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previsão de pesca

budião-azul-caribenho (loro azul)

Scarus coeruleus · Labridae · onívoro

Mar

Budião azul de recifes do Caribe, raro no Brasil. Proibido em vários países, ele limpa os corais de algas: se pegar, solte.

Também chamado de: budião-azul-caribenho, blue parrotfish, blue parrot, kwab

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
30–50 cm
máximo
120 cm
peso comum
0,4–1,9 kg
recorde/máx.
— kg
profundidade
3–25 m
água ideal
25–29 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o budião-azul-caribenho (loro azul)

visão geral

quem é o budião-azul-caribenho (loro azul)

O budião-azul-caribenho é um budião de adulto uniformemente azul do Atlântico ocidental: de Maryland, nos EUA, e das Bermudas e Bahamas ao Rio de Janeiro, incluindo o Caribe, sem chegar ao norte do golfo do México. Vive em recifes de coral, de 3 a 25 m; os jovens ficam em capim-marinho. Raspa algas e pequenos organismos do fundo e forma grandes agregações de desova. Chega a 120 cm pelo FishBase, com comprimento comum de 35 cm. No Brasil há só um registro de coleção, em Alagoas. É peixe protegido em vários países, e esta ficha serve para reconhecer e soltar.

curiosidades

  • Budiões raspam algas dos corais e produzem areia ao triturar o fundo, o que ajuda os recifes.
  • Forma grandes agregações de desova, segundo o FishBase.
  • O budião-azul brasileiro (Scarus trispinosus) é outra espécie, listada como criticamente em perigo.
como reconhecer

identificação

Budião de adulto azul uniforme, e nenhuma outra espécie do Atlântico tem essa cor; os adultos menores têm uma área amarela no alto da cabeça, que some nos grandes. Os peixes maiores ganham focinho saliente e lobos da cauda alongados. Dorsal com 9 espinhos e 10 raios moles; anal com 2 espinhos e 9 raios. Dentes fundidos em placas, como em todo budião. Cuidado: o budião-azul brasileiro (Scarus trispinosus) é outra espécie, ameaçada.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil é rara: o único registro de coleção consultado é de Alagoas, e o FishBase diz que a espécie vai até o Rio de Janeiro. Fora do Brasil, de Maryland e das Bahamas às Bermudas, às Antilhas, ao Caribe continental e às Guianas; não ocorre no norte do golfo do México.

Habitat: Recifes de coral, de 3 a 25 m; os jovens no capim-marinho.

litoral

Costa NordesteCosta Sudestecosteiro

estados

Alagoas

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Sem época de pesca: a espécie é protegida em vários países e não se pesca sobre ela. Forma grandes agregações de desova, que merecem respeito.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Pasta de dia nos recifes e se abriga à noite em fendas; não é peixe de mordida noturna.

clima, água e comportamento

o que mexe com o budião-azul-caribenho (loro azul)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria afasta o peixe dos recifes rasos.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto.

lua

As agregações de desova seguem a lua em muitas áreas; não pescar nelas.

chuva

Pouco relevante no mar.

nível da água

Segue a maré nos recifes.

barulho

Desconfiado de mergulhadores e de barulho.

vento

Mar grosso impede a observação e a pesca.

profundidade

De 3 a 25 m, em geral nos recifes rasos.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
não é alvo de pesca esportiva com vara
molinete / carretilha
não indicado
linha
não indicada
líder
não indicado
anzol
se fisgar por acaso, tire o anzol com alicate, sem tirar o peixe da água

acessórios

  • alicate de bico longo
  • régua

dica de quem pesca

Budião raramente morde anzol: raspa algas. Se um vier na linha, solte; a ficha serve para reconhecer a espécie, não para pescá-la.

o que a lei diz

regras para o budião-azul-caribenho (loro azul)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). É protegido por norma em Porto Rico (águas federais), Belize, República Dominicana e no arquipélago de San Andrés; veja as regras acima.

Porto Rico (águas federais): proibido pescar ou manter

pesca e posse proibidas; soltar com o mínimo de dano

Nas águas federais ao redor de Porto Rico, a partir de 9 milhas da costa, ninguém pode pescar ou manter o budião-azul-caribenho (blue parrotfish), o budião-negro (midnight parrotfish) nem o budião-guacamaia (rainbow parrotfish); se vier, deve ser solto de imediato com o mínimo de dano. Dentro das 9 milhas valem as regras do DRNA; no texto do Reglamento 7949 (2010) que lemos não encontramos regra para budiões, mas confirme no DRNA.

Fonte: 50 CFR 622.438(a)(2) (NOAA Fisheries, EUA)

Belize: proibido pescar, comprar, vender ou ter budiões

captura, compra, venda e posse proibidas

Em Belize, ninguém pode pescar nas águas do país, comprar, vender ou ter em posse os peixes 'grazers', definidos na norma como os da família Scaridae (inclusive os gêneros Scarus e Sparisoma) e da família Acanthuridae (peixes-cirurgião). A infração rende multa de até 500 dólares ou prisão de até 6 meses, ou os dois. A norma é de 2009; a Lei de Recursos Pesqueiros de 2020 acrescentou regras, então confirme a vigência no Departamento de Pesca de Belize.

