamanho comum
- 100–150 cm
- máximo
- 200 cm
- peso comum
- 11–36 kg
- recorde/máx.
- 45,0 kg
- profundidade
- 200–1.100 m
- água ideal
- 8–15 °C
quem é o escolar-preto
O escolar-preto vive em mares tropicais e temperados do mundo, perto do talude continental, de 200 a 1.100 m, no fundo e acima dele. À noite sobe para caçar lulas, crustáceos e uma grande variedade de peixes. Chega a 200 cm e 45 kg, e a FishBase dá 150 cm como comprimento comum. Pouco pescado de propósito, costuma vir como captura acessória do espinhel de atuns, mas a FishBase o marca como peixe esportivo. O músculo pode ter cerca de 20% de óleo de cera indigesto (gempylotoxina), que age como laxante e pode causar diarreia oleosa. Há estudo recente (Fisheries Oceanography, 2026) sobre seu habitat no Atlântico Sudoeste, com participação de pesquisadores do Brasil e do Uruguai.
curiosidades
- Cerca de 20% do músculo pode ser óleo indigesto.
- Já foi vendido como atum branco, peixe-manteiga (butterfish), robalo e outros nomes, o que faz muita gente comê-lo sem saber.
- Sobe para perto da superfície à noite e desce de dia.
identificação
Corpo alongado e robusto, de marrom-escuro quase uniforme, que escurece com a idade até ficar quase preto. No pedúnculo da cauda há uma quilha lateral forte, com quilhas menores acima e abaixo, e atrás da dorsal mole e da anal há de quatro a seis pínulas. As pélvicas são bem desenvolvidas (um espinho e cinco raios) e a dorsal tem 8 ou 9 espinhos. O peixe-prego (Ruvettus pretiosus) é parecido na cor, mas tem a pele muito áspera, com tubérculos ósseos entre as escamas, e uma quilha no meio da barriga.
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onde tem
Cosmopolita em mares tropicais e temperados. No Brasil, vive fora da plataforma, no talude e em mar aberto, a partir de uns 200 m, e há estudo recente sobre seu habitat no Atlântico Sudoeste; não achamos mapa dos pontos de pesca no país.
Habitat: Talude continental e mar aberto, de 200 a 1.100 m, no fundo e acima dele; sobe à noite para caçar.
litoral
quando pescar
melhor época
Sem estação marcada em águas fundas e abertas. Não há defeso nem regra específica que tenhamos localizado no Brasil.
melhor horário
Noturno. Fica fundo de dia e migra para cima à noite para caçar; as horas escuras são o melhor momento.
o que mexe com o escolar-preto
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Vive em água funda, fria e estável; frente fria só atrapalha pelo mar grosso.
pressão atmosférica
Frente fria traz mar mexido e dificulta ficar sobre o ponto à noite.
lua
A espécie sobe à noite para caçar; a luz da lua pode mudar a que profundidade ela fica, mas não achamos medição.
chuva
Sem efeito em profundidade.
nível da água
Não se aplica no mar.
barulho
Pouco sensível a barulho nessa profundidade.
vento
Vento forte e deriva rápida impedem manter a isca no fundo.
maré
Corrente forte arrasta a linha; com corrente moderada a isca fica no fundo.
profundidade
De 200 a 1.100 m; sobe à noite.
como pescar
- vara
- 6' a 6'6", 50 a 80 lb, ou equipamento elétrico para pesca de fundo
- molinete / carretilha
- carretilha elétrica ou de perfil alto, para linha de mais de 300 m
- linha
- multifilamento 80 a 130 lb
- líder
- fluorocarbono ou monofilamento 100 a 150 lb, 2 a 3 m
- anzol
- circle 8/0 a 12/0
iscas artificiais
- jig slow pitch de 300 a 600 g
iscas naturais
- lula inteira
- peixe em posta
acessórios
- descompressor (descender) para soltura
- luvas
- alicate longo
dica de quem pesca
Pesque ao anoitecer e à noite, quando o escolar sobe; use líder grosso, porque a espécie tem boca grande e dentes. Se não for comer, solte com descompressor.
regras para o escolar-preto
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Vindo de mais de 200 m, chega com barotrauma e raramente sobrevive sem ajuda. Se for soltar, use descompressor (descender) e devolva o peixe ao fundo rápido. Se for comer, sangre e gele logo.
na cozinha
Carne branca, macia e muito gordurosa. A gordura é de ceras que o corpo humano não digere: em porções grandes pode causar diarreia oleosa, cólicas e náusea algumas horas depois (Health Canada). Não há dose segura definida; quem nunca comeu deve começar com porção pequena. Gestantes, crianças, idosos e pessoas com problemas intestinais devem evitar. Grelhar para escorrer a gordura ajuda, mas o calor não destrói a cera. O Japão proíbe a venda desde 1977, e a Itália também, segundo fonte secundária. Não localizamos norma brasileira específica.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01175, b = 2.98; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. As faixas de tamanho e peso comuns, de temperatura da água e de profundidade típica também são estimativas editoriais, ancoradas nos dados da FishBase.
- científica FishBase: Lepidocybium flavobrunneum (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. Faixas de tamanho e peso comuns, de temperatura da água e de profundidade típica: estimativas editoriais ancoradas nos dados da FishBase. Nome da ficha: 'escolar-preto' é um dos nomes em português que a FishBase lista (junto com 'escolar-da-fundura' e 'escolar-de-natura', de Portugal e dos Açores). Não confirmamos o nome usado por pescadores brasileiros.
- científica FishBase: nomes populares de Lepidocybium flavobrunneumNomes por país e língua.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
- oficial Health Canada: Escolar and Adverse Reactions (página de 08/04/2026)O escolar-preto e o peixe-prego (oilfish) têm cerca de 20% de óleo de cera indigesto (gempylotoxina) no músculo, com efeito laxante. Sintomas começam em poucas horas e passam em 24 a 48 horas; gestantes, crianças, idosos e pessoas com problemas intestinais devem evitar. Não há dose segura definida.
- técnica Wikipedia: Escolar (Lepidocybium flavobrunneum)Fonte secundária, usada para a migração noturna, o tamanho médio de cerca de 1,5 m e para as restrições de venda em outros países (o Japão proíbe desde 1977 e a Itália também). Esses dados não foram conferidos em fonte oficial dos países citados.
- técnica NOAA Fisheries: Return 'Em Right, soltura de peixes de recife pescados em fundo (barotrauma e dispositivos de descida)Orientação para soltar peixes de águas fundas: o barotrauma vem da subida rápida, e os especialistas preferem dispositivos de descida à sangria com agulha.
- científica Rodrigues, L. et al. (2026). Mapping Escolar (Lepidocybium flavobrunneum) in Motion: Oceanographic Forces Shaping Its Habitat in the Southwestern South Atlantic, With Insights From Fishers' Perceptions. Fisheries Oceanography 35(3): 445-461.Estudo recente com participação de instituições do Brasil e do Uruguai sobre o habitat do escolar no Atlântico Sudoeste. Registro bibliográfico conferido em portal de pesquisa; o texto do artigo não foi lido.