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previsão de pesca

caranha

Lutjanus cyanopterus · Lutjanidae · predador

MarEstuáriolista nacional: VU · vulnerável

O maior vermelho da costa, rei do costão. Vulnerável: amador só no pesque-e-solte, e defeso em agosto e setembro.

Também chamado de: caranha

Ilustração científica de Caranha
tamanho comum
50–90 cm
máximo
160 cm
peso comum
3–15 kg
recorde/máx.
57,0 kg
profundidade
2–70 m
água ideal
22–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a caranha

visão geral

quem é a caranha

A caranha é o maior vermelho da costa brasileira, passando de 1,5 m e 50 kg. Jovens vivem em manguezais e estuários; adultos ocupam costões fundos, parcéis, lajes e naufrágios, até uns 70 m, e se reúnem em agregações para desovar. Caçadora noturna de peixes, lulas e caranguejos, é muito desconfiada e briga duro para dentro da pedra. Por isso é o grande desafio do costão no Sudeste. A espécie é Vulnerável na lista nacional e tem plano de recuperação: para o amador, só pesque-e-solte, e ninguém pesca no defeso de agosto e setembro. Peixe grande tirado de fundo sofre barotrauma, então a soltura precisa de técnica e equipamento certo.

curiosidades

  • Pode viver mais de 50 anos.
  • É o maior lutjanídeo do Atlântico ocidental.
como reconhecer

identificação

Lutjanídeo grande, cinza-prateado a cinza-avermelhado, sem pintas nem listras marcadas. Lábios grossos e caninos fortes. Diferença para o dentão: o dentão é acobreado, tem um triângulo claro sob o olho e um canino enorme destacado. Para a cioba: a cioba tem pinta preta no flanco e linhas azuis na cabeça. Para o ariacó: o ariacó é pequeno, rosado com listras amarelas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Do Pará a Santa Catarina. No Sudeste e Sul é peixe de costão e ilhas (litoral norte de SP, Rio de Janeiro, Espírito Santo e ilhas de SC); no Nordeste, de recifes e naufrágios.

Habitat: Costões profundos, ilhas, lajes, parcéis e naufrágios; jovens em manguezais e estuários.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: nov–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste a fase de maior atividade no costão é o verão, de dezembro a março, com água quente. Defeso legal de 1º de agosto a 30 de setembro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Caça principalmente no entardecer e à noite. De dia fica entocada ou parada em sombra de pedra.

clima, água e comportamento

o que mexe com a caranha
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria (ressurgência no costão) tira a caranha da beira.

pressão atmosférica

Tempo estável e pré-frontal costumam ser melhores.

lua

Pescadores de costão preferem lua nova e noites escuras; lua cheia a deixa mais arisca.

chuva

Chuva não atrapalha; raio no costão é perigo real.

nível da água

Ressaca é perigo de vida no costão; não pesque com mar grosso.

barulho

Muito desconfiada: lanterna na água, sombra e pisadas espantam. Pesque quieto.

vento

Vento forte de mar impede a pesca segura no costão.

maré

Prefere corrente: na enchente sobe para a quina do costão atrás de isca; na vazante fica na saída das fendas e canais. No estofo a mordida cai, mas à noite ainda pode pegar.

profundidade

No costão, de 3 a 15 m; em parcéis e naufrágios, 20 a 70 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
costão: 9 a 11 pés, 30 a 60 lb; embarcado: 5'6" a 6'6", 30 a 60 lb
molinete / carretilha
molinete 8000 a 10000 ou carretilha 400 com fricção forte
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
fluorocarbono 80 a 120 lb, 1,5 a 2 m
anzol
circle 6/0 a 8/0 (facilita a soltura)

iscas artificiais

  • jig metálico 80 a 200 g
  • jig head 2 a 3 oz com shad grande

iscas naturais

  • lula inteira
  • sardinha
  • xerelete ou tainhota vivo
  • caranguejo

acessórios

  • descompressor (descender) para soltar no fundo
  • luvas
  • lanterna de cabeça com luz vermelha

dica de quem pesca

Caranha só pode ser solta. Use circle e trave a fricção para tirá-la da pedra nos primeiros metros. Peixe tirado de mais de 15 m de profundidade volta ao fundo com descompressor.

o que a lei diz

regras para a caranha

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Uso só nos termos do plano de recuperação (Portaria Interministerial 59-C/2018).

Pesca amadora só no pesque-e-solte

pesque-e-solte obrigatório

Pesca amadora e esportiva do caranha permitida apenas na modalidade pesque-e-solte, em todas as águas brasileiras. Pesca direcionada, transporte, desembarque e comércio fora das regras da portaria são proibidos. Pesca subaquática não é compatível com o pesque-e-solte.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 59-C/2018 (art. 2º, § 2º)

Espécie ameaçada com plano de recuperação

Vulnerável (VU)

O caranha está na lista nacional de ameaçadas (Vulnerável (VU)). O uso só é admitido nos termos do plano de recuperação; a Portaria GM/MMA 1.666/2026 mandou revisar planos e regras, que seguem valendo durante a revisão. Confira se houve mudança antes de pescar.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026 e Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 11)

Defeso de caranha, sirigado/badejo-quadrado, garoupa-são-tomé e badejo-amarelo

01/08 a 30/09Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulconfirme no órgão

Defeso dos peixes recifais ameaçados com uso regulado pelo plano de recuperação (Portaria MMA 292/2018 e PI 59-C/2018). Período confirmado no calendário oficial de defesos 2026 da Sema-BA. Não conseguimos ler a PI 59-C (tamanhos e regras do amador). O badejo-quadrado passou a EN na lista de 2026, e o plano está em revisão.

Fonte: Portaria Interministerial SEAP-PR/MMA nº 59-C/2018; calendário de defesos 2026 da Sema-BA

Badejo-quadrado (EN) e caranha (VU): uso só pelo plano de peixes recifais

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulconfirme no órgão

Sirigado ou badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci) passou de VU para EN na lista de 2026. A caranha (Lutjanus cyanopterus) segue VU. As duas têm uso reconhecido pela Portaria MMA 292/2018, com regras na PI SEAP-PR/MMA 59-C/2018: defeso de 01/08 a 30/09 e tamanhos que não conseguimos confirmar. Como o badejo subiu de categoria, o plano está em revisão (Portaria 1.666/2026, art. 11). Na dúvida, solte.

Fonte: Portaria MMA nº 292/2018; PI SEAP-PR/MMA nº 59-C/2018; Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Pesque-e-solte obrigatório para o amador. Peixe trazido de fundo incha a bexiga: devolva com descompressor, sem furar. Não levante peixe grande pela boca; apoie o corpo.

na cozinha

Pesca amadora só no pesque-e-solte. No comércio regulado, a carne é branca e firme.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01288, b = 2.98; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Lutjanus cyanopterus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Lutjanus cyanopterus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Lutjanus cyanopterus (avaliação global: Vulnerável, VU, 10/10/2015)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Allen, G. R. (1985). FAO species catalogue. Vol. 6. Snappers of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(6). Roma: FAO. 208 p.
  6. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Lutjanidae (Anderson Jr., W. D.).
  7. científica Menezes, N. A.; Figueiredo, J. L. (1980). Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. IV. Teleostei (3). São Paulo: Museu de Zoologia da USP. 96 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
não confunda

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