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catálogo Istiophoridae · predador

marlim-branco

Kajikia albida

Marlista nacional: LC · pouco preocupante

Marlim menor e acrobático, referência no verão de São Paulo e do Rio. Briga com saltos e exige equipamento leve e técnica fina.

Também chamado de: agulhão-branco, marlim-branco, white marlin

Ilustração científica de Marlim-branco
tamanho comum
150–230 cm
máximo
300 cm
peso comum
18–35 kg
recorde/máx.
82,0 kg
profundidade
0–150 m
água ideal
22–27 °C
visão geral

quem é o marlim-branco

O marlim-branco é o menor marlim do Atlântico e um dos peixes mais técnicos da pesca oceânica. No Brasil raramente passa de 35 kg, mas compensa em saltos, corridas e malícia: costuma bater na isca várias vezes antes de abocanhar. Vive em águas oceânicas quentes, mas tolera temperaturas um pouco mais baixas que o marlim-azul, por isso aparece com regularidade no Sudeste e no Sul. Segue bordas de corrente e cardumes de lulas, sardinhas e peixes-voadores. Ilhabela e Santos/Guarujá, em São Paulo, e Cabo Frio, no Rio, são referências no verão. A pesca é de soltura: o comércio é proibido e a ICCAT mantém um plano de recuperação do estoque.

curiosidades

  • Por muito tempo foi confundido com o agulhão-verde-de-escama-redonda (Tetrapturus georgii); a ICCAT ainda contabiliza as duas espécies juntas.
  • Bate na isca com o bico várias vezes antes de abocanhar, por isso o drop-back é decisivo.
como reconhecer

identificação

Corpo esguio e bem menor que o do marlim-azul. Primeira dorsal e primeira anal de ponta arredondada; na frente, a dorsal é mais alta que o corpo e tem pintas pretas. Peitorais de ponta arredondada. Linha lateral simples e visível. O marlim-azul tem dorsal pontuda e baixa e é muito mais pesado. O agulhão-vela tem dorsal em vela, alta em quase todo o comprimento, e pélvicas longas e finas.

como está a pesca de marlim-branco

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Mar aberto do Nordeste ao Sul, mais procurado no Sudeste. Referências: Ilhabela e Santos/Guarujá-SP, na borda da plataforma; Cabo Frio, Arraial do Cabo e Rio de Janeiro-RJ; Vitória-ES, onde divide os pesqueiros com o marlim-azul. Também ocorre ao largo de Santa Catarina e do Nordeste.

Habitat: Água oceânica azul, na camada de 0 a 150 m, sobre a quebra da plataforma e o talude. Gosta de bordas de corrente, linhas de cor de água, montes submarinos e manchas de isca.

litoral

Costa NordesteCosta SudesteCosta Suloceanico

estados

Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul

calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no anomelhor: jan–mar
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

No Sudeste a temporada vai de dezembro a março, com pico em fevereiro, quando a água quente encosta na plataforma. Ao largo do Espírito Santo e do Nordeste pode aparecer em outros meses, com menos regularidade.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Diurno. Ativo de dia, com boas ações nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde. Costuma andar em duplas ou trios: se um aparecer, deixe as outras iscas na água.

clima, água e comportamento

o que mexe com o marlim-branco
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Água abaixo de 21 °C esvazia o pesqueiro. Quebras térmicas e a borda da água quente concentram o peixe.

pressão atmosférica

A frente fria esfria e suja a superfície; a pesca volta de 2 a 3 dias depois, com o mar assentado.

lua

Efeito pequeno. Alguns capitães preferem as luas de quarto, com corrente mais estável.

chuva

Chuva fraca não atrapalha. Temporal com raio em mar aberto: volte.

nível da água

Não se aplica no mar. O equivalente é a cor e a limpeza da água: procure água azul e limpa e linhas de corrente.

barulho

Motor e teasers atraem. Evite manobras bruscas quando o peixe estiver atrás das iscas.

vento

Marola leve ajuda; vento forte desmonta o spread e torna a pesca perigosa.

maré

A maré pesa pouco; corrente e virada de corrente importam mais.

profundidade

Fica nos primeiros 150 m. Pesque sobre 100 a 1.500 m de fundo, na quebra da plataforma.

