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catálogo Triakidae · predador

cação-viúva (cazón viuda)

Mustelus norrisi

MarIUCN global: NT · quase ameaçada

Cação pequeno e esguio de fundo de lama e areia, que caça caranguejos e camarões do Golfo do México à Venezuela e ao Sul do Brasil. Quase Ameaçado no mundo. Fora da lista brasileira, mas os Mustelus se confundem: na dúvida, solte.

Também chamado de: cação-viúva

silhueta do formato do corpo · ilustração em breve
tamanho comum
80 cm
máximo
110 cm
peso comum
—
recorde/máx.
13,8 kg
profundidade
3–40 m
água ideal
22–28 °C
visão geral

quem é o cação-viúva (cazón viuda)

O cação-viúva (narrowfin smooth-hound, em inglês) vive na plataforma continental sobre fundos de lama e areia, de 1 a 100 m e em geral entre 3 e 40 m. Come caranguejos e camarões, além de peixes ósseos. É vivíparo, com placenta de saco vitelino, com 7 a 14 filhotes por ninhada, que nascem com cerca de 30 cm. Ocorre no Atlântico ocidental, da Flórida e do norte do Golfo do México à Venezuela, e também no Sul do Brasil. A IUCN o considera Quase Ameaçado (2019). No Brasil não consta da lista nacional, mas outros Mustelus constam e são muito parecidos, então vale soltar. Em outros países é recurso de pesca comercial pequena e peixe de pesca esportiva (FishBase).

curiosidades

  • O nome em inglês, narrowfin smooth-hound, também é usado como Florida smooth-hound (FishBase).
  • Em Cuba e em outros países, seus nomes populares ('boca dulce', 'viuda') se misturam com os do M. canis.
  • Nasce com cerca de 30 cm (FishBase).
como reconhecer

identificação

Cação pequeno e esguio, de focinho pontudo e sem espinhos nas dorsais, como os outros Mustelus. As diferenças para o cação-sebastião (M. canis) são sutis e exigem exame do animal em mãos; a FishBase avisa que espécies parecidas da região se confundem com M. canis. Na prática, em campo, trate como 'cação Mustelus' e siga a regra mais restritiva: no Brasil, o cação-sebastião (EN), o cação-canejo (M. fasciatus, CR) e o cação-malhado (M. schmitti, CR) são protegidos.

como está a pesca de cação-viúva (cazón viuda)

Carregando os próximos 7 dias…

Cada cartão traz o índice do dia (0 a 100) e, embaixo, a tira com o índice de cada hora, da 0h às 23h. da fraca à excelente.

distribuição

onde tem

abrir no mapa grande

Atlântico ocidental, da Flórida (EUA) e do norte do Golfo do México à Venezuela, e também no Sul do Brasil (FishBase).

Habitat: Fundos de lama e areia da plataforma continental, de 1 a 100 m, em geral entre 3 e 40 m (FishBase).

litoral

Costa Sulcosteiroplataforma
calendário e relógio

quando pescar

melhor época

época no ano
janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez

Estimativa: sem época conhecida. A FishBase não traz sazonalidade para a espécie.

melhor horário

0h6h12h18h nascer ~6hpôr ~18h

Qualquer hora. Caça no fundo, em geral sem horário marcado; a FishBase não aponta horário preferido.

clima, água e comportamento

o que mexe com o cação-viúva (cazón viuda)
sensibilidade As barrinhas mostram o quanto cada fator mexe com esta espécie. Cinco cheias: ela sente muito.

frio e frente fria

Espécie subtropical; água fria afasta os animais do raso. Efeito pouco medido.

pressão atmosférica

Pouco conhecido.

lua

Pouco conhecido.

chuva

Pouco relevante.

nível da água

Não se aplica no mar.

barulho

Pouco conhecido.

vento

Mar grosso impede a pesca de praia e a de barco pequeno.

maré

Pouco conhecido; em fundos rasos, a maré muda onde caranguejos e camarões ficam disponíveis (estimativa).

profundidade

De 1 a 100 m, em geral de 3 a 40 m (FishBase).

