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previsão de pesca

trairão-do-sul

Hoplias lacerdae · Erythrinidae · predador

Água doce

O trairão do vale do Ribeira de Iguape e da bacia do rio Uruguai. Robusto e agressivo, ataca iscas de superfície em remansos com galhada.

Também chamado de: trairão, trairaçu, tariputanga, trairão-do-sul

Ilustração científica de Trairão-do-sul
tamanho comum
40–60 cm
máximo
85 cm
peso comum
1,5–3,5 kg
recorde/máx.
4,3 kg
profundidade
0,3–4 m
água ideal
21–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o trairão-do-sul

visão geral

quem é o trairão-do-sul

É o trairão descrito originalmente do rio Ribeira de Iguape, em Iporanga (SP). Depois da revisão de 2009, o nome Hoplias lacerdae ficou restrito ao trairão do Ribeira de Iguape (SP e PR) e da bacia do rio Uruguai (SC, RS e Uruguai), onde divide espaço com outra espécie do grupo, H. australis. Pode passar de 75 cm de comprimento padrão e 4 kg. Predador de emboscada, vive em remansos, poços e lagoas ligadas ao rio, sob galhadas e vegetação, e ataca peixes que passam perto. É criado em piscicultura, e o nome 'trairão' e o nome científico H. lacerdae aparecem em pesqueiros de outras regiões para peixes de origem nem sempre conhecida.

curiosidades

  • A espécie foi descrita em 1908 por Miranda Ribeiro, a partir de peixes do rio Ribeira de Iguape.
  • Na bacia do Uruguai há dois trairões, H. lacerdae e H. australis, separados pela contagem de poros sob a mandíbula.
como reconhecer

identificação

Corpo cilíndrico e robusto, cabeça grande e boca ampla com dentes cônicos fortes, sem dentes na língua e com as margens internas da mandíbula paralelas, o que separa os trairões da traíra comum. Tem 43 a 48 escamas na linha lateral e 6 a 8 poros sob a mandíbula, mais que o trairão-do-sudeste (4 a 6). Na bacia do Uruguai convive com H. australis, que tem sempre 5 poros: no campo, só um especialista separa.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Bacia do rio Ribeira de Iguape (SP e PR) e bacia do rio Uruguai (SC, RS e Uruguai). Peixes de piscicultura com esse nome aparecem em pesqueiros e represas de outras regiões.

Habitat: Remansos e poços de rios, lagoas marginais e represas; beira com galhada, raízes e vegetação submersa.

nativa nas bacias

Atlântico SudesteUruguai

estados

São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: out–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Primavera e verão. No inverno do Sul come pouco e fica no fundo dos poços.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Dia, com picos no amanhecer e entardecer. Ataca de dia e no começo da noite; os picos são cedo e no fim da tarde nos dias quentes.

clima, água e comportamento

o que mexe com o trairão-do-sul
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água abaixo de cerca de 18 °C derruba a atividade.

pressão atmosférica

Frente fria derruba; dias quentes e estáveis são os melhores.

lua

Pouco efeito.

chuva

Enxurrada turva a água e espalha o peixe por alguns dias.

nível da água

Rio estável e limpo concentra o peixe nos remansos.

barulho

Sensível a barulho perto da beira.

vento

Marola leve ajuda iscas de superfície.

profundidade

Raso, colado na estrutura; no frio desce para os poços.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
6' a 6'6", ação rápida, 12 a 25 lb
molinete / carretilha
carretilha de perfil baixo 100 a 200 ou molinete 3000
linha
multifilamento 30 a 50 lb
líder
fluorocarbono ou monofilamento 40 a 60 lb
anzol
garatéias reforçadas 1/0 a 2/0; anzol offset 4/0 a 5/0 para iscas de borracha

iscas artificiais

  • sapinho (frog) de borracha
  • zara/stickbait 9 a 12 cm
  • hélice
  • spinnerbait

iscas naturais

  • lambari vivo
  • isca viva nativa da própria bacia

acessórios

  • alicate de bico longo
  • boga-grip

dica de quem pesca

Isca de superfície parada sobre a galhada, com toques curtos. Dê tempo para ele abocanhar antes de ferrar.

o que a lei diz

regras para o trairão-do-sul

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional de espécies ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026).

GO: trairão de piscicultura alóctone no São Francisco

captura e transporte sem limite de tamanho ou quantidadeGOSão Francisco

A norma de Goiás lista o trairão Hoplias cf. lacerdae como alóctone, vindo de piscicultura, na bacia do São Francisco, com captura e transporte livres. Fora da área natural, também é proibido soltar o peixe em outro rio ou represa.

Fonte: IN Semad-GO nº 17/2026, art. 5º e Anexo II (bacia do São Francisco)

piracemas das bacias onde a espécie vive

Piracema da bacia do rio Uruguai

01/10 a 31/01RSSC

Permitido: Pesca amadora desembarcada, ou embarcada em barco sem motor. Só linha de mão ou vara, linha e anzol, um petrecho por pescador, até 5 kg. Proibido pescar em lagoas marginais, até 1.500 m de barragens, até 500 m de confluências e em trechos listados na norma (ex.: rio Turvo).

Fonte: IN IBAMA nº 193/2008

Piracema das bacias do Sudeste

01/11 a 28/02ESMGRJSPPR

Permitido: Nos rios, só pesca desembarcada; nos reservatórios, embarcada ou desembarcada. Só espécies não nativas, híbridos e camarão-gigante-da-malásia, até 10 kg + 1 exemplar. Proibido em lagoas marginais e até 1.000 m de barragens.

Fonte: IN IBAMA nº 195/2008

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Boga na boca e alicate de bico longo: os dentes cortam. Apoie o corpo e devolva no mesmo remanso.

na cozinha

Carne branca e firme, com espinhas em Y; frito em postas ou em filé ticado.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00724, b = 3.1; FishBase). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Hoplias lacerdae (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica IUCN Red List — Hoplias lacerdae (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 07/08/2020)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista (conferido no texto publicado no DOU de 28/04/2026, seção 1, p. 96).
  4. científica Oyakawa, O. T.; Mattox, G. M. T. (2009). Revision of the Neotropical trahiras of the Hoplias lacerdae species-group (Ostariophysi: Characiformes: Erythrinidae) with descriptions of two new species. Neotropical Ichthyology 7(2): 117-140.Distribuição de H. lacerdae (Ribeira de Iguape e Uruguai), localidade-tipo e caracteres. DOI conferido no Crossref. A distribuição resumida na FishBase cita só o Ribeira, mas a lista de países inclui o Uruguai, o que confere com a revisão.
  5. oficial IN Semad-GO nº 17/2026 — normas de pesca em Goiás (Anexos I e II)Anexo II, bacia do São Francisco: trairão (Hoplias cf. lacerdae) alóctone de piscicultura. Página conferida em 13/10/2026.
não confunda

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