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previsão de pesca

carapeba-dourada

Diapterus auratus · Gerreidae · onívoro

EstuárioMar

Carapeba prateada de mangues, lagoas e estuários do Atlântico ocidental, com ventrais e anal amareladas. Pega no caniço leve, com isca pequena de fundo, e é comida fresca.

Também chamado de: carapeba, carapicu, carapeba-dourada, Irish mojarra

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
15–25 cm
máximo
43 cm
peso comum
0,1–0,2 kg
recorde/máx.
1,0 kg
profundidade
0–10 m
água ideal
24–30 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a carapeba-dourada

visão geral

quem é a carapeba-dourada

A carapeba-dourada é um gerreídeo de águas rasas do Atlântico ocidental, do sul dos Estados Unidos e das Grandes Antilhas até o litoral paulista. Vive em lagoas, baías abrigadas e riachos de mangue, em fundos de areia com vegetação, e os jovens se espalham por mais ambientes que os adultos. Come invertebrados do fundo, que revira com a boca protrátil. O FishBase a classifica como pesca comercial menor e diz que é consumida fresca. Para o pescador esportivo é um peixe de caniço leve, de mangue e foz de rio: o comum é 20 cm, e o máximo registrado é 42,8 cm e 1 kg.

curiosidades

  • A boca se projeta para baixo como um tubo e serve para revirar o fundo atrás de vermes e crustáceos.
  • Um trabalho da UFES (2023) diz que as duas espécies de Diapterus da costa brasileira são conhecidas como carapicus ou carapebas.
  • O FishBase registra a espécie de 37°N a 24°S.
como reconhecer

identificação

Gerreídeo de corpo alto, em losango, comprimido e prateado a oliváceo, mais escuro no dorso. Perfil da cabeça côncavo e boca muito protrátil, que se projeta para baixo como um tubo. Parte espinhosa da dorsal com borda preta fina; ventrais e anal amareladas; cauda muito bifurcada. Segundo espinho da anal mais longo e grosso que o terceiro. Jovens com três barras escuras estreitas. Separa-se do carapicu (Eucinostomus) pelo corpo mais alto e pelo porte; da carapeba (Diapterus rhombeus) só com contagens e exame do preopérculo, por isso as duas costumam ser misturadas no campo.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, o FishBase dá a espécie até o litoral paulista, e há registros de coleção do Pará a Santa Catarina; vive em estuários, lagoas costeiras e mangues. Fora do Brasil, do sul dos Estados Unidos e das Grandes Antilhas ao Caribe continental, às Guianas e à Venezuela.

Habitat: Águas rasas e salobras: riachos de mangue, lagoas costeiras, baías abrigadas e fundos de areia com vegetação submersa. Os jovens ocupam mais ambientes que os adultos.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiro

estados

Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pega o ano todo no litoral tropical; o fim da primavera e o verão, com a água quente, costumam render mais. Nos estuários do Sudeste e do Sul, o inverno frio reduz a atividade.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Procura alimento no fundo durante o dia todo; o começo da manhã e o fim da tarde costumam render mais no caniço.

clima, água e comportamento

o que mexe com a carapeba-dourada
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frente fria e queda da temperatura da água empurram o cardume para trechos mais fundos e abrigados do mangue.

pressão atmosférica

Pouco efeito; a mordida cai nos dias de mar e lagoa mexidos logo depois da frente.

lua

Efeito pequeno; marés de lua cheia e nova mexem mais o fundo e movimentam o cardume.

chuva

Chuva forte joga água doce e barro na lagoa e pode afastar o cardume; chuva fina não atrapalha.

nível da água

Na maré baixa o cardume se concentra nos canais e poços; na enchente espalha pelo mangue.

barulho

Sensibilidade moderada: pisada forte no píer e motor perto afastam o cardume raso.

vento

Vento forte levanta marola nas lagoas abertas e turva a água; em canal abrigado pesa pouco.

maré

Maré em movimento, na enchente e na vazante, leva alimento e deixa o peixe mais ativo; maré parada rende menos.

profundidade

Quase sempre em menos de 5 m, rente ao fundo.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
caniço de 2 a 3 m ou vara ultraleve de 5'0" a 6'6", 2 a 8 lb
molinete / carretilha
molinete 1000 a 2000
linha
monofilamento 0,16 a 0,25 mm ou multifilamento 6 a 10 lb
líder
fluorocarbono 0,20 a 0,30 mm, 40 a 60 cm
anzol
maruseigo ou chinu pequeno, 10 a 14

iscas naturais

  • camarão em pedaços
  • minhoca-do-mar (poliqueta)
  • marisco
  • massa de peixe

acessórios

  • boia pequena
  • chumbo leve
  • puçá

dica de quem pesca

Isca pequena, linha fina e chumbo leve junto ao fundo; ceve com casca de camarão triturada para segurar o cardume no canal.

o que a lei diz

regras para a carapeba-dourada

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Não localizamos norma federal brasileira específica para a espécie.

México: até 10 peixes marinhos por pescador por dia, no máximo 5 da mesma espécie

10 exemplares marinhos por pescador por dia; no máximo 5 da mesma espécie

Nas águas federais do México, a pesca esportivo-recreativa de espécies marinhas tem limite de 10 exemplares por pescador por dia, com no máximo 5 de uma mesma espécie. O que passa da cota só pode ser pescado se for solto vivo. O pescado da pesca esportiva é de quem tem o permiso e não pode ser vendido; não se desembarca peixe em filés (só se pode filetar a bordo para consumo durante a viagem). Na pesca subaquática o limite é de 5 peixes por dia. A pesca embarcada exige permiso.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 4.9.1, 4.9.4, 4.9.5, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Molhe as mãos, segure o peixe com firmeza e sem apertar e tire o anzol rápido. Cuidado com os espinhos firmes da dorsal e da anal.

na cozinha

Consumida fresca. Frita inteira, escalada ou assada na brasa; limpe e gele logo, porque peixe pequeno estraga rápido no calor.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01122, b = 3.07; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Diapterus auratus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. A profundidade da ficha (0 a 10 m) é estimativa editorial a partir da descrição de águas costeiras rasas; o FishBase não traz faixa de profundidade. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento.
  2. científica FishBase: nomes populares de Diapterus auratusNomes por país e língua. O FishBase não traz nome em português para a espécie: 'carapeba' e 'carapicu' são os nomes comuns do gênero no Brasil (Oliveira, 2023) e 'carapeba-dourada' é uma denominação editorial a partir do epíteto auratus (dourado), usada aqui para separar a ficha da carapeba (Diapterus rhombeus).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Diapterus auratus (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 01/03/2010)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Diapterus auratus (avaliação nacional do risco de extinção)Ficha da avaliação nacional do ICMBio no sistema SALVE; o DOI foi conferido no Crossref. A categoria nacional deve ser conferida na própria ficha: a espécie não consta da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026.
  6. científica GBIF: registros de Diapterus auratus no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Há registros de coleção do Pará a Santa Catarina; o FishBase limita a espécie a São Paulo.
  7. científica Oliveira, J. M. (2023). Distribuição populacional de Diapterus rhombeus (Cuvier, 1829) e Diapterus auratus Ranzani, 1842 (Perciformes, Gerreidae) em estuários na costa leste do Brasil. Trabalho de conclusão de curso, Ciências Biológicas, UFES (São Mateus).Trata as duas espécies de Diapterus como carapicus ou carapebas e cita a faixa do sul do Golfo do México ao Sul do Brasil.
  8. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Gerreidae).
  9. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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