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catálogo Haemulidae · predador

macasso (chere-chere)

Haemulon steindachneri

Mar

Ronco pequeno de fundos de areia e cascalho, com uma grande mancha escura na base da cauda. Vive no Atlântico e no Pacífico americano e serve de isca.

Também chamado de: macasso, macassa, chere-chere grunt, latin grunt

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
15–25 cm
máximo
30 cm
peso comum
0,1–0,2 kg
recorde/máx.
0,3 kg
profundidade
0–50 m
água ideal
22–28 °C
visão geral

quem é o macasso (chere-chere)

O macasso (chere-chere grunt) é um ronco pequeno, de até 30 cm e 0,3 kg, que o FishBase dá em duas costas das Américas: no Atlântico do Panamá a Santa Catarina e no Pacífico do México ao Peru. Estudos recentes mostram que são duas espécies: H. steindachneri em sentido estrito é do Pacífico, e o peixe do Atlântico foi descrito em 2020 como Haemulon atlanticus; esta ficha segue a página do FishBase, que ainda descreve as duas costas juntas. Vive de 0 a 50 m, em fundos de areia e cascalho, às vezes em recifes, em cardumes. Os jovens ficam perto da praia, nos capins-marinhos. Come invertebrados do fundo e serve de isca.

curiosidades

  • Foi tratado por muito tempo como uma única espécie nos dois oceanos; em 2020 a população do Atlântico ganhou nome próprio, Haemulon atlanticus.
  • O FishBase registra que ela é usada como isca (bait: usually).
  • Um estudo de DNA de 2021 mostrou que o peixe do Atlântico se separa com clareza do peixe do Pacífico.
como reconhecer

identificação

Ronco comprido e pouco alto, de cor cinza-prateada a parda no dorso e prateada nos flancos, com linhas escuras seguindo as fileiras de escamas e uma mancha preta grande na base da cauda. Pré-opérculo com uma mancha preta na parte de baixo. Dorsal com 11 a 12 espinhos e 15 a 17 raios moles; anal com 3 espinhos e 9 raios moles; boca grande e terminal. É menor e mais alongado que a macassa (Haemulon parra), que tem pintas amareladas nas escamas.

como está a pesca de macasso (chere-chere)

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, do Amapá a Santa Catarina, em fundos de areia e cascalho e em recifes costeiros, com mais registros de coleção do Rio de Janeiro a Santa Catarina. Fora do Brasil, a leitura ampla do FishBase inclui o Atlântico do Panamá às Guianas e o Pacífico do México ao Peru (a população pacífica é, hoje, H. steindachneri em sentido estrito).

Habitat: Fundos de areia e cascalho, às vezes recifes de coral e áreas rochosas; os jovens perto da praia, sobre areia vizinha ao capim-marinho.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pesca o ano todo; no Sudeste e no Sul rende mais na água quente, do fim da primavera ao outono.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Em cardume; come invertebrados do fundo e se movimenta mais do fim da tarde à noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com o macasso (chere-chere)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria de frente afasta o cardume do raso e do capim-marinho.

pressão atmosférica

Pouco efeito; mar mexido depois da frente atrapalha a pesca de costão e de praia.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Pouco relevante no mar; água barrenta perto de foz atrapalha.

nível da água

Segue a maré sobre os fundos de areia e cascalho.

barulho

Sensibilidade média; passos e barulho de motor no raso afastam.

vento

Mar grosso impede a pesca de praia e de costão.

maré

Maré enchendo traz o cardume para os fundos rasos; vazante concentra nos canais.

profundidade

Em geral até 30 m; os jovens bem mais perto da praia.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço ou vara de 6'0" a 7'0", 6 a 12 lb
molinete / carretilha
molinete 2000 a 3000
linha
monofilamento 0,20 a 0,30 mm ou multifilamento 8 a 12 lb
líder
fluorocarbono 0,25 a 0,35 mm, 50 cm
anzol
chinu 4 a 8 ou maruseigo 8 a 12

iscas naturais

  • camarão em pedaços
  • minhoca-do-mar (poliqueta)
  • marisco
  • sardinha em tiras

acessórios

  • chumbo leve
  • balde para isca viva

dica de quem pesca

Anzol pequeno e isca bem presa: o macasso rouba isca com mordidas rápidas.

o que a lei diz

regras para o macasso (chere-chere)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Não localizamos norma federal brasileira específica para a espécie. A IUCN também avaliou H. atlanticus em separado, em 2020.

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso. Vale também no Pacífico mexicano, onde a espécie ocorre.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe pequeno e resistente: molhe as mãos, tire o anzol rápido e devolva com cuidado.

na cozinha

Comestível, vendida fresca em pequena escala; costuma ser usada como isca de peixes maiores.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.0138, b = 3.03; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Haemulon steindachneri (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento.
  2. científica FishBase: nomes populares de Haemulon steindachneriNomes por país e língua. O FishBase traz 'macassa' e 'macasso' como nomes em português; a ficha usa 'macasso' para não repetir o nome da ficha de Haemulon parra.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Haemulon steindachneri (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 14/07/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Haemulon steindachneri (avaliação nacional do risco de extinção)Ficha da avaliação nacional do ICMBio no sistema SALVE; o DOI foi conferido no Crossref. A categoria nacional deve ser conferida na própria ficha: a espécie não consta da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026.
  6. científica GBIF: registros de Haemulon steindachneri no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Os registros brasileiros estão com este nome, mas hoje cabem à espécie do Atlântico (Haemulon atlanticus).
  7. científica Carvalho, P. H.; Marceniuk, A. P.; Oliveira, C.; Wosiacki, W. B. (2020). Integrative taxonomy of the species complex Haemulon steindachneri (Eupercaria; Haemulidae) with a description of a new species. Zoology 142: 125782.DOI conferido no Crossref. O resumo e a conclusão (Haemulon steindachneri restrito ao Pacífico; Haemulon atlanticus descrito para o Atlântico) foram conferidos no estudo seguinte, de Cerqueira et al. (2021); o artigo original não foi lido na íntegra.
  8. científica Cerqueira, N. N. C. D.; Rotundo, M. M.; Marceniuk, A. P.; Cruz, V. P.; Foresti, F.; Oliveira, C. (2021). Molecular identification of Brachygenys and Haemulon species (Perciformes: Haemulidae) from the Brazilian coast. Neotropical Ichthyology 19(2): e200109.Diz que H. steindachneri fica restrito ao Pacífico e que H. atlanticus foi descrito para o Atlântico; amostras do Brasil vieram do Pará, Ceará, Alagoas e São Paulo.
  9. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Haemulidae).
  10. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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