técnica, equipamento e isca

como pescar

vara
praia: 12' a 14' para chumbo de 100 a 150 g; embarcado: 6' a 7', 15 a 30 lb
molinete / carretilha
molinete 5000 a 7000
linha
monofilamento 0,35 a 0,45 mm
líder
monofilamento 0,60 mm
anzol
circle 2/0 a 4/0, de preferência sem farpa

iscas naturais

  • camarão
  • lula
  • filé de peixe
  • caranguejo

acessórios

  • alicate de corte
  • desanzolador de cabo longo
  • luvas

dica de quem pesca

No Brasil, solte todo cação do grupo Mustelus: não dá para separar a espécie protegida da outra só pela aparência.

o que a lei diz

regras para o cação-viúva (cazón viuda)

Resumo das normas que encontramos, com a fonte de cada uma. A regra muda; antes de abater ou transportar, confira no órgão ambiental do estado.
Conservação: Não consta da lista nacional brasileira (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Global: Quase Ameaçado (NT, A2bd), avaliada em 21/06/2019 (IUCN, via FishBase).

Brasil: esta espécie não está na lista, mas outros cações Mustelus estão

solte todo Mustelus; M. canis, M. fasciatus e M. schmitti são protegidos

O cação-viúva (Mustelus norrisi) não consta da lista nacional (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). Três outros Mustelus constam: M. canis (EN), M. fasciatus (CR) e M. schmitti (CR), com captura, transporte e comércio proibidos (Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º). Como os Mustelus se confundem e a identificação em campo é incerta, trate todo cação desse grupo fisgado no Brasil como protegido e solte na água. A captura incidental com soltura imediata do animal vivo não é infração (art. 3º, § 4º).

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.667/2026 (itens 335 a 337 do Anexo I) e Portaria GM/MMA nº 1.666/2026, art. 3º

Finning proibido: tubarão só inteiro, com as nadadeiras

nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo

No Brasil é proibido o finning (capturar tubarões e raias e aproveitar só as barbatanas, descartando o resto do corpo). A norma trata de desembarque, transporte e comércio por embarcações de pesca: todo tubarão ou raia deve chegar com as nadadeiras naturalmente aderidas ao corpo (o corte parcial para dobrá-las contra o corpo é permitido); é proibido transportar a bordo animal sem nadadeiras ou nadadeiras soltas e transferir tubarões e raias entre embarcações.

Fonte: Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26/11/2012, art. 3º (Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente)

México: no máximo 1 tubarão por pescador por dia

1 exemplar por pescador por dia (vale por 5 na cota de 10)

Na pesca esportivo-recreativa em águas marinhas mexicanas, o limite para tubarões é de um exemplar por pescador por dia, que conta como cinco no limite total de dez peixes (no máximo cinco da mesma espécie). Exemplares além da cota só podem ser devolvidos vivos, em boas condições de sobrevivência (captura e soltura), e o pescado da pesca esportiva não pode ser vendido. A pesca esportiva também não pode ser feita em zonas e épocas de veda nem em áreas naturais protegidas sem as autorizações próprias. Para a NOM-017, os cações Mustelus entram como 'tiburón'.

Fonte: NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), modificação publicada no DOF, itens 4.9.1 a e b, 4.9.5, 4.10 e 4.11 (Sagarpa/Conapesca)

México: NOM-029-PESC-2006 regula a pesca comercial de tubarões e raias

A NOM-029 é a norma da pesca de tubarões e raias em escala comercial: vale para os titulares de permissões de pesca dirigida a esses animais e para quem os captura por acaso (item 1.2) e trata de embarcações de pesca comercial (item 4.2.1); a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017. Proíbe aproveitar só as barbatanas de tubarões (item 4.2.1) e prevê vedas e zonas vedadas, fixadas por aviso no DOF, para a pesca dirigida (itens 4.2.3 e 4.3.4: nada de pesca dirigida em veda, a 5 km de recifes de coral, diante de bocas de rios e lagunas, em frente a praias de desova de tartarugas e perto de colônias de leões-marinhos). A espécie consta do Apêndice Normativo A, na lista de tubarões do Golfo do México e Mar do Caribe ('tiburón mamón').

