Pular para o conteúdo
catálogo Pimelodidae · predador

jurupoca

Hemisorubim platyrhynchos

Água doce

Bagre de bico de pato e manchas grandes. Aparece na pesca de fundo noturna do Pantanal e do Paraná, junto com cachara e barbado.

Também chamado de: jurupoca, jiripoca

Ilustração científica de Jurupoca
tamanho comum
35–50 cm
máximo
61 cm
peso comum
0,5–2 kg
recorde/máx.
2,7 kg
profundidade
1–8 m
água ideal
24–30 °C
visão geral

quem é a jurupoca

Bagre de couro de porte médio, comum no Pantanal e nos grandes rios do Paraná e da Amazônia. Caça à noite em praias de areia, remansos e beiras de barranco, comendo peixes pequenos e camarões. Aparece muito como captura acessória na pesca de fundo para cachara e pintado. Briga pouco, mas é fácil de pegar e tem carne muito boa. Os pescadores pantaneiros reconhecem pela cabeça larga e achatada, com o queixo para fora. O mínimo é 40 cm em MS e MT.

curiosidades

  • É fácil de reconhecer pelo queixo projetado para a frente.
  • No Pantanal é comum na mesma pescaria de cachara e barbado.
como reconhecer

identificação

Cabeça muito larga e achatada, como bico de pato, com a mandíbula inferior mais longa que a superior. Corpo cinza-claro a amarelado, com poucas manchas escuras grandes e arredondadas, bem espaçadas. O pintado e a cachara têm mandíbula superior maior, cabeça mais longa e padrão de pintas ou faixas muito mais denso.

como está a pesca de jurupoca

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Rios do Pantanal (Paraguai, Cuiabá, Miranda, Taquari), calha do Paraná e grandes afluentes; também Amazônia e Araguaia.

Habitat: Praias de areia, remansos, beiras de barranco e bocas de baía à noite.

nativa nas bacias

Paraguai (Pantanal)ParanáAmazônicaTocantins-Araguaia

estados

Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás, Amazonas, Pará, Tocantins

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: ago–out
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Vazante e seca no Pantanal, de abril a outubro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noturno. Ativa à noite, principalmente nas primeiras horas após o pôr do sol.

clima, água e comportamento

o que mexe com a jurupoca
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Friagem reduz a atividade.

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Noites escuras favorecem a beira.

chuva

Pouco efeito.

nível da água

Praias de areia expostas na seca são ótimos pontos.

barulho

Ancore em silêncio.

vento

Pouco efeito.

profundidade

Raso à noite, 1 a 4 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6', ação média, 15 a 30 lb
molinete / carretilha
molinete 3000 a 4000 ou carretilha 100 a 200
linha
multifilamento 20 a 40 lb
líder
monofilamento 40 a 60 lb
anzol
3/0 a 5/0; chumbo oliva 20 a 40 g

iscas naturais

  • tuvira
  • lambari
  • muçum
  • minhocuçu

acessórios

  • alicate
  • lanterna de cabeça

dica de quem pesca

Isca no fundo, na transição da praia de areia para o canal, logo depois do escurecer.

o que a lei diz

regras para a jurupoca

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Paraná

01/11 a 28/02SPPRMGGOMSDF

Permitido: Pesca amadora só de espécies não nativas e híbridos (tucunaré, tilápia, black bass, carpa, corvina etc.; o piauçu continua proibido), com linha de mão, caniço ou vara com molinete/carretilha, até 10 kg + 1 exemplar. Nos rios, só desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Proibido: lagoas marginais, isca de animal aquático, até 1.500 m de barragens e cachoeiras e até 500 m de confluências. Torneio só em reservatório e só com não nativas.

