Pular para o conteúdo
previsão de pesca

lambari-do-rabo-amarelo

Astyanax lacustris · Characidae · forrageiro

Água doce

O peixe da vara de bambu. Primeiro peixe de muita gente, isca viva universal e petisco frito de beira de rio.

Também chamado de: lambari, lambari-do-rabo-amarelo, tambiú, piaba

Ilustração científica de Lambari-do-rabo-amarelo
tamanho comum
8–13 cm
máximo
16 cm
peso comum
0,0–0,1 kg
recorde/máx.
0,1 kg
profundidade
0,1–2 m
água ideal
22–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o lambari-do-rabo-amarelo

visão geral

quem é o lambari-do-rabo-amarelo

Pequeno caracídeo de cardume, presente em rios, córregos, lagoas e represas do Centro-Sul. Come de tudo: insetos, sementes, algas e restos. É o primeiro peixe de muito pescador, com vara de bambu, boia de pena e massa. Para o pescador esportivo, é a isca viva mais usada para traíra, tucunaré, dourado e black bass. Reproduz várias vezes por ano e cresce rápido, por isso aguenta bem a pressão de pesca. Pescado em quantidade, vira o clássico lambari frito. Respeite a regra local sobre captura e transporte de isca viva.

curiosidades

  • É criado em piscicultura para venda como isca viva e para petisco.
  • Até 2016 a espécie era conhecida como Astyanax altiparanae.
como reconhecer

identificação

Corpo pequeno, prateado, com dorso esverdeado. Mancha escura alongada atrás da cabeça (umeral) e mancha escura na base da cauda. Nadadeira caudal amarela a alaranjada. Outros lambaris (rabo-vermelho, bocarra) têm cauda vermelha ou boca maior. Filhotes de piraputanga têm nadadeiras vermelhas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Alto Paraná, Pantanal e São Francisco: rios, córregos, lagoas, represas e açudes.

Habitat: Beiras com vegetação, remansos, prainhas, córregos e represas; cardumes perto da superfície.

nativa nas bacias

ParanáParaguai (Pantanal)São Francisco

estados

São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Primavera e verão. No inverno os cardumes ficam mais fundos e lentos.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Ativo durante todo o dia; mais voraz pela manhã e no fim da tarde.

clima, água e comportamento

o que mexe com o lambari-do-rabo-amarelo
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Dias frios espalham o cardume.

pressão atmosférica

Pouco efeito.

lua

Sem efeito relevante.

chuva

Chuva leve não atrapalha.

nível da água

Pouco efeito; procure remansos.

barulho

Tolerante; a ceva segura o cardume.

vento

Vento atrapalha ver a boia.

profundidade

Superfície a 1 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
bambu ou telescópica de 2,5 a 4 m
molinete / carretilha
dispensável; linha amarrada na ponta da vara
linha
monofilamento 0,18 a 0,20 mm
líder
dispensável
anzol
nº 14 a 18, tipo mosquitinho

iscas artificiais

  • micro jig 1/64 oz
  • mosca seca pequena

iscas naturais

  • massa de farinha e fubá
  • minhoca picada
  • pão
  • larva de inseto

acessórios

  • boia de pena ou palito
  • chumbinho
  • ceva de quirera ou farelo

dica de quem pesca

Ceve com quirera fina e arremesse a boia no meio do cardume. Ferre na primeira afundada, com um toque curto de pulso.

o que a lei diz

regras para o lambari-do-rabo-amarelo

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Antes chamado de Astyanax altiparanae.

Lambaris em reservatórios públicos (todo o país)

01/11 a 28/02

Defeso do tambiú (lambari-do-rabo-amarelo) e do lambari-do-rabo-vermelho nos reservatórios públicos de todo o país.

Fonte: IN IBAMA nº 51/2004

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio São Francisco (rios e reservatórios)

01/11 a 28/02MGBAPEALSEGODF

Permitido: Pesca amadora embarcada ou desembarcada com linha de mão, vara, molinete ou carretilha, até 5 kg + 1 exemplar. Proibido pescar até 1.000 m de barragens, cachoeiras e corredeiras e até 500 m de confluências. Lagoas marginais têm defeso maior (veja o item seguinte).

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

São Francisco: lagoas marginais

01/11 a 30/04MGBAPEALSEGODF

Permitido: Nenhuma pesca nas lagoas marginais durante o período.

Fonte: Portaria IBAMA nº 50/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Peixe frágil: molhe a mão antes de pegar e solte logo.

na cozinha

Lambari frito inteiro, crocante, é petisco clássico de beira de rio.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01862, b = 3.07; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Astyanax lacustris (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Astyanax lacustris (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Astyanax lacustris (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Lucena, C. A. S.; Soares, H. G. (2016). Review of species of the Astyanax bimaculatus "caudal peduncle spot" subgroup sensu Garutti & Langeani (Characiformes, Characidae). Zootaxa 4072(1).Trata A. altiparanae como sinônimo de Astyanax lacustris (conferido no resumo).
  6. científica Súarez, Y. R.; Silva, E. A.; Viana, L. F. (2017). Reproductive biology of Astyanax lacustris (Characiformes: Characidae) in the southern Pantanal floodplain, upper Paraguay River basin, Brazil. Environmental Biology of Fishes 100: 775–783.
  7. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
não confunda

espécies parecidas