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previsão de pesca

raia-borboleta

Gymnura altavela · Gymnuridae · predador

EstuárioMarlista nacional: CR · criticamente em perigo

Raia de disco muito largo, como asas de borboleta, e cauda curta com ferrão. É Criticamente em Perigo no Brasil e tem captura proibida: solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Também chamado de: raia-borboleta, raia-manteiga

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
—
máximo
400 cm
peso comum
—
recorde/máx.
60,0 kg
profundidade
5–100 m
água ideal
18–26 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre a raia-borboleta

visão geral

quem é a raia-borboleta

A raia-borboleta vive sobre areia e lama, de 5 a 100 m, e entra em águas salobras de baías e estuários. Come peixes, crustáceos, moluscos e plâncton. É ovovivípara: a gestação dura cerca de 6 meses e nascem 4 a 7 filhotes. No Brasil foi estudada sobretudo no Sudeste, e um trabalho na baía de Guanabara (RJ) levantou a hipótese de que ali exista uma área de berçário. Análises genéticas indicam duas linhagens, uma de cada lado do Atlântico, que talvez sejam espécies diferentes. Está Criticamente em Perigo na lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026), mais grave que a avaliação global (Em Perigo, IUCN): captura, transporte e venda são proibidos. Aparece por acaso na pesca costeira.

curiosidades

  • Estudos genéticos de 2022 mostraram duas linhagens, uma de cada lado do Atlântico, que podem ser espécies crípticas (iguais por fora, diferentes por dentro).
  • Na baía de Guanabara, um trabalho de 2018 sobre dieta e reprodução discutiu a possibilidade de uma área de berçário em um ambiente muito impactado.
  • A FishBase cita 140 cm como o maior comprimento medido na biologia da espécie, bem abaixo dos 400 cm de largura do disco que ela publica como máximo.
como reconhecer

identificação

Disco muito largo, bem mais largo que comprido, com as pontas laterais agudas como asas de borboleta; cabeça pequena e cauda curta e fina, com um ferrão e dobras de pele muito baixas em cima e embaixo. Dorso marrom-escuro a acinzentado; ventre e nadadeiras pélvicas brancos, às vezes com tom amarronzado, rosado ou ferrugem; a cauda é branca ou branco-rosada por baixo. Não tem a cauda longa e fina das raias-chicote (Dasyatidae), e o corpo é bem mais largo que o das raias-viola.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

No Atlântico ocidental vai do sul da Nova Inglaterra (EUA) ao Brasil e à Argentina, passando pelo Uruguai; no oriental, de Portugal a Angola, incluindo o Mediterrâneo. No Brasil os estudos citados são do Sudeste (baía de Guanabara, RJ, e Espírito Santo); a ocorrência no resto da costa é menos documentada nas fontes conferidas.

Habitat: Fundos de areia e lama rasos da plataforma, baías e estuários, de 5 a 100 m.

litoral

Costa SudesteCosta Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época conhecida; a espécie é registrada o ano todo no Sudeste. A captura é proibida em qualquer época; a informação serve para saber quando ela pode aparecer por acaso.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Não há estudo de horário para esta espécie nas fontes conferidas. Fica no fundo, em geral enterrada ou parada sobre areia e lama (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com a raia-borboleta
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água fria afasta as raias dos rasos (estimativa).

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Baías e estuários com chuva forte ficam turvos e menos salgados; a raia tende a ir para fora (estimativa).

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco sensível; costuma ficar parada no fundo.

vento

Pouco efeito direto.

maré

Usa baías e estuários; a maré movimenta o alimento (estimativa).

profundidade

De 5 a 100 m; nos berçários, em águas rasas de baías.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida: não se aplica.
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
não se aplica

acessórios

  • alicate de bico longo
  • cortador de linha
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Se uma raia-borboleta pegar na pesca de fundo, não a puxe para a areia seca nem para dentro do barco. Mantenha-a na água, cuidado com o ferrão da cauda, e corte a linha rente à boca se o anzol não sair fácil.

