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previsão de pesca

tubarão-galha-branca-oceânico

Carcharhinus longimanus · Carcharhinidae · predador

Marlista nacional: CR · criticamente em perigo

Tubarão de mar aberto com a primeira dorsal enorme e arredondada e pontas brancas nas nadadeiras, muitas vezes acompanhado de peixes-piloto. Criticamente em Perigo (CR) no Brasil e no mundo: captura proibida.

Também chamado de: tubarão-galha-branca-oceânico, tubarão-galha-branca, cação-galha-branca, cação-troço-troço

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
195–270 cm
máximo
400 cm
peso comum
55–155 kg
recorde/máx.
167,4 kg
profundidade
0–152 m
água ideal
22–27 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o tubarão-galha-branca-oceânico

visão geral

quem é o tubarão-galha-branca-oceânico

O tubarão-galha-branca-oceânico é um tubarão pelágico circunglobal, de águas tropicais e temperadas quentes, que sobe à superfície e às vezes chega perto da costa. Anda acompanhado de rêmoras, dourados e peixes-piloto e come peixes oceânicos (inclusive atuns e dourados), lulas, raias, tartarugas, aves marinhas e carniça. Marcações por satélite nas Bahamas mostraram que passa 99,7% do tempo acima de 200 m, que vários exemplares voltam à região depois de percorrer centenas de quilômetros e que faz mergulhos curtos até 1.082 m, mais à noite. A população teve queda grave, e a espécie é Criticamente em Perigo (CR) na lista nacional e na avaliação global da IUCN. É um tubarão ousado, e o FishBase o associa a ataques em mar aberto: respeite. Não procure a espécie.

curiosidades

  • Nas Bahamas, vários dos 11 adultos marcados por satélite (10 fêmeas e 1 macho) voltaram à região depois de cerca de 150 dias, a primeira evidência de migração de retorno da espécie (Howey-Jordan et al., 2013).
  • Passou 99,7% do tempo acima de 200 m, mas todos os marcados fizeram mergulhos curtos até 1.082 m e 7,75 °C, mais à noite, provavelmente para caçar.
  • É acompanhado de rêmoras, dourados e peixes-piloto, segundo o FishBase.
  • Está na lista de retenção proibida da ICCAT desde 2010 (Recomendação 10-07) e no Apêndice II da CITES desde setembro de 2014.
como reconhecer

identificação

Corpo robusto, com a primeira dorsal enorme e de ponta arredondada, e peitorais longas e largas, como remos. Focinho curto e arredondado. Dorso cinza-bronze, às vezes marrom ou azulado; ventre claro, às vezes amarelado. Pontas brancas (ou manchadas de branco) na primeira dorsal, nas peitorais e no lobo inferior da cauda; nos jovens há manchas escuras. Costuma andar com rêmoras e peixes-piloto. O tubarão-galha-branca-de-recife é bem menor, magro e de recife; o fidalgo e o cabeça-chata não têm pontas brancas.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Circunglobal em águas tropicais e subtropicais (FishBase: 46°N a 43°S), no mar aberto e na quebra da plataforma, mais longe da costa do que a maioria dos tubarões da lista. No Brasil, mais ao largo, de todas as costas.

Habitat: Mar aberto, da superfície ao talude (mergulhos até uns 1.000 m), em geral sobre águas com mais de 184 m de fundo; só às vezes chega perto da costa.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Suloceanicoplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época bem documentada no Brasil; os pesos são neutros. A captura é proibida o ano todo.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Ativo de dia e de noite: nas Bahamas, não houve diferença entre a profundidade média de dia e de noite; os mergulhos profundos foram mais frequentes à noite.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-galha-branca-oceânico
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Prefere água de 18 a 28 °C (FishBase).

pressão atmosférica

Pouco efeito conhecido.

lua

Sem efeito conhecido.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Curioso e pouco tímido; costuma rondar barcos e cardumes.

vento

Mar grosso encerra as saídas ao largo.

maré

Sem maré relevante no oceano; contam as correntes e as manchas de cardume.

profundidade

99,7% do tempo acima de 200 m; mergulhos curtos até 1.082 m.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
Captura proibida no Brasil; não há equipamento recomendado para buscar a espécie.
molinete / carretilha
Não se aplica.
linha
Não se aplica.
líder
Não se aplica. Se um tubarão levar o cabo de aço, corte rente à boca na hora da soltura.
anzol
Circular sem farpa (ou com a farpa amassada) em qualquer pesca de mar aberto: sai com mais facilidade e machuca menos.