Fonte: NOM-029-PESC-2006, Pesca responsable de tiburones y rayas (DOF de 14/02/2007), itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3, 4.3.4 e Apêndice Normativo A (Sagarpa)

México: vedas anuais de tubarões e raias (confira as datas do ano)

confirme no órgão

A NOM-017 (item 4.10 a) proíbe a pesca esportiva em zonas e épocas de veda, e a NOM-029 (item 4.2.3) manda a autoridade fixar vedas para tubarões e raias por aviso no DOF; as datas mudam e variam por litoral. Em 01/08/2025 a Secretaría de Agricultura e a Conapesca anunciaram, para o litoral do Pacífico, o aproveitamento de tubarões e raias de 1º de agosto a 30 de abril (os meses de maio a julho ficam de fora, interpretação nossa a partir do anúncio) e, em Tabasco, Campeche e Yucatán, veda de 1 a 29 de agosto. Não encontramos o aviso oficial vigente em 2026: confirme as datas com a Conapesca antes de pescar.

Fonte: NOM-017-PESC-1994, item 4.10 a; NOM-029-PESC-2006, item 4.2.3; nota da Crónica sobre o anúncio da Agricultura e da Conapesca de 01/08/2025

Colômbia: tubarões e raias marinhas não são recurso pesqueiro

extração comercial ou esportiva não permitidaconfirme no órgão

Em 2021 a Colômbia deixou de considerar tubarões e raias marinhas recursos pesqueiros e passou a tratá-los como recurso hidrobiológico; os considerandos do Decreto 281/2021 dizem que eles não podem ser extraídos com fins comerciais ou esportivos, e o decreto criou um plano ambiental de proteção. Normas posteriores da AUNAP trataram da captura incidental na pesca artesanal; não conferimos o texto consolidado. Na dúvida, solte na água.

Fonte: Decreto nº 281, de 18/03/2021 (Ministério de Ambiente y Desarrollo Sostenible), que acrescenta a Seção 27 ao Decreto 1076/2015; Resolução AUNAP nº 0380/2021

Panamá: tubarões e raias não podem ser capturados na pesca esportiva

captura, retenção e desembarque proibidos (a partir de cerca de 10/12/2026)

O Decreto Executivo 9/2026 (art. 19) proíbe, em todo o território nacional e na pesca esportiva, recreativa ou turística, a captura, a retenção, o manejo com fins lúdicos, o aproveitamento e o desembarque de tubarões e raias (subclasse Elasmobranchii). Se um deles for fisgado sem querer, deve ser solto de imediato, sem tirá-lo por completo da água e sem manuseio desnecessário. Também é proibido promovê-los como alvo em torneios (art. 19) e vender o pescado (art. 20). O decreto entra em vigor seis meses depois de promulgado em 10/06/2026 (art. 40), por volta de 10/12/2026, e revoga o Resuelto ADM/ARAP 002/2012 (art. 39). Confirme a data com a ARAP.

Fonte: Decreto Ejecutivo nº 9, de 10/06/2026, arts. 19, 20, 39 e 40 (Ministerio de Desarrollo Agropecuario / Autoridad de los Recursos Acuáticos de Panamá, Gaceta Oficial nº 30543-E)

Tubarões e raias ameaçados: captura proibida

Costa NorteCosta NordesteCosta SudesteCosta Sul

Muitos tubarões e raias estão na lista nacional (CR, EN ou VU), com captura, retenção e transporte proibidos, entre eles os listados aqui. Espécies que entraram na lista só em 2026 seguem o prazo de 180 dias (até ~25/10/2026). Na dúvida sobre a espécie, solte.

Fonte: Portaria GM/MMA nº 1.666/2026 (art. 3º) e nº 1.667/2026 (Anexo I)

pesque-e-solte
pesque-e-solte Devolver o peixe vivo, rápido e com a mão molhada. Em defeso, nem sempre é permitido: vale o que a norma diz.

Tire o anzol com desanzolador ainda na água, ou com o animal molhado, segurando pelo corpo e longe da boca, e devolva logo. É pequeno e aguenta bem a soltura rápida. No Brasil, solte sempre.

na cozinha

A FishBase registra pesca comercial pequena. Como no Brasil outros cações Mustelus são protegidos e a identificação é incerta, a boa prática é soltar.

calculadora

quanto pesa sem tirar da água

Relação peso-comprimento W = a·Lb (a = 0.00174, b = 3.1; FishBase (relação peso-comprimento bayesiana, estimativa da própria espécie)). É uma média: peixe gordo ou magro pode variar de 10% a 20%.

peso estimado

—

fontes e referências

Os pesos de época (meses), o horário, as sensibilidades (frio, pressão, lua, vento, chuva, maré, luz forte, água turva e barulho), a faixa de temperatura da água e a faixa de tamanho comum são estimativas editoriais do app, apoiadas na FishBase e na literatura citada abaixo, sem medição própria para esta espécie. Os meses indicam a época em que o pescador pode encontrar a espécie perto da costa, não uma temporada de captura. Não são dado oficial e podem variar por região e ano. As regras legais aparecem na seção de regras, com norma e link.

