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previsão de pesca

suruvi

Steindachneridion scriptum · Pimelodidae · predador

Água docelista nacional: VU · vulnerável

Bagre de couro grande das corredeiras do alto Uruguai e do alto Paraná, ameaçado pelas barragens. Está na lista nacional como Vulnerável: captura, transporte e venda de exemplares da natureza são proibidos.

Também chamado de: suruvi, bocudo

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
50–80 cm
máximo
100 cm
peso comum
1–4,5 kg
recorde/máx.
5,5 kg
profundidade
1–15 m
água ideal
18–26 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o suruvi

visão geral

quem é o suruvi

O suruvi é um bagre grande da família Pimelodidae, de até cerca de 1 m, restrito às bacias do alto Uruguai e do alto Paraná. É potamódromo, isto é, migra dentro do próprio rio, e como os grandes Steindachneridion costuma frequentar rios de água clara e correnteza, sobre leitos de pedras. A revisão do gênero tem exemplares do rio Uruguai em Itaqui e Barracão (RS) e Itá (SC) e dos rios Grande, Paranapanema e Pardo, em São Paulo. Foi recurso importante para pescadores ribeirinhos, e as barragens, a pesca ilegal e os rejeitos industriais são apontados como as principais ameaças no Uruguai. A IUCN o classifica como Em Perigo (2023) e o ICMBio o listou como Em Perigo em 2014; a lista nacional de 2026 o traz como Vulnerável, o que dá proteção integral. Se vier no anzol, solte na hora.

curiosidades

  • O epíteto scriptum quer dizer 'escrito': as manchas e riscos escuros do corpo parecem rabiscos.
  • O gênero Steindachneridion reúne bagres grandes, de 1 m ou mais de comprimento total (Garavello, 2005); para o suruvi a FishBase dá 100 cm e 5,5 kg.
  • As barragens do alto Uruguai são a principal ameaça apontada em estudos genéticos da espécie (Paixão et al., 2018).
como reconhecer

identificação

Bagre grande, de pele lisa e sem escamas, corpo alongado, cinza-claro com o ventre esbranquiçado. A cabeça, o tronco e as nadadeiras têm manchas pretas irregulares, algumas alongadas, e pintas escuras espalhadas. Boca grande, olhos pequenos, barbilhão maxilar longo, que passa da ponta da peitoral, e cauda bem entalhada, com o lobo de cima maior. O surubim-do-iguaçu (Steindachneridion melanodermatum) vive em outra bacia, acima das Cataratas, e os pintados e cacharas (Pseudoplatystoma) têm listras ou pintas em fileiras e a cabeça mais achatada. Na dúvida, trate todo bagre grande de corredeira dessa região como protegido.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Trechos altos das bacias do Uruguai e do Paraná, no Brasil, na Argentina e no Uruguai (rio Uruguai). O material examinado na revisão do gênero vem de Itaqui e Barracão (RS), Itá (SC) e dos rios Grande, Paranapanema e Pardo (SP), vários exemplares de trechos logo abaixo de barragens.

Habitat: Canal de rios de água clara e correnteza, de preferência em poços perto de corredeiras, sobre fundo de pedras; usa também trechos abaixo de barragens.

nativa nas bacias

UruguaiParaná

estados

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Não há temporada: a pesca da espécie é proibida. Os pesos servem só para avisar o pescador de fundo de que ele pode aparecer no alto Uruguai e no alto Paraná.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Há poucos estudos sobre o horário. Como outros bagres grandes de fundo, deve ser mais ativo à noite (estimativa).

clima, água e comportamento

o que mexe com o suruvi
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Frio reduz a atividade (estimativa).

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Pouco efeito conhecido.

chuva

Pouco efeito conhecido.

nível da água

Cheias e vazões de barragem mudam a correnteza e o lugar onde ele fica; sem dados específicos.

barulho

Sem dados; peixe de fundo em poços.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Fundo de poços e canais, de 1 a 15 m (estimativa).

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
não se aplica: captura proibida
molinete / carretilha
não se aplica
linha
não se aplica
líder
não se aplica
anzol
anzol circular sem farpa ajuda a soltar sem ferir, se ele morder por acaso na pesca de fundo de outras espécies

acessórios

  • alicate de bico longo para soltar
  • puçá grande de malha lisa, sem nós

dica de quem pesca

Pescando de fundo com isca natural no alto Uruguai ou no alto Paraná, ele pode morder. Mantenha o peixe na água, corte a linha perto do anzol se ele estiver fundo e deixe-o ir.

o que a lei diz

regras para o suruvi

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na lista nacional de espécies ameaçadas como VU (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Avaliação global da IUCN: EN (B2ab(iii,v), 05/06/2023). Em 2014 o ICMBio já o havia classificado como Em Perigo.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como VU. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Paraná: jaú, pintado, cachara, dourado e piracanjuba só pesque-e-solte

PRParanáAtlântico Sudeste

É vedada a posse, o abate e o transporte dessas espécies nas águas interiores do Paraná (bacias do Paraná e do Atlântico Sudeste, exceto o rio Iguaçu e o litoral). Só pesque-e-solte, com soltura imediata no mesmo local.

Fonte: Portaria IAT nº 650/2025, art. 8º, V

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema da bacia do rio Uruguai

01/10 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora desembarcada, ou embarcada em barco sem motor. Só linha de mão ou vara, linha e anzol, um petrecho por pescador, até 5 kg. Proibido pescar em lagoas marginais, até 1.500 m de barragens, até 500 m de confluências e em trechos listados na norma (ex.: rio Turvo).

Fonte: IN IBAMA nº 193/2008

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Obrigatório. Não tire o peixe da água nem o levante pela cabeça: corte a linha perto do anzol ou use alicate de bico longo e devolva na correnteza, de frente para o fluxo, até ele recobrar as forças.

na cozinha

Não se aplica: a captura na natureza é proibida. A FishBase registra uso da espécie em aquicultura, e peixe de cultivo licenciado não entra na proibição.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00589, b = 3.1; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Steindachneridion scriptum (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O peso máximo de 5,5 kg é o publicado na FishBase; os tamanhos e pesos comuns da ficha são estimativas editoriais.
  2. científica FishBase: nomes populares de Steindachneridion scriptumNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Steindachneridion scriptum (avaliação global: Em Perigo, EN, 05/06/2023)Avaliação global, critério B2ab(iii,v). Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: proteção das espécies da fauna ameaçadasArt. 3º: espécies VU, EN e CR têm proteção integral (captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização proibidos). Conferido no DOU de 28/04/2026.
  6. científica Garavello, J. C. (2005). Revision of genus Steindachneridion (Siluriformes: Pimelodidae). Neotropical Ichthyology 3(4): 607-623.Distribuição no alto Paraná e no alto Uruguai, localidades dos exemplares e tamanho máximo (774 mm de comprimento padrão). Conferida em 13/10/2026.
  7. científica Paixão, R. V.; Ribolli, J.; Zaniboni-Filho, E. (2018). Genetic Variation of the Endangered Neotropical Catfish Steindachneridion scriptum (Siluriformes: Pimelodidae). Frontiers in Genetics 9: 48.Espécie potamódroma, restrita ao alto Uruguai e ao alto Paraná, importante para pescadores ribeirinhos; ameaças (barragens, pesca ilegal, rejeitos industriais) e classificação do ICMBio em 2014. Conferido em 13/10/2026.
  8. técnica Scotcat: Steindachneridion scriptumDescrição de cor, manchas, boca, barbilhão maxilar e cauda; a página cita 80 cm, menos que os 100 cm da FishBase, que a ficha adota. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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