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previsão de pesca

surubim-do-iguaçu

Steindachneridion melanodermatum · Pimelodidae · predador

Água docelista nacional: EN · em perigo

Bagre grande e escuro, exclusivo do rio Iguaçu acima das Cataratas. Em Perigo de extinção: captura, transporte e venda proibidos.

Também chamado de: surubim-do-iguaçu, surubim

Ilustração científica de Surubim-do-iguaçu
tamanho comum
35–55 cm
máximo
65 cm
peso comum
0,8–2,5 kg
recorde/máx.
3,0 kg
profundidade
2–20 m
água ideal
19–26 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o surubim-do-iguaçu

visão geral

quem é o surubim-do-iguaçu

Descrito em 2005, só existe na bacia do rio Iguaçu acima das Cataratas, no Paraná, e é um dos maiores peixes nativos desse trecho. Vive em corredeiras e poços fundos com fundo de pedra, nos trechos em que o rio ainda corre livre, e caça peixes. A sequência de barragens do Iguaçu transformou boa parte do rio em reservatórios e reduziu esse ambiente. Está na lista nacional como Em Perigo (EN), o que proíbe captura, transporte, armazenamento e venda; a IUCN também o avalia como Em Perigo. É reproduzido em cativeiro para pesquisa e conservação, e o peixe de aquicultura licenciada não entra na proibição. Se fisgar um por acaso, solte na hora, sem tirar da água.

curiosidades

  • As seis espécies vivas do gênero Steindachneridion ocorrem no Brasil, e todas estão na lista nacional de ameaçadas.
  • A espécie é reproduzida em cativeiro, e há estudos de alimentação de larvas para criação e repovoamento.
como reconhecer

identificação

Corpo roliço e alongado, cabeça larga e achatada, boca grande e barbilhões longos. Cor de fundo muito escura, quase preta no dorso (daí melanodermatum, 'pele escura'), com manchas escuras pouco contrastadas. No Iguaçu acima das Cataratas não há outro bagre grande com esse formato; o jundiá é bem menor, de cabeça mais curta e cor mais clara.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Endêmico do rio Iguaçu acima das Cataratas, no Paraná, nos trechos de médio e baixo Iguaçu, hoje em grande parte represados.

Habitat: Corredeiras e poços fundos com fundo de pedra, nos trechos de rio livre entre as barragens.

nativa nas bacias

Paraná

estados

Paraná

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Não há temporada: captura proibida. Os pesos só alertam o pescador de fundo do Iguaçu de que ele pode morder.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noturno. Caça à noite; de dia fica em poços fundos e entre pedras.

clima, água e comportamento

o que mexe com o surubim-do-iguaçu
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio reduz a atividade.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Pouco efeito.

nível da água

Depende de trechos com correnteza, cada vez mais raros no Iguaçu.

barulho

Moderado.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Fundo, em poços de 3 a 15 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
não se aplica: captura proibida
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
anzol circular sem farpa ajuda a soltar sem ferir, se ele morder por acaso

acessórios

  • alicate de bico longo para soltar

dica de quem pesca

Pescando de fundo no Iguaçu com isca natural, ele pode morder. Se o anzol estiver fundo, corte a linha perto da boca e devolva o peixe sem tirar da água.

o que a lei diz

regras para o surubim-do-iguaçu

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Espécie ameaçada já listada antes de 2026: captura, transporte e comércio proibidos (Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º). Avaliação global da IUCN: Em Perigo (EN, 2018). Capturou por acidente? Solte imediatamente.

Espécie Em Perigo: captura proibida

captura, transporte, armazenamento e comércio proibidosPRParaná

O surubim-do-iguaçu está na lista nacional como Em Perigo (EN), e já constava da lista anterior. Espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento e comércio. Exemplares de aquicultura licenciada não entram na proibição, e o peixe capturado por acidente deve ser solto vivo no ato.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Outros peixes de água doce ameaçados (captura proibida)

Espécies de água doce da lista nacional com captura proibida que podem morder a isca do pescador esportivo. O curimbatá comum (Prochilodus lineatus) NÃO está na lista.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Obrigatório. Não tire da água: corte a linha perto do anzol se ele estiver fundo e deixe o peixe ir.

na cozinha

Não se aplica: a captura na natureza é proibida.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00589, b = 3.1; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Steindachneridion melanodermatum (ficha da espécie)Distribuição, tamanho máximo (53,2 cm de comprimento padrão) e relação peso-comprimento (estimativa para a forma do corpo do grupo). O peso máximo da ficha do app foi estimado com ela. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista como EN (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96). Sem o asterisco que marca as espécies que entraram na lista em 2026.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026 — regras e restrições para as espécies de peixes e invertebrados aquáticos ameaçadas de extinçãoArt. 3º: proteção integral e proibição de captura, transporte e comércio das espécies VU, EN e CR; § 2º exclui a aquicultura licenciada; § 4º trata da captura incidental com soltura imediata. Texto conferido no DOU.
  4. científica IUCN Red List — Steindachneridion melanodermatum (avaliação global: Em Perigo, EN, 07/11/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Garavello, J. C. (2005). Revision of genus Steindachneridion (Siluriformes: Pimelodidae). Neotropical Ichthyology 3(4): 607-623.Descrição da espécie, do rio Iguaçu acima das Cataratas. DOI conferido no Crossref.
  6. científica Feiden, A.; Hayashi, C.; Boscolo, W. (2006). Desenvolvimento de larvas de surubim-do-iguaçu (Steindachneridion melanodermatum) submetidas a diferentes dietas. Revista Brasileira de Zootecnia 35(6): 2203-2210.Criação em cativeiro e uso do nome popular surubim-do-iguaçu. DOI conferido no Crossref.
não confunda

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