o que a lei diz

regras para a raia-borboleta

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Captura proibida em todo o Brasil. Já constava da lista anterior (Portaria MMA 148/2022) como CR. Avaliação global: Em Perigo (IUCN, 21/06/2019); um estudo genético de 2022 a considera Criticamente em Perigo no Mediterrâneo e no Atlântico sudoeste.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Buenos Aires (AR): rayas na categoria 'com reserva', no máximo 2 com sacrifício por dia

até 2 exemplares por pescador por dia podem ser sacrificados; o excedente volta à águaconfirme no órgão

Na pesca esportiva da costa marítima da província de Buenos Aires, os chuchos (Myliobatis), as 'rayas en general', o pez ángel, o pez elefante e a corvina negra formam a subcategoria 'Pesca Variada Con Reserva': no máximo dois exemplares por pescador e por dia podem ser sacrificados, contados dentro do limite de 40 peças da pesca variada, e todo o excedente deve ser devolvido na hora. O texto diz 'rayas en general' e não lista espécies. Não conferimos se há disposição mais recente que a substitua; confirme com o Ministerio de Desarrollo Agrario da província.

Fonte: Disposição nº 217/2007 (arts. 4º, 9º e 10), Ministerio de Asuntos Agrarios da Província de Buenos Aires

Tubarões e raias ameaçados: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (Anexo I)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Mantenha a raia na água, longe do ferrão da cauda (a FishBase a classifica como inofensiva, mas a cauda leva um ferrão: trate com cuidado), tire o anzol com alicate longo ou corte a linha rente à boca. Segure o mínimo possível e não a arraste na areia.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. A FishBase registra pesca comercial de menor importância. Não compre.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.01445, b = 3.09; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link. Os meses indicam a época em que a espécie costuma ser encontrada perto da costa ou no ponto de pesca, não uma temporada de captura. A faixa de temperatura da água também é estimativa editorial, apoiada nos valores da FishBase quando eles existem.

  1. científica FishBase: Gymnura altavela (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O tamanho máximo de 400 cm (largura do disco) é o que a FishBase publica; não o conferimos em outra fonte, e o peso máximo publicado (60 kg) é bem menor do que a relação peso-comprimento indicaria para 400 cm, o que sugere que o tamanho máximo está superestimado.
  2. científica FishBase: nomes populares de Gymnura altavelaNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: espécies VU, EN e CR ficam protegidas de modo integral (captura, transporte, guarda e comércio proibidos); § 4º: exemplar capturado por acaso deve ser liberado vivo no ato; art. 12: para espécies que entram na lista pela primeira vez, as proibições valem 180 dias após a publicação. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  5. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022: anexos da lista de espécies ameaçadas (versão anterior)Lista anterior, usada aqui só para comparar a categoria da espécie. Conferido no texto publicado no DOU.
  6. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz do órgão de pesca do Rio de Janeiro com os nomes populares e as categorias da lista de 2026. Conferido em 13/10/2026.
  7. científica IUCN Red List: Gymnura altavela (avaliação global: Em Perigo, EN, 21/06/2019)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2); a página da avaliação não foi aberta.
  8. oficial Província de Buenos Aires: Disposição nº 217/2007 (regulamento da pesca esportiva marítima)Texto conferido em 13/10/2026 (arts. 3º, 4º, 9º, 10 e 14). Não conferimos disposições posteriores.
  9. científica Vilasboa, A.; Lamarca, F.; Solé-Cava, A.; Vianna, M. (2022). Genetic evidence for cryptic species in the vulnerable spiny butterfly ray Gymnura altavela (Rajiformes: Gymnuridae). Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom 102(5): 345-349.Duas linhagens genéticas (Atlântico oeste e leste) que podem ser espécies crípticas; cita a categoria Criticamente em Perigo no Mediterrâneo e no Atlântico sudoeste. DOI e resumo conferidos no Crossref.
  10. científica Silva, F. G.; Vianna, M. (2018). Diet and reproductive aspects of the endangered butterfly ray Gymnura altavela raising the discussion of a possible nursery area in a highly impacted environment. Brazilian Journal of Oceanography 66(3): 315-324.Estudo na baía de Guanabara (RJ). Título e referência conferidos; o resumo não foi aberto.
não confunda

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