pescada-cambuçu
Cynoscion virescens
Pescada grande, que passa de 1 m, das águas costeiras turvas do Norte a São Paulo. Briga forte e tem carne de excelente qualidade.
Também chamado de: pescada-cambuçu, cambuçu, cambucu, pescada-real, pescada-cobra
- tamanho comum
- 40–70 cm
- máximo
- 115 cm
- peso comum
- 0,6–3 kg
- recorde/máx.
- 4,4 kg
- profundidade
- 2–70 m
- água ideal
- 24–29 °C
quem é a pescada-cambuçu
A pescada-cambuçu é uma das maiores pescadas do Atlântico ocidental, chegando a mais de 1 m. Vive sobre fundos de lama e areia em águas costeiras perto da foz de rios, da Nicarágua ao litoral de São Paulo; os jovens se criam nos estuários. Os adultos passam o dia mais fundo e sobem para perto da superfície à noite para caçar peixes e camarões. É importante para a pesca artesanal do Norte e do Nordeste, com rede de emalhe e linha, e tem carne de excelente qualidade; a bexiga natatória já foi usada para fazer cola. Para o amador, é um peixe de briga forte na pesca embarcada noturna em canais, baías e na costa, com isca viva.
curiosidades
- A bexiga natatória já foi usada para fazer cola.
- Os adultos sobem à noite para perto da superfície para caçar.
identificação
Corpo alongado, cinza a pardo no dorso e prateado embaixo. Dorsal mole longa (27 a 31 raios) com pintas escuras em cada raio; peitorais, ventrais e anal amareladas a alaranjadas; interior da boca alaranjado. Boca grande e oblíqua com par de caninos na ponta da maxila superior. Difere da pescada-amarela e da pescada-branca pela dorsal mole mais longa e pintada.
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onde tem
Do Amapá a São Paulo, sobretudo perto da foz de rios e em baías de água turva.
Habitat: Águas costeiras turvas sobre lama e areia, perto da foz de rios, em baías e canais; jovens nos estuários.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo
destinos famosos
quando pescar
melhor época
Pescada o ano todo no Norte e no Nordeste; em São Paulo, melhor nos meses quentes.
melhor horário
Noturno. De dia fica no fundo; à noite sobe para perto da superfície para caçar.
o que mexe com a pescada-cambuçu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Água fria reduz a atividade no limite sul.
pressão atmosférica
Frente fria derruba a mordida.
lua
Noites escuras favorecem a caça perto da superfície.
chuva
Gosta de água turva; chuva não atrapalha.
nível da água
Rio cheio empurra os jovens para fora dos estuários.
barulho
Sensível a motor e luz forte perto do ponto.
vento
Vento forte atrapalha a pesca de deriva à noite.
maré
Maré correndo concentra a caça nas quinas de canal.
profundidade
De 5 a 30 m na maior parte das capturas; mais raso à noite.
como pescar
- vara
- 6'6" a 7'0", 15 a 30 lb
- molinete / carretilha
- molinete 4000 a 5000 ou carretilha de perfil alto
- linha
- multifilamento 20 a 30 lb
- líder
- fluorocarbono ou monofilamento 40 lb, 1 m
- anzol
- circle 3/0 a 6/0
iscas artificiais
- shads de 10 a 15 cm
- jig head de 20 a 40 g
iscas naturais
- peixe vivo (parati, sardinha)
- camarão vivo
acessórios
- passaguá grande
- lanterna de cabeça
dica de quem pesca
À noite, pesque com isca viva a meia-água nos canais com a maré enchendo; deixe a pescada correr antes de travar o circle.
regras para a pescada-cambuçu
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Não localizamos norma federal específica para a espécie.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Use passaguá, não pendure pelo maxilar e solte logo; pescadas grandes sofrem com o manuseio fora d'água.
na cozinha
Carne branca de excelente qualidade, firme e saborosa; boa em postas, filé e moqueca.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00692, b = 3.05; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Cynoscion virescens (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026. O comprimento máximo (115 cm) e o peso máximo publicado (4,4 kg) vêm de referências diferentes citadas pelo FishBase.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Cynoscion virescens (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Cynoscion virescens (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 15/01/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Sciaenidae (Chao, N. L.), citado pelo FishBase para a espécie.
- científica Cervigón, F. (1993). Los peces marinos de Venezuela. Vol. 2. Caracas: Fundación Científica Los Roques. 497 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.