acessórios

  • alicate de corte
  • desanzolador de cabo longo
  • luvas grossas

dica de quem pesca

Se um galha-branca-oceânico pegar por acaso, não o traga para o barco. Mantenha-o ao lado, na água, e corte o cabo rente ao anzol. É um tubarão ousado: trabalhe sem ninguém na água e com todos a bordo atentos.

o que a lei diz

regras para o tubarão-galha-branca-oceânico

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Na lista nacional como CR (era VU na lista anterior). Global: Criticamente em Perigo (CR, avaliada em 07/11/2018 pela IUCN). Apêndice II da CITES desde 14/09/2014. Toda a família Carcharhinidae está no Apêndice II da CITES desde 25/11/2023.

Espécie ameaçada no Brasil: captura proibida

proteção integral

A lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026) classifica a espécie como CR. Pela Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º), espécies VU, EN e CR têm proteção integral: ficam proibidos captura, transporte, armazenamento, beneficiamento e comercialização. Se fisgar sem querer, solte na hora, com o mínimo de manuseio.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º, e Portaria GM/MMA nº 1.667/2026

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar inteiro, com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações. Isto não autoriza a captura desta espécie, que é proibida.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

ICCAT (Rec. 10-07): proibido reter a bordo, transbordar, desembarcar ou vender o tubarão-galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus)

proibido reter, desembarcar, armazenar e vender a espécie, inteira ou em partesconfirme no órgão

A Recomendação 10-07 da ICCAT manda os países-membros proibirem, em qualquer pescaria, reter a bordo, transbordar, desembarcar, armazenar, vender ou oferecer à venda o tubarão-galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus), inteiro ou em partes. É obrigação dos países, não uma regra do pescador: como cada país a aplica à pesca esportiva varia, e não conferimos a norma interna de cada um nem o compêndio atualizado da ICCAT. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Recomendação ICCAT 10-07 (Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico)

Porto Rico (EUA): retenção proibida do tubarão-galha-branca-oceânico para quem tem licença HMS

retenção proibida; solte vivo

No guia de cumprimento da pesca recreativa de espécies altamente migratórias (HMS) do Atlântico, a NOAA Fisheries coloca o tubarão oceanic whitetip na lista de retenção proibida: ele deve ser liberado. Desde 2 de fevereiro de 2024 é ilegal possuir ou reter o oceanic whitetip na zona econômica exclusiva dos EUA. A regra vale para os titulares de licença HMS, sejam quais forem as águas em que pescam, e inclui o Caribe dos EUA. O guia manda soltar o tubarão com crista interdorsal quando houver dúvida de identificação. Confirme as regras locais de Porto Rico com o órgão competente.

Fonte: NOAA Fisheries, Guía de Cumplimiento para HMS: Pesca Recreacional (publicada em agosto de 2025), seção VIII, lista 'Retención prohibida'; 50 CFR parte 635

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, itens 4.9.1 b, 4.9.5 e 4.11 (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

Argentina: pesca dirigida a tubarões e raias proibida na frota federal; tubarões incidentais voltam ao mar

proibida a pesca dirigida a condrictios; devolver tubarões vivos, sem bicheiro; aleteo proibidoconfirme no órgão

A Resolução 8/2021 do Conselho Federal Pesqueiro proíbe a pesca dirigida a condrictios (tubarões, raias e quimeras), o aleteo (cortar as aletas e descartar o corpo) e o uso de bicheiro para devolver animais vivos ao mar, e manda devolver rápido e com o mínimo de trauma os tubarões capturados por acaso, salvo cação, gatuzo, anjo, espinhoso e pintarroja. O texto fala em marés e buques, ou seja, da frota comercial federal, e convida as províncias a adotar medidas parecidas; não encontramos norma específica da pesca esportiva em Buenos Aires. Para o pescador esportivo vale a boa prática: soltar o tubarão na água, sem gancho.

