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previsão de pesca

tubarão-tigre

Galeocerdo cuvier · Galeocerdonidae · predador

MarEstuárioIUCN global: NT · quase ameaçada

Um dos maiores tubarões predadores, de focinho curto e listras escuras que somem com a idade. No Brasil não é espécie ameaçada, mas o certo é soltar: cresce devagar e tem poucos filhotes por ano.

Também chamado de: tubarão-tigre, tintureira, jaguara, cação-tigre

Ilustração científica de Tubarão-tigre
tamanho comum
200–400 cm
máximo
750 cm
peso comum
50–300 kg
recorde/máx.
807,4 kg
profundidade
0–140 m
água ideal
22–28 °C
local
período

Lendo o tempo em 3 modelos globais e 31 simulações…

a espécie

tudo sobre o tubarão-tigre

visão geral

quem é o tubarão-tigre

O tubarão-tigre vive em mares tropicais e temperados do mundo todo, sobre a plataforma, em ilhas oceânicas, recifes e bocas de estuário, e faz incursões em mar aberto. No Brasil ocorre em toda a costa, com destaque para o Nordeste, onde é estudado há décadas por causa dos incidentes em Recife. Caça sobretudo à noite e come de tudo: peixes, outros tubarões, raias, tartarugas, aves, lulas e até lixo. Passa de 5 m e centenas de quilos. Na pesca esportiva aparece em pescarias embarcadas de fundo com isca grande e em torneios de captura e soltura no Caribe e no México. Não está na lista nacional de ameaçadas, mas a avaliação global é Quase Ameaçada: o que vale para o pescador é briga curta e soltura na água.

curiosidades

  • As listras de tigre são fortes nos filhotes e quase somem nos adultos grandes.
  • Tem ninhadas grandes para um tubarão: de 10 a mais de 80 filhotes, que nascem com cerca de 50 a 100 cm.
  • Já foram achados no estômago de tubarões-tigre latas, pedaços de metal e sacos de aniagem.
como reconhecer

identificação

Focinho muito curto e largo, quase quadrado visto de cima, boca enorme. Dorso cinza a marrom com barras e manchas verticais escuras, fortes nos jovens e apagadas nos adultos grandes. Cauda com o lobo superior longo e pontudo e quilha baixa no pedúnculo. Dentes largos e serrilhados, em forma de crista de galo. O cabeça-chata também tem focinho curto, mas é cinza liso, sem listras, e tem a primeira dorsal mais alta.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Toda a costa brasileira, mais frequente do Nordeste ao Sudeste e em ilhas oceânicas como Fernando de Noronha. No Atlântico ocidental vai dos Estados Unidos ao Uruguai, incluindo o Caribe e o golfo do México; no Pacífico, da Califórnia ao Peru.

Habitat: Plataforma continental, recifes, parcéis, ilhas oceânicas, bocas de estuário e portos; faz incursões em mar aberto.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sulcosteiroplataforma

estados

Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jul–ago e jan–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: ocorre o ano todo nos trópicos. Em Recife, um estudo de longo prazo registrou mais tubarões-tigre perto da costa de janeiro a março e de junho a setembro, com queda a partir de outubro.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Noite e crepúsculo. Caça sobretudo à noite e no lusco-fusco; de dia costuma ficar mais fundo e mais longe da praia.

clima, água e comportamento

o que mexe com o tubarão-tigre
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Espécie de água quente: em água abaixo de uns 20 °C fica menos ativo e se afasta.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto.

lua

Noites escuras e de lua nova costumam ser as de mais movimento perto da costa.

chuva

Água turva de chuva atrai presas para a boca dos rios; o tigre caça bem em água suja.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco sensível; costuma seguir barcos e cheiro de peixe.

vento

Mar grosso atrapalha a pesca embarcada de fundo.

maré

Marés de sizígia movimentam presas nas bocas de estuário e canais de recife.