  1. científica FishBase: Mustelus norrisi (ficha da espécie)Tamanho, peso-comprimento, profundidade, ambiente, distribuição, biologia e status da IUCN. Página conferida em 13/10/2026.
  2. científica FishBase: nomes populares de Mustelus norrisiNomes por país e língua.
  3. oficial Portaria GM/MMA nº 1.667, de 27 de abril de 2026: Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (peixes e invertebrados aquáticos)A espécie não consta da lista. Conferido no DOU de 28/04/2026.
  4. oficial Portaria GM/MMA nº 1.666, de 27 de abril de 2026: regras e restrições para as espécies ameaçadas da lista nacionalArt. 3º: proteção integral das espécies EW, CR, EN e VU (proibidos captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização); § 4º: a restrição não se aplica à captura incidental quando o animal é liberado vivo; art. 12: para espécies que passaram a compor a lista por nova portaria, as proibições do art. 3º começam 180 dias depois da publicação. Texto conferido no DOU em 13/10/2026.
  5. oficial Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 14, de 26 de novembro de 2012: desembarque, transporte, armazenamento e comércio de tubarões e raias (proibição do finning)Texto do Sislegis/MAPA (DOU de 28/11/2012), conferido em 13/10/2026. O § 6º do art. 3º (autoriza descartar a cauda das raias a bordo) foi acrescentado pela IN Interministerial 6/2013.
  6. oficial México: Modificación a la NOM-017-PESC-1994 (pesca deportivo-recreativa), DOFTexto oficial no Diário Oficial da Federação; itens 4.9.1, 4.9.5, 4.10 e 4.11 conferidos em 13/10/2026.
  7. oficial México: NOM-029-PESC-2006, pesca responsável de tubarões e raias (DOF de 14/02/2007)Cópia do texto publicado no DOF, na plataforma de normalização da Secretaría de Economía. Itens 1.2, 4.2.1, 4.2.3 e 4.3.4 e o Apêndice Normativo A conferidos em 13/10/2026. A norma foi escrita para a pesca comercial; a pesca esportiva tem a norma própria, a NOM-017.
  8. imprensa Crónica: Anuncian periodos de veda y aprovechamiento de especies marinas (Agricultura e Conapesca, 01/08/2025)Nota de imprensa que reproduz o anúncio da Secretaría de Agricultura e da Conapesca para tubarões e raias no Pacífico e em Tabasco, Campeche e Yucatán. O aviso oficial vigente em 2026 não foi localizado; confirme as datas com a Conapesca.
  9. oficial Colômbia: Decreto 281 de 2021 (proteção e conservação de tubarões, raias marinhas e quimeras), Gestor Normativo da Função PúblicaConsiderandos e regras do decreto sobre tubarões e raias marinhas. Mudanças posteriores da AUNAP sobre captura incidental não foram conferidas.
  10. oficial Panamá: Decreto Ejecutivo nº 9, de 10 de junho de 2026 (pesca deportiva), Gaceta Oficial Digital nº 30543-EArt. 19 (proibição de captura, retenção e desembarque de tubarões e raias na pesca esportiva), art. 20 (proibição de venda), art. 39 (revoga o Resuelto ADM/ARAP 002/2012) e art. 40 (vigência em seis meses). Art. 19 conferido no texto em 13/10/2026.
  11. oficial Fiperj: Peixes cartilaginosos marinhos ameaçados de extinção (Portarias GM/MMA 1.666 e 1.667/2026), atualizado em 11/05/2026Cartaz da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, com nomes populares e categorias das espécies de peixes cartilaginosos da lista; informa que as alterações se aplicam a partir de 27/10/2026. Conferido em 13/10/2026.
não confunda

espécies parecidas