Água doceEstuárioexótica no BrasilIUCN global: VU · vulnerável
Tilápia africana exótica, resistente à água salobra, ao pouco oxigênio e a mudanças de temperatura. Tem registros esparsos no Brasil. É Vulnerável na África, mas aqui é invasora: pesque leve e nunca solte em rio ou represa.
silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
20–30 cm
máximo
39 cm
peso comum
0,1–0,5 kg
recorde/máx.
1,1 kg
profundidade
1–12 m
água ideal
25–32 °C
visão geral
quem é a tilápia-de-moçambique
Ciclídeo do sudeste da África (baixo Zambeze, Shiré e planícies costeiras até a baía de Algoa), levado à aquicultura de muitos países. Escapou, se estabeleceu em vários deles e costuma desalojar peixes nativos. É muito rústico: cresce e se reproduz em água doce, salobra e salgada, tolera pouco oxigênio e consegue usar o ar da superfície. Onívoro, come algas, plâncton, insetos, camarões e plantas aquáticas; os adultos tendem à herbivoria e os grandes podem pegar peixes pequenos. A fêmea incuba os ovos na boca. No Brasil, a FishBase registra introdução entre 1960 e 1969, e um levantamento de 2023 cita a entrada em 1981 para cruzamentos com outras tilápias; os registros em ambiente natural são poucos, como no rio Tietê, em Buritama (SP), e na Paraíba.
curiosidades
Cresce e se reproduz em água doce, salobra e salgada e aguenta até condições hipersalinas.
Só os machos territoriais fazem sons, durante o namoro, e a fêmea incuba os ovos sozinha, vivendo de reservas do corpo.
Cruzada com Oreochromis urolepis hornorum, originou a 'tilápia vermelha' (ou 'vermelha da Flórida') de cultivo.
Está na lista da IUCN como Vulnerável (A4ae) por causa das populações nativas da África; no Brasil é espécie exótica.
como reconhecer
identificação
Machos adultos têm o focinho alongado, como bico de pato, por causa das mandíbulas aumentadas, e o perfil superior da cabeça fica côncavo. Machos reprodutores ficam pretos, com a parte de baixo da cabeça branca e bordas vermelhas na dorsal e na cauda; fêmeas e machos fora da reprodução são prateados, com 2 a 5 manchas escuras no meio do flanco. A dorsal tem 15 a 18 espinhos. As escamas da cabeça são relativamente grandes: duas entre os olhos e nove até a dorsal.
como está a pesca de tilápia-de-moçambique
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Nativa do sudeste da África. No Brasil é exótica, com poucos registros em ambiente natural: rio Tietê (Buritama, SP), Paraíba e bacia Araguaia-Tocantins em Goiás, onde a norma estadual a lista como exótica. Fora do Brasil, estabelecida na América Central, nas Antilhas, no México, na Colômbia, na Venezuela, no Peru, na Bolívia e nas Guianas.
Habitat: Represas, rios, riachos, canais, brejos e riachos de maré, em geral sobre fundo de lama e com vegetação; muito comum em estuários fechados e lagoas costeiras. Aguenta pouco oxigênio e sobrevive em poças temporárias.
monofilamento 0,20 a 0,25 mm ou multifilamento 10 lb
líder
fluorocarbono 0,25 mm
anzol
nº 8 a 2, haste curta
iscas artificiais
micro jig 1/32 a 1/16 oz
mosca ninfa
mini plug
iscas naturais
massa de fubá e farinha
ração em pellet
minhoca
milho verde
pão
acessórios
boia cevadeira
ceva de ração
puçá
dica de quem pesca
Boia cevadeira com ração e anzol pequeno 20 a 40 cm abaixo, junto de margens com vegetação. Ferre leve quando a boia correr.
o que a lei diz
regras para a tilápia-de-moçambique
Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado. Conservação: O status Vulnerável vale para as populações nativas da África. No Brasil é espécie exótica e não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026); o manejo visa evitar novas solturas.
Soltar em rio, lago ou represa sem licença é infração
proibido introduzir ou soltar em ambiente natural sem parecer técnico e licençaconfirme no órgão
Introduzir espécime animal, nativo ou exótico, no país ou fora da sua área de distribuição natural, sem parecer técnico oficial favorável e licença da autoridade ambiental é infração (Decreto 6.514/2008, art. 25) e crime (Lei 9.605/1998, art. 31). Soltar a tilápia-de-moçambique de tanque, pesqueiro ou aquário em rio, lago ou represa se enquadra, segundo a leitura dos órgãos ambientais. Quem pesca o peixe no ambiente onde ele já vive deve seguir a regra local sobre devolver ou abater.
