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catálogo Istiophoridae · predador

agulhão-verde

Tetrapturus pfluegeri

Mar

Agulhão oceânico de bico longo e fino, parente menor dos marlins. Em Porto Rico e nas águas federais dos EUA não se pode reter; no Brasil a primeira dorsal e a primeira anal ficam inteiras até o desembarque.

Também chamado de: agulhão-verde, agulhão-estilete, agulhão-marli, longbill spearfish

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
150–190 cm
máximo
254 cm
peso comum
—
recorde/máx.
58,0 kg
profundidade
0–200 m
água ideal
24–29 °C
visão geral

quem é o agulhão-verde

O agulhão-verde (longbill spearfish) é um agulhão do Atlântico, de águas oceânicas, mais comum no lado ocidental, entre 0 e 200 m, em geral acima da termoclina. Caça peixes pelágicos e lulas. É migratório, e a fêmea provavelmente desova uma vez por ano. Chega a 254 cm (comprimento até a forquilha) e 58 kg segundo o FishBase, com comprimento comum de 165 cm. O FishBase o lista como pesca comercial menor e peixe esportivo. A norma brasileira o cita ao lado dos marlins, e Porto Rico e os EUA proíbem reter. A carne é vendida congelada.

curiosidades

  • A norma brasileira chama a espécie de agulhão-verde (Tetrapturus pfluegeri) e o FishBase a lista como agulhão-estilete e agulhão-marli.
  • A maturação parece ocorrer ao mesmo tempo nos hemisférios norte e sul, o que sugere uma população homogênea (FishBase).
  • A IN SEAP/PR 12/2005 trata de quatro agulhões: o branco, o negro (azul), o verde e o vela.
como reconhecer

identificação

Agulhão esguio com o bico (o prolongamento da mandíbula superior) muito longo e fino. Dorsal azul-escura com 50 a 57 raios moles, de lobo anterior arredondado e mais alto que o corpo, que cai de repente depois do nono raio e segue com a mesma altura até o fim. Dorso azul-negro, flancos prateados salpicados de marrom e ventre branco-prateado. Peitorais marrom-escuras, ventrais azul-negras. Separa-se dos marlins pelo corpo mais esguio e pelo bico mais fino, e do agulhão-vela, que tem a dorsal em forma de vela, mais alta que o corpo.

como está a pesca de agulhão-verde

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Em mar aberto, ao longo de toda a costa brasileira, bem longe da praia, no talude e no oceano; o FishBase diz que é muito mais comum no Atlântico ocidental que no oriental. Há poucos registros em coleções do Brasil. Fora do Brasil, de 44°N a 33°S, inclusive no Caribe e no golfo do México.

Habitat: Mar aberto, em águas oceânicas, quase sempre acima da termoclina, de 0 a 200 m e em geral perto de 100 m, longe do continente.

litoral

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Suloceanico
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Não há sazonalidade bem documentada para a espécie. Ela vive na mesma água oceânica quente e azul dos marlins e do agulhão-vela.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Caça de dia, na parte de cima da coluna d'água; aparece no corrico nas horas de luz.

clima, água e comportamento

o que mexe com o agulhão-verde
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Prefere água quente e azul; frente fria que esfria a superfície espalha os peixes.

pressão atmosférica

Pouco efeito direto; mar grosso depois da frente é o que impede a pesca.

lua

Efeito pequeno.

chuva

Pouco relevante no mar aberto; temporal é perigo para quem está embarcado.

nível da água

Segue a água azul e limpa, longe da barra e da foz.

barulho

Barulho do motor mexe pouco com o peixe em mar aberto.

vento

Mar grosso impede o corrico de iscas naturais.

profundidade

Boa parte do tempo acima da termoclina, perto da superfície.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
vara de corrico de 5'6" a 6'6", 30 a 50 lb
molinete / carretilha
carretilha 30W a 50W com fricção forte
linha
monofilamento 30 a 50 lb
líder
fluorocarbono 80 a 130 lb, 2 a 3 m
anzol
circle hook 7/0 a 9/0, que machuca menos e facilita a soltura

iscas artificiais

  • saias de corrico de 6 a 8 polegadas
  • teasers
  • lulas artificiais

iscas naturais

  • peixe-agulha (ballyhoo) preparado
  • lula
  • cavalinha

acessórios

  • alicate de corte e de soltura
  • luvas
  • régua

dica de quem pesca

Com circle hook, espere o peixe engolir a isca e só então feche a fricção; solte sem tirar da água sempre que possível.

o que a lei diz

regras para o agulhão-verde

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). O Brasil, Porto Rico, os EUA e o México tratam os agulhões com regras próprias; veja as regras acima.

Brasil: proibido cortar a primeira dorsal e a primeira anal a bordo

primeira dorsal e primeira anal só podem ser cortadas depois do desembarqueconfirme no órgão

A IN SEAP/PR 12/2005 trata expressamente do agulhão-verde (Tetrapturus pfluegeri). Proíbe retirar e cortar a primeira nadadeira dorsal e a primeira nadadeira anal; a bordo só se autoriza eviscerar, descabear e cortar as demais nadadeiras. Qualquer outro beneficiamento é considerado descaracterização da espécie. As nadadeiras só saem depois do desembarque em porto ou terminal pesqueiro. A obrigação de soltar o peixe vivo e a proibição de vender valem para os marlins branco e azul, não para o agulhão-verde. Texto lido em reprodução da norma; confirme a vigência no MPA.

