prejereba
Lobotes surinamensis
O peixe que finge ser folha. Fica boiando de lado em boias e destroços; pesca visual e briga forte.
Também chamado de: prejereba, dorminhoco
- tamanho comum
- 40–70 cm
- máximo
- 110 cm
- peso comum
- 2–8 kg
- recorde/máx.
- 19,0 kg
- profundidade
- 0–30 m
- água ideal
- 23–29 °C
quem é a prejereba
A prejereba é o peixe que finge ser folha. Jovens e muitos adultos ficam boiando de lado junto a objetos flutuantes, como boias, troncos, sargaço, cabos de cultivo e balizas, imitando um galho ou uma folha morta para emboscar camarões e peixinhos. Vive em estuários, baías e no mar aberto, em todo o litoral quente do Brasil, e passa de 1 m. É uma pescaria visual: você procura o peixe boiando, lança camarão vivo ou um shrimp perto e vê o bote. Briga forte, com corridas e saltos curtos, e tenta enroscar na boia ou no cabo. Carne branca, firme e muito boa.
curiosidades
- Boia de lado na superfície e muda de cor para parecer uma folha ou um galho.
- É a única espécie da família no Atlântico ocidental.
identificação
Corpo alto e comprimido, cabeça de perfil côncavo e boca grande e oblíqua. Dorsal mole, anal e caudal arredondadas e grandes, formando o desenho de 'três caudas'. Cor de amarelo-palha a marrom-escuro, manchada como folha morta. Não se confunde com outros peixes da lista: o jeito de boiar de lado em objetos flutuantes já identifica.
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onde tem
Do Amapá a Santa Catarina, em estuários, baías e mar aberto. No Sudeste aparece no verão em boias, cultivos de marisco e manchas de sargaço.
Habitat: Junto a objetos flutuantes, boias, cabos de cultivo, troncos e sargaço; também pilares, naufrágios e estuários.
litoral
estados
Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
quando pescar
melhor época
No Sudeste e Sul, de dezembro a março, quando a água azul e quente encosta. No Nordeste e Norte, o ano todo, com mais peixes nos meses de mar calmo.
melhor horário
Diurno. Pesca visual de dia, com sol para enxergar o peixe boiando. Come também no amanhecer.
o que mexe com a prejereba
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.
frio e frente fria
Some com a água fria; é peixe de verão no Sudeste.
pressão atmosférica
Tempo estável e mar calmo são o ideal.
lua
Efeito pequeno.
chuva
Chuva atrapalha a visualização; não para o peixe.
nível da água
Mar liso facilita achar o peixe boiando; marola forte o esconde.
barulho
Muito sensível à aproximação do barco: chegue no elétrico ou à deriva e lance de longe.
vento
Vento forte impede a pesca visual.
maré
No estuário, a maré correndo empurra camarão para as boias e a prejereba fica do lado da corrente. No estofo ela continua boiando, mas come menos.
profundidade
Superfície, colada no objeto flutuante; às vezes logo abaixo, a 1 ou 2 m.
como pescar
- vara
- 6'6" a 7'0", 15 a 30 lb
- molinete / carretilha
- molinete 4000 a 5000
- linha
- multifilamento 20 a 30 lb
- líder
- fluorocarbono 40 a 50 lb, 1 m
- anzol
- anzol 2/0 a 4/0 de arame forte
iscas artificiais
- shrimp 8 a 10 cm
- jig head com shad
- mosca imitando camarão
iscas naturais
- camarão vivo
- manjuba ou sardinha viva
acessórios
- óculos polarizados
- alicate
dica de quem pesca
Lance um a dois metros além do peixe e traga a isca passando na frente dele, sem acertar o objeto. Na fisgada, tire-o logo da boia, ou ele enrosca no cabo.
regras para a prejereba
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de ameaçadas.
Não encontramos regra específica para esta espécie além das regras gerais da região.
pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Cuidado com o pré-opérculo serrilhado. Segure por baixo do corpo e devolva junto à boia, de onde veio.
na cozinha
Carne branca, firme e muito saborosa; grelhada, frita ou em moqueca.
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.0136195, b = 3.01; FishBase (estimativa bayesiana por forma da família, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
—
fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
- científica FishBase — Lobotes surinamensis (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
- oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
- oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Lobotes surinamensis (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
- científica IUCN Red List — Lobotes surinamensis (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 23/08/2012)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
- científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Lobotidae (Carpenter, K. E.).
- científica Menezes, N. A.; Buckup, P. A.; Figueiredo, J. L.; Moura, R. L. (orgs.) (2003). Catálogo das espécies de peixes marinhos do Brasil. São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 160 p.Lista das espécies marinhas registradas no Brasil. Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita o catálogo para a espécie.