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catálogo Pimelodidae · predador

piramutaba

Brachyplatystoma vaillantii

Água doceEstuário

Bagre migrador do estuário amazônico, alvo da pesca industrial de arrasto no Pará e no Amapá. Carne muito apreciada.

Também chamado de: piramutaba, piramutá, mulher-ingrata

Ilustração científica de Piramutaba
tamanho comum
40–80 cm
máximo
150 cm
peso comum
0,5–5 kg
recorde/máx.
20,0 kg
profundidade
3–30 m
água ideal
26–30 °C
visão geral

quem é a piramutaba

Bagre de couro da família da dourada e da piraíba. Jovens e subadultos vivem no estuário amazônico e na foz dos grandes rios, em água barrenta sobre fundo de lama; os adultos sobem o rio, e a espécie é citada entre os bagres que fazem as maiores migrações conhecidas em água doce. Come peixes e crustáceos. É a base de uma pesca industrial de arrasto no estuário, com defeso próprio, e da pesca artesanal com espinhel e rede de deriva. Na linha, pega com isca natural no fundo, em canais com correnteza e maré, e briga forte.

curiosidades

  • Mulher-ingrata é um dos nomes populares registrados pela FishBase para a espécie.
  • A piramutaba está entre os bagres amazônicos que usam o estuário como berçário e sobem o rio já adultos.
como reconhecer

identificação

Corpo alongado, sem escamas, cinza-azulado a prateado no dorso e claro na barriga. Cabeça achatada, com barbilhões longos (nos jovens passam do comprimento do corpo). Cauda bifurcada com lobos pontudos. A dourada é dourada e maior; o filhote (piraíba) tem manchas escuras e cresce muito mais.

como está a pesca de piramutaba

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Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Estuário amazônico e baía de Marajó, foz e calha dos grandes rios da Amazônia, rios da costa norte e do Maranhão. Adultos sobem até a Amazônia ocidental.

Habitat: Canais estuarinos e calha de rios de água barrenta, com fundo de lama; jovens na zona de mistura de água doce e salobra.

nativa nas bacias

AmazônicaTocantins-AraguaiaAtlântico Nordeste Ocidental

litoral

Costa Nortecosteiro

estados

Pará, Amapá, Amazonas, Maranhão, Acre, Rondônia

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jul–out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Aparece o ano todo no estuário. O arrasto industrial fica proibido de 1º/09 a 30/11; a linha e o espinhel continuam.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Mais ativo à noite e nas viradas de luz; no estuário, as marés de maior movimento ajudam.

clima, água e comportamento

o que mexe com a piramutaba
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Pouco efeito na região.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Luas cheia e nova trazem marés maiores, que mexem o fundo e ativam o peixe.

chuva

Pouco efeito.

nível da água

Na cheia o peixe se espalha; na seca a água salobra avança e o cardume recua rio acima.

barulho

Pouco sensível em água barrenta e funda.

vento

Vento forte na baía levanta onda e atrapalha a pesca embarcada.

maré

Pesque a maré correndo, na enchente ou na vazante; na parada a mordida cai.

profundidade

Fundo de canais, de 3 a 20 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6'6" a 7', ação média-pesada, 20 a 40 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil alto ou molinete 5000 a 6000
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
monofilamento 50 a 80 lb, 1 m
anzol
circular 5/0 a 8/0

iscas naturais

  • pedaços de peixe (mapará, sardinha)
  • camarão

acessórios

  • chumbada oliva ou pirâmide pesada para maré
  • alicate

dica de quem pesca

Chumbada pesada o bastante para segurar a isca no fundo com a maré correndo; anzol circular e ferrada só tensionando a linha.

o que a lei diz

regras para a piramutaba

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Defeso do arrasto (AP e PA): 1º/09 a 30/11

pesca de arrasto proibida01/09 a 30/11APPACosta Norte

Proibida a pesca de arrasto da piramutaba da fronteira com a Guiana Francesa até a divisa PA/MA; os barcos de arrasto autorizados só largam a partir de 1º/12. A norma também proíbe, o ano todo, arrasto motorizado a menos de 10 milhas da costa nessa área. O defeso é só do arrasto: linha, espinhel e rede de outras modalidades continuam.

Fonte: IN SAP/MAPA nº 6/2020, art. 2º

piracemas das bacias onde a espécie vive

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

Defeso nas bacias do Maranhão

01/12 a 30/03MA

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão ou vara, até 5 kg ou 1 exemplar. Transporte só dentro do município. Campeonatos proibidos.

Fonte: Portaria IBAMA nº 85/2003

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Use anzol circular, tire o peixe da água o mínimo possível e segure por baixo, com cuidado com os espinhos das nadadeiras.

na cozinha

Carne branca, firme e muito apreciada; vendida em filé e postas, frita, assada ou em caldeirada.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00501, b = 3.16; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Brachyplatystoma vaillantii (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Brachyplatystoma vaillantii (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Brachyplatystoma vaillantii (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 15/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Ramos, M. M.; Pereira, H. S. (2011). Os ambientes, a pesca e a gestão das pescarias da piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) no estuário amazônico, PA. Novos Cadernos NAEA 14(1).DOI conferido no Crossref.
  6. científica Chaves, R. A.; Silva, K. C. A.; Cintra, I. H. A.; Aviz, J. S. (2003). Sobre a pesca da piramutaba, Brachyplatystoma vaillantii, em pescarias da frota industrial no estado do Pará. Boletim Técnico-Científico do CEPNOR 3(1): 163–177.Artigo citado pela FishBase para a espécie; a URL é o registro bibliográfico no FishBase.
  7. científica Lundberg, J. G.; Littmann, M. W. (2003). Pimelodidae (long-whiskered catfishes). In: Reis, R. E.; Kullander, S. O.; Ferraris Jr., C. J. (orgs.). Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 432–446.Capítulo de livro impresso; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o capítulo para a espécie.
  8. científica Ferreira, E. J. G.; Zuanon, J. A. S.; Santos, G. M. (1998). Peixes comerciais do médio Amazonas: região de Santarém, Pará. Brasília: Ibama. 211 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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