Fonte: Instrução Normativa SEAP/PR nº 12, de 14/07/2005, art. 3º (Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca)

Porto Rico (águas federais): proibido pescar ou manter o agulhão-verde

retenção e posse proibidas na ZEE do Atlântico (inclui o Caribe)

Na norma federal dos EUA para espécies altamente migratórias do Atlântico, nenhum agulhão-verde (longbill spearfish) pode ser pescado, mantido ou possuído dentro da ZEE, que inclui as águas federais ao redor de Porto Rico. O peixe fisgado deve ser solto com o mínimo de dano.

Fonte: 50 CFR 635.22(b) (NOAA Fisheries, EUA); o Reglamento 7949 de Porto Rico, art. 18.20, estende o 50 CFR 635 às águas locais

México: picudos reservados à pesca esportiva; 1 por pescador por dia

1 picudo por pescador por diaconfirme no órgão

Na faixa de 50 milhas náuticas da costa mexicana, marlins, agulhão-vela e espadarte são reservados à pesca esportivo-recreativa. O limite é de 1 picudo por pescador por dia, que conta como 5 no limite de 10 peixes marinhos, e o excedente deve ser solto vivo. A norma não lista os picudos por nome científico; pelo conceito comum, os agulhões entram no grupo, mas confirme com a Conapesca se vale para o agulhão-verde. O pescado da pesca esportiva não pode ser vendido e picudos não podem ser filetados em terra.

Fonte: Modificação da NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa em águas de jurisdição federal do México), assinada em 14/10/2013 e publicada no DOF em 25/11/2013, itens 0.3, 4.9.1, 4.11 e 4.12 (Sagarpa/Conapesca)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Em Porto Rico e nos EUA a regra é soltar. Corte o fio perto do anzol se ele estiver engolido, mantenha o peixe na água e não corte as nadadeiras. No Brasil, as nadadeiras dorsal e anal ficam inteiras até o desembarque.

na cozinha

A carne é vendida congelada (FishBase). Como a retenção é proibida em Porto Rico e nas águas federais dos EUA, a ficha não traz receita.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00447, b = 3.14; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Tetrapturus pfluegeri (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026. O FishBase não traz peso comum: a ficha deixa o peso comum em branco e usa o comprimento comum de 165 cm (medida 'OT' do FishBase) como referência.
  2. científica FishBase: nomes populares de Tetrapturus pfluegeriNomes por país e língua. O FishBase traz 'agulhão-estilete' e 'agulhão-marli' como nomes em português; a norma brasileira (IN SEAP/PR nº 12/2005) usa 'agulhão-verde'.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. científica IUCN Red List: Tetrapturus pfluegeri (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 15/11/2021)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  5. oficial ICMBio/SALVE: Ficha de Tetrapturus pfluegeri (avaliação nacional do risco de extinção)Ficha da avaliação nacional do ICMBio no sistema SALVE; o DOI foi conferido no Crossref. A categoria nacional deve ser conferida na própria ficha: a espécie não consta da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026.
  6. científica GBIF: registros de Tetrapturus pfluegeri no BrasilConsultado em 13/10/2026 na base aberta do GBIF (país = Brasil). Os registros vêm de coleções e observações e mostram onde a espécie já foi vista, não quanto ela é abundante. Há poucos registros brasileiros em coleções (uma ocorrência com estado, em Pernambuco).
  7. oficial Instrução Normativa SEAP/PR nº 12, de 14 de julho de 2005: captura e comercialização de agulhões brancos, negros, verdes e velaReprodução do texto publicado no DOU de 15/07/2005, lida em 13/10/2026. Cita expressamente o agulhão-verde (Tetrapturus pfluegeri). Não foi confirmado nesta consulta se a norma foi alterada ou revogada depois; confirme a vigência no Ministério da Pesca e Aquicultura.
  8. oficial Reglamento de Pesca de Puerto Rico (Reglamento 7949), art. 8.14, 8.37 e 18.20 (DRNA, 2010)Texto do compêndio de regulamentos de Porto Rico, lido em 13/10/2026. Nomeia a 'aguja picuda (Tetrapturus pfluegeri)'. O DRNA pode ter emendado o texto depois; confira no site do órgão.
  9. oficial Code of Federal Regulations, 50 CFR 635.22(b): Atlantic HMS, limites de retenção recreativa (NOAA Fisheries, EUA)Texto consolidado no eCFR, conferido em 13/10/2026: nenhum longbill spearfish pode ser pescado ou mantido dentro da ZEE do Atlântico.
  10. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Guia de identificação de referência para o Atlântico ocidental (capítulo Istiophoridae).
  11. oficial Modificação da NOM-017-PESC-1994, para regular a pesca deportivo-recreativa nas águas de jurisdição federal do México (DOF, 25/11/2013)Texto lido no DOF: itens 4.2 a 4.12 (cotas, pesca subaquática, venda e filés).
não confunda

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