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catálogo Trichiuridae · predador

peixe-espada

Trichiurus lepturus

MarEstuário

Fita prateada de dentes de agulha. Clássico da pesca noturna em píeres e baías com sardinha e jig.

Também chamado de: espada, peixe-espada, catana

Ilustração científica de Peixe-espada
tamanho comum
60–110 cm
máximo
234 cm
peso comum
0,4–1,5 kg
recorde/máx.
5,0 kg
profundidade
1–100 m
água ideal
18–26 °C
visão geral

quem é o peixe-espada

O peixe-espada é uma fita prateada de até 2 m com dentes de agulha. Vive em toda a costa, de baías e estuários a mais de 300 m de fundo, e faz migrações diárias entre o fundo e a coluna d'água para caçar. Come sardinhas, manjubas, camarões e lulas, atacando por baixo. É a pesca noturna clássica de píeres, pontes e barcos parados em baías do Sudeste, com sardinha na boia ou jig metálico, muitas vezes perto de luz. Os cardumes entram nas baías com mais força no outono e no inverno. Carne branca e saborosa, boa frita ou ensopada. Cuidado com os dentes ao tirar o anzol.

curiosidades

  • Não tem nadadeira caudal nem pélvicas: nada ondulando a longa dorsal.
  • Costuma ficar na vertical, de cabeça para cima, esperando a presa.
como reconhecer

identificação

Corpo em fita, muito comprido e achatado, prateado-metálico, sem escamas, terminando em ponta fina sem nadadeira caudal. Boca grande com dentes longos em forma de presa. Dorsal longa ao longo de quase todo o corpo e sem pélvicas. Não se confunde com nenhum outro peixe da costa.

como está a pesca de peixe-espada

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Todo o litoral, de estuários e baías até a plataforma e o talude. Muito pescado nas baías de Guanabara, Santos, Paranaguá e na Baía Norte de Florianópolis.

Habitat: Baías, estuários, canais de porto, píeres, pontes e fundos de lama da plataforma.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: abr–ago
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Nas baías e píeres do Sudeste e Sul, a temporada mais citada é de abril a agosto, quando os cardumes entram atrás de sardinha e camarão. No resto do ano aparece de forma irregular.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Rende muito à noite em píeres e pontes, principalmente perto de luz, e no entardecer.

clima, água e comportamento

o que mexe com o peixe-espada
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Tolera água fria; é peixe de outono e inverno nas baías.

pressão atmosférica

Pouco sensível.

lua

Noites de lua nova e luz artificial concentram isca e espada.

chuva

Chuva fraca não atrapalha.

nível da água

Água muito barrenta na baía afasta os cardumes.

barulho

Pouco sensível; cardume embaixo da luz tolera movimento no píer.

vento

Vento forte atrapalha a deriva da boia.

maré

Prefere maré correndo moderada: com a enchente entra nas baías atrás da isca; na vazante fica nos canais. No estofo continua comendo à noite perto da luz.

profundidade

Meia-água a superfície à noite; perto do fundo de dia.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
7'0" a 9'0", 10 a 20 lb
molinete / carretilha
molinete 3000 a 4000
linha
multifilamento 15 a 20 lb
líder
aço fino encastoado ou fluorocarbono 40 a 50 lb, 30 cm
anzol
anzol de haste longa 1/0 a 3/0

iscas artificiais

  • jig metálico 20 a 40 g
  • colher prateada
  • jig head com shad branco

iscas naturais

  • sardinha inteira ou em filé
  • manjuba
  • filé de cavalinha
  • lula

acessórios

  • luz química ou boia luminosa
  • alicate longo
  • pano para segurar

dica de quem pesca

Sardinha esticada no anzol de haste longa, meia-água, sob boia luminosa. O espada mordisca a isca por trás: espere a boia afundar de vez.

o que a lei diz

regras para o peixe-espada

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de ameaçadas.

Tamanho mínimo federal (70 cm) no Sudeste e Sul

70 cm (CT)ESRJSPPRSCRSCosta SudesteCosta Sul

Proibido pescar, manter a bordo ou desembarcar peixe-espada menor que 70 cm de comprimento total no litoral de ES, RJ, SP, PR, SC e RS.

Fonte: Instrução Normativa MMA nº 53/2005 (Anexo II), MMA

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure com pano atrás da cabeça e use alicate longo: os dentes perfuram fácil. Devolva logo.

na cozinha

Carne branca, macia e saborosa. Em postas fritas, ensopado ou empanado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.000154367, b = 3.17; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Trichiurus lepturus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Trichiurus lepturus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2021. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Trichiurus lepturus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 29/01/2013)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Nakamura, I.; Parin, N. V. (1993). FAO species catalogue. Vol. 15. Snake mackerels and cutlassfishes of the world (families Gempylidae and Trichiuridae). FAO Fisheries Synopsis 125(15). Roma: FAO.
  6. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Trichiuridae (Parin, N. V.; Nakamura, I.).
  7. científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.