Fonte: IN IBAMA nº 25/2009

Defeso em Goiás (regra estadual)

01/11 a 28/02GO

Permitido: Pesca esportiva e conduzida só em reservatórios, em pesque-e-solte com anzol sem fisga (sem reter, transportar ou consumir). Subsistência: até 5 kg por dia, só para consumo doméstico.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, arts. 8º a 11

Piracema do Pantanal em Mato Grosso do Sul

05/11 a 28/02MS

Permitido: Pesca de subsistência de ribeirinhos e pesca científica autorizada. O Decreto 15.166/2019 (art. 11, §5º) admite pesque-e-solte só em fevereiro e só nas calhas dos rios Paraguai e Paraná. No resto do período não há nem pesque-e-solte. Confirme a portaria do Imasul de cada temporada.

Fonte: Decreto estadual MS nº 15.166/2019, art. 11; IN IBAMA nº 201/2008

Piracema em Mato Grosso (todas as bacias)

01/10 a 31/01MT

Permitido: Todas as modalidades de pesca ficam proibidas nos rios, inclusive o pesque-e-solte (Lei 9.096/2009, art. 19-A). Exceções: subsistência desembarcada (3 kg ou 1 exemplar, sem transporte nem venda) e pesca científica. A Lei 13.159/2025 passou a admitir pesca desportiva licenciada em reservatórios de UHE/PCH, lagos naturais e rios de divisa, condicionada a estudo científico e a licença do órgão ambiental. Não confirmamos se essas licenças já são emitidas.

Fonte: IN Interministerial MAPA/MMA nº 10/2017; Resolução Cepesca-MT nº 1/2026; Lei estadual MT nº 9.096/2009, arts. 19-A e 27 (Leis 12.434/2024 e 13.159/2025)

Piracema da bacia do rio Araguaia

01/11 a 28/02GOTOPAMT

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com linha de mão, vara ou molinete/carretilha. O pescado só pode ser consumido no local, sem transporte. Competições proibidas. Subsistência: 3 kg + 1 exemplar. Regras estaduais (GO e TO) podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 12/2011

Piracema das bacias dos rios Tocantins e Gurupi

01/11 a 28/02TOPAMAGO

Permitido: Pesca amadora só em reservatórios, com consumo no local. Subsistência: 5 kg + 1 exemplar. Regras estaduais podem ser mais restritivas.

Fonte: IN Interministerial MPA/MMA nº 13/2011

Defeso nos rios da Ilha de Marajó (PA)

01/01 a 30/04PA

Permitido: Mesmas exceções do amador previstas na Portaria 48/2007 (linha de mão ou vara, 5 kg + 1 exemplar), salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Defeso da bacia Amazônica no Amapá

15/11 a 15/03AP

Permitido: Amador com linha de mão ou vara, linha e anzol fica fora das proibições do Anexo II, com cota de 5 kg + 1 exemplar, salvo norma estadual mais restritiva.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

Rios de divisa MT/RO e MT/PA

05/11 a 28/02MTROPA

Permitido: Veja as exceções da Portaria 48/2007 e as regras estaduais de cada margem.

Fonte: Portaria IBAMA nº 48/2007

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Segure pela nuca, longe dos espinhos peitorais, e solte na água.

na cozinha

Carne branca, macia e sem espinhas; muito boa frita ou em caldo.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00692, b = 3.11; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hemisorubim platyrhynchos (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Hemisorubim platyrhynchos (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2023. DOI conferido no Crossref.
  4. científica IUCN Red List — Hemisorubim platyrhynchos (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 16/12/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Britski, H. A.; Silimon, K. Z. S.; Lopes, B. S. (2007). Peixes do Pantanal: manual de identificação. 2ª ed. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. 227 p.Obra impressa; a URL é o registro bibliográfico no FishBase, que cita esta obra para a espécie.
  6. científica Ota, R. R.; Deprá, G. C.; Graça, W. J.; Pavanelli, C. S. (2018). Peixes da planície de inundação do alto rio Paraná e áreas adjacentes: revised, annotated and updated. Neotropical Ichthyology 16(2): e170094.Lista comentada das espécies do alto rio Paraná, com indicação de nativas e não nativas. Acesso aberto; nome da espécie conferido no texto.
não confunda

espécies parecidas