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previsão de pesca

cherne-verdadeiro

Hyporthodus niveatus · Epinephelidae · predador

Marlista nacional: VU · vulnerável

Garoupa de águas profundas do Sudeste e do Sul. Espécie Vulnerável: só pode ser retida a partir de 45 cm, e a frota tem defeso em setembro e outubro.

Também chamado de: cherne-verdadeiro, cherne, cherne-pintado, serigado-cherne, chernote

Ilustração científica de Cherne-verdadeiro
tamanho comum
50–80 cm
máximo
122 cm
peso comum
2–8 kg
recorde/máx.
30,0 kg
profundidade
40–400 m
água ideal
13–20 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o cherne-verdadeiro

visão geral

quem é o cherne-verdadeiro

O cherne-verdadeiro é um epinefelídeo, da família das garoupas, de águas profundas: vive sobre fundos rochosos da plataforma externa e do talude, geralmente de 100 a 200 m, da costa atlântica da América do Norte ao Sul do Brasil. Os jovens podem ocorrer mais perto da costa. Come peixes, caramujos, lulas e caranguejos. Cresce devagar e pode viver quase 30 anos, o que o torna vulnerável à pesca de linha e de espinhel de fundo. Está na lista nacional como Vulnerável e tem plano de recuperação: a Portaria Interministerial 40/2018 permite capturar e reter só exemplares a partir de 45 cm e criou defeso para a frota de 1º de setembro a 31 de outubro entre 100 e 600 m no Sudeste e no Sul. Abaixo da medida, solte. Pela profundidade, sofre muito com o barotrauma.

curiosidades

  • Pode viver quase 30 anos.
  • As pintas brancas que dão o nome em inglês (snowy grouper) somem nos adultos grandes.
como reconhecer

identificação

Garoupa robusta, marrom-escura a pardo-acinzentada, coberta de pintas brancas em fileiras, que desaparecem nos adultos grandes. Mancha preta em sela no pedúnculo da cauda, que desce abaixo da linha lateral, e margem escura na dorsal espinhosa. Jovens com caudal e peitorais amarelo-claras. Difere da garoupa-verdadeira e do badejo-quadrado pela sela preta no pedúnculo e pelas pintas brancas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Brasil, principalmente do Espírito Santo a Santa Catarina, em fundos rochosos profundos da plataforma externa e do talude.

Habitat: Fundos rochosos, parcéis e quebras da plataforma externa e do talude superior; jovens em fundos mais rasos.

litoral

Costa SudesteCosta Sulplataformaoceanico

estados

Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Pescado o ano todo, respeitado o defeso da frota em setembro e outubro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Em grande profundidade, a hora do dia pesa pouco.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cherne-verdadeiro
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Vive em água fria de fundo.

pressão atmosférica

Frente fria traz mar grosso.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Sem efeito em profundidade.

nível da água

Não depende de nível de água.

barulho

Pouco sensível a mais de 100 m.

vento

Vento forte impede ficar sobre o parcel.

maré

Corrente forte dificulta manter a isca na pedra.

profundidade

De 100 a 200 m na maioria das capturas.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
5'6" a 6'6", 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil alto ou elétrica
linha
multifilamento 50 a 80 lb
líder
monofilamento 100 a 150 lb
anzol
circle 7/0 a 10/0

iscas artificiais

  • jigs slow pitch de 250 a 500 g

iscas naturais

  • lula inteira
  • peixe inteiro ou em filé

acessórios

  • chumbo de 500 g a 1 kg
  • descompressor
  • régua

dica de quem pesca

Meça antes de decidir: abaixo de 45 cm, solte com descompressor.

o que a lei diz

regras para o cherne-verdadeiro

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Plano de recuperação (Portaria MMA 227/2018) com regras na PI SG-PR/MMA 40/2018, em revisão pela Portaria 1.666/2026 (art. 11). Avaliação global: VU (IUCN).

Captura e retenção só a partir de 45 cm

45 cm (CT)Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Captura, retenção, transporte e comércio são permitidos só para exemplares com comprimento total igual ou maior que 45 cm. Fora dos limites da portaria, a pesca dirigida é proibida, e o peixe capturado por acaso deve ser liberado vivo ou descartado no ato, com registro.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40/2018, arts. 2º e 4º, alínea a

Defeso da frota de 1º/09 a 31/10 (100 a 600 m, Sudeste e Sul)

pesca entre 100 e 600 m de profundidade proibida para as modalidades listadas01/09 a 31/10Costa SudesteCosta Sul

De 1º de setembro a 31 de outubro, fica proibida a pesca entre 100 e 600 m de profundidade no litoral Sudeste e Sul para as modalidades de pesca listadas na portaria (INI MPA/MMA 10/2011). A retenção a bordo e o desembarque de cherne-verdadeiro são tolerados só até 5 de setembro.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40/2018, art. 6º

Plano de recuperação em revisão

regras vigentes durante a revisão

A espécie segue Vulnerável na lista de 2026. O uso depende do plano de recuperação (Portaria MMA 227/2018) e das regras da PI 40/2018. A Portaria GM/MMA 1.666/2026 mandou revisar os planos das espécies que já estavam na lista, e as regras anteriores continuam valendo durante a revisão. Confirme antes de reter.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 11; PI SG-PR/MMA nº 40/2018, art. 1º

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Quase sempre vem com barotrauma (estômago para fora, olhos saltados). Para soltar, use descompressor que leva o peixe de volta ao fundo; furar a bexiga sem técnica mata.

na cozinha

Carne branca, firme e muito valorizada. Só pode ser retido a partir de 45 cm.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01549, b = 3.04; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hyporthodus niveatus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026 — regras e restrições para as espécies ameaçadas de peixes e invertebrados aquáticosArts. 3º e 11: proteção integral das espécies ameaçadas, salvo uso previsto em plano de recuperação; planos vigentes continuam valendo durante a revisão.
  4. oficial Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 40, de 27 de julho de 2018 — uso sustentável e recuperação do cherne-verdadeiro (Hyporthodus niveatus) e do peixe-batata (Lopholatilus villarii)Texto publicado no DOU de 30/07/2018 (seção 1, p. 4), em cópia no site do Ibama, conferido em 13/10/2026.
  5. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Hyporthodus niveatus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  6. científica IUCN Red List — Hyporthodus niveatus (avaliação global: Vulnerável, VU, 21/11/2016)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  7. científica Heemstra, P. C.; Randall, J. E. (1993). FAO species catalogue. Vol. 16. Groupers of the world (family Serranidae, subfamily Epinephelinae). FAO Fisheries Synopsis 125(16). Roma: FAO.
  8. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 2: Bony fishes part 1 (Acipenseridae to Grammatidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Serranidae (Heemstra, P. C.; Anderson, W. D.; Lobel, P. S.), citado pelo FishBase para a espécie.
não confunda

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