Fonte: Resolução CFP nº 8/2021, de 03/06/2021, Anexo I, arts. 1º, 6º, 7º, 8º e 12 (Consejo Federal Pesquero, B.O. de 11/06/2021)

Panamá: aleteo (finning) de tubarões proibido nas águas jurisdicionais

proibido cortar as aletas e jogar o corpo ao mar

A Lei 9 de 2006 proíbe o aleteo nas águas jurisdicionais do Panamá. A definição de pesca de tubarão na lei inclui a captura dirigida ou incidental por embarcações artesanais, comerciais, industriais e esportivas. A multa para a pesca artesanal chega a mil balboas, sem prejuízo da responsabilidade penal. Não encontramos, nas fontes conferidas, norma panamenha específica de retenção ou soltura para o pescador esportivo.

Fonte: Lei nº 9, de 16/03/2006 (Assembleia Nacional do Panamá), Gaceta Oficial nº 25.506, de 20/03/2006, arts. 1º, 2º e 13

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não é pesque-e-solte: é soltura de captura acidental. Não embarque o tubarão; mantenha-o ao lado do barco, na água, e corte o cabo o mais perto possível do anzol. Ele é ousado e pode rondar o barco: mantenha todos fora da água e não faça foto.

na cozinha

Captura e comércio proibidos no Brasil. Em outros países a carne, o couro, o óleo do fígado e as nadadeiras eram usados (FishBase), mas a espécie hoje é Criticamente em Perigo: solte.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00562, b = 3.06; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. A faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum também são estimativas editoriais, apoiadas na FishBase. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Carcharhinus longimanus (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. A faixa de tamanho comum vai do tamanho médio de maturidade (196 cm) ao comprimento comum (270 cm) informados pela FishBase. O peso comum foi calculado pela relação peso-comprimento da ficha (lw) nos extremos da faixa de tamanho comum.
  2. científica FishBase: nomes populares de Carcharhinus longimanusNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012: desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026.
  5. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras de proteção das espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies VU, EN e CR; § 4º: captura incidental com liberação imediata do animal vivo.
  6. oficial ICCAT: Recomendação 10-07 sobre a conservação do tubarão-galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus)Texto da recomendação conferido em 13/10/2026; o compêndio atualizado das medidas em vigor não foi conferido.
  7. oficial NOAA Fisheries: Guía de Cumplimiento para HMS, Pesca Recreacional (agosto de 2025)Lista de tubarões de retenção permitida e proibida na pesca recreativa do Atlântico dos EUA, incluindo Porto Rico. Conferido em 13/10/2026; as regulamentações do CFR prevalecem sobre o resumo.
  8. científica Howey-Jordan, L. A. et al. (2013). Complex movements, philopatry and expanded depth range of a severely threatened pelagic shark, the oceanic whitetip (Carcharhinus longimanus) in the western North Atlantic. PLoS ONE 8(2): e56588.Resumo conferido no PubMed Central (PMC3577883) em 13/10/2026.
  9. oficial México: Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; itens 4.9, 4.10 e 4.11 conferidos em 13/10/2026.
  10. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaConsiderandos e Seção 27 conferidos em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  11. oficial Argentina: Resolução CFP nº 8/2021, medidas de manejo de condrictios (Consejo Federal Pesquero)Texto conferido em 13/10/2026. É norma da frota comercial federal; norma da pesca esportiva em Buenos Aires não foi localizada.
  12. oficial Panamá: Lei nº 9 de 2006, que proíbe o aleteo de tubarões nas águas jurisdicionais (Gaceta Oficial 25.506)Cópia digitalizada da Gaceta Oficial no FAOLEX; leitura parcial por falhas de digitalização. Arts. 1º, 2º e 13 conferidos em 13/10/2026.
  13. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro com nomes populares e categorias das espécies da lista nacional.
  14. imprensa IISD SDG Knowledge Hub: CITES protections come into effect for sharks and manta rays (setembro de 2014)O tubarão-galha-branca-oceânico foi incluído no Apêndice II da CITES em 2013, com vigência desde 14/09/2014, segundo a matéria. Não conferimos o texto dos Apêndices.
  15. oficial U.S. Fish and Wildlife Service: Amendments adopted at CoP19 entered into force on November 25, 2023 (CITES Notification 2023/137)Boletim do serviço de fauna dos EUA: todas as espécies da família Carcharhinidae passaram ao Apêndice II da CITES em 25/11/2023. Conferido em 13/10/2026; o texto dos Apêndices no site da CITES não foi aberto.
não confunda

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