Mato Grosso do Sul: tilápias podem ser somadas à cota
exemplares podem ser somados à cota de 1 exemplar + 5 piranhas, respeitado o período de defesoMSParaguai (Pantanal)Paraná
O Decreto estadual 15.166/2019, art. 7º, permite acrescer à cota do pescador amador exemplares de espécies exóticas, alóctones e híbridas, entre elas as tilápias (Oreochromis spp. e Tilapia spp.), desde que respeitado o defeso.
Mato Grosso: introduzir espécie exótica sem licença gera multa
multa de R$ 6.000 a R$ 100.000, mais R$ 100 por quilo ou fraçãoMT
O art. 46 da lei de pesca de MT pune quem introduz espécies nativas, exóticas ou não autóctones sem autorização ou licença do órgão competente, ou em desacordo com a licença. Vale para soltar peixe de cativeiro em rio ou lago.
Mato Grosso: captura e transporte de peixes exóticos têm resolução própria
conforme a Resolução Cepesca nº 02/2024MTParaguai (Pantanal)AmazônicaTocantins-Araguaiaconfirme no órgão
A tabela oficial da Sema-MT (atualizada em 06/06/2025) cita a Resolução Cepesca nº 02, de 07/03/2024, que regulamenta a captura e o transporte de peixes exóticos nos rios das bacias do Paraguai, do Amazonas e do Araguaia-Tocantins. Não conferimos o texto da resolução: confirme com a Sema-MT as condições antes de transportar. O Transporte Zero do art. 19-B atinge só as 12 espécies nativas da lista, entre as quais não há tilápias.
México: até 5 peixes de água doce por dia, sem peixe vivo como isca
5 exemplares de água doce por pescador por dia; 1 vara; sem venda
Nas águas interiores de jurisdição federal do México, o limite para espécies de água doce é de 5 exemplares por pescador por dia, com uma só vara em operação. É proibido usar peixe como isca viva em águas interiores, e o pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. O comitê de cada represa pode reduzir o limite e fixar tamanhos. A norma não cita a tilápia nem dá exceção às exóticas; peixe acima da cota pode ser pescado se for liberado vivo (item 4.9.5).
Goiás: tilápia-de-moçambique liberada na bacia Araguaia-Tocantins
captura, abate e transporte sem limite de tamanho ou quantidade; sem vendaGOTocantins-Araguaia
A IN Semad-GO nº 17/2026, art. 5º, libera a coleta, o abate e o transporte das espécies exóticas, alóctones e híbridas do Anexo II, sem limite de tamanho ou quantidade. A tilápia-de-moçambique (Oreochromis mossambicus) consta do Anexo II na bacia Araguaia-Tocantins; nas bacias do Paranaíba e do São Francisco ela não está na lista. O pescado não pode ser vendido nem industrializado, e a licença de pesca continua obrigatória. Fora do Anexo II vale a cota zero de transporte do art. 2º, com consumo no local de até 5 kg por pescador.
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.
Exótica: não devolva a ambientes onde ainda não existe e nunca solte peixe vivo de tanque ou pesqueiro em rio, lago ou represa. Onde a regra local permitir, prefira abater para consumo.
na cozinha
Peixe de mesa comum no mundo (a FishBase registra pesca e aquicultura comerciais). Frita, assada ou grelhada, como as demais tilápias; peixes de água lamosa ganham com sangria e limpeza rápidas.
calculadora
quanto pesa sem tirar da água
Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01698, b = 3.0; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.
peso estimado
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fontes e referências
Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.
científicaFishBase: Oreochromis mossambicus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O tamanho e o peso comuns são estimativas editoriais para peixes de pesca (a FishBase traz comprimento comum de 35 cm, em fonte de cultivo); o comprimento máximo de 39 cm é padrão e o peso de 1,1 kg é o publicado.
científicaFishBase: introduções de Oreochromis mossambicusLista de introduções por país, com o registro no Brasil (1960 a 1969) e a saída do Brasil para a Bolívia (1983). Página conferida em 13/10/2026.