Pular para o conteúdo
catálogo Callichthyidae · onívoro

tamoatá

Hoplosternum littorale

Água doce

Cascudinho de couraça que respira ar e vive em brejo. Constrói ninho de espuma e é prato tradicional no Pará e no Amapá.

Também chamado de: tamoatá, tamuatá, tamboatá, camboatá, caborja, cascudo

Ilustração científica de Tamoatá
tamanho comum
12–20 cm
máximo
26 cm
peso comum
0,1–0,2 kg
recorde/máx.
0,3 kg
profundidade
0,2–2 m
água ideal
24–30 °C
visão geral

quem é o tamoatá

Bagre pequeno coberto por duas fileiras de placas ósseas de cada lado. Respira ar atmosférico, o que permite viver em brejos, alagados e lagos com pouco oxigênio. Na cheia come larvas de insetos e detritos do fundo; na seca, insetos terrestres e pequenos crustáceos. O macho constrói um ninho flutuante de espuma e pedaços de plantas e guarda os ovos. Amadurece com cerca de um ano. É muito apreciado na culinária de Belém e do Amapá e pescado com caniço e minhoca em valas e lagoas, além de covo e rede.

curiosidades

  • Respira ar: engole ar na superfície e absorve o oxigênio pelo intestino.
  • Foi introduzido nos Estados Unidos, onde já se reproduz na Flórida.
como reconhecer

identificação

Corpo roliço, marrom-escuro a oliva, coberto por duas fileiras de placas ósseas em cada lado. Pintas escuras pelo corpo e nadadeiras. Dois pares de barbilhões na boca. Espinho forte na nadadeira peitoral. Cascudos (Loricariidae) têm boca em ventosa embaixo da cabeça; o tamoatá não.

como está a pesca de tamoatá

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Quase todas as bacias da América do Sul a leste dos Andes, ao norte de Buenos Aires. Muito comum na Amazônia oriental (Marajó, Amapá), no Pantanal e no alto Paraná. Em Minas Gerais o IEF lista o tamoatá entre as espécies alóctones.

Habitat: Brejos, alagados, valas, lagoas marginais e lagos rasos com vegetação, inclusive com pouco oxigênio.

nativa nas bacias

AmazônicaTocantins-AraguaiaAtlântico Nordeste OcidentalParaguai (Pantanal)ParanáUruguaiAtlântico Sul

estados

Pará, Amapá, Amazonas, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Fácil de achar no início das chuvas, quando faz ninhos nas margens alagadas, e na seca, quando fica preso em poças e valas.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Mais ativo no fim da tarde e à noite, fuçando o fundo.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tamoatá
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

No Sul e no Pantanal, frio forte deixa o peixe enterrado e parado.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

As chuvas disparam a construção de ninhos.

nível da água

Na seca fica concentrado em poças e valas.

barulho

Pouco sensível.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Muito raso, de 0,2 a 1,5 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 2 a 3 m
molinete / carretilha
dispensável
linha
monofilamento 0,20 a 0,25 mm
líder
dispensável
anzol
pequeno, nº 6 a 2

iscas naturais

  • minhoca
  • larva de inseto
  • pedacinho de peixe

acessórios

  • chumbada pequena
  • puçá

dica de quem pesca

Isca no fundo, bem perto da vegetação, no fim da tarde. Cuidado com o espinho da peitoral ao tirar o anzol.

o que a lei diz

regras para o tamoatá

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026).

Defeso amazônico (AP)

captura, transporte e venda proibidos (pesca comercial)15/11 a 15/03APAmazônica

No AP o tamoatá (Hoplosternum spp.) está no Anexo II da portaria, com pesca proibida de 15 de novembro a 15 de março. Pelo art. 2º da portaria, o amador que pesca com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora dessa proibição, salvo norma estadual mais restritiva; no período a cota do amador é de 5 kg + 1 exemplar.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007, Anexos I e II

Ilha de Marajó (PA): defeso de 1º/01 a 30/04

captura proibida (pesca comercial)01/01 a 30/04PAAmazônica

Nos rios da Ilha de Marajó o tamoatá (Hoplosternum spp.) está na lista de pesca proibida de 1º de janeiro a 30 de abril. Pelo art. 2º da portaria, o amador que pesca com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora dessa proibição, salvo norma estadual mais restritiva; no período a cota do amador é de 5 kg + 1 exemplar.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007, Anexos I e II

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

Piracema da bacia do rio Uruguai

01/10 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora desembarcada, ou embarcada em barco sem motor. Só linha de mão ou vara, linha e anzol, um petrecho por pescador, até 5 kg. Proibido pescar em lagoas marginais, até 1.500 m de barragens, até 500 m de confluências e em trechos listados na norma (ex.: rio Turvo).

Fonte: IN IBAMA nº 193/2008

Piracema das bacias do Sul (RS e SC, fora do Uruguai)

01/11 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada, com anzol simples, um petrecho por pescador, até 5 kg.

Fonte: IN IBAMA nº 197/2008

Defeso nas bacias do Maranhão

01/12 a 30/03MA

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão ou vara, até 5 kg ou 1 exemplar. Transporte só dentro do município. Campeonatos proibidos.

Fonte: Portaria IBAMA nº 85/2003

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Resistente: solte na água rasa, perto da vegetação.

na cozinha

Carne saborosa e firme. No Pará e no Amapá é ensopado ou assado na própria couraça e servido descascado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.02042, b = 2.98; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hoplosternum littorale (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Hoplosternum littorale (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Hoplosternum littorale (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 15/10/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. técnica CABI Compendium — Hoplosternum littorale (armoured catfish). Sabapathy Allen, M. (2019).Ficha técnica da espécie (DOI conferido no Crossref).
  6. científica Britski, H. A.; Silimon, K. Z. S.; Lopes, B. S. (2007). Peixes do Pantanal: manual de identificação. 2ª ed. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. 227 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  7. científica Ferreira, E. J. G.; Zuanon, J. A. S.; Santos, G. M. (1998). Peixes comerciais do médio Amazonas: região de Santarém, Pará. Brasília: Ibama. 211 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  8. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
não confunda

espécies parecidas