profundidade

Do raso a uns 140 m na maior parte do tempo; pode descer a centenas de metros.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
stand-up 50 a 80 lb
molinete / carretilha
carretilha de alavanca 30 a 50 com fricção forte e muita linha
linha
multifilamento 80 a 130 lb ou monofilamento 80 lb
líder
cabo de aço 2 a 3 m (os dentes cortam qualquer náilon) emendado a 3 a 5 m de monofilamento 300 lb
anzol
circle 14/0 a 18/0 sem farpa ou com a farpa amassada; um só anzol

iscas naturais

  • peixe inteiro ou posta grande (bonito, cavala, xaréu)
  • lula grande

acessórios

  • alicate de corte para cabo de aço
  • desanzolador longo
  • luvas
  • cinto de briga

dica de quem pesca

Pesca só para soltar. Com circle hook não dê fisgada: deixe a linha esticar. Traga o tubarão para o lado do barco o mais rápido possível, sem embarcar, e corte o cabo perto da boca se o anzol estiver fundo. Nunca pesque tubarão de praia onde há banhistas.

o que a lei diz

regras para o tubarão-tigre

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA 1.667/2026). Avaliação global: Quase Ameaçada (IUCN, 10/08/2018). Valem as regras gerais da pesca amadora e a proibição do finning.

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (cortar as nadadeiras e descartar o corpo). Todo tubarão ou raia desembarcado deve chegar com as nadadeiras presas ao corpo; é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões entre embarcações. Vale para qualquer tubarão que possa ser retido.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. Captura e soltura não entram no limite: prefira soltar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, item 4.9.1 b (Sagarpa/Conapesca)

Colômbia: tubarões não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Não tire da água nem arraste na areia: o peso do corpo machuca os órgãos. Briga curta, solte ao lado do barco com o tubarão na água e corte o cabo perto da boca se não der para tirar o anzol. Nunca enfie a mão perto da boca nem segure pelas guelras.

na cozinha

Não recomendado: tubarões grandes acumulam mercúrio na carne, e o 'cação' vendido no Brasil mistura espécies ameaçadas. Solte.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00724, b = 3.09; FishBase (estimativa bayesiana para a família e o formato do corpo, comprimento total)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Os meses indicam a época em que o pescador costuma encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Galeocerdo cuvier (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento, lista de países e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Galeocerdo cuvier (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref; o texto da ficha não abriu na conferência.
  4. científica IUCN Red List — Galeocerdo cuvier (avaliação global: Quase Ameaçada, NT, 10/08/2018)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. científica Compagno, L. J. V. (1984). FAO species catalogue. Vol. 4. Sharks of the world. Part 2 — Carcharhiniformes. FAO Fisheries Synopsis 125(4/2): 251-655. Roma: FAO.
  6. científica Afonso, A. S.; Andrade, H. A.; Hazin, F. H. V. (2014). Structure and dynamics of the shark assemblage off Recife, northeastern Brazil. PLoS ONE 9(7): e102369.Sazonalidade do tubarão-tigre perto da costa de Recife (mais abundante de janeiro a setembro). Artigo aberto, conferido em 13/10/2026.
  7. científica Hazin, F. H. V.; Afonso, A. S.; Castilho, P. C.; Ferreira, L. C.; Rocha, B. C. L. M. (2013). Regional movements of the tiger shark, Galeocerdo cuvier, off northeastern Brazil: inferences regarding shark attack hazard. Anais da Academia Brasileira de Ciências 85(3): 1053-1062.DOI conferido no Crossref.
  8. científica Afonso, A. S.; Hazin, F. H. V. (2014). Post-release survival and behavior and exposure to fisheries in juvenile tiger sharks, Galeocerdo cuvier, from the South Atlantic. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology 454: 55-62.DOI conferido no Crossref.
  9. científica Gallagher, A. J.; Serafy, J. E.; Cooke, S. J.; Hammerschlag, N. (2014). Physiological stress response, reflex impairment, and survival of five sympatric shark species following experimental capture and release. Marine Ecology Progress Series 496: 207-218.Martelo-grande, cabeça-chata, galha-preta, limão e tigre no sul da Flórida e nas Bahamas. DOI conferido no Crossref.
  10. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012 — desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026.
  11. oficial México — Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; item 4.9.1 conferido em 13/10/2026.
  12. oficial Colômbia — Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaTexto conferido em 13/10/2026. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  13. científica Almerón-Souza, F. et al. (2018). Molecular identification of shark meat from local markets in Southern Brazil based on DNA barcoding: evidence for mislabeling and trade of endangered species. Frontiers in Genetics 9: 138.DOI conferido no Crossref.
não confunda

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