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previsão de pesca

garoupa-verdadeira

Epinephelus marginatus · Epinephelidae · predador

Marlista nacional: VU · vulnerável

O peixe de pedra mais desejado do Sul e Sudeste. Vulnerável, com defeso de novembro a fevereiro e janela de 47 a 73 cm.

Também chamado de: garoupa-verdadeira, garoupa

Ilustração científica de Garoupa-verdadeira
tamanho comum
40–80 cm
máximo
150 cm
peso comum
1,5–8 kg
recorde/máx.
60,0 kg
profundidade
3–120 m
água ideal
17–24 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a garoupa-verdadeira

visão geral

quem é a garoupa-verdadeira

A garoupa-verdadeira é o peixe de pedra mais desejado do Sul e Sudeste. Vive em costões, lajes e parcéis rochosos, de poucos metros a mais de 100 m, sempre perto de tocas. É territorial, cresce devagar, vive mais de 50 anos e muda de sexo: nasce fêmea e os grandes viram machos. Essa biologia a deixou vulnerável à pesca, e hoje está na lista nacional como Vulnerável, com plano de recuperação, defeso de novembro a fevereiro e janela de tamanho. Ataca por emboscada, saindo da toca para pegar polvo, lula, peixes e caranguejos, e volta para dentro na hora. A briga se ganha nos primeiros metros.

curiosidades

  • Nasce fêmea e vira macho por volta dos 10 a 15 anos.
  • Pode viver cerca de 60 anos.
  • É muito territorial: a mesma garoupa ocupa a mesma toca por anos.
como reconhecer

identificação

Corpo robusto, cabeça grande, boca enorme com mandíbula inferior saliente. Marrom-escura a avermelhada com manchas claras irregulares sobre corpo e cabeça; dorsal mole, anal e caudal com borda branca fina. Diferença para o badejo-quadrado: o badejo é mais alongado, tem manchas escuras retangulares e caudal reta. Diferença para o mero: o mero passa de 1,5 m, tem cabeça muito larga, olhos minúsculos e pintas pretas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Da Bahia ao Rio Grande do Sul, com as principais populações em costões e ilhas do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Habitat: Costões rochosos, ilhas, lajes e parcéis com tocas; os maiores em fundos de 30 a 100 m.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: set–mai
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Reprodução no verão, protegida pelo defeso de 1º de novembro a 28 de fevereiro. Fora dele, março a maio, com água ainda quente e clara, costuma render bem nos costões e parcéis do Sudeste e Sul.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Caça de dia por emboscada, com picos no amanhecer e no entardecer. À noite fica na toca.

clima, água e comportamento

o que mexe com a garoupa-verdadeira
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Peixe de água temperada; tolera frio melhor que o badejo, mas ressurgência muito fria reduz a atividade.

pressão atmosférica

Pressão estável favorece; logo após frente fria, com mar mexido, a pesca cai.

lua

Efeito pequeno; marés de lua grande aumentam a corrente e o movimento de isca no costão.

chuva

Pouco relevante no mar; temporal no costão é perigo.

nível da água

Ressaca turva a água e impede a pesca no costão por dias.

barulho

Sensível a barulho de motor sobre a pedra rasa; ancore fora e chegue com a corrente.

vento

Vento forte de mar torna o costão perigoso e atrapalha a deriva.

maré

Prefere água com movimento: com a maré enchendo ou vazando, a corrente na quina da pedra traz alimento e ela sai da toca. No estofo come menos. Em parcéis de fundo, a corrente de maré importa menos que a do vento.

profundidade

No costão, 3 a 20 m; em parcéis, 20 a 100 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
costão: 9 a 11 pés, 30 a 50 lb; embarcado: 5'6" a 6'6", 30 a 60 lb
molinete / carretilha
carretilha 300 a 400 ou molinete 6000 a 8000, fricção quase travada
linha
multifilamento 40 a 65 lb
líder
fluorocarbono 60 a 100 lb, 1,5 m
anzol
circle 5/0 a 8/0

iscas artificiais

  • jig metálico 60 a 150 g (slow pitch)
  • jig head 1 a 3 oz com shad grande

iscas naturais

  • polvo
  • lula inteira
  • sardinha viva
  • caranguejo

acessórios

  • descompressor (descender)
  • régua para medir
  • luvas
  • alicate longo

dica de quem pesca

Ao sentir a batida, levante o peixe nos primeiros metros, com fricção quase travada. Se entocar, deixe a linha frouxa por alguns minutos: muitas vezes ela sai sozinha.

o que a lei diz

regras para a garoupa-verdadeira

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Plano de recuperação vigente (Portaria Interministerial 41/2018).

Defeso da garoupa-verdadeira

1º/11 a 28/0201/11 a 28/02

Proibidos pesca direcionada, transporte, desembarque e comércio da garoupa-verdadeira de 1º de novembro a 28 de fevereiro, para todos os métodos e embarcações. Comércio no período só com estoque declarado ao Ibama até 10/11.

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 41/2018 (art. 2º)

Espécie Vulnerável: pesca amadora não detalhada na norma

confirme no Ibama/MPAconfirme no órgão

A garoupa-verdadeira é Vulnerável na lista nacional; o uso só vale nos termos do plano de recuperação. A Portaria 41/2018 regula a pesca comercial (embarcações de até 20 AB, espinhel de fundo e linha de mão) e não cita a pesca amadora, o que gera interpretações divergentes, inclusive sobre pesca subaquática. Na dúvida, solte e confirme no órgão competente. O plano está em revisão pela Portaria GM/MMA 1.666/2026.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026; Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 41/2018

Defeso da garoupa-verdadeira

01/11 a 28/02Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Proibida a pesca direcionada, o transporte, o desembarque e a comercialização da garoupa-verdadeira, para todos os métodos e embarcações. Fora do defeso, só exemplares de 47 a 73 cm (comprimento total). A espécie é Vulnerável e o plano está em revisão pela Portaria GM/MMA 1.666/2026 (art. 11).

Fonte: Portaria Interministerial SG-PR/MMA nº 41/2018

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Barotrauma é comum vindo de mais de 15 a 20 m: devolva com descompressor, sem furar a bexiga. Apoie o corpo; não levante peixe grande só pela boca.

na cozinha

Carne branca, firme e muito valorizada. Respeite defeso e janela de tamanho; em caso de dúvida legal, solte.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01023, b = 3.07; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Epinephelus marginatus (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como VU (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Epinephelus marginatus (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2024. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — busca por Epinephelus marginatusSegundo o FishBase (versão 2025-2 da Lista Vermelha), a espécie não foi avaliada pela IUCN. Buscar por "Epinephelus marginatus" no site.
  5. científica Heemstra, P. C.; Randall, J. E. (1993). FAO species catalogue. Vol. 16. Groupers of the world (family Serranidae, subfamily Epinephelinae). FAO Fisheries Synopsis 125(16). Roma: FAO.
  6. científica Condini, M. V.; García-Charton, J. A.; Garcia, A. M. (2018). A review of the biology, ecology, behavior and conservation status of the dusky grouper, Epinephelus marginatus (Lowe 1834). Reviews in Fish Biology and Fisheries 28: 301–330.
  7. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 2: Bony fishes part 1 (Acipenseridae to Grammatidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Serranidae (Heemstra, P. C.; Anderson, W. D.; Lobel, P. S.).
não confunda

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