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
20 a 30 lb, 6'0" a 6'6", ação moderada-rápida
molinete / carretilha
carretilha de corrico 20 a 30 lb, ou molinete 8000 a 10000 para isca viva
linha
monofilamento 20 a 30 lb, 400 a 600 m
líder
monofilamento ou fluorocarbono 80 a 100 lb, 3 a 4,5 m
anzol
circle hook 6/0 a 8/0 na isca natural; simples 7/0 a 8/0 nas saias

iscas artificiais

  • saias e cabeças de resina de 6 a 9 polegadas
  • lulas de silicone
  • teasers de lula em cadeia e dredges

iscas naturais

  • agulhinha montada para corrico
  • lula inteira
  • sardinha ou cavalinha viva em corrico lento

acessórios

  • luvas para o líder
  • desanzolador longo
  • tags de marcação científica

dica de quem pesca

Use a isca e troca: puxe teasers sem anzol e, quando o marlim aparecer, ofereça a isca natural com circle hook. Sentiu o toque, solte linha por 3 a 5 segundos (drop-back) e só então feche a fricção.

o que a lei diz

regras para o marlim-branco

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Era VU na Portaria MMA 148/2022 e saiu da lista em 2026. Segue com venda proibida (IN SEAP 12/2005) e plano de recuperação da ICCAT, que gerencia o estoque junto com o agulhão-verde-de-escama-redonda.

Marlim vivo volta para o mar; venda proibida

confirme no órgão

Marlins azuis e brancos que chegarem vivos ao barco devem ser devolvidos ao mar. Venda no mercado interno e exportação proibidas; exemplares desembarcados devem ser doados a instituições científicas ou beneficentes. Proibido cortar a primeira dorsal e a primeira anal a bordo. Texto confirmado em base de legislação; confirme a vigência no MPA.

Fonte: Instrução Normativa SEAP/PR nº 12, de 14/07/2005 (Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca)

ICCAT: regras para a pesca recreativa de marlins

168 cm LJFL (da ponta da mandíbula inferior à forquilha da cauda)

A ICCAT, da qual o Brasil faz parte, obriga os países a garantir soltura com o menor dano possível, tamanho mínimo de retenção de 168 cm LJFL (da ponta da mandíbula inferior à forquilha da cauda) para o marlim-branco e proibição de vender marlins da pesca recreativa. A norma nacional é mais restritiva: marlim vivo deve ser solto.

Fonte: Recomendação ICCAT 19-05, parágrafo 11 (Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Mantenha o peixe na água, controle pelo bico com luva e tire o anzol com desanzolador. Reanime com o barco andando devagar. Não puxe para dentro do barco para foto.

na cozinha

Não se aplica: venda proibida e soltura obrigatória do peixe vivo.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00136664, b = 3.14; FishBase (estimativa bayesiana, comprimento total); coeficiente a ajustado ao porte máximo registrado). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário e as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho) são estimativas editoriais do app, feitas a partir da literatura abaixo e da experiência de campo de pescadores e guias. Não são dado oficial nem medição feita para esta espécie e podem variar por região e ano. Defesos e regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase — Kajikia albida (ficha da espécie)Nomes, distribuição, biologia, relação peso-comprimento e referências. Página conferida em 13/10/2026.
  2. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026 — Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)Lista nacional mais recente. A espécie não consta dela (busca pelo nome científico no texto publicado no DOU, conferida em 13/10/2026).
  3. oficial Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022 — atualização da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de ExtinçãoLista nacional anterior, citada no histórico de conservação desta espécie.
  4. oficial ICMBio/SALVE — Ficha de Kajikia albida (avaliação nacional do risco de extinção)Avaliação nacional do ICMBio, publicada em 2025. DOI conferido no Crossref.
  5. científica IUCN Red List — Kajikia albida (avaliação global: Pouco Preocupante, LC, 01/05/2021)Avaliação global. Link indicado na ficha do FishBase (Lista Vermelha, versão 2025-2).
  6. científica Nakamura, I. (1985). FAO species catalogue. Vol. 5. Billfishes of the world. FAO Fisheries Synopsis 125(5). Roma: FAO.
  7. técnica ICCAT Manual, cap. 2.1.7 — White marlin (Kajikia albida). International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas.Biologia e pesca da espécie no Atlântico.
  8. científica Carpenter, K. E. (org.) (2002). The living marine resources of the Western Central Atlantic. Vol. 3: Bony fishes part 2 (Opistognathidae to Molidae). FAO Species Identification Guide for Fishery Purposes. Roma: FAO.Capítulo Istiophoridae (Nakamura, I.).
não confunda

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