Pular para o conteúdo
navegação e viagem · intermediário · 3 min

GPS e marcação de pontos

Waypoints, rotas, trilhas, cartas náuticas e como guardar e compartilhar pontos de pesca sem perder o segredo nem a segurança.

waypoint, rota e trilha

Três ferramentas diferentes. Usadas juntas, levam você ao ponto e trazem de volta em segurança.

dicas

  • Waypoint: um ponto salvo com coordenadas. Dê nome e ícone e anote profundidade, estrutura, espécie, data, maré ou nível do rio.
  • Rota: sequência planejada de waypoints que o aparelho segue, com rumo e distância de cada trecho.
  • Trilha (track): o caminho que você realmente fez, gravado automaticamente. Serve para voltar pelo mesmo canal, à noite ou com neblina, e para repetir uma deriva que deu peixe.
  • Em lugar desconhecido, deixe a gravação de trilha sempre ligada.

coordenadas e precisão

O GPS comum erra alguns metros (em geral 3 a 5 m com bom sinal). Uma pedra ou um pé de pau podem ficar fora da marca. Ao voltar, chegue devagar e confirme no sonar.

dicas

  • Formatos: graus decimais (-22,9068), graus e minutos (22°54,408' S) ou graus, minutos e segundos (22°54'24" S). São o mesmo ponto. Ao trocar coordenadas, confira o formato: o número certo no formato errado manda você para quilômetros de distância.
  • Datum: use WGS84, padrão do GPS e praticamente igual ao SIRGAS 2000, oficial no Brasil. Pontos e cartas antigas em SAD69 ou Córrego Alegre podem ter diferença de dezenas de metros.
  • Marque com o barco parado sobre o alvo ou use o cursor sobre o alvo no side imaging.
  • Em barco grande, a antena do GPS e o transdutor ficam em lugares diferentes. Leve isso em conta.

erros comuns

  • Passar coordenadas por mensagem sem dizer o formato.

cartas náuticas e mapas

As cartas náuticas oficiais do Brasil são da Marinha. Elas mostram profundidades, perigos, balizamento e canais navegáveis.

dicas

  • Cartas eletrônicas, no chartplotter ou no app, ajudam muito, mas não substituem atenção. Rio muda, banco de areia anda e mapa de represa pode estar desatualizado.
  • A profundidade da carta é medida a partir de um nível de maré baixa. Some a altura da maré do momento.
  • Em lugar novo, navegue de dia e devagar, de preferência seguindo a trilha de quem conhece.

usando o mapa do app

O mapa do app junta seus pontos, suas capturas e as condições de cada dia. Quanto mais você registra, mais ele ensina.

  1. Antes de sair, baixe o mapa da região para uso sem internet. Rio e mar quase nunca têm sinal.
  2. Marque cada captura e cada estrutura, com espécie, isca, horário e condições.
  3. Escolha a privacidade de cada ponto ao salvar.
  4. Grave a trilha do dia para revisar onde o barco passou e onde pegou.
  5. Depois de algumas saídas, revise seus pontos por espécie, mês e condição para enxergar padrões.

compartilhar pontos com segurança

Ponto de pesca tem valor e, às vezes, fragilidade. Compartilhe com critério.

dicas

  • Compartilhe só com quem você confia, de preferência em grupos privados.
  • Foto de celular pode guardar a localização. Antes de postar, desligue a localização da câmera ou remova os dados da foto.
  • Não divulgue ponto de peixe concentrado na seca, em reprodução ou em área frágil. Em poucos dias ele é esvaziado.
  • Para a sua segurança, faça o contrário: compartilhe sua localização em tempo real e sua rota com alguém em terra durante a pescaria.
  • Antes de ir a um ponto novo, confira se ele não fica em unidade de conservação, terra indígena ou área com restrição de pesca.

checklist

Marque o que já está pronto. Fica salvo neste aparelho.

fontes e referências

  1. oficial GPS.gov (governo dos EUA) — GPS AccuracyCelular com GPS: cerca de 4,9 m de raio com céu aberto.
  2. oficial IBGE — SIRGASPágina do IBGE sobre o referencial geodésico SIRGAS e o projeto de mudança do referencial no Brasil.
  3. oficial Marinha do Brasil/Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) — Cartas náuticasSite oficial da Marinha do Brasil.

continue lendo