Fonte: Fisheries (Nassau Grouper & Species Protection) Regulations, 2009, S.I. nº 49 de 2009, arts. 2, 6 e 7 (Ministério da Agricultura e Pesca de Belize)

República Dominicana: veda dos budiões, de 2025 a 2027

captura, pesca e comercialização proibidas por dois anos, a partir de 02/07/2025confirme no órgão

O Decreto 266-25, de 2025, abre nova veda de dois anos, até 2027, para peixes herbívoros de recife: proibidas a captura, a pesca e a comercialização da família Scaridae (budiões, chamados jabón, butú e cotorra), além de peixes-cirurgião, peixes-anjo, peixes-borboleta e pepinos-do-mar. O Decreto 418-21 já vedava essas famílias de 2021 a 2023. O texto do decreto de 2025 não foi lido, e a data exata de término precisa ser confirmada no Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Decreto nº 266-25 do Poder Executivo (notícia do Diario Libre de 30/06/2025); Decreto nº 418-21 (texto lido)

Colômbia (arquipélago de San Andrés): pesca e comércio de budiões proibidos desde 2019

pesca (inclusive esportiva) e comércio proibidos no arquipélagoconfirme no órgão

Em julho de 2019 a Coralina, corporação ambiental do arquipélago de San Andrés, Providência e Santa Catalina, proibiu totalmente a pesca comercial, industrial, esportiva ou recreativa de 14 espécies de budiões (e de peixes-cirurgião, peixes-borboleta e peixes-anjo), além do comércio, da posse, do armazenamento e do envio para o resto do país. Não conferimos o número da resolução nem se a espécie consta da lista: confirme na Coralina.

Fonte: Resolução da Coralina de julho de 2019 (divulgada pela AIDA em 23/07/2019); número não confirmado

Brasil: budiões ameaçados são protegidos; confira a identificação

captura e comércio de budiões da lista nacional proibidos, com exceções de manejoCosta NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

A Portaria GM/MMA 1.667/2026 lista como ameaçados o budião-azul brasileiro (Scarus trispinosus, CR), o Scarus zelindae (EN) e os Sparisoma amplum, axillare, frondosum e rocha (VU). A Portaria GM/MMA 1.749, de 27/07/2026, aprova o plano de recuperação do budião-azul e o protege de modo integral: proibidos captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização. Para Scarus zelindae, Sparisoma axillare e Sparisoma frondosum, o uso e manejo sustentável só vale nas condições da Portaria MMA 129/2018, e as demais espécies VU, EN e CR seguem a Portaria GM/MMA 1.666/2026. O budião-azul-caribenho não consta da lista, mas é raro no Brasil e pode ser confundido com budiões listados: na dúvida, solte.

Fonte: Portarias GM/MMA nº 1.667/2026 (lista), nº 1.666/2026 (arts. 3º e 12) e nº 1.749/2026, arts. 2º, 4º e 5º (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima)

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Se vier no anzol ou na rede, solte vivo na hora, com as mãos molhadas e sem tirar da água; não segure pelas brânquias. Fotos só se for rápido.

na cozinha

Em locais onde é permitido, é consumido fresco ou salgado. O FishBase registra casos de ciguatera; como é protegido em vários países, a ficha não traz receita.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01259, b = 3.05; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Scarus coeruleus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O FishBase não traz peso máximo, e o comprimento de 120 cm é o valor publicado pelo FishBase; por dúvida sobre ele, a ficha deixa o peso máximo em branco. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento.
  2. científica FishBase: nomes populares de Scarus coeruleusNomes por país e língua. O FishBase não traz nome em português: 'budião-azul-caribenho' é uma denominação editorial (grupo budião, em português, mais a região), para não confundir com o budião-azul brasileiro (Scarus trispinosus).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Scarus coeruleus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 17/09/2009)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica GBIF: registros de Scarus coeruleus no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Só há 1 registro no Brasil, em Alagoas.
  6. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Scaridae/Labridae).
  7. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR 622.438(a)(2): espécies proibidas em Porto Rico (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026: blue, midnight e rainbow parrotfish não podem ser pescados nem possuídos na ZEE de Porto Rico.
  8. oficial Fisheries (Nassau Grouper & Species Protection) Regulations, 2009 (S.I. nº 49 de 2009), BelizeTexto lido na base FAOLEX em 13/10/2026: art. 2 (definição de grazers: Scaridae e Acanthuridae) e art. 6.
  9. técnica Reef Resilience Network: Protecting Reef Grazers to Enable Coral Reef Recovery in BelizeRelata que a proibição de 2009 vale para budiões e peixes-cirurgião e que a Lei de Recursos Pesqueiros de 2020 acrescentou regras.
  10. imprensa Diario Libre (30/06/2025): Gobierno dispone nueva veda a peces arrecifales hasta 2027Reporta o Decreto nº 266-25: veda de captura, pesca e comercialização da família Scaridae a partir de 2 de julho de 2025, até 2027. O texto do decreto não foi lido.
  11. oficial Decreto nº 418-21 (Presidência da República Dominicana): veda de peixes herbívoros arrecifaisTexto lido: veda de 2 de julho de 2021 a 2 de julho de 2023 para Scaridae (budiões), Acanthuridae, Pomacanthidae, Chaetodontidae e Holothuroidea.
  12. imprensa AIDA: Resolution provides measures to protect corals in the Colombia Caribbean (23/07/2019)Descreve a resolução da Coralina (San Andrés, Providência e Santa Catalina) que proíbe a pesca e o comércio de 14 espécies de budiões. Número da resolução não informado.
  13. oficial Portaria GM/MMA nº 1.749, de 27 de julho de 2026: Plano de Recuperação Nacional do budião-azul (Scarus trispinosus)Texto lido na cópia do DOU de 27/07/2026 (Seção 1, Extra C) no site do MMA: proteção integral do budião-azul e ajuste da Portaria MMA nº 129/2018 para as outras três espécies de budião.
  14. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas de peixes e invertebrados aquáticosArts. 3º e 12: proteção integral das espécies VU, EN e CR, com prazo de transição para as que entraram na lista em 2026.
  15. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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